Visita 03 - Residencial Mar Aberto
Sexta-feira (10/10/08) - Horário da Visita: 14:00 - 16:00
Nesta visita,
foi acompanhado o processo inicial de execução de fundações diretas por sapatas
isoladas de concreto, onde ocorreu a locação de determinadas sapatas, a
marcação da altura da pirâmide da sapata e a marcação do comprimento e largura
da seção correspondente ao “pescoço” da sapata.
Na foto 1,
observa-se o projeto da sapata referente aos pilares P4 e P30. Como para cada
pilar temos uma sapata isolada, cada pilar possui um projeto de sapata. Tais
projetos forneciam informações necessárias para a execução das sapatas e os
mesmos estavam sempre juntos a um dos empreiteiro da obra, o Sr. Sérgio,
durante a execução.
Foto 1: Detalhe da sapata referente ao pilar P3=P30.
Na obra, o gabarito (foto 2), com as respectivas linhas de coordenadas dos pilares, já havia sido montado, sendo ele o elemento crucial para as marcações e locações dos elementos de fundação.
A determinação dos locais a serem escavados para abrigar as sapatas isoladas foi feita com piquetes de madeira (foto 3), que marcavam o centro e as laterais do buraco a ser escavado.
A escavação dos buracos era feita até a cota determinada em projeto.
Foto 2: Gabarito
Foto 3: Piquete responsável pela marcação dos locais da escavação
Foto 4: Escavação do solo nos locais
onde as sapatas estarão situadas
Grande parte das fôrmas das sapatas já estavam prontas. Na foto 5 podemos ver as fôrmas da base retangular da sapata, executadas com a altura determinada em projeto (no caso da sapata referente ao pilar P4 a altura da base retangular da sapata era de 20cm, como podemos ver na foto 1). As fotos 6 e 7 mostram as fôrmas que constituirão o “pescoço” da sapata. Chamou-se de “pescoço” o elemento esbelto, de seção retangular, constituído de esperas de aço e concreto, situado acima da base piramidal da sapata.
Foto 5: Parte das fôrmas que compõem a sapata
Foto 6: Fôrmas do "pescoço" das sapatas
Foto 7: Simulação do encaixe das fôrmas do "pescoço" das sapatas
De início à locação das sapatas, foi marcado, com lápis, nas arestas da fôrma de base retangular, os centros de cada aresta (foto 8). Esses centros de cada aresta, sendo cruzados, formariam o ponto de centro da sapata. Após tal marcação, a fôrma da base foi movida para a sua respectiva escavação, feita previamente.
Foto 8: Marcação dos centros de cada aresta da fôrma da base da sapata
Foto 9: Colocação da fôrma da base no buraco escavado
A próxima etapa feita foi a locação da sapata a partir dos centros das arestas marcados anteriormente. A locação foi executada, utilizando o prumo, sempre tomando como referência as linhas de náilon que representavam as coordenadas do pilar em função do qual estavam-se trabalhando.
Após a locação da sapata, a fôrma foi fixada a estacas de madeira cravadas no solo (foto 10). Isso impedia que a fôrma saísse do lugar, medida muito importante para evitar que a sapata seja executa em local diferente da coordenada especificada em projeto para o pilar.
Foto 10: Cravação de estacas de madeira no solo, para fixar a fôrma de base.
Foto 11: Marcação do início do "pescoço"ou da altura da base piramidal da sapata.
O próximo passo acompanhado foi a marcação da altura da base piramidal da sapata, marcada a partir da altura da base retangular. A materialização do ponto entre a face superior da base piramidal da sapata e o início do “pescoço” foi feita com uma tábua de madeira, pregada horizontalmente entre as duas estacas cravadas no solo (ver foto 11). No caso da sapata isolada referente ao pilar P4, a altura da base piramidal foi de 25cm (ver foto 1).
Na etapa seguinte, foram delimitados a largura e o comprimento da seção retangular correspondente ao “pescoço”, respeitando na marcação a lápis na fôrma de madeira, o cobrimento necessário para as esperas de aço que irão no interior do concreto.
Feito isso, conclui-se tal etapa de execução da sapata isolada.
Foto 12: Marcação do ponto central
Foto 13: Marcação da largura do "pescoço" da sapata.
Foto 14: Utilização do prumo, sempre a partir da linha de náilon do gabarito.
Foto 15: Marcação do ponto central para a posterior marcação do comprimento da seção do "pescoço".
Foto 16: Finalização da etapa inicial executada.
Observação: no dia do acompanhamento da obra, no restante do expediente, não seriam feitos novos serviços ou execuções que fugissem dos relatos prestados anteriormente. A obra teria todos os seus trabalhos voltados para a repetição do processo de execução descrito acima, mas para outras sapatas isoladas.