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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Snape é convocado para uma reunião com Voldemort e seus seguidores na Mansão Malfoy. Porém, contrariando as idéias e expectativas de Snape, Voldemort não disse muita coisa. E agora?
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CAPÍTULO VINTE E CINCO – A
FINAL DA TAÇA DE QUADRIBOL
No dia seguinte, Harry
levantara mais cedo que Rony e procurou descer até a sala comunal. A manhã nem
bem havia começado e Hermione já estava no andar de baixo.
- O que você está fazendo aqui? – perguntou o garoto curioso.
- Não consegui dormir direito hoje. – respondeu ligeiramente aflita.
Harry franziu as sobrancelhas e indagou receoso:
- Que é que aconteceu?
Hermione suspirou e deixou um sorriso escapar. Harry sentou ao seu lado e
encarou-a curioso.
- Ontem à noite, eu e o Rony, bem... – Harry já esperava algo sério.
– Nós nos acertamos! – completou extremamente feliz.
Harry abriu um largo sorriso.
- Eu sabia que vocês iam se dar bem de uma vez por todas! – festejou
Harry.
- E você? Como foi com a Ametista?
Harry abaixou os olhos.
- Eu já sabia o quê iria acontecer mesmo, Mione. Fui eu que devo ter
sido enfeitiçado novamente por alguma coisa. Eu não faria aquilo, não em
perfeita consciência!
Hermione lançou um olhar de reprovação.
- Você não deveria pensar assim, Harry! Se aquilo aconteceu, não foi
por acaso. Vocês deveriam estar aos berros aqui embaixo agora se fossem como
eram antes, mas isso definitivamente mudou vocês.
- Não. Já tomei minha decisão e não quero mais pensar no que
aconteceu. Acho que você tinha razão mesmo...
- Como assim? – Hermione sentiu-se perdida.
- Quando eu te contei sobre aquela noite, você não acreditou e disse
que seria muito mais fácil com a Gina. Ela é muito mais legal, muito mais
bonita, muito mais simpática, gosta de mim... – Hermione franziu a testa ao
lembrar de Draco Malfoy. – Pelo menos é o que o Rony diz.
- Mas foi com a Ametista que aconteceu, não é mesmo? – instigou
Hermione, fazendo Harry abaixar os olhos. – Quando vocês vão conversar com o
Dumbledore?
- Acho que hoje. Mas antes eu vou ter que falar com ela sobre isso, eu
realmente não estou nem um pouco feliz de dizer que beijei a neta do diretor de
Hogwarts...
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Apesar das investidas de Rony,
Hermione deixara bem claro que não queria que o namoro deles se tornasse público.
Assim, Harry não se sentira nem um pouco desconfortável ao andar junto deles.
Ametista voltara às aulas também após uma semana e os professores insistiam
em passar-lhe coisas sobre tudo que perdera durante sua estadia na ala
hospitalar.
No almoço, Rony fizera questão de sentar-se ao lado de Hermione, que
obviamente corava a cada instante em que o garoto estava por perto. Harry,
tivera de se sentar junto com Ametista. Parecia que tinham feito um acordo em
que não iriam trocar mais nenhuma palavra após o ocorrido daquela noite.
Entretanto, Edwiges entrara no salão principal junto com as outras corujas e
deixara um recado para o dono.
Srs. Potter e Dumbledore,
Sua presença é necessária hoje, às oito horas, na sala do diretor,
para o esclarecimento de alguns fatos ocorridos na semana passada. Não se
atrasem.
Alvo Dumbledore
- Hum... – Harry cutucou em seguida a garota ao seu lado. – Nós
teremos que ir à sala do seu avô hoje, Dumbledore. – Harry decidira a chamá-la
de agora em diante pelo sobrenome também.
Ametista virou-se e leu a carta nas mãos de Harry. Depois, voltou-se
para encará-lo, como sempre.
- Você me meteu em alguma confusão nesta semana Potter? – indagou em seu típico tom ríspido.
- Para sua informação Dumbledore,
isto se trata do pequeno incidente da nossa
– Harry frisou bem – parte. Precisamos contar o quê aconteceu naquela
noite. – terminou em quase um sussurro. Rony ainda não sabia.
