Boletim Mensal * Ano V * Junho de 2007 * N.º 51

           

 

 

Hospital Português

(continuação da pág. 1)

Não há dinheiro, é preciso fechar Consulados ou baixá-los para Vice-Consulados, mas para oferecer estádios arranja-se!!! Vejam onde está chegando a consideração que merece a Comunidade Portuguesa espalhada pelo mundo do Governo Português!  Menos que a Cisjordânia!

 

Emigrantes reagem drasticamente ao corte do porte pago na imprensa regional
Mendes Rosa

"A nossa emergência atende uma média de nove mil pacientes por mês. No total são três mil funcionários. Dispomos de mais de 500 leitos temos no nosso quadro cerca de 800 médicos e oferecemos 56 especialidades clinicas. Somos, ainda, o maior centro de hemodiálise de Pernambuco. Agora está na hora de trocarmos os equipamentos e adquirir novas máquinas. Todos os aparelhos necessários serão comprados para que o hospital continue sendo referência nas áreas de cardiologia cirurgia, traumatologia, neurologia, entre outras", afirma Alberto Ferreira da Costa, que há oito anos está á frente da provedoria.
Ele lembra também os 12 mil atendimentos gratuitos mensais no ambulatório Maria Fernanda. Reformamos toda a estrutura para receber bem a sociedade mais carente. A história do RHP já nos mostra essa preocupação desde que foi fundado. O médico português e então presidente do Gabinete Português de Leitura, doutor José de Almeida Soares de Lima Bastos decidiu construir o Hospital Provisório, para atender à comunidade atingida pelo cólera", relembra.
Do ano da sua criação até os dias de hoje, o RHP só fez crescer. São mais de 34 mil metros quadrados de área construída. “O sucesso é resultado do esforço da nossa diretoria e da preferência do povo que nos procura, como comprovam a pesquisa “Marcas que eu gosto", ressalta. Segundo ele, a administração do hospital tem procurado sempre colocar o RHP à frente das novas tecnologias". O hospital se modernizou e serviu de exemplo para outros centros médicos. Fizemos com que os outros entrassem na competitividade e quem ganha são os pernambucanos” avalia.”


Fotos:- do suplemento do Diário de Pernambuco, “Marcas que eu gosto”, de 31/05/2007 e da pagina Viver de 01/06/2007.

 

 

 

“O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado na próxima segunda-feira. O recinto custou dois milhões de dólares, tem capacidade para seis mil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação. A cerimônia de inauguração abrirá com uma marcha de escoteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais”.

 


“Emigrantes de França, Alemanha, Suíça, Canadá, decidiram de forma total e absoluta, penalizar o Estado português no envio das suas economias para o país, trazendo para férias apenas o estritamente necessário para se manterem no respectivo mês. O restante depositam diretamente, sem qualquer transferência, na banca da região onde trabalham.
É que a imprensa regional é na maioria dos casos, o único meio de ligação com a terra natal. perante o genocídio da imprensa regional, numerosos jornais foram sufocados, como está a acontecer por quase todo o país. Usam esta forma de retaliação não na esperança de o governo emendar a mão,pois já vimos como reagem os ditadores começando pelo ditador romano: "0 que escrevi,escrevi!"
Em várias comunidades resolveram contatar um, por um, todos os emigrantes convencendo-os das vantagens em não trazer o produto dos seus vencimentos ou quaisquer poupanças para Portugal, que se encontra na maior decadência com uma inflação galopante e pensões de miséria e de fome para os que mais precisam,e que são a maioria da população. Cinicamente, por outro lado, vencimentos astronômicos para certos apaniguados políticos e diretores de empresas estatais. Por acaso soube-se de fonte segura que existem pensões milionárias para 3454 pessoas.
Ver obras faraônicas que o bom senso aconselhava serem feitas em clima de certo desafogo e não na situação precária em que vivemos.
Cortando na saúde e outros bens indispensáveis até caírem na miséria mesquinha do porte pago...”


Transcrito, com a devida vênia da página Opinião do “Jornal do Algarve” de 31 de Maio de 2007, com as adaptações necessárias ao português do Brasil.

 

 

 

 

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