A Tríade

A TRÍADE

CAPÍTULO DÉCIMO TERCEIRO: O NOVO RUMO DE DIEGO E O NOIVADO DE TITAMY

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Capítulo Décimo Quarto

 

Nota do narrador: Esse capítulo é, na verdade, uma complementação do antecessor e de cujo tema não se encaixa bem com os seguintes, ele apenas trás uma definição para a vida de Titamy (pelo menos por uns momentos).


- Titamy, você conseguiu o que queria, hein? - disse Khrista. Os quatro membros da Tríade estavam conversando na casa de Raquel.

- Agarrar um velho rico? - L.

- Estabilidade, meu caro, essa é a melhor base para um relacionamento: a estabilidade. - T.

- E como é namorar o patrão? - R.

- Nada demais, ele é um homem como qualquer outro, ué! Eu não fico pensando em Johann como o dono da CECA, ainda mais que eu ainda não voltei para a Tríade.

- Mas está tudo bem? - R.

- Está, Raquel, já controlo as minhas chamas.

- Qual tipo de estabilidade você quis dizer? Afinal, temos a financeira, a amorosa... - L.

- O fato de eu confiar nele já basta, de eu não desconfiar dele com outra.

- Não fica com ciúmes de ele trabalhar tanto? - K.

- Não, ele está trabalhando menos. Em compensação, saímos sempre: vamos a teatros, óperas, concertos, parques, livraria e o melhor: um cinema privado.

- Essas são as vantagens do dinheiro. - L.

- E o Diego, como ele está com essa história toda? - R.

- Não sei... eu não falei com ele ainda.

***

"Agora que está tudo certo com Titamy Kosanova, temos que passar para Khrista Boyomi... que sobrenome horrível a pobre pequena tem! Tirando esse pequeno detalhe, está na hora de eu e Sheila ajustarmos as contas." os pensamentos de Johann foram interrompidos por uma chamada de Diego.

- Senhor Mahler, a sra. Boyomi já chegou.

- Mande-a entrar.

- Sim, senhor. - Xila entrou no escritório de Johann.

- Eu só quero que saiba que só te dou o prazo de uma semana para que tudo seja esclarecido.

- E para isso tinha que me chamar?

- Sim, é um assunto que quero tratar pessoalmente.

- Mas, Johann, por que essa sua pressa?

- Tenho meus motivos e você não precisa saber deles. Está tudo tão bem para mim!

- Ótimo para você.

- Aja ou então eu agirei, Sheila.

- Certo, não tenho outra saída.

***

- Nunca esperei que Titamy e o senhor Mahler ficassem juntos!

- Isso também me surpreende, Khrista! Mas eu também fiquei surpreso ao me apaixonar por você, depois de ter decidido ser padre.

- O bom foi que você desistiu dessa idéia, T****.

- Posso te dizer que eu não me arrependo disso, Khris.

- Espero que ela e Johann dêem certo, mas acho que ela ainda vai voltar para o Diego.

***

- Que estranho você faltar, Johann! Nunca o vi fazendo isso e olha que te conheço desde quando eu nasci! - estão os dois sentados no sofá da sala dele.

- Antes eu não tinha motivos para faltar, Titamy, agora eu tenho você. - ele a beija. - Licença, irei telefonar. - após consultar o relógio.

- Desde quando você gosta de mim?

- Sempre gostei...

- Você era apaixonado por um bebê de 50 centímetros!?

- Claro que não... eu me apaixonei por você desde quando eu reuni a Tríade. Você sempre foi teimosa, turrona, desconfiada, são qualidades que eu admiro em uma mulher.

- Nossa... você já foi casado?

- Já... tinha uma filha... mas as perdi de forma horrível!

- Desculpe-me!

- Claro, Titamy, você era um bebê quando elas partiram, não pode se lembrar disso.

- Acho que todos pensam ser impossível para você estar namorando ou ser casado.

- Fiz fama de solitário.

- É.

- Até que é bom ficar em casa sem fazer nada de tarde.

- É ótimo! Nossa, desculpe-me, Johann, tenho que ir para a faculdade!

- Não pode faltar também?

- Bem que gostaria... tchau! - um beijinho de despedida, do estilo até loguinho.

***

"Por que será que o sr. Mahler faltou? Será que está namorando? Seria engraçado vê-lo namorando... acho que é mais fácil acreditar em duende! Por que ele me mandou vir até a sua mansão!? Queria morar numa casinha dessa!" Pensava Diego enquanto chegava na casa do patrão. "Quem é aquela... Tamysita!?!?" ele a vê saindo da casa de Johann.

- Tamysita, o que estava fazendo na casa de Johann Mahler?

- O que você está fazendo aqui, Diego?

- Eu sou empregado dele, o seu braço direito!

- E eu sou a namorada dele!

- O quê!?! - ele começou a rir.

- É verdade.

- Mas, Tamysita, você desconfiava das atividades dele! O que que tem na cabeça?

- Eu quero alguém em quem possa confiar...

- Mas você confia nele?

- Nunca desconfiaria da fidelidade dele! Quero estabilidade...

- Você virou interesseira? Está com ele pelo dinheiro?

- Não! Eu sei onde ele está, como, sei do emprego... tenho algo que não tinha com você: garantias!

- Como pode fazer isso comigo!?!?

- Nos separamos há mais de um ano! Já tive outro namorado também!

- Dessa eu não sabia!

- Tenho que te pedir permissão para cada namorado que eu tenha!?!?!? Você não é meu pai, nem meu irmão mais velho!

- E a sua família sabe desse seu namorico novo?

- Sabem.

- E aprovam?

- Eles não aprovaram quando estava com você...

