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Grupo
Literário Baluarte da Poesia
BERLINDA
(Resultado)
Título:
BEIJO |
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I Beijando-te
a face Sacio os anseios Permita que eu passe As mãos em teus
seios. Não digas as frases: Pecados e medos Pois se tu me
amares Só eu me enveredo II Em ternos luares Se ficarmos
tesos Não temos lugares Só mesmo desejos Ah, vem com teus
ares Malícias e ensejos E nunca se armes Com vãs
preconceitos III Beijando-te a boca Perdão eu te peço Mas,
mais do que louca Minha alma, confesso Estará toda solta Querendo
no leito Que teu corpo, envolvas Por sobre meu
peito IV Beijando-te o ventre Jamais me condenes Pois quero-o,
quente (Teus lábios ardentes) V Beijando-te a testa Olhando
teus olhos Te digo: me resta Viver estes sonhos Que só um
poeta Sozinho...esquecido... Vivendo se preza A sonhar
contigo.
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COMENTÁRIOS |
NOTAS
ê |
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Interessante.
Apesar de não ser meu tipo de poesia, achei
simpática. |
7,0 |
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Escrever
um poema sobre "BEIJO", como este que li aqui, é para grandes mestres
desta arte.
Adorei.
Parabéns! |
10,0 |
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Não
gostei. |
5,0 |
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Gostei
muito...
Só
não dou a nota máxima por causa disso: "E nunca se
armes"
Uma
pena, porque está bem feito, escorrega bem, é
inspirado! |
9,7 |
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Poema
despretensioso, bastante previsível. Respira o lirismo do poeta, o que
merece respeito, mas não encanta. |
6,0 |
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A
construção pentassilábica é trabalhosa, tipo de tarefa a qual só se
arriscam aqueles que dominam bem a métrica; sem contar que esse tipo de
carpintaria exige um certo desembaraço no “enjambement” ou cavalgamento,
que é o prolongamento da frase em novo verso, mantendo o seu sentido, sem
atropelar o metro e a rima.
O
poeta foi bem na tarefa até o 3º verso da 3ª estrofe (Es-ta-rá / to-da /
solta), onde acabou fugindo dos pentassílabos, comprometendo a difícil
métrica que, ousadamente, decidiu usar.
Da
obra, não há muito o que falar: trata-se de composição lírica
comum. |
6,5 |
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Sem
maiores comentários, tema comum de um amor explícito, com rimas, mas achei
um pouco longo, o que faz com que percamos um pouco a
concentração. |
7,0 |
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O
uso das palavras, apenas por sua capacidade
de
permitir a rima, compromete a obra. Em caso de dúvida sobre o significado
das mesmas, a consulta ao dicionário é uma imposição. Assim, o Aurélio diz
que “enveredar-se” e “preconceitos” (masculino, não feminino), parecem
fora do contexto; portanto, violam a
coerência.
“Nunca
se armes” quebra a concordância, uma vez que, em toda a obra, o tratamento
adotado é o da 2ª pessoa do singular.
Obra
agradável no geral. |
7,0 |
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Ausente. |
— |
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NOTA MÉDIA:
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7,28 |
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