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As
pontas dos pés
Nos
passos da bailarina
E
as mãos esticadas,1
Impulso
da perfeição,
Refletem
O
brilho, faísca
Do
equilíbrio,
Sem
sair do ritmo
Da
música em vibração.
O
giro não cansa,
Nenhum
bem afasta.
Pecados
e vícios(,)2...
Nenhum
mal alcança.
A
dança relembra
Amores
e desalentos
Nos
olhos solitários
Da
bela que vaga(.)3,
Saltita
no palco... 4
Respiração
e concentração.
Sapatilhas
surradas, 5
Agilidade,
ação.
Perseveranças
e lágrimas
De
sucessos e fracassos,
Gritos
ofegantes de bravo e de bis.
A
marca da dança?
Esperança,
esperança
No
pas-de-deux
Do
balé
Dos
corpos modelados,
Magros
e modernos.
Herança
da bailarina
Da
caixinha de música,
Que
rodopia e rodopia
No
sonho da aprendiz6 aprendiza
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1 — “Impulso da perfeição”
é aposto de todo o texto anterior. Deve ser grafado entre
vírgulas.
2 — Em
prol de uma melhor construção e até para evitar
ambigüidade, a expressão “Pecados e vício”, referindo-se
a “mal” e colocada no início da frase, convém estar
separada, não por vírgula, mas por reticências.
3 — A oração
coordenada assindética “saltita no palco” deve estar
separada da anterior (“Da bela que vaga”), não por ponto,
mas por vírgula.
4
—
Ainda que — e ao que parece — a oração coordenada,
referida acima, tenha ligação com a expressão
“Respiração e concentração”, convém
encerrá-la, usando reticências, para evitar o isolamento
descabido da dita expressão.
5 — A ausência da vírgula
deve-se, provavelmente, a um possível esquecimento.
6 —
Ao contrário do que muitos acreditam, “aprendiz”
não é substantivo comum de dois gêneros. Seu
correspondente feminino é aprendiza.
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