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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
A estátua imponente de Salazar Slytherin trazia nas mãos um cajado, que transformou-se numa velha conhecida nossa: Nagini - a cobra de estimação de Voldemort. Ametista ficou paralisada e em estado de choque por alguns minutos, fazendo Harry e Lupin pensar que ela havia morrido. Mas não. Ainda não.
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CAPÍTULO DOZE – O RETORNO
DE VOLDEMORT
Passadas duas semanas, os alunos
começavam a juntar o dinheiro para horas na Dedosdemel ou na Zonko's. A chegada
da visita a Hogsmeade realmente melhorava o astral em Hogwarts. Os professores
começavam a ajeitar os preparativos para a festa do Dia das Bruxas, que cada
vez mais se aproximava. Hermione e Rony já haviam combinado a detenção com
Lupin, onde na semana seguinte, teriam de guardar a estufa número cinco antes
da transferência da Mortalha-Viva. Quanto à detenção de Ametista e Harry, o
professor havia escolhido que os alunos ajudariam na arrumação dos
preparativos para a festa do Dia das Bruxas. A varinha de Ametista ainda estava
em poder de Lupin e a garota usava a antiga. Ás aulas de Poções estavam sendo
dadas por Arabella.
Na manhã daquela sexta, todos acordaram cedo. O frio não havia dado
sequer um descanso. Na verdade, estava mais frio que todos os outros dias. O
trem já estava preparado e as economias dos estudantes já no bolso de seus
casacos. Na torre da Grifinória, a agitação era grande. Hermione estivera
tendo muito trabalho em diminuir a expectativa dos alunos do terceiro ano. Rony
agora conversava com Dino num canto da sala comunal, enrolando o cachecol no
pescoço. A Profª. Minerva entrou pelo quadro da Velha Gorda e comunicou que
deveriam se reunir no salão principal dali quinze minutos. Hermione, apontando
para seu broche de monitora, empurrava os maiores através do quadro. Pouco
tempo depois, todos os alunos reuniam-se no jardim de Hogwarts. Rony procurava
Harry, mas não o achava. Até que topou com Lupin.
- Ah! Bom dia, professor. – disse o garoto aborrecido.
- Não está animado com a visita a Hogsmeade? – perguntou.
- Sim, estou muito – respondeu ainda em tom desanimado. – Onde está
Harry?
O professor afogou uma risada.
- Presumo que esteja muito cansado, Rony. Mas, logo ele e a Srta.
Dumbledore estarão aqui. – respondeu e foi em direção ao grupo de mestres.
E Lupin estava certo. Antes de embarcarem para Hogsmeade, lá estavam
vindo devagar Harry e Ametista. Pareciam zumbis. Hermione e Rony sabiam que os
amigos haviam trabalhado até muito tarde. Os dois se aproximaram e juntaram-se
ao resto, subindo no trem. Dividiam um vagão Harry com um pesado casaco
vermelho, apoiado em Hermione adormecido, Rony, Gina, Neville e Ametista,
dormindo com a cabeça apoiada no vidro. O cachecol azul escuro da menina servia
como um travesseiro. Perto de Hogsmeade, os amigos os despertaram.
- Harry, até que horas vocês ficaram arrumando o salão? – indagou
Neville, saindo do trem.
- Até tarde, muito tarde. – respondia o garoto, em meio a bocejos.
- Acho que não foi nem um pouco divertido para os dois. – comentou
Rony em baixo tom com Hermione, já que os dois jovens não suportavam ficar
juntos.
Passaram primeiro na Dedosdemel, já que nem Harry ou Ametista haviam
tomado café. Rony saiu com toneladas de sapinhos de chocolate, seus preferidos.
