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N/A:
Esta songfic foi inspirada num dos capítulos da Fan Fic Harry Potter e a
Herdeira de Hogwarts (Cap. 20 – Uma data especial). A música em questão é
do U2, chamada With or Without You.
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Sinopse: Rony
vê-se perdido ao encontrar as inúmeras cartas de Vítor Krum para sua amiga
Hermione e encontra-se cheio de ciúme. Um sentimento que demorara a ser aceito
agora aparece e permite que ele – com uma pequena ajudinha de Ametista –
declare-se àquela que é um tesouro em sua vida. E seria no Baile dos
Namorados. Rony conseguiria reunir toda a coragem necessária para atingir o seu
maior objetivo: conquistar Hermione?
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Capítulo Especial - With or Without You
Frustração. Este era o sentimento que Rony carregava naquele momento.
Deitado em sua cama, a porta do dormitório fechada e seu dossel cobrindo toda a
extensão de sua cama, o garoto lamentava-se. Há poucos minutos, estivera
frente a frente com a realidade. E a realidade era uma: Vítor Krum, além de um
melhor jogador de quadribol que ele, também era muito mais corajoso. Tão
corajoso a ponto de revelar todos seus mais íntimos sentimentos para a pessoa
escolhida. Algo que Rony não tinha. Coragem. Pelo menos, não para isso.
Frustrado por sequer aceitar os próprios sentimentos. Naquele exato
instante, Rony sabia que estava cego de ciúme. Ciúme por Hermione. Deixou-se
levar pela emoção e permitiu que algumas lágrimas que tanto segurara a pouco
caíssem de seus olhos. Tudo ainda estava muito fresco na sua mente para que
pudesse confrontar os olhares da garota. Preferiu esperar. Esperar...
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A semana durou mais do que sete dias na opinião de Rony. Além de
concentrar-se com a chegada dos N.O.M.s, ainda tinha de fugir das perguntas de
Harry e dos olhares de Hermione. Pegou-se inúmeras vezes contemplando-a naquela
semana quando seus olhos estavam distraídos em algum livro de seu gosto. Não
trocara uma palavra com ela e, ainda assim, não conseguia desviar sua atenção
de cada detalhe de sua pessoa. Se não eram os olhos castanhos, era a boca
levemente carnuda, eram as pernas escondidas por aquela saia de pregas. Ou,
simplesmente, a doce voz que encantava seus ouvidos.
Porém, os dias foram passando e, mais cedo do que imaginara, Rony estava
sem qualquer chance de ir ao Baile com Hermione. Muito menos com qualquer outra
garota. Todas já deveriam estar com seus devidos pares, enquanto ele teria de
desistir de seu plano para igualar-se a Vítor Krum. Mas, uma idéia surgiu em
sua cabeça no momento mais improvável. Harry e Ametista estavam discutindo
mais uma vez ainda sobre o assunto que os fizeram ganhar mais uma detenção.
- Eu não sou obrigada a fazer nada com você nesta escola e nem em
nenhum lugar, Potter! – irritava-se Ametista, apertando os olhos.
- E você realmente acha que eu fui até a professora, de joelhos,
pedindo para que ela me colocasse junto de você na aula?! – respondia Harry,
aumentando o tom de voz.
Ainda discutiriam por mais algum tempo sobre a aula de Aparatação e
Rony já havia entendido tudo. Por volta de onze horas, procurou-a por todos os
quartos da Grifinória, mas para sua surpresa, encontrou-a debruçada sobre uma
montanha de livros na biblioteca. Ametista era a sua salvação e, claramente,
após muita insistência, conseguiu convencê-la de ir junto com ele ao Baile de
Namorados. Ela já sabia de todo o plano de Rony e mostrou-se animada e
prestativa – muito estranho para alguém como Ametista.
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Perto das oito da noite, lá estava ela ao pé da escada. Rony segurara a
própria respiração em sua presença. Hermione estava com um vestido roxo. E
ficava tão encantadora quanto uma veela. Apesar de querer mais que tudo,
manteve-se paralisado, esperando Ametista que o acompanharia.
