|
A
ação espírita na transformação do mundo
- Alessandra Badan
Juntamente com o trabalho e a
solidariedade, o amor é elemento fundamental de que o Espiritismo serve
para transformar o nosso mundo, num mundo melhor e mais belo. O amor
abrange a compreensão e a tolerância, pois quem ama compreende o ser amado, e sabe tolera-lo em todas as circunstâncias.
Abrange também a verdade, pois quem ama, sabe que o alvo supremo do amor,
é a verdade. Ninguém ama a mentira, pois mesmo os mentirosos, apenas a
suportam, na falta da verdade. O amor não tem limites, mas nós, os
homens, somos criaturas limitadas e estamos condicionados, em cada existência,
pelas limitações da condição humana. Amamos de maneira especial,
aqueles que estão ligados a nós, nesta vida ou se ligaram a nós em
vidas anteriores. Amamos a todos os seres e a todas as coisas, na proporção
do nosso alcance mental de compreensão da realidade. E amamos a nossa
Terra, o pedaço do mundo em que nascemos e vivemos. Amamos os que estão
além da Terra, nas zonas planetárias espirituais, como amamos, por intuição
mental e afetiva, a todos os seres e coisas de todo o Universo.
O
amor é a afetividade em ação, fluxo permanente de vibrações
espirituais do ser que se expandem em todas as direções da realidade. As
ondas do amor atingem a todas as distâncias, elevações e profundidades,
não podendo ser medido.
Depois que o amor ultrapassa os limites
possíveis da criação, ele atinge o seu alvo principal, que é Deus, e
Nele se transfunde. O Espiritismo aprofunda o conhecimento da realidade
universal e não pretende modificar o mundo em que vivemos, através de
mudanças superficiais de estruturas. Essa é a posição dos homens
diante dos desequilíbrios e injustiças sociais, mas o homem espírita vê
mais longe e mais fundo, buscando as causas dos efeitos visíveis. Se
queremos mudar a sociedade, não adianta modificar a sua estrutura feita
pelos homens, mas modificar os homens que modificam as estruturas sociais.
O homem egoísta produz o mundo egoísta, o homem altruísta produzirá o
mundo generoso e belo que todos desejamos. As relações humanas se
baseiam na afetividade humana. Não há afetos entre corações insensíveis.
Por isso, a dor campeia no mundo, pois só ela pode abalar os corações
de pedra. Mas, o Espiritismo nos mostra que o coração de pedra é duro
por falta da compreensão da realidade, de tradições negativas que o
homem desenvolveu em tempos selvagens e brutais.
Essas
relações se modificam quando oferecemos aos homens uma visão mais
humana e mais lógica da realidade universal. Essa visão não tem sido tentada pelos
espíritas, que na sua maioria, se deixa levar apenas pelo
aspecto religioso da doutrina, já deformadas pela influência de formações
religiosas anteriores. Precisamos
restabelecer a visão espírita, afastando os resíduos de um passado de
ilusões e mentiras prejudiciais. Se aprofundarmos no conhecimento da
doutrina, poderemos realmente contribuir para a modificação do mundo em
que vivemos. |
|
O
livro dos espíritos – Amanda
Gonçalves Santos
Com
este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo, a era espírita.
Nele se cumpria a promessa evangélica do Consolador, do Paracleto ou Espírito
da verdade. Dizer isso, equivale a afirmar que o livro dos espíritos, é
o código de uma nova fase da evolução humana. Nosso dever, é estudar,
meditar, ler e rever constantemente o livro dos espíritos. Sobre este
livro ergue-se a doutrina espírita, ele é a pedra fundamental do
espiritismo, o marco inicial. Antes deste livro não havia espiritismo ,
nem mesmo a palavra existia, falava-se de espiritismo ou neo-espiritismo,
mas depois de lançado, contendo princípios da doutrina espírita, uma
nova luz brilhou.
Há uma seqüência história até o lançamento
do mesmo... quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações
primitivas, apareceu Moisés, como condutor de um povo destinado a traçar
as linhas de um novo mundo e de suas mãos surgiu a Bíblia. Não foi Moisés
quem a escreveu, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação
do novo ciclo de revelações: o cristão. Mais tarde, quando o povo já
espalhava as leis de Moisés, apareceu Jesus, e das suas palavras, surgiu
o evangelho. A bíblia é a codificação da primeira revelação cristã.
O evangelho é e codificação da segunda revelação cristã, tendo na
figura do Cristo, o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz
sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos, a conexão necessária.