Gina encontrou o tal amigo do quarto ano e deixou a turma. Harry observou e
sentiu corar-se. Neville, em compensação, pegou uma carta de bruxos escondido
e foi detido pelo dono da loja. Depois, os quatro amigos decidiram andar pela
Zonko´s. A loja nunca estivera tão cheia. Todos andavam se empurrando,
tentando achar um espaço confortável. Uma bruxa mais esperta fazia os objetos
voarem pela cabeça de todos. Até que a caixa de uma gosma amarela caiu em cima
de uma aluna da Lufa-Lufa, que fez um escândalo.
Bem mais tarde, os alunos dirigiam-se para o Três Vassouras. Viram
Madame Rosmerta no balcão conversando com Hagrid. O gigante estava com as
bochechas vermelhas e gargalhava sem parar.
Conseguiram uma mesa bem no canto do bar de bruxos e a bruxa se
aproximou.
- O que vão querer? – perguntou, suspirando.
- Quatro cervejas amanteigadas. – pediu Rony rapidamente.
- Saindo... – disse a garçonete, deixando a mesa.
- Mas então – dizia Rony. – Que detenção chata!
- Eu não consigo mais ver nenhum tipo de abóboras gigantes na minha
frente! – reclamava Harry, que havia passado o dia passado inteiro ajudando
Hagrid na colheita das abóboras.
- Aposto que não sente as mãos! – disse uma voz irritante, em tom de
ironia.
A silhueta de um menino alto e magro apareceu, seguido por dois bem
maiores, com aparência de trasgos.
- Vá arranjar coisa melhor para fazer, Malfoy! – disse Rony nervoso.
- Não, não. Prefiro ficar aqui me divertindo com a conversa fútil
entre vocês. – respondeu sarcasticamente, fazendo Rony ficar corado de raiva.
Draco observou as sacolas da Dedosdemel e da Zonko´s ao lado do garoto
ruivo e disse:
- Tudo isto, Weasley! – espantou-se. – Potter andou te emprestando
uns trocados?
Rony levantou e ficou encarando Draco. Crabbe e Goyle postaram-se mais à
frente do garoto loiro, em posição de defesa.
- Até quando você vai precisar se esconder atrás destes trasgos? –
enfrentou Hermione.
- Cale a boca, sua sangue-ruim! – esbravejou Draco, com o sangue
subindo no cérebro.
Rony aproveitou a deixa de espanto dos amigos de Draco e meteu um soco na
cara do estudante da Sonserina, que caiu no chão. Harry levantou rapidamente e
segurou os braços de Rony, que praticamente espumava de ódio.
- Nunca mais diga isso! – repetia para o garoto loiro caído no chão.
Logo, as cabeças de três professores apareceram. Enquanto Arabella
levantava Draco do chão, Hagrid olhava para tudo impressionado e Lupin
procurava apurar o que havia acontecido.
- O que foi isso? – ordenou uma explicação o professor.
Harry, Rony e Hermione começaram a gritar, tentando explicar, juntamente
com Crabbe e Goyle. Lupin mandou todos calarem a boca e pediu que Ametista o
explicasse, já que havia apenas assistido.
- Nós estávamos aqui conversando e o Malfoy chegou com estes dois, nos
importunando. Tirou sarro da família de Rony, do Potter e chamou a Mione de
sangue-ruim. O Rony se irritou e bateu nele. – disse a garota calmamente.
Depois de algum tempo, onde Rony e Draco fuzilavam-se com os olhos, Lupin
acalmou a situação e tirou dez pontos das duas casas. Madame Rosmerta trouxe
as quatro cervejas amanteigadas e os ânimos acalmaram-se novamente.
- Sabe, eu acho que ele não é feliz. – disse Ametista de repente em
quase um sussurro.
- O que? – indagou Rony, voltando ao estado de nervoso.
- É, não me leve a mal, mas eu acho que com o pai que ele tem, mesmo
que quisesse, não conseguiria ser bom.
Ou mesmo feliz.
- Você só pode estar de brincadeira conosco! – dizia Harry espantado.
