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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
SIM!!! No Baile de Dia dos Namorados, Rony declara-se a Hermione e descobre que a garota carrega muitos sentimentos por ele também. Nada como uma noite debaixo de estrelas e um beijo especial para completar a felicidade plena, não acham?
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CAPÍTULO
VINTE E UM – O PLANO DE DRACO MALFOY
Ametista ainda dançava com Lupin
no meio do Salão Principal quando Harry e Gina subiram para a Torre da Grifinória.
Os alunos deixavam aos poucos o baile, abraçados a namorados, a amigos. E havia
alguém os observando de longe. Snape estava encostado a um dos pilares do salão,
escondido. Observava Lupin abraçado a Ametista, como um pai. Os dois dançavam
suavemente. Ao seu lado, apenas Arabella e Sirius, que fazia questão de estar
bem longe do casal. A professora segurava o homem delicadamente e ele a guiava
conforme a música. Ametista notara que Lupin não tirava os olhos dos dois
adultos.
- Algum problema, professor? – indagou curiosa.
Lupin sequer ouvira Ametista. Observava-os com um certo tom de mágoa e
receio.
- O senhor gosta dela, não gosta? – disse Ametista do nada, fazendo
Lupin virar-se rapidamente para a aluna.
- Como? – espantou-se o mestre.
- Da professora Figg. O senhor gosta dela, não gosta? – repetiu.
Lupin soltou-se de Ametista.
- Claro que não. Ela é apenas uma velha amiga. – respondeu meio sem
jeito.
Ametista riu em tom de deboche e decidiu despedir-se do mestre, deixando
o salão. Snape, ao vê-la aproximar-se, voltou a sua sala nas masmorras. A
garota estava prestes a subir as escadas para a Torre da Grifinória quando
ouviu alguém dizer:
- Tocante a sua cena com o Potter.
Ametista parou imediatamente e tornou-se a parede oposta a ela. Um garoto
de cabelo loiro platinado saiu das sombras e deu um sorriso em tom de deboche.
- Já devia saber que era você, não é mesmo Malfoy?
Draco cerrou os olhos esperto.
- Eu achei realmente lindo vocês
dois dançando hoje. Pareciam dois apaixonados...
- Patético, Malfoy! – respondeu Ametista indiferente. – O que você
quer?
- Querer, não quero nada. Pelo menos por
enquanto.
Ametista franziu as sobrancelhas.
- Vá procurar outra pessoa para chantagear Malfoy. Não perca seu tempo
comigo.
- Não sou de fazer chantagens – respondeu rapidamente. – Acho que
para este caso, uma troca de favores caberia melhor...
- Eu não faço favores a ninguém! – disse segura.
- Muito bem. Você é quem sabe... – Ametista virou as costas e voltou
a seguir seu caminho quando algo a fez parar novamente. – Mas eu ainda acho
que o seu pai não gostou muito de te
ver dançando com o Potter, sabe. – completou.
Ametista paralisou e arregalou os olhos.
- O que você sabe sobre meu pai? – perguntou ela, ainda sem olhar para
Draco.
- Muito mais do que você imagina. – respondeu, deixando a menina
sozinha, cheia de pensamentos.
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Harry acampanhou Gina até a Torre da Grifinória após o término do
baile. A sala comunal estava vazia. Muitos alunos já haviam subido para seus
dormitórios e ainda havia outros que passeavam pelos jardins com seus pares.
- Até que o baile não foi tão ruim, não é mesmo? – arriscou Harry.
- Não mesmo. Você dança bem Harry! – disse Gina acanhada.
Harry sentou-se num dos sofás enquanto Gina soltava o coque que prendera
seu cabelo por toda a noite. A lareira estava acesa e o fogo agora se refletia
nos fios vermelhos da jovem Weasley. Novamente, Harry pôde notar a tamanha
beleza que Gina escondera durante todos esses anos. A garota tornara-se
adolescente. Assim como ele. E assim, era impossível deixar de perceber como
poderia desejá-la. Começou a sentir o mesmo que sentira por Ametista no
feriado do Natal. Porém, desta vez, não existia música que pudesse hipnotizá-lo.
Era apenas Gina.
- Harry? – chamou Gina.
O
garoto permanecera encarando, ou melhor, admirando Gina. Ela começava a
sentir-se desconfortável. Entretanto, começou a lembrar a breve conversa com
Draco e o motivo de não ter continuado com ele: Harry Potter. E, pela primeira
vez, ele parecia estar realmente com ela.