Entretanto, o que estava fora de seus planos eram algumas atitudes da sua
companheira de Baile. Ametista estava entretendo o máximo que podia – contra
a sua vontade – o par de Hermione, Olívio Wood. Mas ele realmente não tinha
a mínima idéia de como convidar Hermione para um passeio a sós. Foi quando a
garota voltou à mesa, dizendo:
- Eu acho melhor vocês saírem daqui logo porque eu estou bem nervosa!
Pela primeira vez na noite, Rony e Hermione trocaram um olhar. E foi o
que Rony precisava para uma coragem brotar de dentro de seu peito. Levantou-se e
disse, estendendo a mão para a garota:
- Vamos dançar, Mione?
Hermione não podia negar. Rony estava diferente. Muito diferente. Seus
olhos continham um brilho azulado diferente, jamais reparado antes. Uma música
suave começou a tocar e logo estavam no meio da pista. Rony colocou seus braços
envolta da cintura de Hermione, que logo alcançou o pescoço do garoto, com
certa dificuldade – apesar dos saltos, Hermione ainda era bem mais baixa que o
garoto.
Antes de Dumbledore mandar diminuírem a luminosidade, ambos puderam
observar Harry e Ametista lutando para não terem de dançar juntos. Mas, logo,
Hermione estava deixando-se levar pela gostosa trilha sonora e pelo charme
divino de Rony naquela noite. Ele, aos poucos a apertava contra seu corpo,
fazendo-a arrepiar. “Até quando eu vou agüentar isso?”, pensava de
olhos fechados.
Rony sentia-se cada vez mais necessidade de estar perto da garota. Queria
que todo seu corpo estivesse em contato com ela. Queria que sua alma estivesse
ligada à dela, exatamente no mesmo lugar, ao mesmo tempo. Um calafrio correu
pela sua espinha quando observou a luminosidade aumentar novamente e a música
acabar. Chegara o momento. Rony virou-se para Hermione, soltando seus braços da
cintura fina da garota.
- Vamos lá fora, está muito quente aqui dentro.
Somente no segundo seguinte Rony percebera que sussurrara no ouvido de
Hermione. Ele não chegou a notar o arrepio que correra pelo corpo da garota. No
mesmo instante, os batimentos de Hermione aceleraram fora do controle.
O céu estava estrelado naquela noite de final de inverno. Contrariando
as expectativas, não havia temperatura baixa ou mesmo alguma tempestade de neve
repentina. Rony seguia ligeiramente à frente de Hermione. Seu corpo estava trêmulo
e sabia que necessitava de alguns preciosos segundos para que sua voz não saísse
frouxa. Ela, por sua vez, andava relutante, pensando se Rony estava com tanto
calor a ponto de deixar o salão principal para trás.
Algo interrompeu seu pensamento: Rony estava parado a sua frente. A
garota indagou receosa e procurando não deixar a voz melancólica:
- Algum problema?
Rony odiou aquela pergunta, mas era preciso respondê-la. E da maneira
certa.
- Eu... Eu queria conversar com você. – ele não pôde evitar
gaguejar.
- Sobre? – voltou a perguntar medrosa.
- Krum. – finalizou Rony decidido.
- O que há entre você e aquele
cara?
Rony sequer conseguia disfarçar o ciúme que carregava sobre Vítor
Krum. E Hermione, astuta e inteligente, sabia bem que algo o incomodava.
A garota tentou um sorriso calmo e confiante.
- Não há! Nada... – respondia quando ele a interrompeu.
- E todas aquelas cartas?! Não era nada?!
– desconfiou.
- Se eu tivesse algo com o Vítor, você seria o primeiro a saber. –
disse a garota segura.
Rony não desviou seus olhos de Hermione e permaneceu encarando-a
seriamente. Voltou a indagar:
- E com o Harry?
Hermione arregalou os olhos pasma.