- Eu não estou falando com você! – respondeu Ametista grossamente.
– Ele deve fazer o que pai manda. – voltou-se para Rony e Hermione.
Harry lançava um olhar fatal a garota que dava alguns goles na sua
cerveja amanteigada. Neste momento, o Três Vassouras estava lotado. Os
alunos invadiam sem pedir licença, querendo uma cerveja amanteigada, procurando
um calor que somente a bebida poderia proporcionar naquele frio. De repente, um
jovem homem, de cabelos claros e olhos penetrantes, uma jovem mulher, baixa e
bonita, e um homem mais velho, um pouco encurvado entraram no bar. Andavam entre
as mesas, como se estivesse a procura de alguém ou algo. Vestiam roupas negras.
Era visível que Madame Rosmerta ou qualquer professor não gostava da presença
dos três.
- Quem são eles? – perguntou Hermione, interrompendo a possível
discussão entre Ametista e Harry.
Harry reparou então que os três bruxos que acabaram de entrar no bar
agora vinham em sua direção. Encolheu-se no banco timidamente. O mais velho
prontificou-se e disse:
- Sr. Potter? – indagou ao menino, que confirmou com a cabeça. – O
senhor tem conhecimento de...
O senhor ia dizendo quando Lupin interrompeu-o.
- Tenho certeza de que não há necessidade de interrogatórios aqui –
o homem virou-se para o mestre. – Dumbledore não gostaria nada que vocês
estivessem pressionando o garoto fora de Hogwarts, fora de seus olhos e ouvidos.
– terminou Lupin com a voz ponderada.
O homem estreitou as pálpebras, como se medisse o professor.
- Não estou interrogando ninguém, Sr... – dizia o velho, indagando o
nome do mestre.
- Lupin. Prof. Lupin. – repetiu.
- Oh! – suspirou o velho. – O professor de Defesa Contra a Arte das
Trevas. Sei muito sobre o senhor. Sei também que é o guia da neta do diretor.
– deduziu rapidamente.
- Presumo que o senhor saiba mais da minha vida que eu mesmo possa saber.
Mas não importa, os alunos estão descansando agora, não é hora ou momento
para interrogatórios. – disse Lupin com sutileza.
O velho bufou e depois observou todos os presentes na mesa. Virou para
Rony e disse:
- Filho de Arthur, acho eu. Os cabelos denunciam.
Rony permaneceu calado. Depois passou o olhar em Hermione, mas nada
disse, e depois encarou Ametista.
- Poderia estar enganado, mas conheço estes olhos de longe – falou o
velho encarando a garota. – A neta de Dumbledore possui características
marcantes como o avô, porém há aquilo que a diferencia de todos... – ia
dizendo o homem em tom ameaçador quando Lupin o interrompeu de novo.
- Creio que não será preciso descrições presunçosas também. Espero
que o senhor esteja satisfeito. – disse o professor, o expulsando.
- Vamos embora agora – ordenou o velho aos dois jovens. – Nos
encontraremos em breve.
Os três deixaram o bar, suas vestes negras abrindo em confronto ao
vento. Harry ia perguntar quem eram os indivíduos que ali estavam há pouco,
mas Lupin apenas respondeu:
- Logo vocês saberão quem são eles. – e deixou-os ali, cheios de
perguntas.
Antes de saírem de Hogsmeade,
Harry percebeu uma movimentação estranha. Tinha a nítida impressão de que
alguém os seguia.
- Mione, você tá percebendo alguma coisa estranha? – perguntou Harry
disfarçando, enquanto Ametista andava mais à frente com Rony.
- Que coisa?
- Tá vendo aqueles três ali? – e apontou para os três mesmos bruxos
de vestes negras.
- Muito estranho. Quem serão eles?
- Não sei. Mas eu acho que estão nos seguindo. – comentou Harry.
- Acho que não, deve ser só sua impressão. – dizia Hermione.