Harry foi dando chance aos seus hormônios adolescentes e começou a se
aproximar de Gina. Já havia quase feito isso com Ametista – “Onde eu estava
com a cabeça?”, pensava se repreendendo –, e até mesmo com a própria Gina
quando a Marca Negra reapareceu no céu no Dia das Bruxas. Gina sequer protestou
e deixou o garoto ir chegando mais perto a cada segundo. Suas bocas estavam
muito próximas quando o quadro da Velha Gorda abriu-se, despertando-os. Era
Ametista.
A garota ainda estava pensativa. Aquilo que Draco dissera fora muito
estranho. Porém, parou ao ver Harry e Gina vermelhos e com os rostos muito próximos.
Ela sequer disse algo e procurou seguir rapidamente para seu dormitório. O silêncio
tomou conta da sala comunal. Harry e Gina, apesar da interrupção, conseguiram
voltar a concentrar neles mesmos. Estavam novamente a ponto de se beijarem, mas
desta vez, foram Fred e Angelina que ingressaram na sala comunal.
- Oh! Vocês ainda estão aqui? É melhor irem dormir logo! – brincou
Fred enlaçado nos braços de Angelina.
Gina e Harry riram. Atrás deles, começaram a entrar inúmeros alunos,
conversando bastante, quebrando o clima entre os dois jovens. Gina levantou-se e
disse ao garoto, ajeitando o vestido:
- Acho melhor eu subir mesmo. Obrigado pela noite, Harry. – agradeceu
bastante corada, seguindo para o seu quarto.
Harry sorriu e concordou com Gina, subindo para seu dormitório também.
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Ametista abriu o álbum de
fotografias e focalizou na foto tão adorada. A mãe, Hariel Dumbledore, seu pai
(o rosto no meio da névoa, podendo apenas observar seus olhos) e ela, tão
pequena e tão feliz. Uma profunda tristeza cobriu seu coração e relembrou
Draco Malfoy.
De repente, interrompendo seu pensamento, adentrou uma garota, de olhos
brilhantes e face totalmente rosada. Hermione parecia nas nuvens.
- Mione? – estranhou Ametista, fechando o álbum.
A menina suspirou e caiu na cama, com um grande sorriso.
- O que aconteceu? – fingiu a amiga, já tendo uma leve idéia.
- Rony. Rony. Ele é tudo em que eu consigo pensar agora! – disse sorrindo
como uma criança.
- O que foi que o senhor Weasley fez?
Hermione levantou e riu.
- Foi tão lindo Ametista. Ele disse tanta coisa bonita, parecia tão
sincero e seguro. Eu estou apaixonada! – finalizou, fechando os olhos e
passando a língua nos lábios, tentando lembrar o gosto de Rony.
Ametista sorriu e a tristeza desapareceu por um momento. Pelo menos,
naquele momento.
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- Foi
demais! Perfeito! – gritava Rony, pulando em cima da cama.
Harry gargalhava com os comentários de Rony.
- Ai Harry! Você precisa ver como é bom beijar Hermione! Ela é tão
doce, os lábios dela são tão macios, têm sabor de mel.
- Que pena que não terei a chance de sentir tudo isso... – debochou
Harry, ao ver a cara de Rony tornar-se pura fúria.
- Nem pensar! Hermione é minha! Só minha! – berrava novamente.
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Os primeiros raios de sol
adentravam pela fresta do dossel da cama de Hermione. Levantou e olhou-se no
espelho. A expressão de alegria ainda estava no rosto. Arrumou-se e abusou do
perfume. Queria estar perfeita para o reencontro com Rony. Colocou o broche de
monitoria no peito e desceu até a sala comunal. Para sua surpresa, lá estava
Rony. O garoto estava sorridente e trazia na mão esquerda uma rosa vermelha.
Hermione abaixou a cabeça tímida e terminou de descer as escadas. De cara a
cara com Rony, ele entregou a rosa e sorriu.
- Ela é linda. – agradeceu Hermione de forma manhosa.
- Assim como você. – respondeu Rony, segurando entre as duas mãos o
rosto delicado de Hermione e dando um beijo.
Os lábios de Hermione estavam frescos enquanto os de Rony pegavam fogo.
