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VONTADE DE DEUS PARA A FAMÍLIA
Pr. Eugênio Annunciação
Texto-Base
“Submetam-se uns aos outros por temor a Cristo.” –
Efésios 5.21
A vontade de Deus com relação a maneira como eles viviam,
é encontrada no versículo 21: que uns se submetam aos
outros. Até aqui, a aplicação é uma aplicação
geral, a todo o ser humano, como uma preparação para o
entendimento desta aplicação nos relacionamentos familiares.
1. Orientação às Esposas
1.1 Submetam-se aos seus maridos
a) Reconhecendo responsabilidade por suas vidas (v. 22)
O termo grego submetam-se é usado no grego clássico, no
sentido militar de soldados submetendo-se a seus superiores, ou de escravos
submissos a seus senhores, reconhecendo alguém com a responsabilidade
sobre suas vidas. Diferentemente da submissão greco-romana, onde
apenas a mulher tinha o dever de se submeter ao marido, a submissão
do ponto de vista cristão, envolve submissão mútua
e voluntária, de uns para com os outros, quanto aos desejos,
aos pensamentos, aos planos, às ações, tudo motivado
pelo amor cristão.
b) Reconhecendo o marido como cabeça (fonte) e proteção
(v. 23)
A denotação mais comumente utilizada para cabeça
na literatura antiga, é “fonte”, ou “origem”.
De forma semelhante, cabeça era a palavra usada para designar
a nascente de um rio. É por isso que geralmente, os gregos e
os romanos, colocavam uma escultura de cabeça de homem barbado
ou um touro em uma fonte ou na nascente. O significado passou para o
latim e mais tarde, para o nosso idioma. Por isso nos referimos à
nascente de um rio como sendo sua “cabeceira”.
Porque o homem é a fonte da mulher, ou seja, numa alusão
à criação da mulher, a mulher deve se colocar debaixo
da proteção do marido. A narrativa desta criação
sugere que o fato de Deus não ter retirado a mulher da cabeça
do homem, ela não se encontra em posição superior
a este, do mesmo modo que ela não foi retirada dos seus pés,
para ser considerada inferior. Ao retirá-la da costela do homem,
Deus estava deixando claro que ambos tem a mesma importância,
estão no mesmo patamar. Indica também, que ao homem, cabe
o dever, diante de Deus de protegê-la (simbolismo do abraço).
2. Orientação aos Maridos
2.1 Submetam-se a suas esposas
a) Tendo atitudes de amor como Cristo (v. 25a)
A concepção paulina de amor, enfatizava o ágape,
que envolvia atitudes em vez de sentimentos. O ágape tratava
de dar o melhor para o ser amado: ser paciente, bondoso, não
invejoso, não orgulhoso, não egoísta, não
irascível, não rancoroso, não alegre com a injustiça,
disposto a sofrer, disposto a crer, disposto a esperar, disposto a suportar.
Da mesma forma que Cristo amou a igreja.
b) Tendo atitudes de entrega voluntária como Cristo (v. 25b)
Este amor envolve entrega. Em outras palavras, submissão voluntária.
A palavra: entrega voluntária é especialmente usada nas
declarações de Jesus acerca de Seu futuro sofrimento e
paixão, como um termo técnico para uma entrega voluntária
para o bem de outros, em coro com a concepção do ágape.
Se o amor do marido reflete o amor de Cristo, então a submissão
da esposa à proteção e provisão do seu amor,
longe de depreciar a sua condição de mulher, positivamente
a enriquecerá.
3. Orientação aos Filhos
3.1 Submetam-se a seus pais (Efésios 6.1)
a) Obedecendo a seus pais
A ordem é dada aos filhos que ainda não nasceram e aos
que já são mais velhos: prestar atenção
ao que os pais estão querendo ensinar, abrir a porta do coração
e estar disposto a aprender. Obediência envolve humildade. Envolve
reconhecimento de autoridade. Envolve reconhecimento de responsabilidade
dos pais sobre os filhos
b) Honrando a seus pais (Efésios 6.2-3)
Os dois verbos relacionados às atitudes dos filhos aos pais,
são verbos imperativos. Com relação às ordens
dadas por Deus, só há um jeito de não obedecer:
agindo com rebeldia. E a Palavra de Deus nos alerta que “a rebeldia
é como pecado de feitiçaria e a arrogância como
o mal da idolatria...” (1 Samuel 15.23).
4. Orientação aos Pais
4.1 Submetam-se a seus filhos (Efésios 6.4)
a) Não irritando-os
A grande tentação e o grande erro dos pais é provocar
irritação nos filhos. Quando os pais precisam lembrar
os filhos de alguma coisa, não se contentam em falar apenas uma
vez, sempre têm que ficar lembrando... Quanto mais os pais ficam
em cima, cobrando, lembrando, mais os filhos ficam irritados e tornam-se
procrastinadores.
É habitual, seja por zelo exagerado, seja por preocupação
de que os filhos não atenderão às orientações
paternas. Vestibular, escola, postura, entre outros, geram carga excessiva
de cobrança. Em uma enquete feita com adolescentes, chegou-se
à conclusão que o que deixa o adolescente mais irritado
com os pais é quando os pais proíbem o filho de fazer
alguma coisa e, quando argüido, sua resposta é um diminutivo:
“porque não e pronto!”
b) Educando-os no caminho do Senhor
Mas a submissão dos pais aos filhos não se resume apenas
em não irritar os filhos. Envolve educação. Alguns
já devem ter ouvido e talvez até dito esta frase: “Criar
filhos é fácil, o difícil é educá-los”.
Apesar de cair no lugar comum, não perde sua validade.
Gerar filhos está ao alcance de qualquer ser humano, a partir
do momento em que entra na fase da puberdade. Educá-los é
mais intenso. Requer tempo, envolvimento, cumplicidade, atenção.
E neste versículo, encontramos três termos gregos muito
sábios, que nos dão uma direção sobre esta
tarefa: educar, treinamento infantil, e palavras de encorajamento.
Falta de tempo não é e não pode ser desculpa para
o nosso egoísmo e cansaço. Não podemos pensar em
“gastar tempo com nossos filhos”, mas em retorno, investimento.
“Investir tempo com os filhos, vai render lucrativos dividendos
para a sua vida...”
Outro aspecto importante da educação dos filhos, é
o encorajamento por palavras. Quantos pais cultivam o hábito
de enfatizar diariamente o quanto são abençoados por Deus,
por terem o cônjuge e os filhos que têm? Quantos pais e
mães têm ensinado aos filhos o valor de uma palavra bem
colocada, para abençoar?
Temos visto muitos pais ausentes na educação dos filhos,
gerando filhos homens completamente sem rumo, sem perspectiva de futuro
no campo profissional e relacional, simplesmente por não saber
direcionar palavras de incentivo a seus filhos homens...
A educação dos filhos, à luz deste versículo
se dá em exemplos e palavras.

Pais
ou responsáveis,
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