Logo embarcaram de volta a Hogwarts. A maioria subiu para as suas salas
comunais e quartos, para se prepararem para o jantar de Dia das Bruxas. Rony
aproveitou para jogar uma partida de xadrez com Harry, enquanto Hermione e
Ametista foram para o quarto, tomarem banho.
- Você acha que eles têm alguma coisa a ver com o Ministério, Rony?
– indagava Harry, no meio do jogo.
- Claro, ele conhecia meu pai. Você viu que ele disse que era seu filho
com certeza. Deve conhecer Percy também – respondeu Rony. – D5. – disse e
seu cavalo comeu o peão de Harry.
- É, pode ser. Que droga! O Lupin não devia ter interrompido o velho
naquela hora, já que ia acabar me perguntando algo. – resmungou Harry.
- Sei lá, mas o importante é que o jantar estará delicioso! – disse
Rony faminto.
- Eu tive um trabalhão para ajudar Hagrid com aquelas abóboras... –
dizia Harry quando Rony o interrompeu.
- A Ametista deve ter trabalhado como um cão também.
Harry cerrou os olhos de raiva.
- Coitadinha – debochou raivoso. – Eu realmente estou com muita pena
dela! Tomara que tudo esteja horroroso lá embaixo! – desejou Harry com ódio.
Rony levantou as sobrancelhas.
- Aconteceu alguma coisa ontem?
- Tudo pode acontecer quando aquela garota está por perto! E3. – e a
torre de Harry derrubou o bispo de Rony.
O amigo deu uma risada.
- Não adianta Harry. Você nunca vai me vencer em xadrez – zombou
Rony. – Xeque-mate!
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Após três horas, os alunos começavam
a descer para o salão principal. Pirraça estava postado diante da porta do salão.
Tinha um chapéu laranja na cabeça, com uma pena amarela na ponta.
Segurava bolas coloridas e tinha a feição suspeita. Harry e Rony iam entrando
no salão quando uma bola azul caiu na frente deles, interrompendo o caminho.
- Adoro os alunos da Grifinória, são os mais esquentados! – berrou
Pirraça, em meio a gargalhadas forçadas.
Harry fez uma careta e continuou andando. O fantasma então derrubou mais
um punhado de bolas. Rony pegou a sua varinha e apontou para Pirraça.
- Deixe-nos passar! – gritou.
- Não, não. Seus irmãos brincaram comigo, então está na hora de
brincar com a família Weasley também. – respondeu o poltergeist,
jogando mais bolas.
Hermione apareceu com Ametista e gritou ao fantasma:
- Talvez o diretor possa pará-lo, já que está vindo aí com o Barão
Sangrento!
Pirraça parou com as bolas e disse a monitora da Grifinória:
- Não acredito, Minerva Dois! – e deu uma risada.
Rony e Harry viraram-se para a garota, que sacudiu a cabeça em tom de
reprovação. Logo entenderiam porque a menina não havia ficado nervosa ou
chateada. Pouco depois, Dumbledore apareceu acompanhado do fantasma da
Sonserina, o Barão Sangrento.
- Vamos Pirraça! Não chateie os alunos! E deixe-nos passar ou mando o
Barão Sangrento dar algumas aulas de boas maneiras a você. – disse
Dumbledore em tom de deboche.
O fantasma se arrepiou e saiu do caminho. Todos se juntaram e entraram.
Dumbledore abraçou a neta e seguiu para o salão principal. O grupo ficou
realmente impressionado com a decoração. Nada era igual. Havia as abóboras
gigantes de Hagrid suspensas no céu sombrio do teto do salão, morcegos de
diferentes tipos e tamanhos davam as caras no teto, nos arranjos de mesas, nas
paredes, em todos os lugares. Faixas pretas e roxas decoravam as paredes e as
janelas, sem contar no leve nevoeiro de Feitiço Arrepiante que o Prof. Flitwick
havia ensinado para Ametista. A garota estava muito satisfeita, assim como o avô,
que a parabenizou com um beijo no rosto.
