Resumo:
Anecessidade do pão quotidiano.As
questões políticas. As questões industriais.
As diversões.As casas do povo. A verdade é uma
só. Os grandes problemas.
A NECESSIDADE do pão quotidiano
impõe silêncio aos cristãos, e fez deles
nossos humildes servidores. Os agentes tomados entre eles
para a nossa imprensa discutirão por nossa ordem o
que nos convier fazer imprimir diretamente em documentos oficiais,
e nós mesmos, durante esse tempo, aproveitando o rumor
provocado por essas discussões, tomaremos as medidas
que nos parecerem úteis e as apresentaremos ao público
como fato consumado. Ninguém terá a audácia
de reclamar a anulação do que tiver sido decidido,
tanto mais quanto será apresentado como um progresso.A
imprensa, aliás, chamará logo a atenção
para novas questões. Temos, como sabeis, homens acostumados
a procurar sempre novidades. Alguns imbecis, acreditando-se
instrumentos de sorte, se lançarão sobre essas
novas questões, sem compreender que nada entendem do
que querem discutir(1). As questões da política
não são acessíveis a ninguém,
exceto àqueles que as criaram, há muitos séculos,
e que as dirigem.
Por tudo isso, vereis que, procurando a
opinião da multidão, não fazemos mais do
que facilitar a realização de nossos desígnios,
e podeis notar que parecemos buscar a aprovação
de nossos atos, mas de nossas palavras pronunciadas nesta ou
naquela ocasião. Proclamamos constantemente que, em todas
as nossas medidas, tomamos por guia a esperança unida
à certeza de ser úteis ao bem de todos.
Para afastar os homens muito inquietos das questões políticas,
poremos antes das pretensas questões novas questões
industriais. Que gastem sua fúria nesse assunto.As massas
consentirão em ficar inativas, a repousar de sua pretensa
atividade política, (a que nós mesmos as habituamos,
a fim de lutar por seu intermédio contra os governos
dos cristãos), com a condição de ter novas
ocupações; nós lhe inculcaremos mais ou
menos a mesma direção política. A fim de
que nada consigam pela reflexão, nós as desviaremos
pelos jogos, pelas diversões, pelas paixões, pelas
casas do povo...Em breve, proporemos pela imprensa concursos
de arte, de esporte, de toda a espécie: esses interesses
alongarão definitivamente os espíritos das questões
em que teríamos de lutar com eles (2). Desabituando-se
os homens cada vez mais de pensar por si, acabarão por
falar unânimemente de nossas idéias, porque seremos
os únicos que proporemos novos rumos ao pensamento...por
intermédio de pessoas que se não suspeite sejam
solidárias conosco (3).
O papel dos utopistas liberaiestará definitivamente encerrado,
quando nosso regime for reconhecido. Até lá, nos
prestarão grande serviço. Por isso, impeliremos
os espíritos a inventar toda a espécie de teorias
fantásticas, modernas e pretensamente progressistas;
porque teremos virado a cabeça a esses cristãos
imbecis, com pleno êxito, por meio dessa palavra progresso,
não havendo uma só mentalidade entre eles que
veja que, sob, essa palavra, se esconde um erro em todos os
casos em que não se tratar de invenções
materiais, porque a verdade é uma só e não
poderia progredir.O progresso, como idéia falsa, serve
para obscurecer a verdade, a fim de que ninguém a conheça,
salvo nós, os eleitos de Deus e sua guarda.
Quando vier o nosso reinado, nossos oradores raciocinarão
sobre os grandes problemas que emocionaram a humanidade, para
lavá-la afinal ao nosso regime salutar. Quem duvidará,
então, que todos esses problemas foram inventados por
nós de acordo com um plano político que ninguém
adivinhou durante séculos?
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Notas e comentários
(1) "Fujam das novidades", já
aconselhava há muitos séculos um grande papa,
S. Diniz, ao patriarca de Alexandria.
(2) Vêde, como o panorama dos concursos
de beleza, das competições esportivas, dos reides,
dos recordes de velocidade, de tudo quanto nesse setor apregoa
retumbantemente a imprensa, afasta a maioria do povo dos assuntos
sérios, da meditação sobre seus próprios
interesses que são os interesses da pátria.
(3) O Sr. Geraldo Rocha, que hoje combate
os judeus, foi quem introduziu no Brasil os concursos de Rainha
de Beleza, pela "A Noite", de parceria com o judeu
de Waleffe...
Vêde como os concursos, hoje, em plena voga, concursos
de toda a espécie, foram anunciados com décadas
de antecedência. É notável! E ainda há
coragem para negar a autenticidade dos "Protocolos"!
(3) Algumas mesmo fingem atacar o judaísmo.