Não sou fã de gibi, portanto, nem sabia quem era o Homem de Ferro. Então, ao contrário de muitos que já foram assistir a super estréia sabendo o que podia ou não acontecer, fui como uma simples mortal, esperando assistir a um bom filme de ação. E só posso dizer que, valeu – e muito – a pena.
Pra começar, fico feliz de saber que agora a Marvel não é só uma consultora; ela é agora um estúdio de cinema, podendo bancar seus filmes sem ter que “engolir” pérolas do estilo “Elektra”. “Homem de Ferro” e “O Incrível Hulk” marcam este novo caminho da Marvel que, pelo jeito, só tem a agradar aos fãs dos gibis e aos fãs do cinema!
Mas vamos ao que interessa... “Homem de Ferro” é um filme fascinante, que prende a atenção do começo ao fim! Desde que seu primeiro trailer foi elogiado pelos “fãs xiitas” na Comic Con 2007 (feira muitíssimo concorrida), era só questão de tempo que o filme estreiasse e mostrasse todo seu potencial... Trazendo no papel do personagem principal o ator Robert Downey Jr (“Chaplin”, “Boa Noite, Boa Sorte”), que é mais conhecido por seu envolvimento com drogas e pelo entra-sai da cadeia, e com uma aposta arriscadíssima em entregar o filme para Jon Favreau, um diretor/ator pouco experiente, “Homem de Ferro” não decepciona, fazendo qualquer um ficar com gostinho de “quero mais” quando começa a exibição dos créditos finais.
Lembrando os recentes filmes de super-heróis, o filme tem que mostrar como um playboy bilionário e inteligentíssimo vira um combatente do crime; porém, a inovação de Favreau está justamente neste aspecto, ao iniciar o filme já mostrando o caráter “curtindo a vida” de Tony Stark para depois mostrar sua captura e seu cativeiro em uma caverna no Afeganistão. Lá, Stark vê o que sabia apenas através de jornalistas: ele é o senhor da guerra, fornecendo armamento para as guerras em diversos países. Ao ser capturado, é obrigado a construir uma arma, mas ao invés disso, constrói uma armadura, basicamente invencível, para sair do cativeiro. Contando com a ajuda de Yinsen, prisioneiro que acoplau ao seu coração um dispositivo que o manteve vivo, Stark consegue fugir dos afegãos, voltando para casa com idéias diferentes, que vão contra o planejado por Obadiah Stane, seu sócio na fabricação de armas. Obcecado em mudar aquilo que proporcionou, Stark constrói outra armadura, tornando-se o Homem de Ferro.
Com cenas empolgantes e engraçadas (a perseguição do Homem de Ferro pelos caças é incrível, com final hilário) e sem contar com aquela sensação de “é tudo digital” (ok, a luta entre o Homem de Ferro e o Monge de Ferro é impossível achar que ela é verdadeira), Favreau conseguiu construir um filme que não é só uma adptação de um gibi, e sim uma incrível aventura para toda a família.
Gwyneth Paltrow na pele da assistente Pepper Potts está sossegada, principalmente pelo fato do filme deixar a tensão entre ela e Stark no ar (ponto pro diretor!); Jeff Bridges é um vilão caricato, que desde o início revela que não tem boas intenções com o playboy; e Terrence Howard parece que fez o filme já pensando na continuação, quando finalmente assume o papel de Máquina de Ferro (fato já comprovado na cena em que Jim Rhodes vira para a armadura Mark III e diz que ela ficará para depois). Mas o filme tem um dono: Robert Downey Jr é Tony Stark. Não há dúvidas, desde das primeiras imagens das gravações, do pôster de divulgação ao filme em si, que o ator se entregou de corpo e alma para viver o Homem de Ferro, chegando a declarar em entrevistas que ele e Stark tem muito em comum! Tal fato é comprovado na cena final, quando Stark dá uma coletiva de imprensa. Naquele momento, fica a dúvida: quem deu a entrevista? Tony Stark ou Robert Downey Jr?
Curiosidades:
Robert Downey Jr. levava de 30 a 40 minutos para vestir a armadura - Mark III;
O carro pilotado por Tony Stark é um Audi R8, carro avaliado em mais de R$ 700 milhões;
O personagem Homem de Ferro da Marvel foi criado por Stan Lee em 1963. Possui mais de 600 histórias em quadrinhos e revistas já publicadas;
É o primeiro filme da empresa Marvel Studios, com orçamento estimado em US$ 186 milhões;