Um beijo apaixonado, de dar inveja a qualquer um. Ao final, Hermione perguntou:
- Mas por que isso tudo? – indagou meio sem fôlego.
Rony pigarreou e encontrou as poucas forças que ainda restavam depois
daquele beijo, dizendo:
- Hermione, você namoraria comigo?
A garota foi pega tão de surpresa, que deixou a rosa cair no chão.
- Eu... Eu... Eu não sei o que dizer, Rony. – arriscou Hermione meio
sem voz.
- Não precisa me responder agora. Pense o quanto quiser.
Hermione permaneceu em silêncio durante algum tempo e depois respondeu,
surpreendendo Rony:
- Não posso aceitar. – disse em tom arrependido.
Rony apenas arregalou os olhos e saiu da sala comunal, voltando para seu
quarto.
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- O QUÊ?!
VOCÊ DISSE NÃO?! – indignava-se Ametista ao ouvir Hermione contar o que
acabara de fazer.
- Eu não tenho tempo para namorar agora Ametista! E ainda...
Ametista contorcia-se de raiva e tinha a face praticamente roxa.
- TEMPO? VOCÊ ESPEROU TODOS ESSES ANOS PARA OUVIR ISSO E AGORA DÁ PRA
TRÁS?! – gritava sem piedade.
- Não dei para trás! – retrucava Hermione. – Eu apenas acho que
ainda é muito cedo...
- CEDO? Ontem você dizia que estava apaixonada pelo Rony e agora nega o
pedido de NAMORO?! Eu não te entendo!
- Não há nada para entender, Ametista! Eu não estou preparada e ponto
final!
Ametista respirou fundo tentando recuperar a calma.
- Do que você tem medo? Do que você tenta fugir? – questionava.
Hermione engoliu em seco e nada respondeu, pegando seu material e
deixando o quarto.
No café da manhã, Rony fizera questão de sentar-se bem longe de
Hermione. Harry o acompanhava.
- Não fique assim, Rony – dizia Harry em consolo. – Ela deve estar
confusa, sei lá, mulheres são assim...
- Não há explicação para isso Harry! – repetia Rony literalmente
arrasado. – Eu não sou bom o suficiente para ela! Não para a grande monitora
da Grifinória!
Isso preocupava Harry bastante. Afinal, o segundo confronto do campeonato
de quadribol estava muito próximo e eles precisavam ganhar para garantir uma
vaga na final. Rony deixou a mesa de repente e seguiu para o quarto, deixando
Harry sozinho na mesa da Grifinória.
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Na
noite que antecedia o jogo entre Grifinória e Corvinal, Harry estava sentado na
sala comunal quando viu Hermione descer as escadas dos dormitórios femininos.
Ela pedia que todos os alunos subissem para seus respectivos quartos. Já
passara a hora de dormirem. Ela lançou um olhar severo para Harry, que a
ignorou. Harry achara muito errado de sua parte negar o pedido de Rony. O garoto
passara o dia todo trancado no quarto lamentando-se. Hermione desistira de
qualquer tentativa de fazer Harry subir e foi-se para seu dormitório.
O garoto sentou-se no parapeito da grande janela da sala comunal e
observou as estrelas. Lembrou-se dos cabelos vermelhos de Gina que o deixaram
tonto na noite passada. Ouviu um barulho.
Ametista descia as escadas arrastando sua capa de Invisibilidade pelo chão.
Tomou um susto quando viu Harry a observando.
- Quer me matar de susto?! – resmungou a garota, chegando mais perto da
janela.
Harry lembrou-se então da sua dança com a garota. O perfume dela ainda
estava em sua roupa. Entretanto, reparou na figura a sua frente. Ametista não
possuía nenhum atrativo em especial. Não tinha os cabelos de Gina, nem a
inteligência de Hermione, muito menos a beleza de Cho Chang. A garota então
interrompeu seu pensamento:
- Potter, você vai mesmo ficar me encarando? – irritou-se Ametista.
- Eu tenho mais o que fazer, Dumbledore! – respondeu Harry.
A garota deixou a sala, envolvida na capa, sorrateiramente. Harry pensou
então onde ela poderia estar indo. Mas acabou esquecendo rápido. Voltou ao
pensamento inicial. Enfrentaria Cho Chang no dia seguinte. A garota o fazia
virar do avesso antigamente, mas hoje em dia, a sensação mudara. Havia outra
coisa que o fazia ficar maluco. E não eram os cabelos de Gina.