- E ainda tinha gente que ficou torcendo para isso sair um fracasso. –
insinuou a garota metida a Harry, que ficou vermelho de raiva.
A mesa dos professores já estava tomada. Lupin, Hagrid e McGonagall eram
os mais animados. Esbanjavam sorrisos a todos que os olhavam. Harry notou que a
Profª. Figg estava com a expressão misteriosa e sombria. Algo diferente estava
no ar, não era mais aquela mulher que o salvou da Sala Amaldiçoada com tanto
carinho. A turma sentou-se à mesa da Grifinória e o diretor anunciou o começo
do banquete de Dia das Bruxas. Ametista observava tudo com os olhos brilhando de
felicidade, mas mudou quando olhou para a mesa dos professores. Hermione
percebeu.
- Qual o problema? – perguntou carinhosamente.
- Severo ainda não voltou. Nem deu notícias... – disse Ametista
desanimada.
Hermione ainda não conseguia entender muito bem como a amiga poderia ter
consideração com um homem como aquele.
- Logo ele estará de volta... – respondeu em consolo.
- Eu espero. Ainda não tive aquela conversinha com ele – dizia a
garota, que parou quando os seus olhos encontraram os do cão negro postado ao
lado de Lupin. – Aquele cão tem algo de errado. Eu acho que ele não gosta de
mim. – disse a Hermione.
- Como assim? Siri..., quero dizer, - embaralhou-se Hermione. –
Snufles?
- É, o cachorro do professor Lupin. Toda vez que eu chego perto dele,
acabo recebendo um belo rosnado.
Hermione deu de ombros. Todos comiam lentamente e aproveitavam muito os
pratos feitos pelos elfos domésticos. Os doces eram os mais variados e
gostosos. Pareciam ter vindo todos da Dedosdemel. Fred e Jorge conversavam
animadamente com Olívio e Lino. Harry e Rony sabiam que logo iriam aprontar
algo. Estavam muito inquietos. Quase no final, perto da meia-noite, Fred e Jorge
levantaram-se e começaram a atacar comida nos alunos da Lufa-Lufa. Eles
reclamaram, mas nada fizeram. Os mestres olhavam sem tomar nenhuma atitude. Porém,
a confusão se instalou quando Jorge jogou um belo pedaço de bolo de morango em
Draco Malfoy. O sonserino levantou-se e jogou mais na mesa da Grifinória. Logo,
todos os alunos estavam fazendo uma boa guerra de comida. Minerva ia
levantar-se, mas Dumbledore segurou seu braço, deixando que os alunos
aproveitassem. Algumas pessoas corriam do salão principal para suas torres.
Gina foi atingida por um grande pedaço de torta de maçã, jogado por Draco. A
garota olhou para o menino, que deu uma risadinha marota, mas logo tomou um
grande gole de suco de maracujá, que foi jogado por Olívio. Gina saiu correndo
para o banheiro das garotas. Harry e Rony viram, mas nada fizeram.
Quando a guerra estava em seu ponto alto, onde até mesmo Lupin entrara
na brincadeira, uma luz invadiu o salão principal. Uma luz forte e esverdeada
iluminou todos os cantos. Então se ouviu um emaranhado de gritos aterrorizados.
Harry, Rony, Hermione e Ametista pararam de repente e procuraram a origem dos
gritos. Logo perceberam e desesperaram-se também. No teto do salão principal,
havia um grande crânio composto por estrelas de esmeralda, onde no lugar de sua
língua havia uma cobra. Era realmente assustador.
- A Marca Negra! – berrou Ametista assustada.
Os alunos no salão corriam para suas torres malucos. Os monitores
seguiam seus passos enquanto os professores e Dumbledore saíam do salão. Os
mestres pararam ao lado dos quatro amigos.
