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Grupo Literário Baluarte da Poesia

BERLINDA

(Resultado)

Título: NOSTALGIA

 

 

 

 

Trago ainda na lembrança,

forte e muito viva,

o cheiro da minha terra,

os sons da língua nativa,

a cor azul do meu céu!

 

Ficou tudo tão distante

que temo morrer um dia

dessa dor tão penetrante,

dessa imensa nostalgia

que me  invade o coração.

 

Ah! Terra amada

que me viu nascer!

Presente nos meus prazeres,

berço que me embalou,

testemunhou meu crescer!

Não me condenes assim

ao degredo tão sofrido...

Ah... não me deixes morrer!

 

Quero voltar aos teus braços,

mergulhar nas tuas águas,

sentir do sol teu calor

e sob tua bandeira,

ainda que só um dia,

cantar-te hinos de louvor!

 

COMENTÁRIOS

NOTAS

ê

A La Gonçalves Dias...mas gostei! É poesia!

8,0

Poema com unidade, na tentativa de ser harmónico e melódico; fraco vocabulário, principalmente pouco expressivo e impressivo; vulgar e rebuscado.

2,2

É do meu gosto este tipo de construção, mas se seqüenciado, respeitando um estilo. Nos primeiros versos, imagina-se que venha um belo repente de sextilhas. Depois, a gente se frustra. Perde-se também na rima, o que é uma pena.

6,0

NOSTALGIA: o nome já diz tudo, onde os versos

falam duma alma que sente recordações de suas raízes.

 

Ah! Terra amada

que me viu nascer!

 

ainda que só um dia,
cantar-te hinos de louvor!


Cante sim, poeta, para o nosso encantamento.

9,0

Tema bastante explorado, com forte apelo sentimental e muito difícil de ser acrescido de alguma originalidade. No caso presente, o poema flui de forma melodiosa. O último verso, entretanto, quebrou-me o ritmo da leitura: cantar(-te) hinos de louvor!

8,5

O poema comove, por ser de alguém afastado da sua terra contra vontade.  Conheço a sensação e está bem descrita. Mas cantar hinos à bandeira, tem para mim uma conotação militarista, que não me é agradável. Não pude deixar de o considerar na pontuação que logicamente é subjectiva.

6,4

Há versos brancos, misturados com versos rimados; estrofes de vários tamanhos, e o fechamento é pobre. Uma caricatura da “Canção do Exílio”, do Gonçalves Dias.

4,5

O poeta começou rimando alguns versos, mas não deu continuidade. É um poema que fala da saudade intrínsica da sua terra.

Não tenho  muito a dizer: simples, sem nenhum novidade... o tema não foi explorado de maneira que nos prendesse a atenção; caiu de certa forma no tédio.

6,0

Simples, emotivo e bonito. Gostei do ritmo, gostei da poesia.

8,0

NOTA MÉDIA:

6,51

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