Voltou para o dormitório e deitou-se na cama. Ouviu o ronco fundo de
Neville e o rosto de Rony afundado no travesseiro, as marcas das lágrimas ainda
nas bochechas. Imaginou-se sofrendo por alguém da mesma forma.
- Espero nunca ter de passar por isso...
Fechou os olhos e um aperto no coração deu-se ao visualizar o jogo do
dia seguinte. “Algo vai acontecer” – pensou consigo, e tentou pegar no
sono, por mais que aquilo parecesse impossível. Abriu os olhos novamente e
olhou pela janela. Viu a cabana de Hagrid e os jardins de Hogwarts. Um ponto
aparecera perto do lago. Coçou os olhos e recolocou os óculos. Havia alguém
ali. Procurou não se incomodar e deitou a cabeça no travesseiro. Fechou os
olhos e pensou nos pais. A imagem de Ametista correu rápido pela sua mente.
Formaram-se os grandes olhos azuis em sua frente. Pelo menos aquilo ela tinha de
interessante.
- Esses olhos são tão parecidos com os do... – e rapidamente caiu no
sono.
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- Rony! Rony! Acorde!
O garoto mexia-se de
um lado para o outro. Harry tentava a todo custo acordá-lo. Já passara a hora
do café e logo o jogo começaria.
- Vamos! ACORDE! – berrou Harry ao final.
Rony deu um pulo da cama e virou-se para Harry.
- Não quero jogar...
- AH! Mas você vai jogar – dizia Harry em um misto de severidade e
riso. – Você vai nem que eu tenha que jogar milhares de aranhas em cima de
você!
Rony tremeu. O garoto tinha pavor destes aracnídeos. Logo, desceram para
a sala comunal. Encontraram Fred e Jorge, que desceram com eles. Na mesa da
Grifinória, ainda restava alguns vestígios de comida e Rony aproveitou para
alimentar-se. Ametista aproximou-se e sentou ao lado de Fred.
- Bom dia. – cumprimentaram os garotos.
Ametista soltou um muxoxo e mordeu um resto de pão que tinha em cima da
mesa.
- O que aconteceu? – perguntou Jorge curioso.
- Pergunte ao Potter, ele sabe do que eu estou falando. – respondeu com
certa raiva.
Harry franziu a testa.
- Do que você está falando?
- Professora Figg ainda não te contou? – estranhou Ametista, vendo
Harry negar com a cabeça. – Então pergunte a ela. Tenho certeza que você
também não gostará da idéia. – e deixou o salão.
Os garotos olharam Harry, que ficou sem entender.
- Vamos, temos de nos aprontar! – disse o capitão do time, Harry.
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Hermione
e Ametista seguiam juntas para as arquibancadas da Grifinória. Os alunos
corriam pelos jardins, dispostos a pegar um bom lugar para assistir a boa
disputa que sempre se formava entre Grifinória e Corvinal. Os apanhadores de
ambos os times eram muito bons e garantiam um ótimo espetáculo.
- Talvez eu tente a posição de artilheira no ano que vem, apesar de
preferir ser apanhadora. – comentava Ametista.
- Eu não vejo nada de mais neste esporte. Você precisava ver como o
Harry e o... – Hermione parara antes de mencionar o nome de Rony.
Ametista tomou um ar vitorioso. Estufou o peito e disse com convicção:
- Você se arrependeu, não foi?
Hermione virou-se de cara amarrada e prosseguiu com o caminho calada.
Ametista preferiu não mexer mais. Logo Hermione cairia em si. Perto do estádio,
foram barradas por Draco Malfoy, Crabbe e Goyle.
- Você poderia não atravessar o nosso caminho, Malfoy?! – disse Hermione
visivelmente aborrecida.
Draco soltou uma risada. Seus capangas riram junto. A cena era realmente
muito patética!
- Sinto muito, sua sangue-ruim, mas não é com você que eu quero falar
no momento. É com essa aí. – e apontou para Ametista.
- Sabe Malfoy, você deveria medir melhor as palavras que usa perto de
mim. – insinuou Ametista por causa do sangue-ruim.
