'Psic�logo Ant�nio Carlos Alves de Araujo' 66980558 TATUAP� SP-SP
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A INVEJA



"O grande ensinamento da inveja � a reflex�o de quais s�o nossas verdadeiras necessidades no confronto di�rio com a vida de outras pessoas; ou se apenas desejamos competir o tempo todo com as mesmas".- ANTONIO CARLOS PSIC�LOGO.

"A mais grave contradi��o � que a pessoa que mais sente a inveja � justamente aquele tipo de personalidade que mais poderia desfrutar o prazer ou sucesso pessoal, deslocando sua fonte de satisfa��o e crescimento para o inferno de ter de observar ou medir o que o outro obteve primeiro. Neste ponto podemos afirmar que o amor sempre invejou qualquer tipo de v�cio, pois este �ltimo possui uma capacidade de impregna��o na alma humana al�m de qualquer outro sentimento positivo. � s� refletirmos para o problema das drogas ou viol�ncia, que n�o demoraremos a perceber a veracidade de tal conceito. H� muito que n�o sabemos o que fazer com nosso lado �ntimo e pessoal, sendo inevit�veis os desastres na hist�ria de nossa afetividade. Podemos at� ser treinados para a conviv�ncia de determinada limita��o causada por doen�a f�sica; mas as seq�elas psicol�gicas de infelicidades passadas s�o tabus na compreens�o total sobre o que nos tornamos ap�s todas as experi�ncias vividas".- ALFRED ADLER- PSIC�LOGO. PSIC�LOGO)".

"S� haveria algo positivo na inveja se pud�ssemos reproduzir fielmente o modelo de vida de algu�m realmente criativo.(ANTONIO CARLOS-PSIC�LOGO)".

"A INVEJA ENCOBRE NOSSA MAIOR LUTA, QUE � O INFERNO DO NOSSO �NTIMO, DESVIANDO A ATEN��O PARA A MEDIDA DO GANHO DO OUTRO".- ANTONIO CARLOS PSIC�LOGO


