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De Foz Côa a Júlio César 

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Introdução à História de Portugal 
 
Este pequeno trabalho não tem pretensões, e só pretende divulgar na Internet a História de Portugal, de forma simples, agradável e concisa, aproveitando as facilidades das novas tecnologias de suporte, e aconselha-se a quem pretender mais e melhores esclarecimentos, a ler ou consultar a bibliografia que se indica nesta página.
 
A História de Portugal não começou com o 25 de Abril de 1974, nem sequer com a independência de Leão e Castela conseguida por D. Afonso Henriques. Viriato que lutou e morreu pela defesa destas terras e destas gentes, foi assassinado cerca de 1.250 anos antes do nascimento do nosso primeiro rei ! 
 
 
«Quando ainda não existiam os reinos medievais com as suas peculiaridades nem os Estados modernos com a sua história nacional, Portugal e Espanha constituíam um todo, uma paisagem e uma mesma gente capaz de fazer da Península a sua casa e de enfrentar junta as intempéries e formas de vida extremamente duras. à margem de fronteiras, estabelecidas ao acaso com o passar dos séculos ou o esquadro da política, a história portuguesa e espanhola era então - e foi até à entrada na Idade Média - uma única história peninsular.»
 
( História de Espanha por Fernando G. de Cortázar e José Manuel G. Vesga )
 

 

Dedicatória - Dedico este pequeno trabalho ao Pdre. Franciscano José Maria da Cruz Amaral, tio e grande amigo do autor deste site, missionário, professor e grande homem de letras, e infelizmente já falecido.

Península Ibérica vista de satélite

 
A Península Ibérica (do grego Ibéria) ou Península Hispânica (do latim Hispania) ou Al-Andaluz do árabe, ou Sefarad do hebraico.
 
A Península Ibérica ou Hispânica, é geograficamente uma península na Europa localizada no sudoeste deste continente. Hoje podemos localizar  politicamente nesta península quatro países, Portugal, Espanha, Andorra e Gibraltar.
 
Formando quase um trapézio, a Península liga-se ao continente europeu pelo istmo constituído pela cordilheira dos Pirenéus, sendo rodeada a norte, oeste e parte do sul pelo oceano Atlântico e a restante costa sul pelo mar Mediterrâneo.
 
Com uma altitude média bastante elevada, apresenta predomínio de planaltos que estão rodeados de cadeias de montanhas e que são atravessados pelos principais rios. Os mais importantes são o rio Tejo, o rio Douro e o rio Guadiana, que têm a parte terminal do seu curso em Portugal, desaguando, tal como o rio Guadalquivir no oceano Atlântico, e o rio Ebro, que, por sua vez, desagua no mar Mediterrâneo.
 
As elevações mais importantes são a Cordilheira Cantábrica, no Norte, a serra Nevada e a serra Morena, no Sul, e ainda a serra de Guadarrama, na Cordilheira Central, de que a serra da Estrela é o prolongamento ocidental. Densamente povoada no litoral, a Península Ibérica tem fraca densidade populacional nas regiões interiores.

 

 
A península tem 582.925 quilómetros quadrados.. O ponto mais alto é o Mulhacén com 3.478 metros de altura. O rio mais longo é o Tejo, com um curso de 1007 km (731 km em Espanha e 275 km em Portugal).

Ibéria provem do río Íber, provavelmente o actual Ebro, ainda que também pudesse ser  o Guadalquivir ou outro rio da região de Huelva, donde textos muitos antigos citam um rio Iberus e um povo ao que chamam Iberos. Desde tempos remotos os gregos chamavam Ibéria à Península.

A maior parte da sua superfície continental está configurada como uma meseta, com uma altura média de 600 metros sobre o nível do mar; o seu litoral norte, noroeste e oeste é rochoso e com alcantilados, sendo o litoral este, sudeste e sul mais suave. De acordo à situação geográfica, a Península Ibérica também forma parte da França, já que penetra até ao sul deste país.

 

 
Quando o Homem chegou à Península 
 
O homem chegou à Península Ibérica bem cedo na história. As estações arqueológicas mais antigas localizam-se no litoral da Estremadura e no sudoeste do Algarve, ocupadas por culturas acheulenses ou mesmo abbevillenses, com quase 1 milhão de anos. Tratava-se de seres humanos do grupo Homo Erectus. Recolectores, subsistiam, em formas já mais desenvolvidas, nos começos da última glaciação. 
 
Sucederam-lhes os caçadores e ao Homo Erectus o homem do Neandertal ( homo sapiens neanderthalensis ) aparecido há mais de 100.00 anos. Todas as culturas dos chamados Paleolítico Inferior, Paleolítico Médio, Paleolítico Superior e Mesolítico se acham representadas em Portugal, com maior ou menor intensidade.

