No s�culo III a.C., uma tribo de celtas, os parisii, se estabeleceram ao lado do Rio Sena.
Em 55 a.C., vieram os romanos e expandiram a cidade.
Em 508 d.C., foi a vez dos francos e seu Rei Clovis que fez de Paris a capital de seu reino.
Seja antes de Cristo, depois de Cristo, uma coisa � certa: hoje em dia n�o h� Cristo que tire da cabe�a dos brasileiros que Paris � o melhor destino tur�stico na Europa. E com toda raz�o. Quem vai a Europa, deve ir a Paris!

Paris � especial. � terra de hist�ria, de cultura, de informa��o e de pura beleza. Vale citar um de seus principais e mais famosos monumentos: Brigitte Bardot. Tudo bem que para garotada de dezoito, dezenove anos, que j� ouviu falar de Brigite Bardot sabe que se trata daquela senhora bem velhinha (velhinha � a m�e deles � e o pior � que nem a m�e deles � t�o velhinha!) que adora arrumar encrenca em defesa de animais. Mas para os quarent�es, cinq�ent�es e todos os ��es� em diante, Bardot foi e sempre ser� o s�mbolo de uma gera��o.
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, cresceu no inconsciente masculino como uma das maiores gostosuras parisienses: melhor que eclaire, baguete ou profiterole.
Para  melhor compreeens�o desse mito aos que tem menos de trinta anos, Brigite � (em belezura) algo compar�vel � Angelina Jolie nos dias de hoje, com a diferen�a que Angelina nasceu nos Estados Unidos, mas tem um p� na Fran�a, pois � resultado de uma confraterniza��o de um parisiense com uma americana, que de um modo carnal, deu no que deu: outro monumento de mulher.

Hist�ria semelhante tem a Est�tua da Liberdade, aquela mesma, a do porto de Nova York que retrata uma mulher erguendo uma tocha para proclamar a liberdade. Pois n�o � que a Miss Liberty foi presente do povo da Fran�a ao povo norte-americano, em comemora��o do centen�rio dos Estados Unidos em 1876. O historiador Laboulaye  teve a id�ia, o povo franc�s juntou o dinheirinho e em 1875, a equipe do escultor Frederic-Auguste Bartholdi, ent�o com 31 anos, come�ou a trabalhar na est�tua colossal.

O Eiffel, engenheiro da famosa torre, foi quem deu uma m�ozinha para a dama de a�o ficar de p�. Para ser mais preciso, deu mais que uma m�ozinha: deu cabe�a, corpo e membros, o esqueleto completo da estrutura da vers�o grandona. Isso mesmo: foram constru�das duas est�tuas. A mais alta atravessou o oceano e como toda boa top model fixou resid�ncia em Manhattan. A baixinha permaneceu em Paris e quem passeia de barco pelo Sena pode v�-la com a torre Eiffel ao fundo. Ali�s, � inacredit�vel que ambas possam ser enquadradas numa mesma fotografia. (e n�o � que pode)

Para ver de longe, suba at� qualquer um dos patamares da Torre e procure por ela. Mesmo que voc� n�o a encontre, ali de cima v�o ter tantas atra��es que voc� nem vai se lembrar de procur�-la. A dica dos parisienses � de que se deve subir ao entardecer quando o sol est� se pondo, as luzes da cidade come�am a surgir e o espet�culo da cidade carinhosamente chamada de Cidade Luz, arrasa. � para se ficar horas admirando a paisagem.

E por falar em franceses dando dicas, n�o acredite em tudo o que se fala sobre a falta de hospitalidade e da m� vontade em falar ingl�s. L�gico que � melhor visto e recebido aquele que arranha umas tr�s ou quatro palavrinhas em franc�s para engatar num caminho anglo-sax�o. Mas os jovens de l� j� se convenceram que ingl�s � l�ngua universal e est�o dispostos a treinar o idioma com o turista da cidade e isso inclui voc�.

Os franceses de fora da capital s�o uma simpatia. Mas a aten��o do parisiense para o turista, est� para a do paulistano, do carioca ou do mineiro para o turista. Ou seja, encontra-se de tudo. Tem gente simp�tica e tem gente antip�tica.

Na sua avalia��o do povo, lembre-se que, para n�o julgar mal, franceses bufam. Isso mesmo: bufam. O que para o Aur�lio significa �assoprar ar pelas ventas�, para qualquer brasileiro pode ser entendido como enfado ou m� disposi��o e pode ser isso mesmo, mas n�o � regra. Um franc�s bufando pode ser tamb�m outras duas coisas: ou est�o soprando a fuma�a do cigarro, afinal fumam e muito, ou trata-se de uma mera interjei��o, uma v�rgula, uma parada, um tempo para ganhar ar e quem sabe bufar de novo. � o equivalente ao nosso �n�, que dizem termos herdados de imigrantes japoneses. N�o sei se � verdade, mas voc� entendeu o espirito da coisa, n�?

E, afinal, voc� est� em Paris o que pede que a gente se apaixone pela cidade e n�o que a gente saia por a� reclamando do seu povo.
PARIS 2
Por Milton Faro
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