Talvez este seja o tema que encontra maior resist�ncia em nossa atualidade para ser amplamente debatido, embora suas ramifica��es estejam presentes em quase todas as esferas do relacionamento humano. A inveja pode ser definida como o deslocamento da energia do potencial de determinado indiv�duo para a exacerbada preocupa��o com a satisfa��o e prazer de outra pessoa, geralmente �ntima do sujeito em quest�o. Dito sentimento sempre condenado pelo condicionamento do cristianismo nunca conheceu limites ou fronteiras, sendo que sua ess�ncia remonta ao aspecto din�mico das rela��es familiares.
Qualquer sentimento humano � refor�ado ou diminu�do no conv�vio familiar, e a inveja jamais seria uma exce��o. Qu�o �rdua tarefa pertence aos pais ao se depararem com um futuro incerto de seus filhos em todos os n�veis, versus sua vida cotidiana repetitiva e na maioria das vezes sem qualquer chance de mudan�a. Precisamos erradicar todo o tipo de preconceito internalizado e estudar o assunto em profundidade. Nenhuma tarefa � mais dif�cil do que contribuir para uma hist�ria diferente a algu�m cujo desenvolvimento e resultado dependem de nossa conduta di�ria. Em nenhum momento de nossas vidas fomos treinados para assimilar o sucesso alheio, inclusive de nossos filhos. Embora tal afirma��o pare�a cruel, � fundamental a reflex�o apurada sobre tal conceito.
Toda fam�lia ser� um eterno p�lo de tens�o e conflito, principalmente pelo confronto da resolu��o dos destinos em quest�o. Obviamente quando se estabeleceu a rela��o de determinada pessoa que cuidou e a d�vida subseq�ente, fica imposs�vel se enxergar qualquer sentimento negativo, por for�a �nica e exclusiva do imp�rio da culpa. O que se pretende colocar aqui n�o � uma atitude deliberada de aborto da felicidade de outrem, mas como � extremamente dif�cil a tarefa de educar determinada pessoa para um prazer ou satisfa��o que foram negados �s gera��es anteriores.
A inveja para qualquer ser humano remete sempre a determinada experi�ncia de abandono ou desamparo, bloqueando a capacidade do mesmo de desejar doar profundamente. As sensa��es resultantes s�o: a ang�stia por a pessoa sentir que n�o tem acesso a determinado prazer, ou a raiva por achar que a felicidade corre paralela a sua infelicidade pessoal.
Qualquer ser humano que possua um m�nimo de reflex�o, j� se deu conta que os sentimentos que mais atormentam nossa exist�ncia na atualidade s�o respectivamente: a inveja e solid�o. Ambos exacerbam todas as nossas car�ncias, deslocando como disse anteriormente o foco da aten��o pessoal para determinada pessoa, pois ditos sentimentos corroem nossa autoestima de forma avassaladora, nos excluindo da categoria de seres humanos requisitados pela sociedade. Este ponto � fundamental para an�lise, pois o grande ensinamento da inveja � a reflex�o de quais s�o nossas verdadeiras necessidades no confronto di�rio com a vida de outras pessoas; ou se apenas desejamos competir o tempo todo com as mesmas, pelo receio de nos sentirmos inferiorizados.
O trauma ou conseq��ncia maior do processo da inveja � a incorpora��o da pior parte de uma pessoa a quem tanto admiramos. Este paradoxo decorre n�o somente pelo fluxo de um sentimento humano extremamente negativo, mas pelo bloqueio deliberado de nossa capacidade criativa apenas para nos concentrarmos no outro. A inveja diariamente nos imp�e um severo desafio ou vigil�ncia absolutamente desnecess�rios ao livre fluir de nossas potencialidades. Neste ponto fa�o a distin��o da mesma em rela��o ao ci�me; sendo este �ltimo mais um temor pela perda do objeto, e a inveja seria a tentativa de impedir que o outro tenha algo que ansiosamente desejamos. Tal diferencia��o � apenas superficial, pois ambos os sentimentos se cruzam e formam quase que um n�cleo �nico de ansiedade, temor ao abandono e sentimento de miserabilidade interior. A conseq��ncia inevit�vel � ang�stia e solid�o.
Todo psic�logo sabe que um sentimento exacerbado de ci�me ou inveja apenas esconde que a pessoa que carrega ditas manifesta��es emotivas, � quem desejaria praticar os atos ou condutas que teme que o outro realize. A culpa por querer efetuar as mais s�rdidas ou concupiscentes fantasias sexuais � convertida em del�rio de ci�mes e apego exagerados. � impressionante a car�ncia de literatura sobre t�o �bvia conduta em nossa sociedade hip�crita.
O efeito mais devastador da inveja como disse anteriormente � o bloqueio de qualquer potencial criativo. Infelizmente tal sentimento se alastra mais profundamente nas �reas mais sens�veis da humanidade, como por exemplo: arte, cultura e m�sica. A coisa est� t�o disseminada que na maioria das vezes j� n�o ocorre qualquer tipo de disfarce perante o sucesso alheio. Este � visto como uma "provoca��o" ao fr�gil ego do sujeito.