- Não precisa se incomodar Ametista, eu simplesmente ignoro este –
Hermione olhou de cima a baixo Draco e fez uma careta. – este ser – e aquilo soou tão forte, que Draco diminuiu o peito
estufado e Hermione saiu andando. – Te encontro depois.
Crabbe e Goyle emparelharam com Ametista como dois seguranças. A garota
olhou-os e depois disse:
- Vão me raptar ou o quê?
Draco lançou um olhar de comando aos “trasgos”, que os deixara a sós
por um instante no jardim.
- Diga logo o quê quer, Malfoy. – ordenou a garota.
- Este é um recado breve. Apenas queria que você aceitasse vir até a
Torre da Sonserina para conversarmos um pouco...
- Eu? Na Torre da Sonserina? Só
em sonho, Malfoy! – surpreendeu-se.
- Então podemos combinar em outro lugar. Talvez... Na sala de Feitiços.
Não há ninguém por lá à noite...
- E eu posso saber por que eu iria
ter o desprazer de me encontrar com você?
– ela parecia estar enojada.
- Você entenderá após o jogo. Eu tenho uma pequena surpresinha para
você. -–respondeu, deixando-a intrigada.
Ametista cerrou os olhos desconfiada.
- E então, o que me diz de... Nove horas na sala de Feitiços? Hoje?
E saiu andando pelo jardim, soltando uma risada triunfal. Ametista piscou
duas vezes e franziu as sobrancelhas. Voltou para o estádio.
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- Que é que aquele panaca
queria? – perguntara Hermione em meio à gritaria das torcidas das duas Casas.
- Nada. Como você disse, ele é um panaca! – e as duas riram.
Lino Jordan começava a narrar o terceiro jogo do campeonato de quadribol
de Hogwarts: Grifinória X Corvinal. Os times entravam em campo e as torcidas
enlouqueciam. Os garotos principalmente, ao verem a bonita e charmosa Cho Chang,
apanhadora da Corvinal voar por cima das arquibancadas. Harry sentiu aquele
rotineiro frio na barriga ao vê-la. Aproximou-se e cumprimentou o capitão do
time adversário. O primeiro jogo da Corvinal havia sido contra a Sonserina e
eles haviam perdido feio, apesar dos inúmeros gols feitos em cima do time mais
odiado de Hogwarts.
- O POMO E OS BALAÇOS FORAM LANÇADOS! – irradiava o garoto da Grifinória.
– MADAME HOOCH COLOCA-SE NO CENTRO DO CAMPO E LANÇA A GOLES! O JOGO COMEÇOU!
Logo no primeiro lance, um dos artilheiros da Corvinal lançou a goles
contra um dos arcos da Grifinória.
- Gol da Corvinal! – Lino nunca irradiava os gols de outras Casas como
irradiava os da Grifinória.
Harry, que observara o gol do time adversário, viu que era facilmente
defensável para Rony, mas o garoto parecia ainda arrasado. Ametista parecia ter
observado o mesmo que o capitão.
- Qual é?! O Rony poderia ter defendido essa! – gritava nervosa.
Hermione sentia-se culpada e, quando olhava para o garoto entre os arcos
da Grifinória, seu coração apertava mais um pouco de arrependimento.
Pouco depois, Lino gritara:
- GOL DA GRIFINÓRIA! BELO PASSE DE ANGELINA JOHNSON PARA ALÍCIA
SPINNET! É ASSIM MESMO MINHAS GAROTAS!
- JORDAN! – gritava a professora Minerva. – Você é pago para
irradiar os jogos, não torcer pela Grifinória!
Aos poucos, o tempo passava e o placar permanecia 50 X 30 para a
Corvinal. Os batedores deles eram realmente bons e conseguiam neutralizar as
jogadas das artilheiras da Grifinória. Harry começara a ficar nervoso, a
procura do pomo de ouro. Entretanto, parecia somente ele. Cho estava estática
em cima de sua vassoura. Pouco depois, avistou uma bola dourada perto da
arquibancada dos professores. Correu como um raio e Cho o perseguiu sem muita
emoção. Quando estava perto de pegá-lo, sua vassoura parou de repente e ele
apenas teve tempo de estender os dedos para agarrar a bolinha voadora. Harry
fora arremessado de sua Firebolt de tal maneira que não teve como se segurar em
nada, caindo como um saco de areia no chão do campo de quadribol. Desmaiou.