 
Períodos da Pré-História no território onde hoje é Portugal - "Idade da Pedra"
 
Paleolítico antigo ( Iade da Pedra Lascada ) - É representado até 100.000 A.C. por várias indústrias líticas de que se destacam o Abbevillense, o Clactonense. o Achelense, o pré-Musturiense e o Languedocense. Vestígios nas praias quaternárias do litoral, arredores de Lisboa, Trás-os-Montes, Beira e Alentejo. 
Paleolítico médio - Desde 100.000 a 40.000 anos A.C. Vestígios nos estratos da Mealhada, sul de Peniche, bacia do Tejo, Columbeira ( Bombarral ), Furninha ( Peniche ), Ribeira da Laje ( Oeiras ), litoral do Minho. 
 
Paleolítico superior - Desde 40.000 a 8.000 anos A.C. Tribos de caçadores instalaram-se nas várias regiões do Ocidente Ibérico. Tinham instrumentos de pedra e de osso mais aperfeiçoados que os das culturas anteriores. Práticas funerárias generalizadas e manifestações artísticas com fins mágicos. Vestígios no Rossio do Cabo ( Torres Vedras ), grutas das Salemas ( Ponte de Lousa ), 
 
Epipaleolítico - 8.000 a 5.000 anos A.C. Populações que viveram em cabanas junto às margens. Usavam objectos de adorno e enterravam os seus mortos na posição fetal. 
 
Neolítico ( Idade da Pedra Polida ) - 5.000 a 2.000 anos A.C. Povos de origem mediterrânica, introduziram a agricultura e a pastorícia na orla marítima e em algumas regiões do interior. Já no período do Calcolítico em meados do terceiro milénio antes de Cristo, grupos de mercadores vieram abastecer-se de cobre aos centros metalúrgicos da orla mediterrânica. Vestígios quase em todo o território português. 
 
Fim do que se considera "Idade da Pedra". É importante lembrar que, a Idade da Pedra foi substituída em tempos diferentes. Por exemplo, escavações mostraram que enquanto em certos lugares como a Grã-Bretanha, se vivia na Idade da Pedra, em outros, como Roma, Egipto e China, já se usavam os metais, construíam-se belas casas e conhecia-se a escrita ideográfica ( escrita por hieróglifos ou símbolos).

Ainda hoje, em alguns lugares do mundo, como a Nova Zelândia, há tribos que mal estão saindo do modo de vida da Idade da Pedra. Algumas das tribos Maoris estão nessa situação.

 
Idade do Bronze - 2.000 a 700 anos A.C. No sudoeste da Península Ibérica floresceu, de meados do segundo milénio até 700 anos A.C.. uma civilização dada à metalurgia de que se identificaram duas fases: o Bronze I (1500-1100) e o Bronze II (1100-840) ambas representadas por necrópoles de cistas e mobiliário cerâmico e metálico, de cobre, ouro e bronze.
 
 

Canada do Inferno

 

As gravuras de Foz Côa

As gravuras mais antigas conhecidas no vale do Côa (até Março de 95) eram identificáveis com o Solutrense médio antigo, ou seja, teriam sido feitas há mais ou menos 20 000 anos. Parece serem a prova mais marcante da presença humana mais antiga, no território português.

( A cultura  Solutrense situa-se entre 18 000 a. C. e 15 000 a.C.)

 

 

As Origens humanas mais antigas

As origens humanas mais antigas, achadas em Portugal, são ossadas tipo Neanderthal em Furninhas. A maioria das indústrias Paleolíticas peninsulares estão aí representadas, mas uma cultura distinta surge nos meados do Mesolítico nas zonas baixas do Vale do Tejo, datadas de cerca de 5.500 AC. As culturas Neolíticas chegaram da Andaluzia.

No primeiro milénio AC os povos Celtas entraram na Península pelos Pirinéus, e por pressão natural, muitos grupos dirigiram-se para ocidente. As culturas de Hallstatt trouxeram a fundição do ferro e a fabricação de armas e outros objectos do mesmo metal, ao Vale do Tejo. Os Fenícios e mais tarde os Cartagineses influenciaram fortemente o sul de Portugal no mesmo período. 

 

 
Cerâmica Fenícia

 

 

Chegada dos Fenícios ( Provável em 1.200 A.C. )

Os fenícios, tal como os hebreus, eram um povo de origem semita. Por volta de 3000 a.C., estabeleceram-se numa estreita faixa de terra com cerca de 35 km de largura, situada entre as montanhas do Líbano e o mar Mediterrâneo.

Com 200 km de extensão, corresponde a maior parte do litoral do atual Líbano e uma pequena parte da Síria.

Por habitarem uma região montanhosa, com poucas terras férteis, os fenícios voltaram-se para o mar, dedicando-se à pesca e ao comércio marítimo.
 

