XLIX
Que anjo, gênio ou demônio perturba
meu sono
trazendo-me, mulher, tua imagem?
Que homem em sã consciência ousaria
dizer-se digno
de uma ínfima fração de instante
do teu olhar?
A febre da loucura queima meu corpo
e no delírio vejo teu corpo em meus
braços.
Como é doce e cruel esta loucura,
que me permite estar contigo,
mesmo sabendo-te distante e inatingível!