O jogo fora paralisado e Cho descera de sua vassoura correndo. Todos
pareciam apavorados. Harry permanecia desacordado. A queda fora de tão alto que
tinha os dois braços quebrados, assim como uma das pernas. O time da Grifinória,
assim como o da Corvinal, rodeavam o garoto. Madame Hooch veio correndo e
deparou-se com o jovem garoto estatelado no chão, em meio a uma ligeira poça
de sangue. Rapidamente, Sirius cruzou o estádio e carregou Harry até a entrada
do colégio. Via-se o desespero em seus olhos. Rony e Hermione acompanharam-no
até a ala hospitalar, assim como Lupin e Arabella. Ametista, antes de voltar ao
castelo após tamanha confusão, bateu os olhos numa das arquibancadas e viu o
sorriso estampado nos rostos de Crabble, Goyle e Draco Malfoy.
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Apesar da forte queda, Harry
conseguira pegar o pomo e então, a Grifinória estava na final da Taça de
Quadribol novamente. O garoto submetia-se a uma série de feitiços que pudessem
restabelecer seus braços e perna. Sirius andava de um lado para o outro fora da
enfermaria, enquanto Rony sentava-se de costas para Hermione, que estava muito
preocupada. Lupin voltara para o salão principal, tentando acalmar os alunos e
Arabella sentara-se junto à porta a espera de informações. Seus olhos estavam
cheios de água.
- Tiago nunca caíra daquela forma, Sirius! Como pode ter acontecido
justo com Harry?! – apavorava-se a madrinha do garoto.
Sirius permanecia-se calado, andando de um lado para o outro. Tantas
coisas passavam pela sua cabeça naquele momento. Tantos medos e preocupações.
- A vassoura deve ter sido azarada. – sussurrou Hermione, bastante alto
para Arabella conseguir ouvir.
- Você acha? – perguntou a madrinha entrando em parafusos.
- Harry não brecaria daquela forma tão brusca e inconseqüente! Alguém
azarou a vassoura, tenho certeza!
Sirius
resmungou algo para si. Viu Ametista virando o corredor e vindo em sua direção.
- O que essa garota está fazendo aqui? – perguntou para Arabella em
baixo tom.
A mestra olhou e bufou para Sirius, impaciente.
- Ela é amiga de Harry, Sirius!
- Hunf! – resmungou rabugento. – Amiga?! Amiga?!
A garota aproximou-se de Rony e Hermione e perguntou:
- Como ele está?
Antes que pudessem responder qualquer coisa para Ametista, Sirius foi
respondendo, atropelando-os:
- E por que você se preocuparia com ele?!
Ametista parou ligeiramente surpresa e virou-se para Sirius:
- Sabe senhor Black – este
senhor foi realmente estranho. – Eu posso não me entender com Potter ou até
mesmo não gostar dele, mas não desejo a sua morte!
- Quem me garante isso?!
Mais uma nova discussão entre eles estaria prestes a começar quando a
porta da ala hospitalar foi aberta e Madame Pomfrey saiu.
- E o Harry? Ele já está melhor?! – perguntava Arabella, tentando
enxergar alguma coisa dentro da sala enlouquecida.
- Acalme-se primeiro – pediu a enfermeira. – O senhor Potter está
bem agora. Mas sinto informar-lhes que
sua situação é um pouco delicada.
Sirius caiu como um peso qualquer sobre uma das cadeiras do corredor.
- O que ele tem, Madame Pomfrey?
A mulher suspirou fundo e respondeu de forma cautelosa:
- Ele terá de passar mais alguns dias na ala hospitalar para a continuação
do tratamento de reconstrução de seus braços e perna. A queda foi
extremamente forte e ele poderia estar bem pior, devo até dizer. Ele bateu a
cabeça e também precisamos ficar atentos a qualquer mudança no estado clínico
do garoto – a enfermeira parou de repente. – Entretanto, foi constatado um
tipo de infecção num dos braços. Mais precisamente no esquerdo.
- E o que isso significa? – indagou Rony.
- Significa que o seu tratamento para cura completa levará cerca de dois
a três meses. – Rony arregalou os olhos.
- E o que isso tem de mal? – estranhou Arabella, um pouco mais
aliviada.
- Ele não poderá jogar a final da Taça de Quadribol! – desesperou-se
o goleiro do time da Grifinória.
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Desânimo.