O aparecimento do ferro nas regiões do Mediterrâneo oriental teve projecção na Península Ibérica. Ao redor do ano 1.000 A.C., os Fenícios estabeleceram feitorias para aumento do comércio, buscando metais em troca de produtos do seu fabrico ( tecidos, estatuetas, objectos de barro). A sua vinda à Ibéria deu origem à fundação de Gadir ou Gades ( Cádis), de Hispalis (Sevilha) e talvez de Malcarteia (Algeciras). 

No território português teriam visitado a zona terminal do Tejo, e também a foz do Sado e região costeira do Mondego ao Douro. Deixaram alguns vocábulos na fala peninsular , como ippo - Olisipo(Lisboa) e Collipo(leiria), assim como o étimo saco. Pouco se conhece sobre a contribuição fenícia no nosso território.

O alfabeto, uma criação fenícia

O que levou os fenícios a criarem o alfabeto foi justamente a necessidade de controlar e facilitar o comércio. O alfabeto fenício possuía 22 letras e era, portanto muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica. Realmente foi a primeira vez que se tentou "desenhar" os sons da fala, representando-os por letras, em vez da representação ideográfica por hieróglifos ou similares.

O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao alfabeto latino, que, por sua vez, gerou o alfabeto utilizado actualmente nos países lusófonos.

No princípio, todas as letras do alfabeto eram consoantes. Mais tarde, os gregos acrescentaram a elas as cinco vogais.

 

Guerreiro celta

 

Chegada dos Celtas ( Anos 1.000-800 A.C. )

Na primeira metade do século X A.C. chegaram à Península vários povos a que se dá o nome genérico de Celtas e cuja origem tem dado larga discussão. Encontraram uma terra despovoada e os seus habitantes a viver ainda na Idade do Bronze (Iberos). enquanto os invasores já utilizavam o ferro, na construção de utensílios para uso doméstico e na construção de armas. Provinham da cultura de Adlerber, no centro da Europa. As cinco tribos célticas que se instalaram na zona portuguesa da Península Ibérica, foram: 

Cinetes - Na parte do Algarve e estendendo-se pelo Guadiana

Sempsos - Que se fixaram no rio Sado e chegaram à foz do Tejo

Sepes - Fixaram-se na área ao norte do Tejo, que abrange a actual Estremadura até ao cabo Carvoeiro

Pernix Lucis - Que se fixaram ao longo da costa até à região do Vouga. Os Pernix Lucis podem identificar-se com a família Túrdula

Draganes - Que se fixaram entre o rio Douro e o rio Minho

 
 

             
Citânia de Briteiros Guimarães                        Castro de São Lourenço Esposende



Citânia de Sanfins 

 

Castros ou Citânias

Castros, são as ruínas ou restos arqueológicos de um tipo de povoado da Idade do Ferro característico das montanhas do noroeste da Península Ibérica, na Europa. Os povoados eram construídos com estruturas predominantemente circulares, revelando desde cedo a implementação de uma «civilização da pedra», quer nas zonas de granito quer nas de xisto.

Uma cividade (substantivo feminino antigo de cidade) ou Citânia é um castro de maiores dimensões e importância, habitado continuamente. A designação Citânia é comparado com o "Cytian" dos povoados fortificados nas ilhas Britânicas.

Durante muito tempo consideraram-se os castros como "povoados fortificados", mas esta designação, consagrada pelo uso, é evidentemente muito redutora, porque recobre realidades arqueológicas muito diversas e susceptíveis de variadíssimas interpretações.

Recentemente, tem-se vindo a aperceber que estes sítios são de uma enorme a complexidade, que de maneira alguma se podem apenas subsumir numa qualquer "cultura" local (ou várias), e muito menos numa "função" militar

 

 

Já existiam Castros  durante o Neolítico e a Idade do Bronze, muito antes das invasões Célticas. Julga-se que a Cultura Ibérica desses povoados se misturou com os elementos célticos sem quebras de continuidade. O Céltico, provavelmente o dialecto Goidélico, tornou-se a lingua franca de toda a Cultura Atlântica. Muitos dos megalitos da Idade do Bronze como menires e dólmenes estão situados em regiões em que também há castros, e são anteriores aos Celtas quer em Portugal e na Galiza, quer na costa atlântica da França, Grã-Bretanha e Irlanda. Estes monumentos continuaram a ser utilizados pelos druidas celtas.

Os Romanos destruíram muitos castros, devido à resistência feroz dos povos castrejos ao seu domínio, mas alguns foram aproveitados e expandidos como cidades romanas. Segundo Jorge de Alarcão "Aos castros, deram os Romanos o nome de castella, que aparece nas inscrições do século I d.C. sob a forma abreviada de um C invertido[...]"