- Srta. Granger siga para a torre da Grifinória! – ordenou Minerva.
- E vocês três venham comigo! – gritou Dumbledore a Harry, Rony e
Ametista.
Hermione deixou os amigos e
seguiu para a torre da Grifinória, enquanto os três seguiram os mestres. Todos
desciam rapidamente as escadas até a grande porta de carvalho.
- Ametista, qual o encanto que você trancou as portas? – indagou o
diretor um pouco aflito.
A garota destrancou a porta e foram para fora do castelo. Então viram a
caveira conjurada no céu estrelado. Era horrível. McGonagall tampou a boca em
sinal de desespero. Lupin olhava sério para a Marca Negra, enquanto Arabella
fazia o mesmo. Dumbledore tinha a expressão aflita pela primeira vez em relação
a Voldemort. Harry reparara nisso e ficara intrigado. Somente então lembrou de
Gina.
- Rony, a Gina! Onde ela está? – perguntou
Harry.
- Não sei, mas por que?
- Você sabe como ela fica apavorada em relação a Voldemort!
- Não diga esse nome! – pediu Rony.
- Ela foi para o banheiro das meninas. – respondeu Ametista séria.
Harry saiu correndo em uma atitude protetora. Enquanto isso, o diretor de
Hogwarts andava de um lado para o outro. O cão começou a latir enlouquecido.
Dumbledore parou e olhou para o cachorro calado. Ficou encarando-o por um bom
tempo, até que disse a Rony e Ametista.
- Podem subir para a sua torre. Não há mais nada que se possa fazer. E
por favor, não se desesperem. Vocês já sabiam que isso iria acontecer mais
cedo ou mais tarde. – disse Dumbledore calmamente.
Rony e Ametista voltaram para o castelo então. Rony ia subindo as
escadas para a torre da Grifinória quando Ametista parou. A garota tocava no próprio
corpo como se estivesse sentindo falta de algo. Virou-se para Rony e disse:
- Vai indo na frente, eu acho que esqueci algo lá dentro.
- O que? – perguntou o garoto ruivo.
- Minha varinha. Não é exatamente a minha, mas é a única que eu tenho
por enquanto.
Rony deu de ombros e subiu para a torre. Na sala comunal, a confusão
estava instalada. Os alunos estavam agitados e assustados. As garotas gritavam
histéricas, enquanto os garotos supunham que aquela era a volta definitiva do
Lord das Trevas, deixando todos mais apavorados ainda. Rony encontrou Hermione
sentada numa poltrona em frente à lareira, enrolando uma das mechas do cabelo,
pensativa. Rony sentou-se ao seu lado.
- Como estão as coisas?
- Tensas. – respondeu em quase um sussurro, sem olhar para Rony.
O amigo percebeu que algo estava errado.
- Mione, você está bem? – indagou receoso.
- Acho que sim. – respondeu Hermione, em um soluço.
- Você está chorando? – perguntou Rony espantado.
A garota nada respondeu. Rony levantou sua cabeça e viu que a menina
estivera chorando, os olhos estavam ligeiramente vermelhos.
- Eu disse que ele viria atrás de nós, eu disse! – disse ela em meio
a soluços.
- Calma – disse o garoto. – Mione, nós vamos dar um jeito. Esqueceu
que eu e o Harry prometemos que nada iria acontecer? Fique calma! – pedia
Rony, tentando animar a situação de desespero, que ele também sentia no
momento.
Hermione voltou a chorar e Rony a abraçou carinhosamente, tentando
protegê-la. Sentiu o coração bater mais forte e beijou o cabelo da garota.
Algo diferente havia acontecido, mas que não sabia explicar. Só queria que
aquele momento durasse para sempre.
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Enquanto isso, Ametista voltou ao
salão procurando a varinha. Encontrou-a em baixo da mesa da Corvinal. Quando se
levantou, deparou com o crânio esverdeado estampado no teto do céu do salão.