Ametista corou levemente e parecia decidida a acabar logo com aquele
assunto.
- Certo então Potter, nós teremos ainda mais duas aulas hoje. Eu penso
numa maneira de escaparmos dessa, assim como você. – finalizou, levantando da
mesa da Grifinória.
Rony e Hermione pareciam muito entretidos um no outro, porém repararam
Ametista deixando a mesa.
- Que é que aconteceu? – indagou Rony curioso, lendo o papel que há
pouco fora entregue por Edwiges. – Isto é sobre o quê? – estranhou e
indicando o pergaminho estendido a Harry.
Tanto Harry quanto Hermione pareceram engolir em seco juntos. Trocaram um
rápido olhar e Harry disse:
- Eu tenho uma coisa para te contar, Rony.
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As aulas de Adivinhação
pareciam piores a cada semana. A professora Trelawney insistia em previr a morte
de Harry muito antes do garoto sequer dar o primeiro passo para dentro da sala.
E naquela tarde, não seria diferente.
Ele, Rony e Ametista seguiam para a classe quando observaram a mestra
parada na porta após a escada.
- Senhor Potter, lamento muito lhe informar mas esta noite sonhei com a
sua morte. Uma morte terrível, eu diria. Você será assassinado aqui mesmo,
nos terrenos de Hogwarts, por um professor. – Sibila parecia estranhamente
prazerosa em ditar-lhe como seria sua morte.
Harry virou-se para Rony, que afogou uma risada. Sentaram-se bem ao
fundo.
- Essa morcega velha! Não sabe mais o que inventar, agora coloca
professores no meio também – brincou Rony. – Então, que é que você tem
para me contar?
O garoto corava ligeiramente. Ametista estava sentada uma mesa à frente
dos garotos, e parecia muito interessada na explicação da mestra. Harry
abaixou a voz e, num quase sussurro, disse ao amigo:
- É que, eu... bem...
- Fale logo Harry! – pediu Rony curioso.
- Tá bem – pareceu pegar fôlego e abaixou ainda mais a voz. – Eu
beijei a Ametista.
Rony arregalou os olhos:
- O QUE?! – gritou surpreso.
A classe inteira voltou-se para os dois. Assim como a professora:
- Os senhores estão prestando atenção em minha explicação? – Harry
e Rony afirmaram nervosamente com a cabeça. – Pois então, digam-me sobre o
que eu estava falando.
Os garotos entreolharam-se sem saída. Harry tentou pensar em algo para
responder, mas Rony foi logo adiantando-se:
- É que ele estava comentando comigo que ficou impressionado com a
descrição da morte dele, professora. – disse o garoto bem rápido.
Sibila encarou-os e depois, franziu a testa.
- Muito bem. Então, agora prestem atenção. Eu estava falando sobre uma
das mais importantes formas...
Rony e Harry se dispersaram novamente, enquanto a mestra tornava a
tagarelar lá na frente.
- Como você beijou a Ametista?
– voltou a indagar Rony, que parecia realmente surpreso.
- Beijando oras! – Rony fez uma careta. – Eu não sei explicar muito
bem mas foi o mesmo que senti quando estava perto da... – e então Harry
parou. Não iria dizer nada sobre Gina para o próprio irmão dela.
- Perto de quem? Da Cho? – arriscou Rony inocentemente.
Harry pigarreou.
- É, isso mesmo. Mas foi passageiro, isso não vai mais acontecer se
depender de nós dois. – deixou claro.
- Realmente Harry, eu sou seu amigo e digo que você merece coisa bem
melhor. Mais simpática e mais bonita.
Harry lançou um olhar para Ametista. Pôde apenas olhar seu cabelo.
- Ela não é tão estranha...
- Como não?! – espantou-se Rony. – Você mesmo dizia que ela não
era nem um pouco bonita.
- Eu não sei... – divagou por um momento.
- Ah! Pare com isso Harry! Não se deixe levar pelos olhos azuis ou pelo
sobrenome! Ela não é para você!
Harry voltou a olhar para a garota e virou-se para Rony:
- É, você tem razão.