 

 

 

Gregos

 

Chegada dos Gregos ( Século VII A.C. )

Chegaram no século VII A.C. Fundaram colónias no Mediterrâneo, como Massilia (Marselha), Dianium (Dania), Zacunthos (Sagunto). Em vários pontos da costa portuguesa acharam-se objectos e ferro, ânforas, esculturas de marfim e outros de origem helénica, como por exemplo na necrópole de Alcácer do Sal. 

Não influenciaram directamente a língua portuguesa, pois foi pela via romana que se introduziu a quase totalidade do helenismos na nossa língua. Quanto à criação de Lisboa por Ulisses e Santarém pelo seu filho Abidis, não passm de histórias muito em moda no Renascimento.

Comerciavam tecidos, cerâmica e objectos de vidro e utilizavam já moedas para as suas trocas comerciais.

 
 

 

Chegada dos Ligures ( Século VI A.C. )

Chegaram por volta do século VI, mas há poucas referências nos autores clássicos. Introduziram as práticas agrícolas e o fabrico do bronze. Era gente baixa, de pele morena, de forte compleição e que vivia em cabanas de madeira, e muitas vezes em covas. Quase tudo se ignora a seu respeito. Introduziram o sufixo arco, que se aplicava a nomes geográficos. 

Cartagineses

Chegada dos Cartagineses ( Século III A.C. )

.A passagem dos Cartagineses pelo ocidente Peninsular, no século III A.C., quando da Segunda Guerra Púnica, deixou poucas marcas. Mas já antes tinham feitorias na zona de Gades, mantendo estreitas relações comerciais com a zona do Levante. A exploração das minas era o seu principal objectivo, mas não há provas que as tenham buscado no território português. 

Foi durante o governo de Amílcar Barca, quando Cartagena se tornou a capital da Hispânia Púnica (238-229), que foram submetidas pelos cartagineses algumas tribos de lusitanos. Há vestígios da sua influência em Ossnoba (Faro)e, no tempo de Aníbal, teriam fundado Portus Hannibalis, que devia localizar-se em Portimão ou Alvor. 

 

Investigações recentes puseram a descoberto um par de arrecadas do tesouro de Gaio em Sines, de feitura ou influência cartaginesa. Também em Monsanto e no Golegã se encontraram arrecadas de ouro do mesmo tipo. A língua portuguesa guarda alguns termos de origem púnica, como mappa (toalha), matta (esteira) e nata (capa). É ainda possível que certos nomes náuticos, como galera , barca e galeota, tenham raiz fenícia por via cartaginesa. Mas sendo um povo que apenas passou pelo território português, a sua influência nos nossos usos e costumes é praticamente nula.

Comerciavam principalmente tecidos, cerâmica e armas.

 
Nota - Para uma informação bastante detalhada deste período histórico, leia-se História de Portugal - edição monumental - pelo professor Damião Peres.

Castro ou citânia de Briteiross

 

Marcas da presença humana

As marcas da presença humana neste período da História do território onde hoje é  Portugal, são imensas e por todo o País se encontram ruínas de  Antas, Menires, Cromeleques ( Conjuntos de Menires ) castros, citânias, desde 4.000 A.C. até Séc. IV e Séc. III A.C. 

Cerca de 500 AC, as culturas da Idade do Ferro predominavam no norte. Povoações Célticas, entrincheiradas no alto dos montes ( castros, citânias) conservaram a sua vitalidade depois da conquista Romana

Após a Primeira Guerra Púnica ( 264-241 AC ), os Cartagineses decidiram conquistar a  Península Ibérica . Mas o seu domínio , aliás incompleto no quadro geográfico hispânico, foi efémero. Com a Segunda Guerra Púnica ( 218 - 201 AC ) Roma dominou as costas este e sul da península, e os povos célticos que tinham sido absorvidos pela população indígena ocuparam o oeste.

Já existiam Castros durante o Neolítico e a Idade do Bronze, muito antes das Invasões Célticas. Julga-se que a Cultura Ibérica desses povoados se misturou com os elementos célticos sem quebras de continuidade

 

   Quem eram os Lusitanos          Quem eram os Iberos ?

Julio César

 
Uma federação céltica, a Lusitânia, resistiu à penetração romana sob o brilhante comando de Viriato. Depois do seu assassinato ( cerca 140 AC ), Decius Junius Brutus pôde marchar para o norte, através do centro de Portugal, atravessou o rio Douro e subjugou a Galiza
 
Julio César esteve na Lusitânia em campanhas militares de pacificação, e governou o território por algum tempo. A mais famosa das campanhas  foi a batalha de Munda contra Pompeu ( 45 AC ), no comando da sua veterana e famosa 10ª Legião.

 

A Figura de Viriato          

  Cronologia do período         A Província da Lusitânia    Voltar à página principal
   
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