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- Comentário
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- Conversão de Portugal em
República - Implantação da República
- (Hist. Universal - Pirenne)
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- Portugal, estado pequeno e pobre,
sem indústria, nem agricultura para manter-se, não tinha saído da dependência
económica da Inglaterra. Durante o reinado de Carlos I (1889-1908) esforçou-se para recuperar
o seu posto colonial, o que, para dizer verdade, estava por cima das suas forças,
formando o vasto projecto de unir as suas possessões de Angola e Moçambique, ao que se
opuseram, em 1891 a Inglaterra e Alemanha que cobiçavam os territórios a que se
apontava o dito projecto.
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- Naquela época, Portugal
encontrava-se em díficil situação financeira. Instaurada a Constituição pela
monarquia, Portugal foi incapaz de adaptar-se ao regime parlamentar e os
partidos faziam impossível a vida política. Esta crise endémica trouxe a ditadura
de João Franco, que cerrou as Cortes, suspendeu os Concelhos municipais, suprimiu os
diários políticos e realizou reformas que deram bom resultado.
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- Equilibrou o orçamento,
introduziu medidas sociais - descanso semanal e caixa de invalidez - e a execução
de obras importantes. Mas Franco tornou-se impopular e isso trouxe como
consequência o assassinato de Carlos I (1908). Manuel II (1908-1910), que lhe
sucedeu, voltou ao regime constitucional, mas a importância dos partidos, deu lugar ao
golpe de estado militar que derrubou o rei.
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- Teófilo Braga, decretou a separação
da Igreja do Estado, fez obrigatório o ensino laico, instaurou o recrutamento
por quintas, reformou a moeda nacional e proclamou o direito à greve. Em 1911, uma
Assembleia constituinte confirmou essas reformas dotando a República de uma Constituição
parlamentar democrática. Depois, durante as presidências de Arriaga e de
Vasconcelos, Portugal tentou converter-se num estado moderno restaurando a sua
economia, construindo caminhos de ferro e
criando uma frota.
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- Porém, ainda que com esta nova fachada
republicana, o país seguia paralisado pelas lutas de partidos e politicamente
continuava a depender de Inglaterra.
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