A Tríade

A TRÍADE

CAPÍTULO QUARTO: QUE SE FAÇA A TRÍADE!

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Capítulo Quinto

 

  - Bom, senhor Mahler, eu aceito essa história de voltar a trabalhar com a Khrista, mas eu não quero saber dela morando em um lugar que a faz regredir! Quando a deixei, ela estava uma autêntica brasileira! Hoje, o que temos!? Uma pessoa de uns vinte anos falando como se tivesse uns três! Quando morava comigo, ela estava bem... Tire-a da savana!

- Gostaria de fazer uma contra-proposta, srta. Kosanova...

- Meu senhor, sei qual é a sua contra-proposta, mas até agora não vejo razão para que se comece um grupo de super-heróis... as ameaças não estão se mostrando constantes.

- Mas ficarão...

- Não sei como pode ter tanta certeza disso, mas eu não quero saber dessa história, senhor.

- Tudo bem, já entendi: você sabe que eu é que estou precisando mais de você... tudo bem, Khrista pode ir morar com a senhorita.

- Posso levá-la?

- Prefereria que ela continuasse por perto... a senhorita não pode vir morar no complexo residencial da companhia?

- Sinceramente...!? Não estou interessada em morar aqui... já morei em complexos residenciais dessa companhia e não sou fã. Prefiro o meu próprio apartamento. Esse lugar aqui cheia a ciência!

- Eu ficaria mais tranqüilo...

- Olha, não pense que a minha memória é curta, senhor Johann... nunca irei esquecer o que fez com a gente naquele dia. Você praticamente me seqüestrou! Não me sentiria bem aqui.

- OK, mas se um dia mudar de idéia...

***

- Você quer a minha opinião, Tafars? Você nem vai reconhecê-la...

- Você fez uma plástica nela?

- Eu!? Claro que não! - eles estavam em frente à porta do apartamento de Titamy. Já se fazia 2 semanas da volta de Khrista à casa da amiga. Titamy abriu a porta.

- Olá, Louis! Não se espante, sou eu, Khrista! - Louis ficou boquiaberto como a menina já falava português com uma clareza e correção, embora a frase fosse tão pequena.

- Essa... essa não...

- É sim, essa é a Khrista! - disse Titamy, entusiasmada.

- Essa roupa não combina com o jeito e com o estilo da Khrista... Khris, você está a cara da Naime! - caiu a ficha! Ele devia ter elogiado o progresso de Khrista, ela estava fluente na língua corrente do Brasil e Louis apenas observou a roupa!

- Seu canalha! Como pode falar de roupa se o assunto é mais importante!? Como queria que ela estivesse vestida!? A la top models!?!?!?!? Se sim for a sua resposta, nunca mais volte a essa casa, ouviu!? - Titamy exaltou-se.

- Calma, eu hein!? - Louis.

- Você deveria medir mais as suas palavras, Louis. Titamy queria mostrar como eu estou... confesso que aprender a língua de vocês não foi fácil, mas agora eu entendo absolutamente tudo o que vocês falam!

- Ah, ô, Khristaa! Pô, você é inteligente pra caramba e fica de bobeira! É claro que aprenderia rápido! Se você me permitir, Naime, posso levar nossa amiga para fazer compras?

- Não sei...

- Ah...

- Vai logo, traidora! - tanto tempo já com Titamy e Khrista sabia que não era ofensa.

- Vem conosco... - pediu Khrista.

- Vão vocês dois... comprar roupa não é o meu departamento... - eles se prepararam para sair. - Ah... só tem uma coisa, sr. Eu-entendo-o-gosto-e-estilo-dos-outros: se quer comprar no estilo da Khrista, deixe-a escolher.

***

- Não, isso é básico demais...

- Tudo bem, então!

- Não, isso é cluber demais...

- Tudo bem, então!

- Não, isso é cafona demais...

- Tá certo! - Khrista começou a se irritar.

- Não, isso é axé demais... malandro demais... fora de moda...

- CCCCHHHHHHHHHHHEEEEEEEEEEEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!! O que você acha que é o meu estilo?

- Tribal!