Mas assim como na bíblia já se anunciava o evangelho, também neste
aparecia a predição de um novo código, o do espírito da verdade. E o
novo código surgiu nas mãos de Allan Kardec, sob a orientação dos espírito
da verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa
fase superior de desenvolvimento.
Cada
fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas
as suas realizações, a bíblia é a síntese da antiguidade, o evangelho
é a síntese do mundo greco-romano-judáico, e o livro dos espíritos a
do mundo moderno. A rápida apreciação da estrutura do livro dos espíritos
em suas ligações com as demais obras da codificação, parece suficiente
para mostrar que ele constitui mo início, o arcabouço filosófico do
espiritismo, contém, segundo Kardec declarou: “os princípios da
doutrina espírita”. Embora não tenha sido elaborado em linguagem técnica
e não observe os rigores das minúcias exposições filosóficas, é todo
um complexo e amplo sistema de filosofia que nele se expõe. |
Vontade: Entre
a Inércia e a realização - Camila
Sandrim Araújo
Quando nos deixamos arrastar pelas acomodações ou reclamações, viramos
presas fáceis de pensamentos e influências negativas que nos causam
tristezas, angústias, dificuldades e desespero. A
reclamação, por muitas vezes, pode servir como desabafo, o que não pode
ocorrer é o exagero e o vício das lamentações.
Existe
um fator que tira esses pensamentos das mentes das pessoas: a vontade.
Somente ela pode nos impulsionar a melhorar e buscar mudanças em nossos
pensamentos, sentimentos e principalmente, definir o rumo de nossas vidas.
A
vontade de buscar a melhora se dá de acordo com a condição intelectual
de cada um. Aqueles que estiverem ainda na imaturidade psicológica, terão
menos segurança na tomada de suas decisões e pode oferecer perigos aos
demais e principalmente a si próprio. Já os que possuem o intelecto mais
aprimorado, maior força de vontade terão segurança e, com o auto-estímulo,
conseguirão a transformação e seguirão uma vida saudável.
Outro
componente muito importante em nossas vidas é a perseverança, que deve
andar junto com a vontade. Através dela, a pessoa tem convicção do que
quer para si e passa a retirar todos os empecilhos de seu caminho e não
permite que influências negativas atrapalhem seus objetivos. E se ela
falhar, terá na consciência de seu íntimo, a persistência, e
certamente saberá transformar sua falha em motivos para tentativas
futuras.
|
|
O
melhor para a liderança espírita –
Fátima Carvalho Rama
No
texto, o autor explicita as qualidades desejadas no líder espírita.
Parte da comparação entre esse líder e as aristocracias que governam o
mundo, analisando o poder dos anciões, dos guerreiros, dos nobres, do
dinheiro e da inteligência, indo desaguar numa aristocracia
intelecto-moral, ou seja, no poder da inteligência unida a uma sólida
moral.
Constitui-se
esta na melhor forma de governo até que a humanidade evolua a ponto de não
mais ser necessário qualquer tipo de governo, pois todos terão total
conhecimento de seus limites, direitos e deveres.
Da
mesma forma, o movimento espírita ainda não pode dispensar lideranças.
Um líder espírita legítimo, precisa ter algumas virtudes que, somadas
lhe darão em elevado grau de conhecimento e vivência, disciplina e paciência.
Ter uma vasta cultura doutrinária, amar a ciência e ser amante da
sabedoria, isto é, ter qualidades de um filósofo.
Que
seja capaz de suportar reuniões cansativas de intelectuais, mas também
saber gastar um pouco de seu tempo com o simples. Não basta apenas
conhecer, mas também vivenciar. Não basta ao líder pregar as virtudes
do evangelho e falar do amor de Jesus, mas exemplificar a cada passo o
evangelho que traz no coração.
Deverá
ser missionário que, como o Cristo, afaga, aconchega, mas não sufoca. Líder
que conheça o caminho e caminhe por ele, mas que das suas sandálias
possam se desprender poeira de estrelas, para que possamos segui-lo em
demanda ao reino de Deus.
|
|
Feira
de Livro Espírita
– Geísa Nunes Pontes
Soube,
através do jornal Correio Fraterno, que aconteceu em Santo André, na
região do ABC, nos dias 01 e 02 de abril de 2006, o Mega Feirão do livro
espírita, na Instituição Assistencial Amélia Rodrigues. Fiquei
muito feliz porque a iniciativa é essencial para divulgação da Doutrina
Espírita. Os livros nos colocam em contato com histórias e
esclarecimentos que ampliam nossa visão do Espiritismo e do mundo.