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Oito horas, caminhavam para a
sala do diretor Harry e Ametista. O jantar já havia sido servido e ambos já
haviam comido. O silêncio foi quebrado pela garota, que indagou:
- Você já sabe no que vamos falar?
Harry indicou com a cabeça que não. Ametista voltou a falar:
- Pois eu vou dizer que quando voltamos da sala dele, começamos a
conversar, mas é inevitável.
- O que é inevitável? – estranhou Harry.
- Nós dois no mesmo lugar Potter. É confusão na certa! Então começamos
a discutir e, sem querer, um vaso quebrou-se sozinho.
Harry franziu as sobrancelhas.
- E você acha que ele vai acreditar nisso?
Ametista nada respondeu. Permaneceu calada até chegarem a porta da sala
do diretor. Disseram a senha e subiram a escada que levava à sala.
- Pontuais – ouviram uma fraca voz pronunciar. – Boa noite.
Os jovens permaneceram em pé diante da gaiola de Fawkes e de Dumbledore.
O diretor não parecia disposto a muita conversa.
- Isto não irá demorar. Somente quero saber o que foi que aconteceu
naquela noite após vocês regressarem da minha sala à Torre da Grifinória.
Deve ter sido o que provocara o ataque de Ametista. – disse o velho.
Harry e Ametista sequer trocaram um olhar e a garota dissera tudo o que
acontecera do mesmo jeito que dissera há pouco a Harry. Ao final, Dumbledore
abaixou os óculos e disse:
- Eu não posso ler mentes – e Harry lembrou-se de Arabella. – Mas eu
sei que vocês estão ocultando alguma coisa de mim – ambos tremeram. –
Entretanto, não os forçarei a contar algo que não queiram. Apenas saibam que,
o que foi que aconteceu, provocaram grandes conseqüências.
Ao saírem do âmbito, Harry virou-se para Ametista.
- Não foi nada de mais! Como poderia trazer conseqüências?
- Não me faça perguntas, Potter. Não sou eu que posso lhe responder
nesse momento. – respondeu Ametista ríspida.
- Afinal, foi apenas um beijo, não é mesmo?
Ametista aumentou a velocidade do passo até a sala comunal da Grifinória.
Harry, por sua vez, tentava acompanhar.
- Para mim, eles só dizem isso porque tem você
no meio. – arriscou Harry, fazendo Ametista parar de repente.
- Engano seu, Potter. Não sou eu que tenho uma cicatriz na testa –
Harry enfureceu-se. Ametista retomou. – Você não acha mesmo que isso tem a
ver com Aquele Lá?
Harry franziu as sobrancelhas e então lembrou-se de toda a história da
família Dumbledore. A terceira descendente.
- E por que teria algo a ver? Mesmo que os problemas me persigam, eu não
acho que Voldemort esteja metido nisto. O que tem de mais um vaso quebrar-se
sozinho e nós dois nos beijarmos? – provocou Harry, apertando os olhos.
- Os dois são coisas incríveis de se acontecer! – antes que Harry
pudesse dizer algo, Ametista adiantou-se. – E nós faremos de tudo para que não
se repitam novamente, não é?
Harry encarava Ametista novamente com intensidade. Rony veio à sua cabeça
de repente: “Ela não é para você!”.
E, realmente, não era.
- Não se repetirá. – concordou passando pelo buraco do quadro da
Velha Gorda.
Ao entrarem na sala comunal, Hermione e Rony estavam sentados um ao lado
do outro em um dos sofás, como se estivessem se medindo.
- O que há com vocês? – indagou Harry curioso.
- Hermione decidiu que devíamos pelo menos por enquanto, manter nosso
namoro em segredo até mesmo aqui dentro da Grifinória. – Rony estava num
misto de irritação e admiração ao encarar a garota ao seu lado.
- Pois eu tenho uma idéia. – disse Harry, olhando para Ametista.
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Na sala de Feitiços, vazia àquela
hora da noite, estavam dois jovens abraçados debaixo de duas capas de
Invisibilidade. O namoro começara no dia anterior, mas não poderia iniciar de
forma melhor. Sozinhos, Rony e Hermione aproveitavam para curtirem um ao outro.