- Eu não gosto do Harry! Ele é meu melhor amigo, Rony! – contestou
Hermione exaltada.
“Ela não me considera um melhor amigo”, pensou Rony rapidamente e
segurando o sorriso. “Isto pode significar alguma coisa!”
Rony foi fazendo uma série de perguntas para Hermione, deixando-a
insegura sobre seus sentimentos por Rony. Claro que ela sabia que gostava dele,
mas não tinha certeza se eram tão fortes quanto pareciam ser. No mesmo
segundo, Rony estava dando as costas para ela.
- Mas, por que você está perguntando tudo isso?
O garoto apertou seus olhos temeroso.
- E então? Não vai me responder? – repetiu Hermione.
Rony gaguejou mais duas vezes antes de arquejar frases que tiveram um
impacto imenso sobre Hermione.
- Eu perguntei tudo isso porque eu estava curioso – disse, vendo
Hermione girar os olhos impaciente. – E também porque eu estava morrendo de
ciúmes. – completou muito corado.
O estômago de Hermione virou de ponta cabeça dentro dela e sentiu que
seus joelhos vacilavam lentamente. Seus batimentos tomaram outro curso
novamente.
-
Vê-la dançando com o Krum –
parecia enojado de falar o nome. – foi o fim do mundo para mim! – desabafava
o garoto meio que sem perceber. – Depois encontrar todas aquelas cartas dele,
dizendo que queria namorar você, a convidando para ir a Bulgária, o seu sumiço
nas férias, todas aquelas coisas... Me deixavam maluco!
Os olhos castanhos de Hermione estavam arregalados e parecia que havia
esquecido-se de respirar por alguns momentos. Nada passava por sua mente, as
palavras de Rony batiam e voltavam com a mesma rapidez que um relâmpago e
provocavam uma certa paralisação em Hermione.
Rony não parou por ali. Ao observar as reações de Hermione, contou
ainda sobre a poção feita por Ametista na aula de Snape e sobre os constantes
ciúmes que ele sentia por ela quando se tratava de Krum. Uma brisa fazia os
fios escuros do cabelo de Hermione agitarem-se ligeiramente e contrastavam com
sua face corada. Antes que ela pudesse ajeitar alguns fios perdidos no ar atrás
de sua orelha direita, Rony segurou-os e fitou-a.
- E hoje eu percebi o quanto você é bonita... – disse enrolando a
madeixa entre os dedos delicadamente. – o quanto você dança bem... –
Hermione corou mais um pouco. – E quanto tempo eu perdi longe de você. –
completou sussurrando em seu ouvido.
Mais uma vez, os joelhos de Hermione perderam parte de sua força de
sustentação e a fizeram segurar-se. Ela estava arrepiando-se com cada palavra,
cada frase, cada fonema vindo do garoto.
- Eu... Eu estou surpresa. – foi tudo que Hermione conseguira pensar em
responder a Rony.
- Mas eu ainda não terminei.
Hermione observou um sorriso malicioso formar-se nos lábios de Rony e
interagir com as sardas de seu nariz e suas bochechas. Ele estava
espetacularmente lindo.
Hermione não tinha mais nenhuma dúvida que Rony representava algo a mais que um simples amigo de quatro anos. Ele encaixava-se em todos os seus maiores desejos e trazia ainda consigo uma sensação de segurança e confiança inabaláveis. Porém, ela não queria admitir naquele momento que ainda estava muito temerosa. Temerosa em relação a si mesma. Se Hermione não aceitasse o sentimento que ocupava todo seu coração naquele momento, ela estaria traindo a si mesma. E isso era algo que ela estava mais do que temerosa. Estava apavorada.