- Meu estilo era tribal quando eu morava em uma tribo! Agora quero misturar um pouco...

- Podemos balancear um pouco de básico com o tribal, com algum elemento mais cluber, talvez um pouco mais hardcore... - quando Louis parou para olhar para o lado, Khrista havia saído do seu lado e estava falando com uma vendedora: estava com uma tomara-que-caia na mão. - Perfeito!

- Quem é ele? - perguntou a vendedora.

- Esse...!?... - Khrista não respondeu. Experimentou algumas roupas. Depois foi a hora de escolher assessórios. Nisso, concordaram: compraram apenas dois pares de brincos, um colar, uma pulseira e três anéis: tudo que parecia tribal.

- Você pode usar as peças que trouxe de sua tribo.

- Com certeza!

- Agora vamos a uma loja de bolsas.

- Desculpe a pergunta, mas quem é que vai pagar tudo isso?

- O Sr. Mahler. - ele mostrou um cartão de crédito para ela.

***

Estavam em frente ao prédio em que Titamy morava, dentro de um táxi.

- Vou pedir uma coisa pra você e pra Titamy, Louis.

- O quê?

- Não se chamem de Naime e Tafars perto de mim.

- Por quê!?

- Parece que estou falando com quatro pessoas e não com duas!

***

A campainha toca. Titamy tropeça nas bagunças de seu quarto tentando chegar à sala. Chega sã e salva até a porta de entrada e olha pelo olho-mágico. Ela vê os dois amigos. Abre a porta, sem reparar nas vestimentas de Khrista.

- Oi, Titamy! E aí, gostou das minhas roupas? - Khrista estava com um tomara-que-caia meio bege, uma calça jeans, uma sandália alta também bege e uma bolsa cuja cor estaria muito bem qualificada na categoria de burro-quando-foge e cheia de sacolas.

- Legal... bonita... bem diferente do meu estilo.

- Podemos entrar? - pergunta Louis.

- Entra, Khrista. Tchau, Tafars! - disse espontâneamente Titamy. Estarrecido, ele ficou parado em frente a porta, de boca aberta, completamente sem palavras.

- Não vai deixar o Louis entrar?

- Ih, é... esqueci... ele foi de grande ajuda?

- Foi. Mas sabe como ele fala demais...

- E como...

- Às vezes, você fala de menos.

- É. Não é sempre que gosto de falar.

- Titamy... o Louis...

- Oh, caramba! De novo!?!? - ela abre a porta. Louis estava em frente ao elevador. - Tafars! Entre!

- Eu não! - respondeu ele começando a entrar no elevador.

- Então tá, se ficou ofendido e não quer vir, tudo bem. Pode ir embora se quiser. - ela tranca a porta. Ele sai correndo de volta e bate na porta.

- Abre, por favor! - pede.

- E aí, Khrista? Abro ou não abro?

- Ah, abre, vai... - Titamy abre a porta para ele.

- Como pedido pela minha amiga aqui, a quem respeito muito, deixo que entre na residência de duas garotas... mas que meus pais não saibam!

- Eles continuam com aquela história?

- Continuam, mas eu não vou chamar Aliocha só para isso!...

E assim foi. Era um domingo e Louis passou o resto da tarde junto a suas amigas. Depois, ele se despediu, porque tinha umas coisas "muito importantes a fazer".

***

FRAGMENTOS DO DIÁRIO DE TITAMY NAIME KOSANOVA


Rio, 0*/**/2090.

Estou aqui na minha casa em um momento de reflexão: sei que eu gosto muito tanto de Louis quanto de Khrista e que seria bárbaro tê-los ao meu lado sempre... sabe, como seria se existisse mesmo a tal Tríade. Mas o que atrapalha tudo é que, se a Tríade fosse realmente apenas nós três, seria a melhor coisa do mundo... mas não seria. Teríamos de carregar o nome da CMEACEB (agora apenas chamada de CECA - Companhia de Estudos Científicos Avançados - melhorou o nome e, principalmente a sigla, né?).

