CAPÍTULO XIX
Resumo:
O
direito de apresentar súplicas e projetos.
As facções. Os crimes políticos julgados
nos tribunais. A propaganda dos crimes políticos.
SE
NÃO admitimos que cada um se ocupe de política
diretamente, estimularemos, em compensação, todo
relatório e toda petição que solicite do
governo medidas a bem do povo: isso nos permitirá ver
os erros e fantasias de nossos súditos, aos quais responderemos
pela execução do projeto em questão ou
por uma recusa sensata, que demonstrará a pouca inteligência
de seu autor.
As facções não passam dum cachorrinho latindo
contra um elefante. Para um governo bem organizado, não
do ponto de vista policial, mas social, o cãozinho ladra
contra o elefante, porque não conhece seu lugar nem seu
valor. Basta demonstrar por um bom exemplo (1) a importância
de um e de outro para que os cãezinhos deixem de latir
e se ponham a festejar com a cauda logo que avistem o elefante.
Para tirar o prestígio da bravura ao crime político,
nós o poremos no mesmo banco dos réus do roubo,
do homicídio e de todos os crimes abomináveis
e vis.Então, a opinião pública confundirá,
no seu modo de pensar, essa categoria de crimes com a ignomínia
de todos os outros, cobrindo-a com o mesmo desprezo.Nós
nos propusemos, e espero que tenhamos alcançado isso,
impedir os cristãos de combater as facções
políticas dessa maneira(2).
Com esse fim, pela imprensa, nos discursos públicos,
nos manuais de história, fizemos a propaganda do martírio,
na aparência aceito pelos facciosos para o bem comum.
Essa propaganda aumentou os contingentes dos liberais e atraiu
milhares de cristãos ao nosso rebanho.
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Notas
e Comentários
(1)A
força, a violência, a mão de ferro, imposta
por esse poder oculto que os ingleses denominam hidde hand,
a mão secreta...
(2) Entretanto, hoje, o judaísmo, através de sua
imprensa, no mundo inteiro prestigia o crime político
e faz campanha em favor dos criminosos políticos. Não
esquecer o clamor em torno de Sacco e Vanzetti, a propaganda
contra a condenação dos assasinos comunistas das
Astúrias, o barulho que se fez no Brasil em pról
da pequena aventureira judia Geny Gleizer. Toda essa encenação
combina perfeitamente com os Protocolos.
Nas antigas sociedades cristãs, o crime político
era abominável, sobretudo o regicídio. Foi o espírito
judaico que transformou a opinião cristã, a fim
de poder agir à vontade contra o trono e o altar.