- Por muito tempo eu quis ficar assim com você. – disse Hermione em um
sussurro, abraçada ao namorado.
- Bem, não foi bem assim que eu imaginei ficar com você. – retrucou
Rony em um sorriso malicioso.
- Rony! – repreendeu-o Hermione com o olhar de reprovação. – Não
queira dar uma de espertinho para cima de mim, hein!
- NUNCA! – respondeu Rony, rindo em seguida.
- E então, você acha que estamos bem escondidos debaixo dessas capas?
Será que ninguém vai nos encontrar, afinal, devemos estar infringindo umas dez
regras da escola e ainda eu, que sou uma monitora deveria... – dizia Hermione
quando Rony a interrompeu.
- Têm muitas coisas que todos nós deveríamos fazer na vida Mione, mas
agora, você tem de ser apenas a minha
Mione. – finalizou Rony, sorrindo e levando seus lábios até os de Hermione
carinhosamente.
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Passaram-se dias, logo meses. E o
grande dia chegara. Toda Hogwarts acordara eufórica. Até mesmo Corvinal e
Lufa-Lufa estavam ansiosas. Mas nada se comparava às duas Casas que logo se
enfrentariam para decidir quem levaria a Taça de Quadribol. Tanto Sonserina
quanto Grifinória estavam em seus limites de ansiedade e euforia. No café da
manhã, Harry não comera nada e Hermione tentava convencer a fazê-lo.
- Harry, você não pode ficar sem comer! – irritava-se a monitora.
- Para quê? Antigamente, eu não podia ficar sem comer porque EU iria jogar. Mas hoje, tem de ser diferente, não é mesmo? –
retrucava o garoto.
Rony enchia-se das torradas queimadas acima da mesa enquanto observava
Ametista. A garota sequer tocara no copo de leite.
- Você também não vai comer? – perguntou o garoto.
- Meu estômago não aceita nada. Estou sentindo-o todo embolado na minha
barriga. – resmungou sem paciência, olhando para o prato de pão.
- Ah, vamos lá Ametista. Eu estarei lá para te ajudar...
Ametista levantou os olhos em direção aos de Rony.
- Realmente, imagino que isso vá fazer uma tremenda diferença. –
ironizou ríspida.
Rony franziu as sobrancelhas e continuou a comer com vontade. Ao seu
lado, Fred e Jorge estavam ligeiramente melancólicos. Seria o último jogo dos
garotos em Hogwarts, pela Grifinória. A despedida também das três artilheiras
do time: Alícia, Angelina e Katie estavam do mesmo jeito. E, de uma forma ou de
outra, todos se sentiam na obrigação de vencer mais uma vez a Taça de
Quadribol.
- Dessa vez não passa! Iremos vencer de qualquer jeito! – gritava Fred
no meio do salão principal, ouvindo alguns ruídos parecidos com vaias do lado
da mesa da Sonserina. – Como se isso me atingisse! Hogwarts completa está do
nosso lado! Se bobear, até mesmo os professores!
- Claro! Nós somos os maiorais! Nós botamos para quebrar! E ainda fomos
os recordistas em advertências para os pais! – gabava-se Jorge, acompanhando
o irmão.
Antes de todos seguirem para o campo de quadribol, Draco Malfoy
emparelhou-se com a mesa da Grifinória, ao lado de Ametista e disse:
- Não esqueça daquilo que conversamos, Dumbledore. – e seguiu junto
com seus capangas para fora do castelo.
- O que ele quis dizer com isso? – indagou Hermione para a amiga.
- Nada, nada. – logo respondeu Ametista apressada.
No campo de quadribol, Harry e Hermione trataram de seguir direto para as
arquibancadas junto de Neville, Dino, Simas e Olívio. O garoto ainda parecia um
pouco chateado.
- Eu nunca cheguei a assistir um jogo de quadribol daqui. – divagou
Harry ao olhar ao seu redor.
No meio da multidão à sua frente, encontrou na arquibancada azul e
bronze da Corvinal, a apanhadora Cho Chang. Seu rosto parecia iluminado após
tanto tempo de sofrimento. A Lufa-Lufa perdera para a Corvinal, que conquistara
a terceira posição no campeonato do ano. Finalmente, a apanhadora fizera uma
incrível manobra e pegara o pomo entre os dedos.