Somente então reparou que a cobra que saía da boca do crânio, formando sua língua
era familiar, conhecida. Ouviu um sibilo bem baixinho, que dizia:
- Bem-vinda ao império do Lord das Trevas, seu futuro mestre.
A garota arrepiou-se e achou que estava ouvindo coisas. Procurou sair
logo do salão principal e seguir para a torre da Grifinória. Entretanto, algo
em sua mente disse que deveria seguir outro caminho. Uma vontade enorme tomou
seu coração e a garota seguiu para o banheiro feminino.
- Preciso saber, preciso. – dizia a si mesma enquanto andava.
Durante esse tempo, Harry correu até o banheiro feminino. Sabia que Gina
havia ficado muito traumatizada desde os acontecimentos em seu primeiro ano em
Hogwarts. Sabia que ainda receava uma vingança de Voldemort. Bateu na porta três
vezes e perguntou se havia alguma garota ali. Ninguém respondeu. Harry abriu
então a porta e entrou devagar. A luz esverdeada iluminava todo o banheiro.
Olhou a sua volta, mas não havia ninguém. Avistou as portas dos boxes e viu
que em uma havia uma sombra diferente. Aproximou-se e parou em frente da porta
semi-aberta. Foi abrindo lentamente até encontrar o corpo de uma garota
encolhido na parede. Era Gina, os cabelos denunciavam. Estava soluçando e com a
cabeça abaixada entre os joelhos.
- Gina? – indagou Harry baixinho.
A garota nada respondeu, apenas soluçou um pouco mais alto. O garoto
abaixou-se e parou em frente da garota agachado.
- Gina? Sou eu, Harry. – tentou o garoto novamente.
Desta vez deu certo. A menina levantou a cabeça e olhou dentro dos olhos
verdes de Harry. Seus olhos castanhos diziam a quem quisesse que estava
apavorada. Além de estarem fortemente vermelhos, a expressão de medo exaltava
em seu rosto.
- Está tudo bem, agora. Eu estou aqui. – dizia Harry.
- Ele voltou! – gritava ela apavorada. – Ele voltou e vai se vingar
de mim, e de toda a minha família!
- Não, ele não vai, Gina. Eu não vou deixar!
Gina parou de soluçar e ficou olhando para o amigo impressionada. A
coragem de Harry em enfrentar sem medo nenhum a verdade e a crueldade de
Voldemort era incrível. Sentiu um calor e percebeu que estava corada.
- Mas isso não vai dar certo! Ele está mais forte e eu sei disso. A
minha família tenta me esconder isso, mas eu sei, eu não tenho mais onze anos
como tinha quando tudo aconteceu!
- Eu sei disso, Gina. E eu digo que, mesmo que ele esteja mais forte, não
deixarei que nada aconteça com sua família, com você.
Harry disse isso e levantou. Estendeu a mão para Gina, como se a garota
precisasse de ajuda para levantar. A garota arrumou os fios de cabelo ruivo como
fogo e pegou na mão de Harry. Sentiu uma onde de calor intenso invadir seu
corpo e levantou-se. Harry por um segundo sentiu o mesmo.
- Escute Gina. Eu não vou deixar que nada aconteça com vocês. Eu já
prometi isso a Hermione e estou prometendo para você agora. Nem que eu tenha
que morrer para defender todos vocês.
Quando Harry dizia isso, Gina estava muito próxima dele. Havia acabado
de se levantar e se desequilibrou um pouco, ficando bem próxima ao rosto e ao
corpo do garoto. Ficaram durante um momento apenas se olhando, medindo cada centímetro
do outro. Pela segunda vez, Harry sentiu uma vontade enorme de ficar mais perto
o possível do corpo de Gina, assim como havia sentido quando empurrou Ametista
contra a parede, impedindo que Lupin a visse, quando foram para a Sala Amaldiçoada.
