Hogwarts: Uma História no Fundo do Poço
Capítulo 7
MAIS ALGUNS PROBLEMINHAS ANTES DE FINALMENTE CHEGAREM
O ônibus estava perdendo velocidade, e os alunos se aglomeraram nas
janelas, esperando ver a nova escola, um casarão luxuoso ou uma mansão. Mas
todos ficaram desapontados, pois perceberam que estavam ainda no meio da rua,
com vários carros na frente, dos lados, atrás... estavam em um belo
engarrafamento!
- Ah não, era só o que me faltava! – resmungou Rony, vermelho de
tanto vomitar.
- Infelizmente, isso é uma coisa muito normal aqui no Brasil, e os
engarrafamentos podem durar horas! – disse Carla, aparatando ao lado de Rony,
com alguma coisa estranha em seus ouvidos.
- O que tem em seus ouvidos? – perguntou Harry, curioso.
- Ah, é um discman – respondeu sorridente. – É para ouvir músicas,
e passar o tempo. E claro, abafar o som das buzinas.
- Quê? – perguntaram Rony, Gina, Fred, Jorge, Dino, Neville e Parvati,
ao mesmo tempo.
Obtiveram a resposta no mesmo momento, quando ouviram um som ensurdecedor
de vários carros à volta, que reclamavam, impacientes, da demora do trânsito.
- Que barulho irritante! Isso acaba com nossos ouvidos! – disse Lilá,
tampando os ouvidos.
- Eu sei – concordou a autora, ouvindo suas músicas sorridente. –
Agora vistam vestes trouxas, daqui a pouco chegamos no Beco Diametral.
- Onde? – perguntou Hermione, pela primeira vez sem saber a resposta de
alguma coisa.
- É quase como o Beco Diagonal, mas como está em uma área que forma
uma circunferência, forma-se o Beco Diametral – explicou, feliz. – E
separem seus galeões, também trocaremos seu dinheiro lá!
E antes que mais algum ser idiota fizesse mais uma pergunta imbecil, a
autora aparatou, deixando vários alunos confusos, segurando várias vestes
trouxas. Hermione e Harry foram os únicos que souberam o que escolher, e os
outros acabaram por seguir o estilo dos dois. O único que não ficou com uma
roupa muito boa foi Neville, que vestia uma camiseta verde-fluorescente e uma
calça laranja (como sou má, adoro judiar do Neville!)
Depois de um longo tempo no engarrafamento, que estressou todos que
naquele ônibus estavam, o meio de transporte voltou a correr, mas para parar
novamente, mas desta vez sem nenhum outro carro.
- E o que aconteceu agora? – perguntou Fred exasperado (ou seria o
Jorge? Ah, ninguém nunca sabe a diferença mesmo!)
- Pedágio! – exclamou Carla, aparecendo com um copinho na mão.
- Pedágio? – repetiram todos, sem entenderem nada.
- Sim, pedágio! Pedágio é uma taxa que todo viajante precisa pagar
para passar para um outro lugar, no caso, para o Beco Diametral (que vem de diâmetro).
Será uma taxa de um galeão para cada um, o que é bem pouco, claro.
- Mas vamos pagar para comprar? – perguntou Ana Abbot, uma Lufa-Lufa
que caiu do nada no meio da história.
- Sim, sim. Já que não pagaram a viagem, alguma coisa tinham que pagar,
não acha? – disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Depois de muitos murmúrios de incredulidade, raiva, muitos ‘não
acredito’ e afins, todos pagaram o pedágio, e o ônibus voltou a andar, mas
parou rapidamente, indicando que todos já poderiam sair.
- Finalmente ar fresco! – comentou Rony feliz, inspirando com força o
ar. Mas logo tossiu, engasgando-se com o que inspirara – Cof, cof! Hei autora,
o que essa fumaça significa?
- Ora Rony, meu caro, você está com a cara no cano de descarga do
carro, e realmente não quer inspirar a poluição? Não acredito! – disse
Carla inconformada – Mas andem, vocês precisam trocar o dinheiro de vocês!
Todos foram até uma filial do Gringotes, que ao invés de ter duendes
como administradores, tinham vários homens, e algumas mulheres, todos vestidos
com roupas caras e impecáveis. Os alunos – coitadinhos, não aprenderam nada
na escola – perguntaram quem eram eles, e a autora teve o desgosto de
responder.
- São os políticos. Eles quem administram todo o dinheiro do Brasil, até
mesmo dos bruxos. São muito corruptos, e com certeza roubam até não poderem
mais, de vários cofres de pessoas inocentes.
- E como deixam eles comandarem? – perguntou Hermione, achando uma
coisa dessas absurda.
- Somos minoria para fazer uma rebelião. Ninguém prestaria atenção em
nós, então é inútil. E além do mais, nós que elegemos os políticos –
respondeu dando de ombros.
O tom de voz da autora fez com que a garota se calasse. Foram atendidos
por um homem chamado Fernandinho BeiraMar, que era muito atrapalhado na hora de
fazer as transições.
- Você está dando um galeão, então terei que transformar em libras,
te entregar, depois transformar em dólares, e então depositar em minha conta
da Suíça... Acho que está certo.
Carla, exasperada, recolheu o galeão de Neville de volta, e foi procurar
outro caixa. Depois de muita procura, encontraram um homem simpático, chamado
Luís Inácio “Lula” da Silva.
