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Introdução no Brasil
A abelha do mel acha-se espalhada
pela Europa, Ásia e África. A sua introdução no Brasil é atribuída aos
jesuítas que estabeleceram suas missões no século XVIII, nos
territórios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai, no
noroeste do Rio Grande do Sul.
Essas abelhas
provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesuítas foram
expulsos da região e delas não se teve mais notícias.
Em 1839, o padre Antonio
Carneiro Aureliano mandou vir colméias de Portugal e instalou-as no
Rio de Janeiro. Em 1841 já haviam mais de 200 colméias, instaladas na
Quinta Imperial. Em 1845, colonizadores alemães trouxeram abelhas da
Alemanha (Nigra, Apis mellifera melífera) e iniciaram a apicultura nos
Estados do sul. Entre 1870 e 1880, Frederico Hanemann trouxe abelhas
italianas (Apis mellifera lingústica) para o Rio Grande do Sul. Em
1895, o padre Amaro Van Emelen trouxe abelhas da Itália para
Pernambuco.
Em 1906, Emílio Schenk
também importou abelhas italianas, porém vindas da Alemanha. Por
certo, além destas, muitas outras abelhas foram trazidas por
imigrantes e viajantes procedentes do Velho Mundo, mas não houve
registro desses fatos. Iniciava-se assim a apicultura brasileira.
Durante mais de um século ela foi se desenvolvendo, principalmente nos
Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também em São
Paulo e Rio de Janeiro havia uma atividade bem desenvolvida.
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