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- A Ilha do
Amanhã - Continuação - Versão 1
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- Sentiu a areia
fofa sob seus pés e seus olhos cansados puderam ver uma silhueta ao
longe. Ganhou velocidade; sentia as mãos tremerem, dominadas por uma
louca ansiedade - a mulher, de costas, logo a frente - quase podia tocá-la.
Virou-se e seus corpos se encontraram, tal como seus lábios. O passado
era presente agora em seus braços.
- Finalmente o
céu abriu em clarões multicoloridos; uma chuva de estrelas - Ulisses abriu
os olhos - deu meia-noite. Não era a mesma Gisele! O novo milênio chegava.
- - Tu não é a
mesma mulher de dez anos atrás. Nem mesmo é Gisele.
- - Nem nunca
fui. Sou Giovana. Minha irmã não pôde vir; nunca poderá.
- - Ela não voltou
da Europa?
- - Ela nunca
chegou em tal lugar; nem mesmo saiu de Porto Alegre. Sofreu um acidente.
- - Ela morreu?
- - Sim! Dois
anos depois.
- - E por que
tu está aqui?
- - No primeiro
ano, enquanto ela ainda tinha consciência do mundo, ditou-se algumas cartas.
Depois eu mesma as escrevi. Não tive coragem de desmarcar este encontro, assim
como ela. Enfim, senti que era minha obrigação estar neste encontro no lugar
dela.
- Olhou-a por
inteiro. Lembrava o que a irmã tinha de melhor; menos os olhos acinzentados
- eles agora o olhavam com uma terna esperança. Giovana usa suas mãos para
enlaçar seus longos cabelos morenos em um coque. Ulisses se adianta em sua
direção para ajudála com os cabelos.
- - Feliz ano
novo - Giovana sussurra.
- A abraça. A
aperta contra si.
- - Eu sou uma
mulher com um sonho.
- - Pois eu me
desfiz de todos os meus.
- - Dê uma chance
para o novo ano.
- - Se não precisarmos
de mais dez anos para um reencontro...
- - Os dez anos
já foram. O reencontro começa agora.
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Final Versão 2
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Final Versão 3
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