A
Doutrina Espírita é maravilhosa e muitas pessoas estão descobrindo-a
agora, o que nos leva a perceber que ela está crescendo cada vez mais.
Atualmente, até os grandes meios de comunicação divulgam conceitos
doutrinários, seja através de revistas e jornais de grande circulação,
seja através das telenovelas – os autores têm explorado muito o
espiritismo.
Nesse
contato, as pessoas estão começando a se conscientizar sobre os porquês
do que acontece em nossas vidas. É comum recebermos na Casa Espírita
pessoas vindas de outras religiões, principalmente o catolicismo, para
seguir esta doutrina tão maravilhosa, que resolvi seguir. Acredito que
dia-a-dia aumentarão os seguidores do Espiritismo porque ele nos traz
explicações para a vida.
E
teremos mudanças em muitos, para melhor, é claro - não desfazendo das
outras religiões. Temos que estar preparados, contudo, para receber e
incentivar todos os que buscarem o Espiritismo através do Gabi,
mostrando-lhes o caminho do amor pelo próximo, da caridade, da luz nas
nossas vidas. Que assim seja. |
|
Proposta
de associações Municipais de Creches Espíritas - Isabel
Cristina de Lima
Embora
não haja estatísticas e números, grande parte das creches espíritas são
organizações de caráter assistencial e atendem a população de baixa
renda. Cada prefeitura possui política própria de ação de conduta, mas
tradicionalmente as instituições espíritas brasileiras têm atuado na ação
dos órgãos públicos e essa parceria é um desafio de aprendizado para
os dois lados.
Uma
associação de creches espíritas poderia, com a participação
financeira de seus contribuintes, construir um serviço pedagógico, que
uniria o espiritismo e a educação, articular projetos voluntários,
construir equipes multidisciplinares, acompanhar prestações de contas do
conselho municipal da criança e adolescente, entre tantas outras coisas
voltadas a doutrina e aos direitos das crianças. As associações seriam
entidades sem fins lucrativos e beneficiárias dos incentivos e imunidades
fiscais próprias a esse tipo de organização e a diretoria não seria
remunerada. Seria uma oportunidade única de amadurecimento das instituições
espíritas e devemos torcer para que essas propostas sejam descobertas e
aceitas pela sociedade.
|
|
Auto-Conhecimento
- Maria Aparecida Gonçalves Santos
No
jornal espírita de julho de 2006, a matéria que mais chamou minha atenção,
foi escrita por Kátia Flocke, com o título “O auto-conhecimento
desvincula o homem dos caminhos da obsessão”. Nessa matéria, ela
explica, em poucas palavras, como deve ser nossa conduta para que possamos
ter uma vida terrena plena.
Explica
que através do conhecimento e de nossas boas ações viveremos sem obsessões
e com equilíbrio, e que quando aqui chegamos, já trazemos uma bagagem de
conhecimentos que serão acrescidos de
outros durante nossa permanência na terra.
Em
resumo, estamos aqui para amadurecer e cada vez mais nos dedicarmos a prática
do bem. Todos os tipos de obsessão são explicados e o que devemos
fazer para não obsediar e não sermos obsediados? Orar e vigiar é uma
boa solução para manter saudáveis os nossos fluidos.
|
|
O
espiritismo e a mídia
- Sílvia Serini
A
cada dia que passa, o interesse pelo assunto cresce e os meios de comunicação
não poderiam ignorar o fato. Alguns meses atrás, tivemos a notícia de
que uma psicografia foi utilizada como prova, para inocentar uma mulher
acusada de homicídio no Rio Grande do Sul. Pouco tempo depois, duas
revistas de grande circulação em São Paulo, também têm como capa a
doutrina espírita. Até mesmo novelas que abordam o assunto, já vimos.
Talvez
nós, mais jovens, não tenhamos dado conta do quanto a divulgação da
doutrina espírita na mídia leiga é importante, mas num passado não
muito distante, médiuns que marcaram seu tempo, sofreram com o
preconceito e descriminação, entre eles, Zé Arigó (recebia a visita do
médico alemão Dr. Fritz, sendo acusado de prática ilegal da medicina);
Otília Diogo (médium de materialização) e, não poderíamos deixar de
mencionar, Chico Xavier. Este último, recebeu um jornalista que dizia ser
de outro país, tirou fotos a fim de discriminá-lo e, como não
conseguiu, inventou informações e as publicou numa revista importante da
época.
