Nota do narrador: Esse capítulo é, na verdade, uma
complementação do antecessor e de cujo tema não se encaixa bem com os seguintes, ele
apenas trás uma definição para a vida de Titamy (pelo menos por uns momentos).
- Titamy, você conseguiu o que queria, hein? - disse
Khrista. Os quatro membros da Tríade estavam conversando na casa de Raquel.
- Agarrar um velho rico? - L.
- Estabilidade, meu caro, essa é a melhor base para um
relacionamento: a estabilidade. - T.
- E como é namorar o patrão? - R.
- Nada demais, ele é um homem como qualquer outro, ué! Eu
não fico pensando em Johann como o dono da CECA, ainda mais que eu ainda não voltei para
a Tríade.
- Mas está tudo bem? - R.
- Está, Raquel, já controlo as minhas chamas.
- Qual tipo de estabilidade você quis dizer? Afinal, temos a
financeira, a amorosa... - L.
- O fato de eu confiar nele já basta, de eu não desconfiar
dele com outra.
- Não fica com ciúmes de ele trabalhar tanto? - K.
- Não, ele está trabalhando menos. Em compensação,
saímos sempre: vamos a teatros, óperas, concertos, parques, livraria e o melhor: um
cinema privado.
- Essas são as vantagens do dinheiro. - L.
- E o Diego, como ele está com essa história toda? - R.
- Não sei... eu não falei com ele ainda.
***
"Agora que está tudo certo com Titamy
Kosanova, temos que passar para Khrista Boyomi... que sobrenome horrível a pobre pequena
tem! Tirando esse pequeno detalhe, está na hora de eu e Sheila ajustarmos as
contas." os pensamentos de Johann foram interrompidos por uma chamada de Diego.
- Senhor Mahler, a sra. Boyomi já chegou.
- Mande-a entrar.
- Sim, senhor. - Xila entrou no
escritório de Johann.
- Eu só quero que saiba que só te dou o prazo
de uma semana para que tudo seja esclarecido.
- E para isso tinha que me chamar?
- Sim, é um assunto que quero tratar
pessoalmente.
- Mas, Johann, por que essa sua pressa?
- Tenho meus motivos e você não precisa saber
deles. Está tudo tão bem para mim!
- Ótimo para você.
- Aja ou então eu agirei, Sheila.
- Certo, não tenho outra saída.
***
- Nunca esperei que Titamy e o senhor Mahler
ficassem juntos!
- Isso também me surpreende, Khrista! Mas eu
também fiquei surpreso ao me apaixonar por você, depois de ter decidido ser padre.
- O bom foi que você desistiu dessa idéia,
T****.
- Posso te dizer que eu não me arrependo disso,
Khris.
- Espero que ela e Johann dêem certo, mas acho
que ela ainda vai voltar para o Diego.
***
- Que estranho você faltar, Johann! Nunca o vi
fazendo isso e olha que te conheço desde quando eu nasci! - estão os dois sentados no
sofá da sala dele.
- Antes eu não tinha motivos para faltar,
Titamy, agora eu tenho você. - ele a beija. - Licença, irei telefonar. - após consultar
o relógio.
- Desde quando você gosta de mim?
- Sempre gostei...
- Você era apaixonado por um bebê de 50
centímetros!?
- Claro que não... eu me apaixonei por você
desde quando eu reuni a Tríade. Você sempre foi teimosa, turrona, desconfiada, são
qualidades que eu admiro em uma mulher.
- Nossa... você já foi casado?
- Já... tinha uma filha... mas as perdi de
forma horrível!
- Desculpe-me!
- Claro, Titamy, você era um bebê quando elas
partiram, não pode se lembrar disso.
- Acho que todos pensam ser impossível para
você estar namorando ou ser casado.
- Fiz fama de solitário.
- É.
- Até que é bom ficar em casa sem fazer nada
de tarde.
- É ótimo! Nossa, desculpe-me, Johann, tenho
que ir para a faculdade!
- Não pode faltar também?
- Bem que gostaria... tchau! - um beijinho de
despedida, do estilo até loguinho.
***
"Por que será que o sr. Mahler faltou?
Será que está namorando? Seria engraçado vê-lo namorando... acho que é mais fácil
acreditar em duende! Por que ele me mandou vir até a sua mansão!? Queria morar numa
casinha dessa!" Pensava Diego enquanto chegava na casa do patrão. "Quem é
aquela... Tamysita!?!?" ele a vê saindo da casa de Johann.
- Tamysita, o que estava fazendo na casa de
Johann Mahler?
- O que você está fazendo aqui, Diego?
- Eu sou empregado dele, o seu braço direito!
- E eu sou a namorada dele!
- O quê!?! - ele começou a rir.
- É verdade.
- Mas, Tamysita, você desconfiava das
atividades dele! O que que tem na cabeça?
- Eu quero alguém em quem possa confiar...
- Mas você confia nele?
- Nunca desconfiaria da fidelidade dele! Quero
estabilidade...
- Você virou interesseira? Está com ele pelo
dinheiro?
- Não! Eu sei onde ele está, como, sei do
emprego... tenho algo que não tinha com você: garantias!
- Como pode fazer isso comigo!?!?
- Nos separamos há mais de um ano! Já tive
outro namorado também!
- Dessa eu não sabia!
- Tenho que te pedir permissão para cada
namorado que eu tenha!?!?!? Você não é meu pai, nem meu irmão mais velho!
- E a sua família sabe desse seu namorico novo?
- Sabem.
- E aprovam?
- Eles não aprovaram quando estava com você...
- É loucura você estar com um homem que você
nem sabe se fez alguma coisa antes! Sempre desconfiou dele e agora você está namorando
ele! Que conveniente para ele! Nunca pensou que ele te seduziu deliberadamente?
