Este é um nó que pode ser facilmente desatado e que permanecerá
sempre esticado.
É útil para prender uma canoa no reboque. A primeira amarração se
faz por meio de um nó enrolado
(rolling hitch). Esta ponta é a que fica fixa enquanto com a outra será
dado o nó do caminhoneiro.
rolling hitch ou nó enrolado |
Amarra-se a primeira ponta de corda no reboque e com a outra ponta, a que vai apertar a
carga no caminhão, ou apertar a canoa no reboque, faz-se o nó paulista (ou nó do
caminhoneiro) e aperta-se a carga contra um gancho ou varal do outro lado do
caminhão.
O caminhoneiro abusa deste nó. No Brasil, pelo menos, todos os
caminhoneiros conhecem este nó. Um caminhão cheio de mercadorias tem
uma quantidade enorme destes nós. É fácil de fazer e
consegue-se uma ótima amarração, já que com pouca força muscular
consegue-se um ótimo aperto. Quando se puxa a corda é como se usássemos
uma polia para triplicar a força. Observe que a corda que estica é uma das
tres cordas que exercem pressão para baixo. Usando o varal fixo como
auxílio, fazemos cerca de 1 força para cada 3 forças que a corda que vai
amarrar o caminhão fizer. E o melhor é que o nó permanece apertado
durante toda a viagem.
No destino, com poucas manobras de mão consegue-se desfazer este nó.
Para pressões maiores, usa-se dar novamente um nó paulista em cima da
corda que foi usada para esticar o primeiro nó. Chamam a isso nó paulista duplo ou duplo paulista. Uma só
pessoa consegue arrumar a carga de um caminhão de tijolos, por exemplo,
usando e abusando do nó paulista duplo. Pela sua facilidade de aplicar e
pela sua facilidade de desfazer, é este, na nossa opinião o mais belo de
todos os nós. E talvez o mais útil.
Com prática, consegue-se fazer este
nó tão rapidamente que é difícil acompanhar os movimentos. Experimente
assistir a um caminhoneiro experiente dar este nó. Você vai precisar pedir
a ele uma câmara lenta para compreender o que é feito. É mais fácil
faze-lo rápido do que lentamente. Treine bastante e seja um expert nele.
Neste ponto é que entra o segundo nó paulista. A corda
que puxa, passa novamente pelo gancho fixo da carroceria do caminhão (no caso o
varal) e volta por cima dela mesma, recomeçando todo o processo. Quando
se puxa pela corda que resultar no final, a força fica novamente 3 vezes
amplificada.
Este nó tem que ser bem arrematado, para não deixar correr a
corda que puxa, pois é essa a corda principal e que faz todo o trabalho do nó.
Em caso de necessidade, fazer outro olhal (ou outros olhais) de modo que o laço
superior fique preso por vários olhais.
método Puxa a corda que vai amarrar a
carga, passa a ponta atuante pelo gancho do caminhão, levanta a ponta,
joga pro lado, apanha a corda estacionária por baixo da ponta atuante,
leva em cima num olhal, faz um olhal na corda estacionária e enfia o
primeiro olhal no segundo. Estica a ponta atuante.
mnemônico:
puxa ponta,
despreza, levanta meio, olhal, olhal, entra, aperta.
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