- AQUI ESTAMOS NOVAMENTE REUNIDOS PARA O ÚLTIMO JOGO DA TEMPORADA! A
FINAL DA TAÇA DE QUADRIBOL DESTE ANO SERÁ ENTRE SONSERINA E GRIFINÓRIA! –
esbravejava Lino Jordan.
Harry notou Hermione tremer ao seu lado. Ela sempre ficava assim em jogos
de quadribol?
- E agora vem o time da Sonserina: Bletchley, Smith, Starck, Blake,
McDermott, Windam e... Malfoy! – Lino dizia tudo aquilo sem a mínima excitação.
O time da Sonserina entrou e a torcida vibrou. Porém, via-se tanto
Lufa-Lufa quanto Corvinal quietas, esperando ansiosamente a entrada do time
vencedor dos últimos três anos de campeonato. E foi então que Lino anunciou:
- E AQUI VEM O TIME MAIS GENIAL QUE A GRIFINÓRIA JÁ TEVE EM TODOS SEUS
ANOS DE EXISTÊNCIA – Minerva olhava Lino atentamente e pedia que o garoto não
exagerasse tanto assim. – WEASLEY, SPINNET, WEASLEY, BELL, WEASLEY, JOHNSON
E... – todos já sabiam que Harry não iria jogar, portanto esperavam
ansiosamente a entrada de Ametista no campo. – DUMBLEDORE!
A garota apareceu montada em sua Firebolt Special. Rony acompanhava a
parceira de time. Ele notava que ela estava muito preocupada.
- Tem alguma coisa, Ametista? – indagou o garoto.
- Não, não é nada. – respondeu, deixando que o vento retirasse
alguns fios de cabelo do rabo-de-cavalo.
Ametista ficou de frente para Draco Malfoy, que parecia ter nos lábios
um sorriso malicioso.
As torcidas das três Casas restantes misturaram-se e, por um momento,
pareciam como um imenso bloco de pessoas histéricas. Era um clima contagiante,
sem dúvida.
- OS BALAÇOS E O POMO SÃO SOLTOS. MADAME HOOCH ESTÁ AGORA NO CENTRO DO
CAMPO E PRONTA PARA LANÇAR A GOLES – a professora de vôo estava lá e, num
segundo, jogou a bola vermelha para cima. – E O JOGO SE INICIA!
Logo, Angelina Jonhson já estava trocando a goles com Katie Bell,
marcando para a Grifinória.
- DEZ A ZERO PARA A GRIFINÓRIA! VAMOS LÁ LEÕES! – berrava o garoto.
- JORDAN! – exclamou McGonagall ponderada.
Os minutos passavam rapidamente, e logo a Grifinória vazia 50 a 10
pontos. O capitão do time, o goleiro Bletchley, tentava avisar um de seus
batedores, Richard Starck, que deveria fazer algo para impedir que a distância
de pontos entre os dois times aumentasse. Num impulso, o batedor da Sonserina
agitou seu bastão e mandou um balaço na direção de Rony, que circulava os
arcos. Imediatamente, o balaço atingiu em cheio a região do tórax do goleiro
da Grifinória, que desmaiou e caiu da sua vassoura no chão de areia do campo.
- CUIDADO! NÃO! A SONSERINA MARCA VINTE PONTOS. – Lino ficou realmente
bravo com a não atenção dos jogadores, que estavam muito preocupados com
Rony.
Hermione dançou na ponta dos pés para tentar ver o quê acontecera com
o namorado. Harry também estava muito nervoso. Aquilo era golpe baixo.
- Ele está bem? Será que ele está bem? – repetia as perguntas
Hermione muito agitada.
- Não sei, talvez esteja. – arriscou Harry preocupado.
- OH! NÃO! – vociferou Lino. – A SONSERINA MARCA NOVAMENTE!
- AI! Eu vou até lá! Eu preciso ficar com ele! Preciso ver como ele está!
– gritava Hermione dançando na ponta dos pés, tentando se desvencilhar das
pessoas nas arquibancadas.
