Boletim Mensal * Ano V * Agosto de 2007 * Número 53

           

    

A foto ao lado mostra os alicerces em pedra encontrados durante pesquisas arqueológicas efetuadas pela Universidade Federal de Pernambuco e que, originalmente, estavam enterradas a 40 centímetros de profundidade. O local onde se encontram, devidamente protegidas e conservadas, no lado norte do Canal de Santa Cruz,  é uma propriedade privada.

            Foi a partir deste local, bem próximo de onde havia sido colocado o marco da divisa entre a capitania de Pernambuco e a de Itamaracá, hoje chamado de Sítio do Marco, que a 27 de Setembro de 1535 o capitão Afonso Gonçalves começou a construir a povoação dos Santos Cosme e Damião (hoje Igarassu), erigindo uma igreja em louvor daqueles Santos gêmeos e cuja devoção havia trazido de sua terra natal, Arcos de Valdevez. Esta Igreja foi a primeira a ser construída em alvenaria em todo o Brasil.         Por essa época começava também Duarte Coelho a construir a capital da “Nova Lusitânia”, a futura cidade de Olinda.
            Então Sr. historiador! Andou vagando pela costa ou quando saiu de Portugal já sabia para onde deveria dirigir-se?
Nota do Editor:-  Na pagina 85 de seu livro “Capítulos da História Colonial”, Editora Universidade de São Paulo, 1988, escreve José Capistrano de Abreu:- “Na Capitania de Pernambuco, depois de estabelecido em Igaraçu, Duarte Coelho passou algumas léguas mais para ao sul e assentou a capital de seus domínios em Olinda. O porto de somenos capacidade bastava às pequenas  embarcações.  A vizinhança dos Tabajaras (Tupiniquins) compensava as investidas constantes dos Petiguares (Tupinambás). A energia do donatário continha a turbulência dos colonos. Na várzea surgiam canaviais e engenhos; a lavoura de mantimentos aproveitou os altos; pau Brasil existia no litoral e no sertão; e estando esta capitania, de todas a mais oriental, a menor distancia do Reino, aqui mais que alhures freqüentavam os navios de alem- mar, e prosperava o comércio. Os mares eram piscosos traziam a fartura e alentavam a costeagem; caravelões espantavam os franceses que desde então começaram a evitar aquelas paragens. O nome de “Nova Lusitânia” dado pelo donatário à sua colônia, se por um lado figura esperanças de futuro, simbolizava o orgulho da própria obra. Nas armas concedidas por D. João II em 6 de Junho de 1545 cinco castelos representavam os cinco centros de povoações criadas por Duarte Coelho. Infelizmente conhecemos só Igaraçu, Olinda e, quiçá, Paratibe”.
            Que motivos levarão alguém a fantasiar sobre a pesquisa histórica de um dos maiores historiadores brasileiros? Gostaríamos de saber.
Fonte:- Livros citados no texto e Departamento de Arqueologia  da pagina da UFPE na Internet.

 

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