Howarts: Uma História no Fundo do Poço

Capítulo 1
NO FUNDO DO POÇO

         Era 1º de Setembro. Nossos queridos personagens principais estavam a bordo do nosso conhecido Expresso de Hogwarts, a caminho de nada mais nada menos que Hogwarts (ó, mesmo?)! Estavam em um dos últimos vagões, que estava milagrosamente vazio como sempre. Esse seria o 5º ano de nosso trio (quantos 5ºs anos será que eles já tiveram?). Conversavam sobre os últimos sonhos de Harry, que estavam cada vez mais freqüentes graças ao ressurgimento de Voldemort.

         Tudo estava muito calmo até que ouvem uma batida na porta, e todos se assustam, com medo de alguém estar querendo invadir o vagão (quem faria isso?). Ouviram outra batida e a porta caiu, e estavam parados ninguém menos que Draco Malfoy, seguido por seus famosos capangas Crabbe e Goyle.

         - O que você está fazendo aqui, Malfoy? – perguntou Rony com desdém.

         - Decididamente não vim falar com você, Wezzy – respondeu Malfoy com a voz arrastada (não, eu também não sei como é essa voz, mas prometo que quando descobrir eu aviso, fiquem calmos!).

         - É Weasley! – reclamou Rony, com o rosto vermelho.

         - Potter, está confiante? Eu não ficaria, agora que o Lord da Trevas está de volta, se eu fosse você, estaria cagando de medo nas calças! – provocou o sonserino, com um olhar divertido que percorria o vagão quase vazio, fingindo não ouvir a reclamação de Rony.

         - É realmente uma pena que você não seja eu, não é Malfoy? Se fosse poderia ter mais um motivo para se exibir – comentou Harry divertido.

         - Continue rindo, Potter, que quando eu rir, rirei por último e mais do que todos vocês juntos! Continue arrogante e morra que nem seus paizinhos... – retrucou Draco com a voz fria, e dando uma horrível gargalhada.

         Ah, já cansou o Draco enchendo o saco dos três, volte para o seu vagão, Malfoy! Draco olhou para o céu e começou a balançar a cabeça negativamente. Harry, Rony e Hermione também olharam, exasperados. Crabbe e Goyle não entenderam nada, então ficaram olhando abobados para Draco, pedindo instruções.

         - Não acredito! – exclamou Hermione – Não mais uma história com Deus!

         - Isso tá mais passado que poção polissuco! – completou Rony, com a mão na cabeça, em completa desaprovação.

         - E quem disse que vai ter Deus nessa história? – perguntou uma garota de aparência de uns 14 anos, cabelos castanhos escuros um pouco ondulados, segurando um caderno e com uma caneta na boca. Usava as vestes de Hogwarts, porém não era de nenhuma casa, e olhava para todos no vagão, com ar superior.

         - E quem é você pra se meter na história? – perguntou Malfoy com aspereza.

         - Eu sou a escritora, o que mais seria? Mas se preferir, pode me chamar de filha de Deus, ou semideusa. – disse a garota com simplicidade, balançando os ombros.

         - Agora as escritoras malucas de fics de comédia resolveram participar da história! – comentou Harry balançando a cabeça negativamente.

         - Olha aqui Harry, eu posso muito bem transformar isso aqui numa fic que você casa com Pansy Parkinson, então fique quieto! – reclamou a garota, balançando o bloco de anotações – Ou posso te transformar em um mero coadjuvante, com um salário de onze sicles e meia dúzia de falas!

         - Tudo bem, não está mais aqui quem falou! – reclamou Harry.

         - Será que podemos continuar a história? – perguntou Hermione impaciente.

         - Certo, certo! Vocês venceram! Mas quando menos esperarem eu volto! Ah, e cheguem logo à Hogwarts, já estão enrolando há décadas! – completou sumindo com um estalinho.

         O trio balançou a cabeça, completamente exasperados. O trem começou a perder velocidade e logo parou na estação de Hogsmeade. Entraram nos coches e seguiram até Hogwarts, e pouco tempo depois já estavam no saguão da entrada, rumando ao Salão Principal.

         - Tá com pressa, hein? – comentou Rony andando a passos rápidos.

         - Pois é Ronald, estou adiantando logo as coisas para vocês saberem porque o título do capítulo – disse a garota aparatando do lado de Rony, e sumindo logo em seguida. – E andem logo!

         Eles chegaram ao Salão Principal, que nem de longe parecia o Salão que já conheciam. Estava sem decoração nenhuma, com metade das velas que usavam para iluminá-lo e sem o teto mágico, que agora era normal e de cimento, sem pintura nenhuma. As mesas das casas continuavam lá, mas já não tinham os talheres de ouro, estavam com pratos de plástico e copos descartáveis.

         - O que está acontecendo aqui? – perguntou Harry completamente atônico.

         - Parece que a escola tá falindo... – comentou Rony olhando espantado à sua volta.