Entretanto, Olívio Wood interrompeu-a.
- Não vai adiantar nada, Hermione. Ele está sendo levado até a
enfermaria agora ao lado do campo. Mesmo que você conseguisse chegar até lá,
eles não deixarão você aproximar-se dele. – disse o ex-goleiro e capitão
do time, apontando para baixo. Rony já estava ao lado do campo, sendo atendido
pela Madame Pomfrey.
Hermione voltou a sua normalidade e virou-se para o campo novamente. A
Grifinória sem goleiro, e a Sonserina aproveitava então para correr atrás do
placar. Logo, estavam passando.
Harry, que observava tudo pelo binóculo, viu uma bolinha dourada com
asas voar atrás de um distraído Draco Malfoy. Entretanto, parecia que não era
apenas ele que havia visto. Ametista também observou o pomo de ouro sobrevoar tão
perto de Draco, que preferiu aproximar-se discretamente.
Draco Malfoy distraiu-se mais ainda com a aproximação de Ametista:
- E então Dumbledore – começou em tom arrastado. – Já decidiu
parar de fazer papel de idiota e permitir que eu pegue o pomo? Admita, seria
muito melhor para você.
- Cala a sua boca, Malfoy! – respondeu grossa.
Harry permanecia observando pelo binóculo os dois apanhadores.
- Que diabos eles estão conversando? – ralhou o garoto aflito.
- VAMOS LÁ LEÕES! PRECISAMOS REAGIR! – Lino estava muito decepcionado
com o atual resultado.
- JORDAN! – podia-se ouvir novamente a mestra McGonagall ralhar com o
aluno.
Mesmo que os artilheiros do time da Grifinória lutassem para alcançar o
placar, sem Rony, o time estava muito desfalcado. O placar naquela hora era 130
a 80 para a Sonserina.
- NÃO! GOL DA SONSERINA DE NOVO! – vociferou Lino muito desesperado.
- Vamos lá Dumbledore! – gritou Dino ao lado de Harry, que ainda os
observava pelo binóculo.
- Se ela não pegar o pomo logo, vamos perder de goleada para a
Sonserina! Que humilhação! – brigava Olívio no meio da torcida.
- Que tanto vocês conversam?! – Harry estava curioso, ao observar
ainda Ametista e Malfoy no ar.
Enquanto isso, Draco continuava investindo em acabar com a “paciência”
de Ametista. A garota já havia notado o placar e começava a ficar preocupada.
Voltou a olhar para Draco e pensou: “Mesmo
se eu correr atrás do pomo, ele é muito mais lento que eu e não vai conseguir
pegá-lo de qualquer jeito!”
Em seguida, o pomo voou em direção ao chão e Ametista decidiu acompanhá-lo.
Draco, ao perceber seu movimento, a perseguiu de perto. Os dois corriam em volta
do pomo, empurrando um ao outro.
- DESISTA DUMBLEDORE! VOCÊ NÃO TEM O QUE GANHAR VENCENDO ESSA PARTIDA!
– esbravejava Draco correndo em seu encalço.
- E VOCÊ NÃO TEM COMO GANHAR DE MIM, ADMITA! VOCÊ É UM FRACASSO! –
vociferou a garota em resposta, os dois correndo atrás do pomo de ouro de forma
desesperada.
Draco, ao notar que ela não desistiria, resolveu aplicar o plano em que
havia pensado antes da partida. Deu um toque nos batedores do time, que se
dirigiram até onde os dois corriam atrás do pomo, que agora resolvera aumentar
a velocidade e subir novamente.
- PEGUE AQUELE LADO! – gritou Draco para McDermott.
O batedor tomou o lado esquerdo de Ametista, que franziu as sobrancelhas
ao observar tanto ele quanto Draco a fechando pelo lado direito. Ela estava
sendo espremida, mas ainda assim corria atrás do pomo. Todo o estádio parara
de ver o resto do jogo, concentrando-se apenas nos apanhadores e, batedores
agora também.
Em seguida, Ametista viu um balaço caminhar na direção dos três.
McDermott a pressionava contra o corpo e a vassoura de Draco.
