A
Diretora
Desde
quando pisou em território do teatro, Miwa Yanagizawa pensou ser atriz,
e assim atravessou um bom pedaço de tempo. Nelson Rodrigues, Jean Paul
Sartre, Heiner Muller, Harold Pinter, Jean Cocteau, Fassbinder, J.B. Pristley
e Chico Azevedo são alguns dos dramaturgos que lhe deram razão
fazer voz a espetáculos como “A Serpente”, “Anjo Negro”,
“Dorotéia”, “As Mãos Sujas”, “A
Noite”, “Lágrimas Amargas” de Petra Von Kant, “A
Voz Humana”, “O Belo Indiferente”, “Coração
na Boca” , “Casa de Prostituição” de Anais Nin,
M. Butterfly, “O Elogio da Loucura”, entre outros. José Possi
Neto, Luis Fernando Lobo, Marcelo Mello, Henrique Tavares foram alguns dos diretores
com quem trabalhou. Há tempos vem investigando este fazer teatral com
dois diretores e integra a Companhia de Teatro Autônomo de Jefferson Miranda
em espetáculos como “A Noite de Todas as Ceias” e Uma Coisa
Que Não Tem Nome (e se perdeu) e a Companhia Só Tão de
Ticiana Studart.
Há quatro anos atrás, surgiu um desafio: ensinar. Houve um espanto.
Atualmente pensa ser tão atriz como “ensinadora” e é
professora de teatro na ONG Solar Meninos de Luz no morro do Pavãozinho
e integra a equipe de professores do Nós do Morro no Vidigal, dois trabalhos
dos quais se orgulha muito por verificar a efetiva transformação
que o teatro provoca no indivíduo.
Dirigir “Camarim 571” veio a convite de Guti Fraga e pode ver, rever
que o teatro é a arte do homem que fala do homem.


Palhaço Cocada interpratado por Bruna Chianca
Amadeo
Celestino interpretado por Kleber Paredes
Cena do Palhaço Cocada revivendo duas
fases de sua vida artística.
Cena em que Eloah Scavone se decide por sua
apresentação e cuidar de Amadeo Celestino em seus últimos
instantes.
Cena do início da carreira de Talita
de Miranda na rádio-novela
Miwa
Yanagizawa
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