Demoraram um pouco, pois ele se confundiu todo na hora das contas de
somar, já que não possuía um dedo, fazia tudo errado. Mas por enquanto ele não
era tão corrupto, então trocou o dinheiro de modo correto.
Os alunos saíram do banco felizes, pois carregavam sacolas de dinheiro
brasileiro, mas ninguém estava tão feliz quanto Fred e Jorge, que achavam que
seu dinheiro tinha sido multiplicado.
Mas infelizmente foram barrados por um garotinho, de no máximo dez anos,
segurando uma arma e exigindo que dessem todo o dinheiro que tinham. Como a arma
tinha sido apontada para Neville, ele entregou uma das sacas que tinha, tremendo
da cabeça aos pés. Quando ia entregar a segunda, Carla lançou um feitiço no
garoto, que fez o traseiro dele prorromper em chamas, fazendo-o correr chorando
para fora do Beco Diametral.
- O que significa isso?
- Assaltantes – respondeu Carla cansada. – Existem em todo lugar, a máfia
faz com que eles se infiltrem até em local restrito a bruxos – todos a
olharam assustados. – Mas não se preocupe, a taxa de roubo na escola é bem
menor do que aqui.
Os alunos trataram de usar um feitiço encolhedor nas sacas, e as
guardaram no bolso. Logo pegaram o ônibus novamente, e em questão de meia hora
chegaram na escola (“Finalmente!” exclamaram todos os presentes).
Olharam a aparência do local onde estavam prestes a entrar. Era um prédio,
não parecia ser muito grande e muito menos luxuoso. Em uma grande placa
podia-se ver uma escrita. “Colégio Objetivo” (quem é que nunca ouviu falar
nesse colégio?)
Do nada aparece Dumbledore, desta vez vestindo chinelos havaianas, uma
blusa azul-claro meio aberta, e uma calça larga, toda preta. Usava um boné na
cabeça, e todos estranharam, mas não disseram nada.
- Alunos de Hogwarts, é com muito orgulho que apresento a vocês nosso
novo lar, que será nosso por um longo tempo! – e apontou para o local,
fazendo alguma pessoas fazerem cara de nojo – Assim que entrarem, os
professores irão explicar melhor o que irá acontecer neste ano, antes de começarmos
o banquete!
- Espero que este seja um banquete de verdade! Estou morrendo de saudades
dos banquetes do castelo – comentou Rony esperançoso, e Harry concordou.
Os alunos (já cheguei a dizer que têm mais ou menos 150 alunos? Pois
bem, agora está dito) entraram no prédio, e logo se depararam com várias
salas de aula, um pátio, uma recepção, e várias escadas, que levavam para vários
lugares que eles nem sonhavam no que poderiam dar.
- Na parte do dia, os alunos terão aula normal, junto com os trouxas. Na
parte da noite, terão as aulas de bruxaria, como de praxe – informou a
professora McGonagall, usando um megafone.
- Mais aulas?! – exclamou Jorge, já sentindo-se cansado.
- A escola precisa de verba, é o único jeito – disse Carla, também
aparentando cansaço.
- Alunos da Grifinória, venham comigo, vou mostrar a todos seus dormitórios
– chamou McGonagall, e os alunos a seguiram, todos ansiando por um local para
dormirem. Os diretores das outras casas fizeram o mesmo, embora o número de
alunos tenha sido extremamente reduzido comparado a Grifinória.
Desta vez não se decepcionaram tanto. Subiram três lances de escada, e
pararam em um quadro de um touro correndo atrás de um toureiro, que estava
vestido de amarelo e tinha uma toalha vermelha na mão.
- Dourado e Vermelho são as cores da Grifinória, portanto, esta é a
passagem secreta. A senha será: festa de rodeio.
Assim que disse a senha, o quadro desapareceu, e no lugar apareceu uma
grande passagem que dava lugar a uma sala com várias mesas e cadeiras, e uma
porta mais no final.
- Aqui é onde vocês farão suas tarefas, se quiserem. Atrás daquela
porta há seus dormitórios. Por falta de verba, não pudemos dividir meninas de
meninos, então vocês precisarão decidir quem ficará em que lugar.
Ela abriu a porta. Quase vinte camas estavam dispostas de maneira
organizada, todas com lençóis vermelhos “para sujar menos”, e uma porta
para dois banheiros distintos, que precisariam ser divididos entre os alunos.
- Espero que tenham gostado do seu novo lar – começou a professora,
levemente abalada. – Arrumem logo seus malões, daqui a pouco vocês descerão
para o banquete – em seguida saiu.
- Agora a briga será pelos lugares – decretou Colin Creevey, olhando
para seus companheiros de quarto, com um olhar determinado.
Cada um correu para jogar seu malão no lugar que mais achava adequado.
Depois de muitos tabefes, cotoveladas, pragas lançadas, feitiços estuporantes,
feitiços para se acordar, os lugares foram divididos amigavelmente, e da forma
mais passiva possível.
Apreciaram por um breve momento o novo aposento (que fora decorado de
acordo com os gostos de cada um – ou seja, ficou bem brega), antes de ouvirem
o som de um berrador, e terem que descer para o tão esperado banquete.
*****
N/A: Então, o que acharam desse capítulo? As coisas começam a esquentar agora, e finalmente saberemos quem lecionará qual matéria (desta vez não é ladainha, é o primeiro assunto do capítulo!)