- VOCÊ ESTÁ LOUCO MALFOY?! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! – exclamou
enfurecida a garota.
Num piscar de olhos, o outro batedor do time da Sonserina, Starck, pousou
em cima do trio, centralizou sua vassoura e seu bastão e rebateu o balaço
contra seu próprio corpo, porém um pouco mais para baixo. Ametista só teve
tempo de abaixar ligeiramente a cabeça e sentir o balaço atingir sua têmpora
esquerda. Diminuiu a velocidade e sentiu o sangue escorrer pela face.
- ISSO É UM TOTAL ABSURDO! – vociferava sentada na arquibancada
Hermione.
Corvinal, Lufa-Lufa e Grifinória vaiavam os sonserinos, que por sua vez,
riam de forma descontrolada.
- BRUTAL! NUNCA VI COISA IGUAL! UMA FORMAÇÃO DA MORTE! – irradiava
Lino subindo cada vez mais a voz revoltada.
Ametista sentiu-se um pouco tonta e teve a sensação de que logo iria
desmaiar. Porém, viu Rony vindo em sua direção montado na sua vassoura. Ele
parecia bem melhor e disse:
- Vamos lá, é só um corte! Você consegue!
A garota sentiu novamente uma tontura, mas pensou em todos e decidiu
voltar a correr atrás do pomo. Draco estava quase o alcançando quando ouviu-a
esbravejar:
- VOCÊ QUER GUERRA?! TUDO BEM ENTÃO!
Draco virou-se para trás e encontrou uma Ametista com o rosto
praticamente tomando pelo sangue que escorria do lado esquerdo da sua face. Na
verdade, aquilo não era só um corte, era um buraco.
Ametista emparelhou-se com Draco e o empurrou tão fortemente que o
garoto desviou-se completamente do caminho, quase caindo em cima da torcida da
Lufa-Lufa.
A garota então só teve de esticar muito bem os braços e tentar
manter-se acordada em cima da vassoura. Quando sentiu a bolinha com asas
douradas entre os dedos da mão direita, abriu um sorriso de satisfação e caiu
desmaiada.
- DUMBLEDORE PEGOU O POMO! E A GRIFINÓRIA É A CAMPEÃ DA TAÇA DE
QUADRIBOL DE HOGWARTS NOVAMENTE! A VITÓRIA MAIS LINDA DE TODA MINHA VIDA! –
esbravejava Lino em tamanha felicidade.
Todos procuraram então socorrer a apanhadora substituta da Grifinória,
que ainda caía desacordada lentamente com sua vassoura. A Grifinória vencera.
E vencera com o maior orgulho.
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Já no chão, e sendo socorrida
pela Madame Pomfrey, Ametista despertou. Uma dor intensa cobriu sua têmpora
esquerda. A enfermeira tentava curar o “buraco” em sua testa feito pelo balaço
arremessado há pouco durante do jogo. Ao lembrar-se de tudo que havia feito,
Ametista levantou apressada da maca ao lado do campo de quadribol e
desvencilhou-se da enfermeira, que gritava para a paciente voltar aos seus
cuidados.
O time da Grifinória estava sendo lançado para os ares pela torcida
enlouquecida. O troféu estava seguro nas mãos da professora de vôo Madame
Hooch, que se impressionou ao ver a apanhadora correndo pelo campo, em direção
a uma turma isolada: o time de quadribol da Sonserina.
Os professores levantaram-se para ver o que acontecia. Assim, como o time
da Grifinória, que pediu para ser colocado no chão. Todos corriam atrás da
garota, que estava sentindo novamente a testa arder e o sangue escorrer pelo
rosto. Ao ver uma figura de cabelos platinados, Ametista atropelou quem estava
em seu caminho e empurrou Draco Malfoy, fazendo o garoto quase cair para trás
no chão.
- O que você pensa que está fazendo, Dumbledore? – assustou-se Draco,
que parecia arrasado demais para ralhar com a garota.
- VOCÊ QUASE ME MATOU LÁ EM CIMA! – vociferou a neta do diretor, que
caminhava junto dos outros professores até a região da confusão.
