A liberdade é rua
que percorro
dia-a-dia
que sentia
eu menino
nos pés descalços
no sol
na pele
no chão.
A liberdade é crua
e a comi
na salada, na goiaba,
chocolate, bala,
sanduíche, róti-dógui,
recheada de paixãoo.
A liberdade é nua,
é fêmea e sua
no seu leito
penetro
mamo do seu peito
enfio
a cabeça
no sonho
meu tesão.
A liberdade menina
vive
na pelada na esquina
na calçada,
no pião pipa balão
e corre e vibra e voa
anda à toa
pé no chão.
A liberdade
sofre vive
sobrevive ao
pau-de-arara
bomba
coroa-de-cristo
torniquete
faca, gilete,
garrote forca
caminhão.
A liberdade companheira
luta
rabo-de-arraia meia-lua rasteira
morde e chuta
ergue o povo
embala
não cala
triunfa alegre
em nossa mão.
(Poesia premiada com o segundo lugar no II Fest-Abril de Poesias, Macaé - RJ)
Algumas poesias, algumas fotos, algumas homepages.
Morreu Fagundes, Estação Rodoviária, Azuis, Anjos Barrocos.
Argemiro de Paula Garcia
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