A inveja � em �ltima inst�ncia ps�quica, o medo da morte projetado em outra pessoa.
No decorrer da hist�ria da humanidade observamos diferentes formas de "tomar" os atributos ou talentos de outros ser, seja atrav�s do canibalismo primitivo, que tinha como objetivo a incorpora��o do que havia de melhor no inimigo, ou frustrar simplesmente o desejo do outro em nossa sociedade contempor�nea. O fato central desta an�lise � que a pessoa presa na inveja desconfia secretamente que seu oponente possui uma forma mais avan�ada ou elaborada de lidar com a morte, ent�o tentar� destruir qualquer atributo que coloque o outro em vantagem no desespero da finitude humana.
O invejoso necessita ardentemente de companheiros em sua apatia e medo da criatividade. A mais grave contradi��o � que a pessoa que mais sente a inveja � justamente aquele tipo de personalidade que mais poderia desfrutar o prazer ou sucesso pessoal, deslocando sua fonte de satisfa��o e crescimento, para o inferno de ter de observar ou medir o que o outro obteve primeiro. Neste ponto podemos afirmar que o amor sempre invejou qualquer tipo de v�cio, pois este �ltimo possui uma capacidade de impregna��o na alma humana al�m de qualquer outro sentimento positivo. � s� refletirmos para o problema das drogas ou viol�ncia, que n�o demoraremos a perceber a veracidade de tal conceito. H� muito que n�o sabemos o que fazer com nosso lado �ntimo e pessoal, sendo inevit�veis os desastres na hist�ria de nossa afetividade. Podemos at� ser treinados para a conviv�ncia de determinada limita��o causada por doen�a f�sica; mas as seq�elas psicol�gicas de infelicidades passadas s�o tabus na compreens�o total sobre o que nos tornamos ap�s todas as experi�ncias vividas.
Todos os processos familiares e educativos falharam na compreens�o do dinamismo humano. Assim como no come�o do s�culo passado, a psicologia se concentrou nas repress�es n�o vividas do prazer humano, em nossos dias � fundamental que a mesma se depare com a terr�vel dificuldade de se lidar com os temores pessoais surgidos pela compara��o com outro ser humano, capaz de se sentir pleno e satisfeito dentro de nossa loucura social.
Est� mais do que na hora de um processo amplo de educa��o pessoal, que impe�a que o pensamento �nico de cada indiv�duo seja deslocado apenas para uma tentativa de amarrar o outro na insatisfa��o e t�dio vividos pelo sujeito acometido pela inveja. Neste ponto devemos prestar extrema aten��o a todo tipo de sabotagem pessoal ou afetiva no transcorrer das rela��es, seja atrav�s da timidez, dist�rbios psicossom�ticos como a s�ndrome do p�nico, ou a inveja. Todos estes elementos t�m a fun��o de apartar a experi�ncia do contato com o prazer.
Mas como pode um ser humano renegar talvez sua mais bela experi�ncia sensorial e existencial? A resposta para tal quest�o n�o se centra somente no cunho sadomasoquista, sendo o mesmo a transforma��o de uma experi�ncia de dor em prazer sexual, decorrente da culpa internalizada, pois ao mesmo tempo em que o sujeito realiza a experi�ncia gratificante, acaba se punindo por desejar a mesma. O fato maior � que o prazer � uma das mais fugazes experi�ncias humanas. Ent�o temos de pensar em termos de opostos; para uma experi�ncia t�o curta, a personalidade lan�a m�o de um investimento di�rio e intenso no sentido de det�-la, sendo uma esp�cie de protesto de algu�m que se recusa a n�o apenas lidar com a finitude, mas, sobretudo que n�o est� disposto a realizar seu potencial humano.
Qualquer manifesta��o de talento ou criatividade art�stica � a prova irrefut�vel da capacidade de todo ser humano de se concentrar em uma �rea espec�fica e produzir o m�ximo de prazer ou amor para si pr�prio e seus semelhantes, independentemente do status social adquirido pela pessoa no transcorrer da vida. Por�m, a inveja trata deste potencial como algo puramente privado, que s� pode ser doado mediante a exacerba��o de conte�do econ�mico ou vontade de poder sobre as demais pessoas. Com toda a certeza este � um dos maiores dramas contempor�neos que a humanidade se depara, e a palavra exata para a defini��o de t�o dr�stica situa��o � "economia", pois ao mesmo tempo em que todos almejam alastrar seu horizonte financeiro, exercem extremo controle e prud�ncia na troca pessoal. Talvez num futuro pr�ximo, possamos come�ar a discutir a realidade com a m�xima sinceridade de que o ser humano necessita.
"POR RAZ�ES �TICAS, QUALQUER ORIENTA��O S� � POSS�VEL PESSOALMENTE ATRAV�S DE CONSULTA PSICOL�GICA; N�O TEMA A TERAPIA, MAS A UTILIZE PARA A MUDAN�A DE UM ESTILO DE VIDA QUE PARECE N�O TER FIM."


LEIA: O SIGNIFICADO PSICOL�GICO DO DINHEIRO






Antonio Carlos Alves de Araujo - Psic�logo - C.R.P: 31341/5
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