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Leia o que
escreve um dos mais conceituados historiadores brasileiros,
Francisco Adolfo Varnhagen, Visconde de Porto Seguro, em seu livro
“História das Lutas contra os holandeses no Brasil, desde 1624 a
1654”, Biblioteca do Exercito Editora, 2ª. Edição, Rio de Janeiro
2002:-
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“
Mais de dois anos haviam decorrido desde a chegada dos holandeses e
encontravam-se eles ainda encurralados dentro do Recife e do pequeno
Forte de Orange, na Ilha de Itamaracá
(este forte nada tem a ver com o que lá ainda hoje se encontra,
cujo verdadeiro nome é Fortaleza de Santa Cruz e foi construído
pelos portugueses em 1688) .
Já na Holanda se começava a discutir a idéia
de abandono do Brasil, quando em 20 de Abril de 1632 uma
lamentável ocorrência veio mudar o rumo dos acontecimentos, atiçar a
guerra e prolongar a duração do domínio inimigo. Consta, pelo
testemunho de dois escritores que conheceram pessoalmente o Calabar,
e que deram os seus depoimentos ante a posteridade, alguns anos
depois da morte do mesmo Calabar, que a origem da deserção procedeu
do temor do castigo, em virtude dos grandes crimes cometidos. Esses
crimes, segundo uma das testemunhas, que foi ninguém menos que o
sacerdote que ouviu o réu de confissão na hora da morte, 22 de Julho
de 1635, quando foi enforcado e esquartejado, a pena de morte
aplicada aos traidores, e foi assistido por Frei Manuel do Salvador
que, mais tarde, com o nome de Frei Manuel Calado escreveu o livro
“O Valeroso Lucífero”, foram os grandes furtos, em virtude dos
quais Calabar receava ser perseguido pelo “Provedor André de
Almeida”...
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... É inquestionável que, como militar
ajuramentado às Bandeiras, o Calabar foi perjuro desertando delas e
que, como súbdito, abrindo exemplo à deserção e prestando serviços
na guerra contra a sua Pátria e os seus concidadãos. Foi ao mesmo
tempo UM TRAIDOR.” (paginas 93 e 94 do
livro citado).
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Vejamos agora o que em seu livro “História dos
feitos recentes praticados durante oito anos no Brasil”, Gaspar
Barleus, historiador holandês, escreve sobre Calabar:- “Quanto
a Domingos Calabar, que era português, como tivesse se afastado
deles por ordens régias, capturado na cidadela de Porto Calvo e
enforcado, expiou a falta com o próprio pescoço e abandonou as
articulações de traição, bem como às testemunhas de sua miséria no
espetáculo”.
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Quando aqueles que ele ajudou a ocupar Pernambuco,
Paraíba, Alagoas e o Rio Grande do Norte assim o descrevem, como
poderá o jornalista Sebastião Nery escrever que ele foi “um patriota
injustiçado”???
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Poderia citar aqui mais de uma dezena de
respeitáveis historiadores, de diversas nacionalidades, que
confirmam, todos eles, a traição de Calabar e a sua conduta junto ao
inimigo invasor, levando-os a atacar e massacrar populações,
trabalho sujo que o inimigo invasor deixava para os índios tamoios,
seus aliados.
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Só nos resta esperar que o Prefeito de Porto Calvo,
Carlos Eurico e Lima retifique o seu talvez orgulho
político/eleitoral de um conterrâneo que traiu a Bandeira a que
jurou fidelidade, a Pátria onde nasceu e o Exercito a que servia na
gloriosa luta conta o invasor inimigo.
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Em todos os livros de história sobre a luta do povo
nordestino contra o invasor inimigo, Calabar foi um TRAIDOR.
Esqueça-se dele e orgulhe-se, isso sim, dos monumentos históricos de
sua cidade e do lugar onde um traidor foi condenado.
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Nota do Editor:- Nas fotos 3 Heróis Brasileiros na
luta contra o invasor inimigo. Filipe Camarão, um índio, Vidal de
Negreiros, um branco da Paraíba e Henrique Dias, um negro que deu a
vida por sua Pátria. Honremos a sua memória.
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