Passamos uma tarde de domingo muito legal aqui em casa... eles quase me convenceram do que tenho de fazer. Mas não quero ir contra os meus princípios! Ora, a CECA me seqüestrou! O que eu posso fazer!? Se bem que é um salário mais regular... Mas ora! Eu não irei integrar um grupo de super-heróis pra ganhar dinheiro! Ó Deus, me ajude!

Tamÿa

***

É, a vida é bela quando se tem amigos! Quando, em meio a tanta coisa fria e maquinal, se escuta o doce e belo piar de um passarinho... mesmo se estando longe da família e cheia de coisas diferentes a sua volta... "Passei de enviada de Obwagan a um rosto a mais no meio da multidão que nem pensei que existia" pensava Khrista em sua língua nativa.

Uma explicação (que o leitor poderá ver em maiores detalhes quando concluído o arquivo da escritura sagrada da religião de Khrista): a tribo de Khrista é, como a maior parte do mundo ocidental, monoteísta, ou seja, acredita apenas em um deus. O deus dela tem um nome: Obwagan. O povo a considerava tipo um anjo enviado pelo seu deus para ajudar o seu povo, através de seus poderes. Está bastante resumido, mas vocês saberão melhor essa história.

Depois de se sentir realmente uma pessoa, ela poderia tornar-se estudante. Do que conheceu, estava inclinada às ciências exatas, algo com muita Física e Matemática preferencialmente. Escolheu Engenharia, dali a um ano escolheria a especificação.

Bom, era assim que estava: sentindo-se uma pessoa enquadrada naquela sociedade até pouco tempo completamente desconhecida. Pensava nisso enquanto ia para a faculdade (o que acontecera era que, vendo que era tão inteligente, ofereceram-lhe uma vaga antes de terminar o seu supletivo).

Uma coisa que era muito boa: ela estudava na mesma faculdade em que Louis, tornando mais fácil a caminhada até lá: "é sempre melhor caminhar ao lado de um amigo do que caminhar sozinha", pensava.

***

Sala de Johann.

Ele está sentado em frente ao computador.

Estão todas as luzes apagadas.

Lê-se na tela (três arquivos diferentes):

Kosanova, Titamy Naime

Nascimento: 2 de outubro de 2068

Boyomi, Khrista

Nascimento: 7 de julho de 2069

Soulbright, Louis Tafars

Nascimento: 29 de outubro de 2069

"Ela é a mais velha. E tem a maior resistência. Ela tem que se juntar logo a nós."

Poderes mais evidentes: fogo, agilidade, aderência.

Resultados: tudo absolutamente normal com a sua saúde.

OBS.: Como os demais, apresenta uma força fora do comum.

Poderes mais evidentes: ar (provoca ventos ou dissipa-os), terra e vôo.

Resultados: tudo absolutamente normal com a sua saúde.

OBS.: Como os demais, apresenta uma força fora do comum.

Poderes mais evidentes: água e psíquicos.

Resultados: tudo absolutamente normal com a sua saúde.

OBS: Como as demais, apresenta uma força fora do comum.

"Será que o aparecimento de novos poderes está relacionado com... não, nada comprovou que será verdade isso. Ainda temos células dela e restos da pedra... tenho que fazer mais testes. Mas não posso confiar em ninguém... tenho que fazer isso sozinho".

- Comunicador. Chame por Morales, por favor.

- Sim, senhor Mahler?

- Tome conta da empresa. Ausentar-me-ei de minha sala e não tenho uma hora prevista para o meu retorno.

-Estou indo, senhor.

"Ele pode ter me desobedecido, mas sei o que ele passa. Sei que ainda gosta da srta. Kosanova, embora não me interesse."

***

UTecCARJ.

- Falou com a Titamy, Louis? - perguntou uma menina de cabelos castanhos cacheados, olhos castanhos.

- Falei, Raquel. Ela falou que vem.

- É que daqui é mais fácil pra ir ao cinema: a empresa tem as próprias salas e a gente não paga nada, a faculdade fica pertinho da CECA.

- Eu sei. A Khrista também vai.

- Tudo bem. Embora não conheça a Khrista há muito tempo, ela parece ser uma pessoa legal.

- Ela agora é responsabilidade da Titamy.

