|
Capitulo 23 - Sob a proteção do amor!
Brian ainda estava preocupado com Baylle, mas precisava impedir Cibele de deixá-lo. O menino estava seguro afinal, tinha certeza que nada de ruim aconteceria com ele. Sua meta era encontrar Cibele e convence-la que a amava muito mais do que deixava transparecer e que compreendia o modo como ela se sentia e o quanto ele estava arrependido. As sentenças se acumulavam em sua mente, provocando uma confusão de palavras. Seu medo não era não saber o que dizer, mas, ao contrário, amontoar tudo o que estava pensando de uma só vez, sem se fazer entender. Assim que estacionou, apressou-se na direção do interior do aeroporto. Estava tão confuso e agitado que sequer atinava por onde começar. Enfiou as mãos nos bolsos, tentando conter sua ansiedade. Perdeu alguns segundos, parado olhando para todos os lados, varrendo o saguão principal até onde seus olhos alcançavam. Depois de alguma reflexão, que não resultou em nada além de mais nervosismo, começou a andar, sem ter certeza de para onde. Cibele ainda estava no balcão da companhia aérea tentando encontrar lugar num vôo ainda naquele dia. Mas parecia muito difícil. Todos os vôos para a Inglaterra estavam lotados. Por um momento ela perguntou-se por que estava fazendo aquilo. Por que estava fugindo para a Inglaterra? Mas não se deteve pensando nisso por muito tempo. Queria mesmo sair de lá o mais rápido possível. Podia facilitar as coisas e voltar para sua casa, mas... Não! Sua casa não parecia longe o suficiente naquele instante. Brian evitava pensar demais em qualquer coisa que fosse. Já bastava o tanto que sua cabeça estava dolorida e confusa por si só, ele não daria mais motivos. Apenas seguia andando quase mecanicamente, perpassando o máximo de espaços que era capaz com o olhar, buscando por sua namorada. Por um instante, Cibele teve a sensação de estar fazendo a coisa errada. Sentiu mesmo vontade de voltar ao hotel e esquecer tudo aquilo. Chegou mesmo a se afastar alguns passos de onde estava. Mas impediu-se confusa. Àquela altura sequer sabia direito o estava sentindo. No mesmo momento, ele percebeu que tomava um caminho diferente. Não soube por que e também não se preocupou em descobrir, apenas seguiu para onde seus passos o conduziam. À medida que avançava naquela direção, sentia seu coração se acelerando mais e mais. Apertou as mãos dentro dos bolsos e quando já pensava em desistir, avistou Cibele, uns passos adiante. Durante uma fração de segundos, não soube como agir. Sua vontade era correr na até ela, abraça-la e dizer o quanto a amava. Mas ao invés disso, percebeu as pernas paralisadas. Simplesmente não conseguia andar, por maior esforço que fizesse. Sua ansiedade aumentou. Sentia o suor acumulando-se na testa e os lábios trêmulos. Não demorou a que Cibele o visse. E sua reação não foi muito diferente da dele. Sentiu o corpo inteiro entrar num estado de inércia inexplicável. Não conseguiu mover nem os braços para apanhar a mala que cairá. As pernas, além de pregadas ao chão, pareciam feitas de papel, moles e sem vida. Se não estivesse completamente aturdida, gritaria, com certeza. Devagar, desprendendo-se daquela condição paralítica que se encontravam, começaram a andar lentamente um na direção do outro. Os olhos de um concentrado nos olhos do outro. E pareceu mesmo que todo o resto ao redor deixara de existir. - Brian... – sussurrou ela. - Cibele... – também ele murmurou. - O que... O que está fazendo aqui? – tartamudeou olhando em volta. – Onde está Baylle? - Vim por que precisava ver você, falar com você... Baylle está bem, não se preocupe. – sorrindo. – Deixei-o com a babá no hotel... - Oh! Verdade? – com ironia. – Não tem medo que ela cometa alguma atrocidade com o menino? - Cibele! Eu sei que me comportei como um idiota... Eu sinto muito! – baixando a cabeça. - Ora, ora... O que foi? Teve uma revelação? – erguendo uma sobrancelha. - Não diga isso... – olhando-a. – Eu... Eu amo você! - E descobriu isso quando? – perguntou magoada. – Antes ou depois de checar as referencias da babá? - Por favor... Ouça! – suplicante. – Eu entendo o quanto está magoada. Tem toda razão! Fui um idiota. Mas... Eu tenho medo de perder as pessoas que amo... Medo de perder Baylle e você também... – disse colocando uma mão no ombro dela. - Demorou um pouco demais para perceber isso, não acha? – queixou-se. - Não... Eu sempre amei você! O caso é que pensei... – baixando a cabeça sem jeito. – Eu pensava que você não precisava de mim... Não como Baylle... - Estava enganado! – devolveu duramente. - Eu sei! Agora eu sei! Por favor, me perdoe! – segurando o outro ombro dela. - Não sei se sou capaz de perdoá-lo... – disse ela voltando o rosto para o lado. - Não... me... ama? – perguntou, gaguejando, com uma lágrima brilhando no