Grupo Literário Baluarte da Poesia

 

 

Grupo Literário Baluarte da Poesia

OFICINA GRAMATICAL

Obra: Foice Espectral

 

Doce vida vã, de amargada dor;

Luzes lancinantes de sóias* tão frias;

Sorriso em lampejo, em melancolias;

Silêncio atordoante, ensurdecedor.

 

Brilhos e contrastes. Vão** fustigador;

Febre que  abrasa, tísia que corrói,

Éter que acorda, sonho que destrói,

Bênçãos evitadas, triste pecador.

 

Chaga que me vence, entreaberta em flor,

Curare que anima a foice espectral,

Agônico corpo inerte em tetania.

 

Vulcão*** que encobre a alma fria em pedra, morta-cor

Suga,1 da medula,1 a dormência  animal

Fazendo,2 em mortuosa,2 a alva ventania..

1 No contexto, o verbo sugar é bitransitivo, exigindo portanto os dois complementos verbais: os objetos direto (OD) e indireto (OI). Os termos de uma oração obedecem à seguinte ordem: sujeito, verbo, objeto direto e objeto indireto. Estando um destes objetos — no caso, o OI “da medula” — fora da ordem natural, deve estar separado por vírgulas.

 

2 — A circunstância é a mesma vista acima. “Fazendo” aparece como sinônimo de “transformando”, que, no caso é bitransitivo. Logo,  “em mortuosa”, sendo OI e estando fora da ordem natural, deve estar separado por vírgulas.

 

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

Hosted by www.Geocities.ws

1