O
interesse do ser humano na doutrina aumentou, temos que reconhecer, e os
motivos são diversos, um deles é a busca incessante em descobrir o que
acontece após a morte. A necessidade do conforto pela perda de entes
queridos e a reencarnação nos mostrando que a vida continua. Alguns médicos
têm na doutrina, uma grande aliada no tratamento de doenças psicológicas;
o ser humano está muito vulnerável e distante de suas crenças.
Agora,
cabe a nós, aproveitar a oportunidade e divulgarmos o mais importante: o
amor ao próximo – oportunidade que Deus nos dá todos os dias, de amar
e nos reconciliar. Temos
apenas que tomar cuidado para não banalizar um assunto tão importante
ou, até mesmo, comercializar benefícios que devem ser concedidos, sem
que nada seja pedido em troca. Não é em vão que essa oportunidade está
surgindo.
|
|
O
Espiritismo ganha a mídia
- Sônia Rocha
Ultimamente,
a mídia em geral (TV, rádio e revistas) tem debatido sobre o chamado
“Novo Espiritismo”. Cresce o interesse pelo assunto. Para os mais
novos a mudança pode não parecer tão importante, pois as mídias
cometem erros de interpretação e divulgação dos postulados.
Antes,
houve muito preconceito e perseguição. Um desses perseguidos, foi o médium
Zé Arigó, que recebia visitas do Dr. Fritz. Chegou a ser preso, e mesmo
assim, não se revoltou continuou ajudando quem precisasse, até mesmo a mãe
do delegado que operou da coluna. Chico Xavier também enfrentou a descrença
da imprensa, quando repórteres da revista “O Cruzeiro”, tentaram
desmoralizar a mediunidade do Chico, e mesmo não encontrando indícios
verdadeiros, distorceram as informações.
Diferente
do que ocorria antes, há mais ou menos 40 anos, ciência e religião
surgem lado a lado em reportagens de revistas de grande circulação,
revelando aspectos filosóficos e científicos novos para eles, antigos
para nós, que tivemos oportunidades de conhecimentos anteriores. A
doutrina tem trazido alento a todos que perderam entes queridos, pois
afirma que a vida continua, que os erros podem ser reparados, pela
reencarnação, e oferecer respostas para perguntas como: quem sou? de
onde vim? para onde vou?
Embora
ainda com falhas na linguagem e erros doutrinários, é importante que
possamos disponibilizar diversos materiais, bibliografias e acervos que
possam expressar com exatidão o que é a doutrina espírita, em seu tríplice
aspecto: filosofia, religião e ciência.
|
|
Enquanto
houver preconceito
- Wanderlei Tavares
Ao
ser perguntado sobre o que achava da caridade pratica pelos Espíritas, o
padre Julio Lancelotti, da Casa Vida, que atende crianças órfãs e
portadoras do vírus HIV, respondeu que se trata de um dos caminhos à
salvação. Disse, ainda que admira o trabalho desses irmãos, pois a
caridade praticada, reflete a solidariedade e a fraternidade que devem
morar nos corações de todos.
Lancelotti
provou que é um autêntico cristão, livrando-se das amarras do
preconceito que impedem a grande maioria das pessoas, de respeitar a
religião dos outros. Muitas pessoas deixam de aproveitar a riqueza de um
contato mais estreito com o semelhante, por darem valor a questões
irrelevantes, como crenças, classe social ou etnia. Espíritas, evangélicos,
católicos e tantas outras, deveriam trabalhar para acabar com a ignorância
no mundo, acabar com a violência e iluminar os caminhos que os perdem e
combater a fome. Para que isso seja possível, deve prevalecer o espírito
da União.
Muitos
irmãos de outras crenças, ridicularizam gratuitamente a doutrina espírita,
e espíritas olham com desdém companheiros que preferem outras religiões.
Temos muita dor e intolerância disfarçada, mas Kardec nos oferece o
caminho a ser seguido, quando informa que a
verdadeira – e boa - religião (veja que todas as religiões
dizem ocupar essa posição), é aquela que forma mais homens de bem, do
que hipócritas.
A
doutrina boa é quando ela não semeia discriminação e não estabelece
uma demarcação entre filhos de Deus. Certa vez, presenciei uma ação
conjunta espírita, católica e evangélica que, no Natal, arrecadarem
brinquedos para crianças carentes, deixaram de lado as diferenças para
trabalharem em favor de todos. Quantas oportunidades são perdidas quando
temos preconceitos.Não devemos nos fechar em nosso mundinho e sim nos
abrir para o enriquecimento que só temos com o contato com as diferenças.
|