- Você chamou a Titamy de Titamy!? Que milagre...!

- A Khrista me pediu.

- Quem diria que vocês dois seriam amigos?

- Nós fomos, depois passamos a ser rivais, depois inimigos e depois amigos.

- O que é bem mais saudável pros amigos de vocês...

***

- Que história é essa de Xila, Sheila? - Johann estava no laboratório, quando a mãe de Khrista entra.

- Ora, Johann, você queria que eu continuasse com o meu verdadeiro nome!?

- O que quer aqui!? Não vê que trabalho!?

- Não chegue perto da minha filha!

- Você não pensou que se esconderia assim tão facilmente, né!? Eu sou uma pessoa muito influente, minha cara. Eu a encontraria de qualquer forma... não deveria ter fugido assim da minha empresa, querida Sheila.

- Mas... o que está estudando, Johann!?

- Ainda se lembra de como se lêem as máquinas? Se sim, tente...

- É o meu trabalho! É claro que eu sei ler o que as máquinas dizem...

- Pensei que a savana e a tribo tivessem feito você regredir... Agora, eu terei que chegar perto de sua filha... afinal de contas, você não quer que uma desgraça aconteça a ela...

- O que fará!?

- Nada farei, mas, sem querer, fiz... - "Eu farei algo, mas não para a sua filha, Sheila, mas sim para Titamy Kosanova repensar na minha proposta."

***

"Que legal! Eu passo anos fugindo da ciência e marco com o pessoal bem na maior universidade de formação científica da cidade... eu sou maluca!" pensa Titamy quando entra no campus da UTecCARJ. "Bom... marcaram em frente ao prédio da Engenharia, que é onde estuda a Khrista. Ela vai finalmente ao cinema (coisa que estamos prometendo há um maior tempão...!)".

Ela conhece aquela universidade, também, seu pai ainda trabalhava lá, mesmo com emprego na empresa de Johann. Principalmente a parte do Instituto das Exatas, seu pai trabalhava no departamento de Física.

A vizinhança estava um pouco diferente e até mesmo o próprio prédio da Física. E o da Engenharia estava com um visual mais moderno. "Nossa! Agora estaria mais agradável estudar aqui... ano passado ainda estava esquisitão, mas agora...".

"Bom... ninguém chegou. Vou até a cantina... estou com muita fome!"

***

- Raquel, você já conhece a Khrista e Khrista, você conhece a Raquel.

- Oi!

- Oi, Raquel!

- Cadê a Titamy!? A que horas marcou de nos encontrarmos, Louis!? - perguntou Raquel.

- Ainda faltam cinco minutos... - um pequeno bipe faz-se escutar vindo de tipo uma agenda eletrônica da Raquel.

- Só um minuto. - Raquel leu o que era. - É o senhor Johann. Ele pede que eu vá até a CECA. Que estranho falar só CECA! Eu já estava acostumada com CMEACEB!

- Mas melhorou...

- Com certeza. Tchau!

- Cadê a Titamy!?!? - perguntou aflita Khrista. Raquel saiu.

- Não sei. Daqui a pouco ela deve estar chegar... - um grupo de jovens mal-encarados aproxima-se deles.

- O que será que esse pessoal quer com a gente, Louis?

- Acho que nada agradável, Khrista. - sem pronunciarem sequer uma palavra, os jovens chegaram de maneira agressiva. Alguns traziam consigo bastões e barras de metal e começaram a atacar Khrista e Louis.

Assumindo posição de luta, Khris pôs-se a voar, enquanto Louis, com as mãos espalmadas, desenhou uma esfera em volta de si. Assim, pela telecinésia ele podia também voar: ele conseguia mover o próprio corpo para cima apenas com o poder da mente.

Uma bagunça generalizada fez-se por perto da briga. Depois, toda a universidade estava no clima de terror.

Utilizando-se de seu poder da terra, Khris provoca um terremoto que fez com que muitos do grupo caíssem no chão. Louis conseguia fazer com que muitos voassem para longe. Mas eram muitos. Precisavam de mais alguém.