- Pensando no tempo todo que estivemos juntos, o
seu plano não era apenas me seduzir?
- Não, eu te amava e ainda te amo!
- Pense nas palavras antes de falar, elas têm
significados!
- Eu sei o significado das palavras que eu
disse! E repito: EU AMO VOCÊ, TITAMY NAIME KOSANOVA!
- Não faça escândalos!
- Não duvide!
- Agisse direito!
- Sabe, estou farto! Você nunca foi o motivo da
minha vida ao Brasil, sabia? Eu tinha assuntos aqui e por isso vim! Sua companhia foi
apenas um aspecto agradável! Sabe por que eu te traí? Por que eu te amo e sabia que não
podia ficar com você! Por que não podia? Não te interessa mais, né? Se quer acreditar
em mim ou não, é com você, mas devia pensar antes de confiar-se a Johann Mahler!
- Não posso me apaixonar? Pensou que eu fosse
ficar chorando por você para sempre!? Não quero mais pensar nas suas traições nem em
seus motivos! Muito menos em seu suposto amor! Quero tentar algo diferente!
- Tente! Então, vamos aproveitar e quebrar de
vez os vínculos: tome as suas chaves, eu não vou tomar mais conta de seu apartamento
quando sair!
- Melhor! Acabamos tudo: não sobra nada, nem
amizade! Assim eu não escuto mais ninguém dizer que estou com você!
- Só não devia duvidar de meu amor! - ele a
beija à força.
- Prefiro os de Johann. - ela se vira e vai
andando rápido.
"E eu prefiro não beijá-la à força!
Você não foi o motivo inicial, mas sim o principal!" antes de entrar na casa de
Johann, ele se senta no meio-fio da calçada para chorar. "Foi o certo da maneira
errada! Ele é muito perigoso!"
***
- Briguei com o Diego! - Titamy chegou em casa
falando isso com Khrista, que não entendeu.
- Ahn!?
- Encontrei com ele quando saía da casa de
Johann e brigamos. Não consegui nem me concentrar na faculdade! Ele me devolveu as chaves
de casa.
- Ele viu você saindo da casa do senhor Johann
e soube que estavam namorando?
- É...
- Você ainda gosta dele?
- Sim, mas não desse jeito! Estou chateada! Mas
não vou acabar com a minha vida por causa de Diego! Johann me pediu em noivado e eu
aceitei!
- O quê!?!?
- Logo que cheguei, ele perguntou e respondi na
mesma hora. A festa é amanhã.
***
- Johann, todos falaram que vêm!
- Que bom! Vai ser ótimo! Mas tive que
chamar a imprensa!
- Que saco!
- Desculpe-me.
- Tá, você é uma figura pública, eu sei.
- Usa esse vestido e essas jóias, por favor. -
ele entregou um grande pacote a ela.
- Obrigada, mas foi caríssimo!
- Nada! Não senti falta desse dinheiro! É para
você...
***
O Noivado de Titamy
Dia seguinte, à noite.
Titamy está no quarto de hóspedes da mansão e
termina de vestir o vestido. Com ela estão Khrista e Raquel.
- É idêntico à cor dos seus olhos! - disseram
as amigas.
- Ele gosta de que o vestido combine com meus
olhos.
- Mas é a mesma cor, Titamy! - Raquel.
- As jóias são lindíssimas! - Khrista.
- Deus, meus pais estão aí! É melhor vocês
descerem agora, quero ficar sozinha um momento.
- Tchau! - elas saíram. De repente, a porta se
abre, é Diego.
- Você veio!?
- O sr. Mahler me obrigou.
- Não era para você ter vindo...
- Está acreditando nas minhas palavras?
- Só não queria que, se fossem verdadeiras,
você chorasse ou ficasse triste.
- Obrigado pela consideração. Boa sorte!
- Obrigada.
- Eu acho que não vou conseguir mais chegar
perto de você quando estiver com a aliança que ele te der.
- É uma pena que tenhamos de parar de nos
falar, Diego, mas não vou parar isso tudo. Sempre gostei de homens com os quais eu tinha
algo contra. Você foi o único com quem isso não aconteceu, de quem fui
com a cara logo quando vi.
- E fui o único com quem teve um
relacionamento.
- Não... eu não gostava da maneira do Pedro
(sr. Araújo) falar, odiava! E nós namoramos.
- Até!
- Até!
***
- Eu chamei todos os senhores, inclusive as
pessoas da imprensa para anunciar que eu irei casar-me. Sim, a noiva já aceitou, mas irei
fazer o pedido formal a seus pais e irmão. Doutor Kosanov, Doutora Naime, gostaria de
pedir a mão da sua filha em casamento. Prometo que nada faltará a ela: amor, carinho,
dinheiro, ... por favor, permitam que nosso noivado se oficialize. - A contragosto, os
pais de Titamy aceitam. - Não posso esquecer Alexei Naime Kosanov, deixaria que eu me
casasse com sua irmã?
- Se não fosse esse o desejo de Titamy, eu não
deixaria. - Johann põe um magnífico anel no dedo da mão direita da noiva e abrem uma
garrafa de champanhe.
Depois disso:
Titamy atrapalha-se em uma entrevista.
Os pais e o irmão da noiva conversam baixo que
não sabem ser a decisão certa.
A Tríade vai abraçar a noiva.
Os avós, tios e primos
de Titamy também vão.
Diego esconde-se a um canto e cobre o rosto com
as mãos, de forma que ninguém veja as lágrimas que saem, como cascatas, de seus olhos.
Johann e Titamy tiram uma belíssima foto para a
posteridade.