Sabia que enquanto estivesse com seus livros, possuía um refúgio. Um
abrigo para somente ela e seu mundo. Um mundo tão igual e ao mesmo tempo tão
diferente do de Rony. E ela temia. Temia mais uma vez decepcioná-lo e fazê-lo
sofrer. Entretanto, Hermione evitava também enxergar que poderia ela sair
machucada daquilo que poderia se iniciar naquela noite. Rony nunca a entendera
por completo. Será que, mesmo carregando todo esse sentimento por ela, ele
passaria a compreendê-la? Mas, ainda assim, ela pensava que deveria se arriscar
e não trair a si mesma.
A proximidade do corpo de Hermione o fazia perder facilmente o curso de suas palavras. Porém, ele deveria contar tudo, dizer tudo que sonhara pronunciar. Não, ele não fazia o tipo romântico. Mas, ainda assim, ele faria somente para agradá-la. Antes de concluir sua idéia principal, Rony concentrou seus olhos nos de Hermione e sentiu um tremor. Sentiria sempre aquilo por ela? Sentiria uma dor insuportável como aquela toda vez que não pudesse tê-la da forma que queria?
Na verdade, não havia mais nada a ser perdido em sua vida. Nada mais
importaria se ele não pudesse tê-la por completo, da maneira que desejava. E
estava disposto a fazer tudo para possuí-la da forma mais terna e carinhosa
possível. As frases começaram a formas em sua mente e logo Rony estava dizendo
tudo que deveria pouco a pouco.
- Eu não gostava de você quando te conheci – Hermione estranhou. –
Mas, ficamos amigos e passamos a dividir tudo juntos. E tantas aventuras que já
tivemos! – Rony aproximou-se mais de Hermione e colocou os braços em volta de
sua cintura. – E desafios que enfrentamos. E é por isso que eu aprendi a
conviver com você, a entender as suas manias, a respeitar seu jeito de ser e a
gostar de tudo isso com muito carinho. Então, eu quero dar um novo passo. E
quero iniciá-lo com você.
Se qualquer idéia passara pela mente de Hermione naquele momento que
tivesse alguma relação com deixar Rony para trás, a garota fizera questão de
apagá-la. Não, ela não conseguiria trair a si mesma. Não com aqueles olhos tão
belos e voz tão sincera e tão cheia de desejo dirigindo-se a ela de uma forma
tão delicada. Talvez, voltaria a pensar daquele modo, mas não naquele momento.
Era o mais especial de sua vida.
Nenhuma outra palavra ou mesmo frase foi dita. Rony estava amando
envolver-se naquela experiência totalmente nova para ele. Apenas deixou-se
levar pela essência deliciosa e envolvente de rosas que perfumava o ar entre
eles. Tocou a face esquerda de Hermione e viu-se, naturalmente, encostando seus
lábios suavemente nos da garota. Ela deixou escapar um suspiro de surpresa. E
ele adorou cada segundo seguinte.
Hermione fechou os punhos sobre o colarinho da veste de Rony e apertou
mais ainda seus lábios nos do garoto. Rony desceu suas mãos pela cintura de
Hermione e pressionou-a contra ele. Logo, estavam misturando as próprias línguas
no beijo, entrando em novas sensações. O garoto sentiu Hermione apertá-lo
mais uma vez e suspirar ofegante. Ele mesmo estava quase sem ar, mais ainda
parecia tão maravilhoso beijá-la de uma forma tão passional como aquela.
Rony arriscou soltar levemente seus lábios dos de Hermione, tentando
recuperar um pouco de fôlego e enchendo seus pulmões para mais uma nova dose
de beijos. A garota estava corada e seus lábios estavam ligeiramente inchados.
Rony correu seus dedos por eles e sorriu. Estava sentindo-se tonto somente por tê-la
em seus braços.
- Eu não posso viver com ou sem você, Mione. – disse Rony ao final,
deixando qualquer sentimento ruim para trás ao vê-la concordar com a cabeça e
beijá-lo mais uma vez, sentindo um sorriso maroto colocado aos próprios lábios.
E toda aquela noite não foi suficiente para transferir o quanto sentiam um pelo outro. Na madrugada voltaram para seus dormitórios. Aquela noite nunca seria esquecida. Nunca.
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