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Como obter um bronzeado saudável
Como obter um bronzeado saudável
Com cuidado e sem exageros, dá para adquirir uma cor bonita,
sem agredir o organismo.
Todo ano é a mesma história: o verão chega e a pressa de tirar
aquela cor “branco-escritório” e exibir um tom dourado faz
muita gente esquecer que o bronzeado conquistado rapidamente é
extremamente prejudicial à saúde. Envelhecimento precoce,
rugas, flacidez, manchas e até câncer de pele são alguns dos
efeitos que o excesso de sol provoca.
“As pessoas que sofrem sucessivas queimaduras de pele, com
formação de bolhas, são as mais sujeitas ao câncer de pele”,
explica o Dermatologista do HMB, Dr. Dani Solowiejczyk. A luz
solar é benéfica para a saúde, porque ajuda a sintetizar a
vitamina D na pele e a fixar o cálcio nos ossos, entre outros
benefícios. Estudos mais recentes apontam, inclusive, que o
sol melhora o ânimo das pessoas, em dias ensolarados. O
problema, contudo, é o excesso. “O sol tem efeito acumulativo
e a exposição excessiva aos seus raios provoca danos à saúde
que vão permanecer pelo resto da vida.
A pele, por exemplo, que sempre fica vermelha e nunca se
bronzeia tem um volume baixo de melanina, sendo mais
suscetível aos malefícios do sol”, esclarece o dermatologista.
Vale lembrar que o câncer de pele é um dos tipos de câncer de
maior incidência mundial. No Brasil, atinge anualmente 55 mil
brasileiros, sendo que 85% das lesões poderiam ser evitadas,
através de simples cuidados.
Como se proteger
Uma coisa é certa: o sol entre 10 e 16 horas é prejudicial à
saúde. O ideal é expor-se diretamente ao sol antes e depois
desse horário. “Dar um volta na praia, ir ao mar é
suficiente para ir conquistando um bronzeado mais ameno, porém
mais saudável e dura-
douro”, acentua Dr. Dani.
Outro cuidado importante é usar sempre protetor solar, a
qualquer hora do dia, em todas as partes do corpo, inclusive
nuca, orelhas e dorso dos pés. O correto é passá-lo antes de
sair de casa, às 10h, às 12h e às 15h”. E por que antes de
sair de casa? “Porque o efeito do protetor não é imediato.
É uma substância química que precisa penetrar em algumas
camadas da pele, o que leva uns 20 minutos”. Mesmo os filtros
à prova d’água devem ser repassados várias vezes, uma vez que
saem com o suor e a água.
De uma forma geral, o médico recomenda o uso do bronzeador com
filtro de proteção solar (FPS) 15 para o corpo, com FPS 20
para o rosto e o uso do batom com FPS 15, para os lábios. Tudo
isso associado a um par de óculos, chapéu de pano, de cor
clara (menos branco) e com abas largas,
camiseta de cor clara e guarda-sol de lona ou de pano. “Os
guarda-sóis de plástico não impedem a passagem dos raios UVA”,
adverte.
Após o sol, deve-se passar um hidratante no corpo diariamente
para manter a pele hidratada e o bronzeado. Em caso de
queimaduras leves, o ideal é utilizar a pasta d’água e ingerir
bastante líquido. Contudo, quando a queimadura for extensa,
com rompimento de bolhas, deve-se procurar imediatamente um
pronto-socorro.
Bronzeamento artificial
É uma ilusão achar que não faz mal à saúde. “De fato, uma vez
só não tem problema”, esclarece o médico. Embora não apresente
os malefícios imediatos do bronzeamento natural - como
vermelhidão, ardor e bolhas - ele provoca envelhecimento
prematuro da pele, podendo, inclusive, provocar câncer de
pele.
Um último aviso: quem já teve câncer de pele ou tem alguém na
família que teve, tem de fugir do sol para sempre. “Se ela tem
30 anos ou menos, o problema é ainda mais grave, porque já
mostrou que tem grande propensão à doença. Se insistir em
tomar sol,
novos tumores irão aparecer, muito provavelmente”, completa.
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