- É loucura você estar com um homem que você nem sabe se fez alguma coisa antes! Sempre desconfiou dele e agora você está namorando ele! Que conveniente para ele! Nunca pensou que ele te seduziu deliberadamente?

- Pensando no tempo todo que estivemos juntos, o seu plano não era apenas me seduzir?

- Não, eu te amava e ainda te amo!

- Pense nas palavras antes de falar, elas têm significados!

- Eu sei o significado das palavras que eu disse! E repito: EU AMO VOCÊ, TITAMY NAIME KOSANOVA!

- Não faça escândalos!

- Não duvide!

- Agisse direito!

- Sabe, estou farto! Você nunca foi o motivo da minha vida ao Brasil, sabia? Eu tinha assuntos aqui e por isso vim! Sua companhia foi apenas um aspecto agradável! Sabe por que eu te traí? Por que eu te amo e sabia que não podia ficar com você! Por que não podia? Não te interessa mais, né? Se quer acreditar em mim ou não, é com você, mas devia pensar antes de confiar-se a Johann Mahler!

- Não posso me apaixonar? Pensou que eu fosse ficar chorando por você para sempre!? Não quero mais pensar nas suas traições nem em seus motivos! Muito menos em seu suposto amor! Quero tentar algo diferente!

- Tente! Então, vamos aproveitar e quebrar de vez os vínculos: tome as suas chaves, eu não vou tomar mais conta de seu apartamento quando sair!

- Melhor! Acabamos tudo: não sobra nada, nem amizade! Assim eu não escuto mais ninguém dizer que estou com você!

- Só não devia duvidar de meu amor! - ele a beija à força.

- Prefiro os de Johann. - ela se vira e vai andando rápido.

"E eu prefiro não beijá-la à força! Você não foi o motivo inicial, mas sim o principal!" antes de entrar na casa de Johann, ele se senta no meio-fio da calçada para chorar. "Foi o certo da maneira errada! Ele é muito perigoso!"

***

- Briguei com o Diego! - Titamy chegou em casa falando isso com Khrista, que não entendeu.

- Ahn!?  

- Encontrei com ele quando saía da casa de Johann e brigamos. Não consegui nem me concentrar na faculdade! Ele me devolveu as chaves de casa.

- Ele viu você saindo da casa do senhor Johann e soube que estavam namorando?

- É...

- Você ainda gosta dele?

- Sim, mas não desse jeito! Estou chateada! Mas não vou acabar com a minha vida por causa de Diego! Johann me pediu em noivado e eu aceitei!

- O quê!?!?

- Logo que cheguei, ele perguntou e respondi na mesma hora. A festa é amanhã.

***

- Johann, todos falaram que vêm!

- Que bom! Vai ser ótimo! Mas tive que chamar a imprensa!

- Que saco!

- Desculpe-me.

- Tá, você é uma figura pública, eu sei.

- Usa esse vestido e essas jóias, por favor. - ele entregou um grande pacote a ela.

- Obrigada, mas foi caríssimo!

- Nada! Não senti falta desse dinheiro! É para você...

***

O Noivado de Titamy

Dia seguinte, à noite.

Titamy está no quarto de hóspedes da mansão e termina de vestir o vestido. Com ela estão Khrista e Raquel.

- É idêntico à cor dos seus olhos! - disseram as amigas.

- Ele gosta de que o vestido combine com meus olhos.

- Mas é a mesma cor, Titamy! - Raquel.

- As jóias são lindíssimas! - Khrista.

- Deus, meus pais estão aí! É melhor vocês descerem agora, quero ficar sozinha um momento.

- Tchau! - elas saíram. De repente, a porta se abre, é Diego.

- Você veio!?

- O sr. Mahler me obrigou.

- Não era para você ter vindo...

- Está acreditando nas minhas palavras?

- Só não queria que, se fossem verdadeiras, você chorasse ou ficasse triste.

- Obrigado pela consideração. Boa sorte!

- Obrigada.

- Eu acho que não vou conseguir mais chegar perto de você quando estiver com a aliança que ele te der.

- É uma pena que tenhamos de parar de nos falar, Diego, mas não vou parar isso tudo. Sempre gostei de homens com os quais eu tinha algo contra. Você foi o único com quem isso não aconteceu, de quem fui com a cara logo quando vi.

- E fui o único com quem teve um relacionamento.

- Não... eu não gostava da maneira do Pedro (sr. Araújo) falar, odiava! E nós namoramos.

- Até!

- Até!

***

- Eu chamei todos os senhores, inclusive as pessoas da imprensa para anunciar que eu irei casar-me. Sim, a noiva já aceitou, mas irei fazer o pedido formal a seus pais e irmão. Doutor Kosanov, Doutora Naime, gostaria de pedir a mão da sua filha em casamento. Prometo que nada faltará a ela: amor, carinho, dinheiro, ... por favor, permitam que nosso noivado se oficialize. - A contragosto, os pais de Titamy aceitam. - Não posso esquecer Alexei Naime Kosanov, deixaria que eu me casasse com sua irmã?

- Se não fosse esse o desejo de Titamy, eu não deixaria. - Johann põe um magnífico anel no dedo da mão direita da noiva e abrem uma garrafa de champanhe.

Depois disso:

Titamy atrapalha-se em uma entrevista.

Os pais e o irmão da noiva conversam baixo que não sabem ser a decisão certa.

A Tríade vai abraçar a noiva.

Os avós, tios e primos de Titamy também vão.

Diego esconde-se a um canto e cobre o rosto com as mãos, de forma que ninguém veja as lágrimas que saem, como cascatas, de seus olhos.

Johann e Titamy tiram uma belíssima foto para a posteridade.


 

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