***

Titamy estava se deliciando com um salgado da cantina do terceiro andar do prédio da Física quando escuta gritos histéricos. Ela já estava na sacada perto da cantina, apenas olhou para baixo, mas nada viu. Tentou ir para as escadas, mas muitos alunos subiam correndo, desesperados. "Ai meu Deus! O que faço agora?!".

- O que está havendo?

- Um bando de garotos começaram a atacar uns dois lá no pátio da Engenharia. Tá o maior quebra-pau!

- É e os dois estã usando uns poderes esquisitos!

- Obrigada! Tenho de ir lá!

- Não faça isso, moça! - disse um daqueles que a ajudou. Ela ia para a sacada novamente. - Ainda bem que mudou de idéia! - foi o que ele disse e pensou, mas Titamy sabia que era aquele lado do prédio da Física que dava para o da Engenharia. Ela o escalou para baixo e todos comentavam algo parecido com "Que maluca!" "Ela vai se estabacar desse jeito!" "Olha! Ela não está caindo!"

***

- Sai daqui, seu desgraçado! - disse Khrista, dando um soco em um deles que chegou mais perto dela.

- Parecem com sede! Querem um   pouco d'água!? - perguntou Louis, jogando um jato d'água em cima de seus agressores.

- Estão dando uma festa e não me chamaram? - perguntou Titamy, que vinha correndo. - Mui amigos, queridos! - disse, dando um soco em um. - O que você me perguntou!? Se eu tenho fogo? Serve esse? - ela deu rajada de fogo bem na cara de um.

- Titamy! Onde estava!? Pensamos que não viria! - Khrista.

- Cheguei aqui só dez minutinhos atrasada! Estava comendo lá na Física...

- Titamy, ainda iremos? - Louis.

- Não sei... primeiro, acabemos com esses patifes!

- Estávamos indo bem antes de você chegar...

- ... mas toda a ajuda é válida! Não ligue pro Louis!

- Eu sei... - Titamy continuou seu trabalho sem dizer uma palavra, limitando-se, apenas, a interjeições.

Quando os três estavam juntos, via-se pela aura que se formava em volta de seus corpos, seus poderes tinham a potência aumentada. Não demorou muito para que seus adversários caíssem no chão. Depois, o que lhes fazia não parecer mais muito humanos, suavizou-se gradativamente, até que parecessem novamente um grupo de pessoas.

- Vamos ao cinema ainda?

- Podem ir... mas já está na hora de eu ir ao congresso de lingüistas. Divirtam-se!

- Ah... já vai!? Que pena! Tchau, Titamy!

- Poxa, Na... Titamy! Vai, pô!

- Tenho que trabalhar... tchauzinho!

- Até mais!

***

FOI ROUBADO UM EQUIPAMENTO DO PRÉDIO DA BIOGENÉTICA, ENQUANTO UMA BRIGA OCORRIA EM FRENTE AO PRÉDIO DA ENGENHARIA, NA UTECCARJ.

BRIGA OCORRIDA NA ENTRADA DO PRÉDIO DA ENGENHARIA DA UTECCARJ DEIXA DÚVIDA NOS CARIOCAS: SERÁ QUE, ASSIM COMO NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, SURGIRÃO HERÓIS?

MAIS UMA MANIFESTAÇÃO DOS HUMANOS NEM TÃO HUMANOS, MAS, DESSA VEZ, ELES NÃO SUMIRAM COMO ANTES: VOLTARAM A SER NORMAIS. O QUE ESTÁ HAVENDO COM O MUNDO!?

O MUNDO PEDE AOS TRÊS JOVENS QUE LUTARAM CONTRA OS NÃO-HUMANOS: PROTEJAM A HUMANIDADE!

Essas eram as manchetes de jornais e telejornais em edição extra que circularam pelo mundo todo. Ocorriam muitos ataques em várias cidades, a população mundial clamava por protetores.

***

"Nossa, só hoje, briguei três vezes com esses não-humanos! Caramba! É... acho que fui precipitada ao não aceitar a proposta do sr. Mahler! O mundo precisa mesmo de heróis! Mas por que será que apenas nós três temos esses poderes!? Que estranho..."

Titamy escalava o prédio da empresa de Johann.


 

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