Postaram-se ao lado de Ametista o resto do time da Grifinória. Harry e
Hermione corriam para tentar ouvir a discussão. Logo, juntaram-se a Fred e
Jorge que queriam muito rir da cara espantada de Draco. O garoto ajeitou-se e
aproximou-se de Ametista o bastante para seus narizes quase se tocarem.
- Que pena que eu não consegui, não é mesmo?! – Ametista parecia tão
descontrolada que todo seu rosto ficou quase tão vermelho quanto o sangue que
escorria pela sua face. – Mas, agora eu sinto muito, porque você não ficará
sabendo de nada sobre aquilo e ainda amanhã o principal assunto na escola será
sobre meu pequeno erro...
- Cala a sua boca, Malfoy! – esbravejou Ametista. – Eu tenho muita dó
mesmo de você! E, sabe o quê mais? Eu duvido que alguém acreditará nessa sua
história ridícula – dizia ela sobre ele e Gina. – A não ser que você
queira estragar a sua boa reputação
em Hogwarts, não é mesmo?
Draco não parecia ter resposta e os dois ficaram apenas se encarando. Os
professores chegaram e apartaram uma possível briga entre as duas Casas.
Minerva chamou todos do time da Grifinória, inclusive Harry, ao centro do
campo. O time estava eufórico. Dumbledore tomou a Taça de Quadribol em suas mãos
e levou até as mãos trêmulas de Ametista. A garota não levantou a taça,
como geralmente se faz, mas a passou para as mãos de Harry, que estava ao seu
lado.
- Você é o capitão do time.
Harry trocou um olhar de admiração com a garota, que, pela primeira
vez, abriu um sorriso. O garoto sentiu-se extremamente bem e sorriu também. Não
havia ódio entre eles naquele momento.
- Mas nós somos os apanhadores do time. – respondeu o garoto.
Harry passou o lado esquerdo da taça para a garota segurar, e juntos,
levantaram-na, ganhando o campeonato de quadribol de Hogwarts. O resto do time
pulou então para cima dos dois apanhadores e tomaram a taça nas mãos,
gritando e festejando a última partida dos grandes jogadores que formaram o
mais vitorioso time da Grifinória.
Rony não conseguiu se segurar e, no meio de toda aquela confusão, tomou
Hermione nos braços e a beijou apaixonadamente. Mas ninguém reparou, já que a
alegria era geral.
Dumbledore chamou Ametista num canto e disse:
- Parabéns. Eu fiquei realmente impressionado com a sua atuação.
A garota abraçou o avô e acabou sujando ligeiramente a veste azul-clara
do homem de sangue. Surpreendentemente, Snape apareceu ao seu lado.
- Eu nunca pensei que eu pudesse torcer contra a minha própria Casa, mas
eu consegui hoje. – disse o bruxo, arriscando um sorriso para a garota, que
riu.
- Admita Severo, a Grifinória é bem melhor do que a Sonserina!
- Também não exagere Ametista. – retomou o professor a posição
austera e fria, mas a garota sequer ligou.
Harry aproximou-se e puxou Ametista para o lado. Snape ficou vigiando
curioso.
- Você me substituiu muito bem, Dumbledore – disse o garoto. – Mas
é claro que nunca chegará aos meus pés.
- Muito obrigado Potter. Eu sei que sou muito boa mesmo! E cuidado,
porque eu posso roubar sua posição no ano que vem!
Tanto Harry quanto Ametista caíram na risada. Ao terminarem, Harry
estendeu a mão para a garota, que apertou com força.
- Parabéns. – disse Harry, apertando ainda a sua mão.
Ametista abriu mais um sorriso, ainda maior que o outro e, de forma surpreendente, aproximou-se de Harry e deu um beijo em sua bochecha esquerda. Harry corou imediatamente e Ametista soltou a mão dele, saindo para continuar a comemorar com o resto do time.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
Lupin e Arabella relembram a idéia do teste entre Ametista e Harry. Agora, os dois alunos têm de se preparar para todos os desafios e obstáculos que encontraram naquele labirinto mágico. Mas, o quê acontecerá quando um dos professores agir estranhamente?
Quem completará o teste até o final? Descubra em "O DUELO"
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