         - Mais um pouco e eles ficam na mesma situação que sua família, Weasley – comentou uma voz arrastada às suas costas.

         - Ah não! O Malfoy de novo? – perguntou Hermione cansada.

         - É claro! Quem mais iria ficar enchendo o saco de vocês? O prof. Snape, talvez? Certo, se quiserem eu coloco ele... – ia comentando a autora, que estava atrás de Malfoy, com seu caderninho e a caneta de pena de fênix.

         - Não! Tá ótimo o Malfoy, não precisa trocar! – disse Harry rapidamente.

         Eles iam começar a discutir quando Dumbledore levantou-se e fez todos calarem-se com um sinal da varinha (eles não batiam em um copo para chamar a atenção de todos?). Pigarreou alto e começou a falar.

         - Alunos de Hogwarts, estou aqui para avisar que este ano será muito diferente dos outros. Como podem ver, estamos passando por sérios problemas financeiros, e não temos mais dinheiro para bancar esse colégio. Achamos que não cobrar mensalidade de vocês era uma inutilidade, pois como pagaríamos o aluguel do teto mágico? E o salário dos professores? Não temos dinheiro grátis não! O Ministério pagava uma taxa para a escola, mas como acham que estou ficando completamente gagá, não querem pagar mais.

         - E cá entre nós, está ficando mesmo! – cochichou Rony bem baixinho para só Harry e Hermione ouvirem.

         - Então alunos, tenho os pêsames de avisar que teremos que sair da escola. – continuou Dumbledore. Muitos alunos soltaram exclamações altas, e Fred e Jorge começaram a falar palavras ofensivas – Mas não iremos fechar a escola, teremos uma pequena mudança. Professora Minerva, explique a todos.

         - Nós iremos nos mudar temporariamente para um colégio menor, que antigamente abrigava trouxas, mas que fechou há pouco tempo. Teremos essa semana ainda aqui, enquanto mandamos corujas à todos os pais. Partiremos na próxima sexta-feira. Os pais que não aceitarem essa mudança irão pegá-los na Plataforna 9 ½, e os que continuarem irão para a nova escola. – explicou a professora, olhando para todos.

         - E onde fica essa escola nova? – berraram Fred e Jorge ao mesmo tempo.

         - Essa escola fica no Brasil – respondeu Dumbledore, aparentemente muito orgulhoso de si mesmo. Alguns alunos perguntaram “Onde fica isso?” – Iremos para lá por no mínimo um ano letivo. Alugaremos esse castelo, e cobraremos uma mensalidade dos alunos que quiserem entrar na escola. – continuou explicando, sobre murmúrios de desaprovação e outros incrédulos – Depois, é claro, explicaremos com mais detalhes, agora vamos ao banquete! – terminou batendo palmas, e as travessas (? Não eram pratos de plásticos?) se encheram de comida (bem, se vocês considerarem arroz, feijão e carne de 3ª um grande banquete, vão em frente).

         - Que diabos é...? – perguntou Rony olhando com nojo para a comida.

         - Roniquinho, meu querido, isso é uma comida típica do Brasil, e é melhor vocês se acostumarem com isso, pois essa será uma das comidas que vocês vão mais comer! – comentou Carla, a autora, parada ao lado de Rony, anotando alguma coisa em seu caderno.

         - Aposto que essa idéia de transferência de colégio foi toda sua! – rosnou Harry, remexendo a comida.

         - Ora, parem de fazer essas caras de nojo, essa comida não é ruim! – reclamou a garota, dando batidas na cabeça dos dois – Só a carne que pode estar um pouquinho dura, mas vocês logo se acostumam. E o que vocês têm contra o Brasil? Lá é minha terra, sabiam?

         - Eu já li sobre o Brasil, dizem que lá tem as melhores praias – comentou Hermione, que desde o começo da história não mostrou sua superioridade.

         - É, é, é, continue lendo e quebre a cara depois. Vocês não vão para o litoral não! A vida não é só diversão! Vocês vão pra São Paulo, que fica bem longinho das praias – comentou irritada com o ar superior de Hermione. – Ah, e acabem logo com esse jantar, precisamos ir para o dia seguinte logo! O núcleo dos “professores preocupados com a situação da escola” estão me esperando na sala de Dumbledore! – disse quase se retirando – E Rony, pare de me olhar com essa cara de abestado, você fica bem estranho com ela! – e sumiu logo em seguida.

         - Essa garota metida a Deus ainda vai dar nos nervos... – comentou Harry comendo um pouco do arroz e feijão. – Hei, isso é bom! – comentou animado, e começou a comer com mais empolgação.

         - Eu disse que não era ruim! – disse uma voz de triunfo um pouco distante.

         E o super trio que sempre se dá bem acaba seu jantar, se dirigindo à Torre da Grifinória, para aproveitarem seus últimos dias naquela escola que já lhe deram tantos bons (e maus) momentos.

 

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N/A: Sim, sim, eu sei que esse capítulo não foi muito engraçado, mas não desistam! O próximo promete...

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