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Cantem os deuses nesta hora tão branca,
Desta “ex-machina”1 implacável,
Ai!2 sucinta
tragédia não seria,
Ver estas medusas, gorduras,
Dominarem o planeta, minha cozinha.
Qual titã providenciou esta bela invenção(,)?3
Prometeu,4 por certo,4 saiu do penhasco(,) e5
Matou esses abutres de Zeus, esse,6
Que,7 pelo seus tamanhos
pecados,7 também soltou
da pandora tamanhos micróbios.
Oh! Prometeu,8 que nos deste(s)9
Esse também formidável “fogo” “Zanussi”
e “AEG”,
Pudera também Cristo, que tanto te copiou,
(Pudesse)10 fazer essa parábola:
Limpeza e lavagem a 60º,
Reerguendo o morto do Sepulcro,
Eu,
Que não era mais que um súbdito
desse imundo Hades.
Ai! 11 Antígona(,)12 do meu corpo imundo,
Manda-me também uma máquina,
Para me banhar em autómato, 13a
Mesmo que a lei de Creonte não o permita,13 b
Está em jogo,14 mais que Tróia,
Este mundo.
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1 — O prefixo “ex”, indicando estado ou
condição anterior, exige hífen sempre.
2 — Expressões
que indicam estado emocional alterado (dor, alegria, espanto, etc.) exigem o
ponto de exclamação.
3 — Frases interrogativas
exigem o ponto de interrogação.
4 — Advébios,
quando estão fora da ordem direta dos termos, podem ou não
figurar entre vírgulas; mas, em se tratando de locução
adverbial, esta deve estar grafada obrigatoriamente entre vírgulas. De
dizer que o “Prometeu”, aí, não é verbo;
é nome de um personagem mitológico.
5 — Havendo apenas duas orações coordenadas
num período composto por coordenação (Prometeu saiu do
penhasco e matou esses abutres), onde o sujeito de ambas é comum
às duas orações, estas devem estar ligadas pelo
conectivo “e”, e não por vírgula.
6 — A
oração iniciada pelo pronome relativo (“Que pelo seus
tamanhos pecados também soltou”), não estando antecedida
por vírgula, seria restritiva, ou seja, indicaria que há, no
mínimo, dois Prometeus e que um destes apenas é que “soltou da pandora tamanhos micróbios”. Mas como só há um
Prometeu na mitologia, a oração não é restritiva;
é explicativa, vez que está explicando a ação do
herói mitológico. Nesse caso, o “que” exige a
anteposição da vírgula.
REF.: http://www.gramaticaonline.com.br/gramaticaonline.asp?menu=2&cod=307&prox_x=1 (quase ao pé da
URL).
De dizer que o excesso de vírgulas decorre
do modo como os versos foram construídos.
7 —
“pelo seus tamanhos pecados” é
locução adverbial (causa). Estando fora da ordem direta, as
locuções adverbiais devem figurar entre vírgulas.
8 — Oração
explicativa deve estar antecedida por vírgula.
Vide item 6.
9 — Conjugado na 2ª
Pes. Sing. Pret. Perf. Ind., em nenhuma hipótese verbo
algum termina em “s”. Logo, “deste” é a grafia
correta.
10 —
Nada justifica o acréscimo do “pudesse”, quando o verbo
já aparece anteriormente, (pudera), dando sentido completo ao
enunciado.
11 —
Vide item 2.
12 —
Não se separa, nem mesmo por vírgula, o adjunto adnominal do
seu correspondente substantivo.
13 —
A errada colocação das vírgulas está produzindo
caso de ambigüidade. Afinal, o que é que a “lei de
Creonte” não permite? A remessa da tal máquina, ou o
mundo estar em jogo mais que Tróia? Se a lei não permite a
remessa da máquina, a vírgula permanece em 13ª e, em 13b,
deve ser substituída por ponto. Já, se o que a lei não
permite é o mundo estar em jogo mais que Tróia, em vez de
vírgula em 13ª, coloca-se ponto, mantendo-se a vírgula que
já está em 13b.
14 —
“mais que Tróia” é
locução adverbial de intesidade.
Vide item 7
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