Dicas de Saúde
 

 

Estilo Moderno
 

Estilo Moderno
Cuidados simples e básicos podem ajudar a evitar doenças.

Apesar da evolução tecnológica que a humanidade presenciou nas últimas décadas, o estilo de vida moderno acabou se tornando um dos vilões da nossa saúde. Bastam pequenos exemplos para mostrar que muita coisa ficou apenas à distância dos dedos: o controle remoto, as entregas em domicílio, as compras pela Internet, os transportes, sem contar outras inúmeras facilidades, através de discagem gratuita. Tudo nos poupa muitos deslocamentos.
Na área da medicina, as evoluções também contribuíram para melhorar a saúde: vacinas e medicamentos variados (capazes de controlar quase todas as patologias), métodos de diagnósticos mais precisos, antibióticos, etc.
No entanto, apesar dos avanços e dos benefícios da modernidade, em geral, as pessoas estão mais cansadas, tensas, estressadas, sedentárias, obesas e continuam fumando.
Para se ter uma idéia, os motivos que levam as pessoas a adoecerem estão assim divididos: 53%, de acordo com seu estilo de vida (prática de atividade física rotineira, tabagismo, alimentação e o controle de peso); 20%, por fatores ligados ao ambiente (qualidade do ar, condições de temperatura, etc.); 17%, hereditariedade (herança genética ou predisposição) e 10%, disponibilidade de recursos à saúde (falta de assistência médica).

Dieta Equilibrada

De acordo com o Dr. Ary Todaro, coordenador do Setor de Medicina Ocupacional, o conjunto formado pelo índice de 53%, ligado ao estilo de vida, está relacionado diretamente com a incidência de diversas patologias, como hipertensão, doenças coronarianas, derrames cerebrais, diabetes, problemas de ordem ósteo-muscular e tumores no trato respiratório, provocados pelos componentes do cigarro. “Mas, há também outras doenças que podem estar indiretamente ligadas a esses fatores, como cálculos de vesícula, alguns cânceres, como o de mama, endométrio, bexiga, etc.”, acrescenta.
Outro fato é que há menor expectativa de vida nas pessoas que mantêm um estilo de vida inadequado, além da precocidade do aparecimento de algumas doenças, como hipertensão, doenças coronarianas, derrames e infarto do miocárdio, entre outras.
Para reverter o quadro, são necessárias medidas simples e óbvias, mas com grande dose de determinação. Na verdade, é necessário estabelecer uma revolução de hábitos.

E a situação dos colaboradores do HMB?

Levantamento interno constata que os índices apresentados são preocupantes. De acordo com Dr. Ary, a taxa de obesidade (estabelecida, conforme o Índice de Massa Corpórea, que é a relação entre peso e altura) é maior que a média nacional, da mesma forma que o sedentarismo, que chega perto de 90% entre os colaboradores. Já o tabagismo, hipertensão e diabetes estão menores que os índices nacionais.
Por isso, o Serviço de Medicina Ocupacional adotou algumas medidas, em parceria com diversas
especialidades médicas do HMB, como a elaboração de guias informativos abordando a qualidade de vida e os fatores de risco. “Estaremos aproveitando os exames periódicos, a partir de janeiro de 2002, vinculando este material e estimulando individualmente cada colaborador ao condicionamento físico, controle de hipertensão e obesidade, conscientização sobre as conseqüências do tabagismo, enfim, sobre a importância da mudança de hábitos, estilo de vida e cuidados pessoais”, reafirma.

Dr. Ary:
“Devemos adotar uma dieta equilibrada, com restrição de alimentos gordurosos, praticar atividades físicas três vezes por semana (com duração mínima de 30 minutos), controlar o stress do trabalho, criar um espaço para a meditação como forma de retomar o equilíbrio e, aos tabagistas, é fundamental abandonar o vício”


Curiosidades... Você sabia?


• Na década de 60, os infartos atingiam 90% dos homens e 10% das mulheres. Hoje, acometem 75% nos homens e 25% nas mulheres.
• O exercício físico regular diminui as taxas do colesterol e aumenta em cerca de 30% a fração HDL, que é o elemento necessário ao organismo, responsável por retirar a gordura excedente da circulação.
• O alto consumo de sal provoca, além da hipertensão arterial, irritação gástrica, que pode levar a complicações como tumores.
• O ex-fumante, depois de um ano, recupera 30% da sua capacidade respiratória e tem probabilidade 50% menor em desenvolver a
doença coronariana. Em 10 anos, essa possibilidade é a mesma do não fumante.

 

 

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