E sentimento de derrota. Estes eram as palavras que melhor descreviam a Grifinória
após a vitória sobre a Corvinal e a queda quase fatal de Harry de sua
Firebolt. Rony já transmitira a notícia ao time e todos estavam arrasados.
- Como iremos ganhar sem o Harry? Ele é tudo no nosso time! –
lamentava-se Fred, com Angelina nos braços.
- Estamos perdidos. Vamos perder esta taça fácil! – dizia Jorge
girando a sua varinha entre os dedos. – Vamos ser condenados a limpar os
pratos junto com os elfos pela vergonha da nossa futura derrota para a
Sonserina!
A Casa de Salazar Slytherin havia garantido a vaga para a final de
quadribol cerca de três dias antes do baile de Dia dos Namorados, ganhando
contra a Lufa-Lufa.
Hermione lia atenciosamente um livro num canto da sala comunal, enquanto
Rony a observava de longe. A vontade de falar com ela era tão grande, mas o
orgulho era ainda maior. E ficou ali, apenas lembrando de seu primeiro beijo. Em
seguida, Ametista cruzou sua frente e uma luz clareou em sua mente.
- É isso! – gritou no meio da sala.
Todos pararam e olharam para Rony. Ele voltou a falar:
- A nossa solução! Nós podemos substituir o Harry por um outro
apanhador, não podemos?!
Fred e Jorge entreolharam-se e indicaram que sim com a cabeça.
- E daí? – perguntaram juntos os irmão gêmeos.
- E daí que nós já temos um substituto. Na verdade, uma substituta!
– e apontou para a garota, que também assistia a cena.
- EU?! – espantou-se Ametista ao ver o dedo de Rony indicado a ela.
- Claro! Não foi você que derrotou o Harry daquela vez?! No começo do
ano, não se lembram?! – recordava Rony e todos começavam a concordar aos
poucos.
Ametista ficou ali, sem saber o que fazer. O único jeito era aceitar
substituir Harry Potter e estrear como a nova apanhadora da Grifinória para a
final da Taça de Quadribol.
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Envolvida pela capa de
Invisibilidade, Ametista ainda tentava digerir a idéia de ter de jogar no lugar
de Harry. Seguia para a sala de Feitiços, para o encontro com Draco Malfoy. Não
havia ninguém lá quando chegou. Sentou-se à mesa do professor Flitwick. Pouco
depois, apareceu o garoto de cabelos loiros e olhos frios. Olhava de um lado
para o outro e Ametista sentiu uma raiva subir pelos cabelos.
- Foi você, não foi? – interrogou no escuro, fazendo o garoto dar um
pulo de susto.
Ametista apareceu na porta, como se acabasse de chegar. Malfoy não
poderia saber que ela possuía uma capa de Invisibilidade. Draco aproximou-se e
indagou triunfante:
- E se fosse?
Ametista pulou em seu pescoço, agarrando-o pela gravata.
- Você ficou maluco?! Ele poderia ter morrido! – gritava em seu
ouvido.
- AH! Olha só quem está dizendo isso! Eu pensei que você quisesse,
desejasse receber esta notícia o mais rápido possível! Já fiquei sabendo que
vocês andam se pegando desde o primeiro dia de aula! Até que eu gostaria de
ver uma briga entre vocês dois! – respondeu Draco, soltando a gravata na mão
de Ametista.
A garota suspirou tentando acalmar-se e foi logo direto ao assunto:
- Escute Malfoy. Acredite ou não, eu tenho muito mais o quê fazer na
minha vida do que ficar aqui, perdendo meu tempo com gente do seu tipo, então
fale logo o que você quer!
Draco arriscou um sorriso.
- Está bem então. Já que você descobriu que fui eu que coloquei um
pequeno feitiço na vassoura do Potter, vou direto ao ponto. Eu sabia que os
idiotas da tua Casa iam colocá-la para substituí-lo, então resolvi tirá-lo
um pouco da disputa para entrarmos em ação.
- Entrarmos? – estranhou
Ametista.
- Sim. Eu e você – Ametista arregalou os olhos. – Lembra que eu
mencionei uma certa troca de favores entre nós, pois então, chegou a grande
hora.
- O que você quer? – Ametista não acreditava naquilo que ouvia.
Draco aproximou-se mais da garota.
- Eu tenho algo que te interessa e você tem algo que me interessa também.
- E o que seria isto? – perguntou a garota desconfiada.