olhar. - Oh! Amo! Amo! É claro que amo! Eu... – começando a chorar. - Eu amo você! - Então eu peço... Por esse amor... Perdoe-me! – a lágrima que tinha nos olhos escorreu pelo rosto. - Brian eu... – olhando-o seriamente. Por que não podia simplesmente dizer que o perdoava e continuar sua vida ao lado dele? Sentiu os lábios se movendo, mas as palavras não saiam. Era humana afinal! Orgulhosa e com suas barreiras. Sacudiu a cabeça, afastando-se. - Não! Eu sinto muito, mas não posso fazer isso... - Mas... Cibele, eu pensei... – balbuciou confuso. - Não pense Brian! Eu... Tomei a decisão! Não posso! Não posso arriscar... – dando meia volta. Ela apressou-se em voltar para o balcão de atendimento e percebeu que a jovem atendente lhe acenava. Suspirou e aproximou-se, sem se importar com Brian que a seguia angustiado. - Senhorita, temos lugares no vôo que parte em duas horas, se ainda estiver interessada... – disse a jovem. - Sim! Eu estou! – disse encostando-se ao balcão e apanhando a carteira. - Também quero um assento nesse vôo! – disse Brian apressado atrás dela. - O quê? – voltou-se Cibele atônita. – Você enlouqueceu? - Se é para a Inglaterra que você vai, eu também vou! – garantiu com a testa franzida. - Se fosse para o Pólo Norte eu iria atrás de você! Não vou deixá-la ir embora... – decidido. - Você não pode ir... Tem que ficar com Baylle... – argumentou com um sorrisinho. - Não! Ele tem a mãe para cuidar dele! Eu preciso de você! – insistiu sério. - Mas vai deixá-lo sozinho? – reforçou encarando-o de olhos estreitos. - Qualquer dos outros pode tomar conta dele até que a mãe o apanhe... – disse apanhando a carteira no bolso. - Brian! – espantada. – Está mesmo falando sério? - Sim! Eu estou falando muito sério! Quer ir para Inglaterra? Ótimo! Vou com você! – olhando-a firmemente. - Mas... Mas... – repetia confusa. - Nick pode ficar com Baylle! – disse procurando por algo na carteira. - Nick? – rindo. – Está tão desesperado assim? – olhando-o com um sorriso. - Bem... – olhando-a. – Certo! Nick não foi uma boa idéia... – sorrindo. - Oh! Céus! – passando a mão pelo rosto. – Vou ter mesmo que ficar com você não é? Ou é capaz de deixar Baylle com Alex e Apple! - E que mal há nisso? – perguntou sorrindo. - Eles esqueceriam o garoto assim que começassem a se beijar... – sorrindo. - Espera! – disse de repente. – Você disse que vai ficar? – aproximando-se mais dela. - Você iria mesmo para a Inglaterra? Deixaria tudo? – perguntou olhando-o nos olhos. - É claro que sim! Eu amo você! Faria qualquer coisa por você! – abraçando-a. - Eu também amo você! – abraçando-o fortemente. A moça atrás do balcão sorriu, com as bochechas vermelhas e voltou a atender os outros passageiros. Brian e Cibele permaneceram abraçados por um longo tempo, beijaram-se demoradamente, para só depois saírem de onde estavam... - O que aconteceu para você mudar tão radicalmente de idéia? – ela perguntou com um sorriso. - Medo! Percebi que não podia ficar sem as pessoas que amo. Mais que isso... Percebi que não saberia o que fazer da minha vida sem você! - Oh! Brian! – abraçando-o. – Então me diga... – retomou. – Ia mesmo pegar aquele avião? - Ia sim! Não podia deixar você ir embora! Nunca! É você quem faz tudo valer a pena. - Ia mesmo deixar o Baylle com o Nick? – perguntou rindo. - Tudo bem! Essa não foi uma boa idéia... – sorrindo. - Mas foi o primeiro que veio a minha cabeça... E Nick não é tão irresponsável assim... – argumentou. - Não, não... Nem pensei nisso... – rindo. – Como ficaram os outros? – perguntou parando de repente. - Não sei! – respondeu brian balançando a cabeça. - Espero que estejam bem... – suspirou. - Estarão... Ao menos nós estaremos... – olhando-a nos olhos e apanhando o queixo dela nas mãos. – Estaremos muito bem protegidos... - Mesmo? Por quem? – perguntou num sussurro. - Ainda me pergunta? Estamos sob a proteção do amor, meu anjo! Nada pode dar errado! – acariciando o rosto dela. - Eu amo você! – disse abraçando-o. - Amo você também... – abraçando-a também e beijando-a. - O que vamos fazer agora? – perguntou assim que se aproximaram do carro. - Que tal passar o dia inteiro juntos? Somente nós dois... – sorrindo. - Seria uma idéia excelente! – respondeu com um sorriso. – Excelente! Faria isso por mim? - Minha querida, por você eu reconstruiria o farol de Alexandria, só para lhe dar de presente! – os dois riram e entraram no carro. Seguiram para o hotel. Brian estava feliz, de uma maneira que não conseguiria explicar mesmo que tentasse. Olhava a garota ao seu lado e sentia o quanto ela lhe fazia bem. Tinha a missão de provar a ela o quanto a amava. Sorriu. Não ia deixá-la de lado nunca mais. Cibele também estava satisfeita. Tudo estava perfeito.
|
|
Backstreet Fics ~ 2007 ~> In my dreams ~ #1version By Luh Moon |