Grupo Literário Baluarte da Poesia

BERLINDA

As VENCEDORAS

(da 1ª série de dez apresentadas)

1ª colocada

Título: CIPÓ

Autor: José Ferreira Marques de Souza (Zéferro)  > Ver perfil literário.

 

Quero ser o cipó que se enleia,

Enroscado, faminto e amoroso;

Envolvente, pedinte, langoroso,

Em teu corpo perfeito de sereia,

Que me deixa exausto na areia.

Quero ser parasita, sem remorso;

Pra sugar tua seiva, me esforço,

Pois preciso de ti para viver,

Num louco imaginário de querer,

Pois, sem ti, nada sou além de um troço!

Simbiose de amor desesperado,

O que cada um dá, também recebe!

O passar deste tempo não percebe,

Só cuidando de amar e ser amado,

Deixando o Universo, desprezado!

Pois tu és minha vida sem censura,

E de ti eu recebo só ventura!

Minha deusa, eu te amo tanto e tanto,

Que não posso conter este meu pranto

E aqui te entrego a alma pura!

Como posso cantar esta loucura

De amor que domina minha vida?

Teu somente eu sou, minha querida!

A distância de ti, minha tortura!

Os teus beijos a única doçura

Paraíso sensual, ruge a procela

Quando o corpo em chama o amor vela.

Eu sou teu, tu és minha, nada importa!

E aos céus o meu canto brada e exorta:

És a santa; meu peito, a capela!

2ª colocada

Título: CABOCLO

Autor: Herculano Alencar  > Ver perfil literário.

 

Adormecido em fé e ignorância,

Rega nas mãos a sua inteligência,

Vez que o caboclo, desde tenra infância,

Faz do trabalho sua consciência.

 

Embora não conheça o alfabeto,

Escreve na terra sua obra prima,

A poesia que emoldura a rima,

Que lhe conforta e lhe dá um teto.

 

A poesia simples, o condimento,

A roça, a enxada, o suor do rosto,

A luta, a labuta, o amor, o gosto,

De fazer com as mãos o seu sustento.

 

Eu aluguei um banco de escola,

A cultura da elite intelectual,

Realçando a inteligência cerebral,

Que todos recebemos por esmola.

 

Caboclo, eu quisera ter crescido,

De sorte a alcançar tua grandeza,

Ser simples como tu, por natureza,

Ser sábio sem jamais ter aprendido.

3ª colocada

Título: A DANÇA DO CORPO

Autor: Cláudia Villela de Andrade  > Ver perfil literário.

 

As pontas dos pés

Nos passos da bailarina

E as mãos esticadas

Impulso da perfeição,

Refletem

O brilho, faísca

Do equilíbrio,

Sem sair do ritmo

Da música em vibração.

 O giro não cansa,

Nenhum bem afasta.

Pecados e vícios,

Nenhum mal  alcança.

A dança relembra

Amores e desalentos

Nos olhos solitários

Da bela que vaga.

Saltita no palco

Respiração e concentração.

 Sapatilhas surradas

Agilidade, ação.

Perseveranças e lágrimas

 De sucessos e fracassos,

Gritos ofegantes de bravo e de bis.

A marca da dança?

Esperança, esperança

No pas-de-deux

Do balé

Dos corpos modelados,

 Magros e modernos.

Herança da bailarina

Da caixinha de música,

Que rodopia e rodopia

No sonho da aprendiz.

AS RÁDIOS ON LINE DO BALUARTE

As rádios do Baluarte da Poesia tocam aqui mesmo, sem abertura de pop-up ou página nova. 

A versão BRASIL toca só MPB; a INTERNACIONAL, românticas das décadas 60, 70 e 80; e a FESTA... Bom; se você consegue teclar e dançar ao mesmo tempo, esta é a que você deve escolher. 

Use fones de ouvido, para melhor usufruir do puro som estereofônico.

A programação das rádios é alterada semanalmente.

Escolha uma, clique no botão verde, aguarde alguns segundos para o carregamento do "playlist", e a rádio passará a tocar, seguidamente e sem mensagens publicitárias, as músicas da programação da semana.

As versões BRASIL, INTERNACIONAL e FESTA só funcionam bem em conexão banda larga. Para os usam conexão discada, há a opção mais imples (ESTAÇÃO BALUARTE), no frame à esquerda, acima. Esta funciona em modo "pop-up". Para evitar ter esta página substituída pela página da Estação Baluarte, quando clicar no ícone, clique com a tecla DIREITA do mouse e escolha a opção "Abrir em nova página".

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