- Você deseja informações sobre seu pai. Eu posso dá-las. Porém, com
uma condição.
- Que condição?
- Que eu ganhe a Taça de
Quadribol! – encerrou vitorioso.
Ametista franziu a testa.
- Você não tem competência bastante para me vencer, Malfoy? –
desafiou a garota.
- Se você já ganhou do Potter, que sempre ganha de mim, como espera que
eu ganhe de você?! – baixou a guarda Draco.
-
Eu sempre imaginei que você fosse um fraco mesmo... – disse Ametista em baixo
tom, fazendo Draco ficar vermelho.
Ficaram uns instantes silenciosos.
- E se eu não quiser cooperar com esse plano idiota? – perguntou
Ametista séria.
- Simples. Você não saberá nada sobre seu pai e eu ainda espalharei
pelo colégio todo o meu rápido lapso de loucura.
- Lapso de loucura? – riu Ametista.
- Ah, eu sei que você sabe! Meu pequeno beijinho com Gina.
A garota paralisou. Sabia que aquilo poderia acabar com a vida da mais
jovem dos Weasley.
- Você... Você não teria coragem de tanto? – duvidou Ametista.
- Claro que teria, Dumbledore. Tanto teria que poderia criar uma história
tão boa que eu sairia na posição de bonzinho no final, enquanto a minha
querida Gina perderia toda a pouca
popularidade que ainda resta em sua miserável vida.
Ametista levantou-se e tomou sua capa em mãos.
- Não sei como ela pôde cair nas suas histórias, Malfoy. – e saiu da
sala se Feitiços.
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Arabella
passara toda a tarde ao lado de Harry na ala hospitalar. O garoto despertou
perto do horário do jantar, trazido pela enfermeira. Enquanto comia, Arabella
passava algumas novidades para o afilhado.
- Harry, eu ainda não tive tempo para contar-lhe, mas eu e o Remo
decidimos uma coisa. – disse a mestra devagar.
- O que? – indagou Harry, tomando sua sopa.
- Você sabe que estes treinos especiais que você e a Srta. Dumbledore
vem fazendo é uma espécie de... de...
- Do que?
- Não importa – ignorou Arabella. – O importante é que decidimos
aprimorar o treino de vocês.
Harry estranhou.
- Como?
-
Decidimos que você e Ametista farão um pequeno teste.
-
Que tipo de teste? – perguntou Harry muito curioso.
- Vocês dois se enfrentarão.
Harry arregalou os olhos. Depois, praticamente entrou em pânico ao
imaginar um terço do que poderia acontecer.
- Será um massacre! – exclamou o garoto.
Sirius
entrou na sala, interrompendo-os.
- Massacre?! – estranhou em seu tom preocupado. – O que será um
massacre, Harry?
O garoto tentou explicar, mas a madrinha tomou a frente.
- Eu e Remo iremos aplicar um teste para ele e Ametista. Eles irão se
enfrentar, Sirius.
- OH! Que ótimo! – festejou Sirius. – Assim, você poderá acabar
com ela de uma vez! – completou.
- SIRIUS! – repreendeu-o Arabella.
- Me desculpe – fingiu. – Como está? – perguntou gentilmente.
- Ainda um pouco tonto, mas melhor. – respondeu com voz fraca, ainda
pensando num duelo entre ele e Ametista.
Sirius arriscou um sorriso. Por dentro, ele morria de preocupação.
- Tenho uma notícia para lhe dar. Se você for parecido comigo, não irá
gostar nem um pouco. – disse o padrinho.
Harry franziu as sobrancelhas.
- O que aconteceu?
- Já acharam um substituto para você na final da Taça de Quadribol.
- Mesmo? Quem? – animou-se Harry.
- O sobrenome Dumbledore te lembra alguém? – insinuou Sirius em um quase latido.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
Após três longas semanas, Harry sai da Ala Hospitalar e encontra Ametista. Como de costume, discutem novamente. Só que eles não esperavam serem levados a sala de Dumbledore e tomarem uma bela bronca. De volta à Torre da Grifinória, sentam-se juntos e começam a conversar, mas como regularmente, seria ir contra a natureza não brigar. E é isso que acontece. Mas, será que a briga terminará tão mal assim?
Seu primeiro beijo foi tão inesperado quanto o deles? Leia em "A MÁGICA MEIA-NOITE"
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