Gina sentia calafrios e ficava cada vez mais corada. Sabia que se algo deveria
acontecer, seria ali, naquele instante, longe de seus irmãos, longe dos olhos
invejosos de suas supostas amigas, longe de Voldemort, longe de tudo. Cada vez
mais eles se aproximavam e sentiam o calor emanar de seus corpos. Quando estavam
bem próximos, ouviram a porta da frente do banheiro bater com violência.
Assustaram-se e Harry largou Gina, indo até a porta, procurando ver quem estava
os espionando. A única coisa que conseguiu ver foi o final de um longo cabelo
castanho. Gina parou atrás dele, curiosa.
- Quem era? – indagou com uma voz trêmula.
- Não sei. – respondeu Harry ainda olhando para os lados, a procura de
alguém.
- Harry, acho melhor voltarmos para a torre da Grifinória. Podem dar por
nossa falta. – disse
Gina, com um forte arrependimento.
- É, é melhor. – concordou Harry, saindo do banheiro juntamente com
Gina.
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Na torre da Grifinória, a
maioria dos alunos já tinha subido para seus quartos. Permaneciam na sala
comunal ainda Olívio e Jorge, jogando uma partida de Snap Explosivo, querendo
esfriar a cabeça; Fred e Angelina que sentaram numa mesa bem escondida; e Rony
e Hermione, conversando sobre o último aparecimento da Marca Negra no céu.
Logo, a luz verde que iluminava a sala foi diminuindo, mas não desapareceu por
completo. De repente, Ametista entrou na sala comunal correndo e subiu para o
quarto sem dizer nada a ninguém. Olívio reparou e ficou preocupado. Hermione e
Rony ficaram perdidos.
- Que será que aconteceu? – indagou Rony a amiga.
- Não sei, mas eu vou descobrir. – respondeu Hermione, deixando Rony
sentado na sala comunal.
Pouco depois, Harry entrou na sala comunal acompanhado por Gina. Rony
levantou-se e foi em direção a eles.
- Onde vocês estavam? Ficamos preocupados. – disse o garoto ruivo.
Harry e Gina começaram a gaguejar, procurando uma boa resposta, já que
sabiam que haviam demorado por causa da tensão que havia sido criada entre
eles.
- Foi difícil convencer Gina a vir comigo. – respondeu Harry com
pressa.
- Sei... – respondeu Rony desconfiado.
- E onde está Hermione? – perguntou Harry.
- No quarto... – ia explicando Rony quando Gina se despediu e foi para
o quarto.
- Boa noite, meninos.
Harry e Rony sentaram na lareira. Rony então continuou explicando
lentamente.
- Então, como eu ia dizendo, a Hermione estava super mal quando eu
cheguei aqui. Você deve se lembrar quando ela chorou com medo do Você-Sabe-Quem,
quando estávamos vindo para cá.
- Lembro.
- Então, ela estava chorando, ainda está com muito medo, sabe?
- É, a Gina estava bem mal também.
- Mas o mais estranho foi a Ametista.
- A Dumbledore? Por que? – indagou Harry curioso.
- Ela entrou aqui faz uns cinco minutos correndo e não falo nada com
ninguém. Foi direto para o quarto. – disse Rony.
E então Harry percebeu. Deveria ter sido Ametista. Mas não havia porquê
ser ela, já que o ódio entre os dois era tão grande que não havia motivo
para aquilo.
Hermione parou em frente da porta do dormitório. Estava fechada. Bateu
uma vez e ninguém respondeu. Entrou e encontrou o dossel da cama de Ametista
fechado. A luz esverdeada quase sumia em contraste com o azul do dossel da cama
da menina. Hermione podia ouvir um ligeiro soluço. Aproximou-se e abriu o
dossel devagar.
- Eu quero ficar sozinha! – exigiu Ametista a amiga, em tom choroso.
- Eu não vou sair daqui enquanto você não me contar o que acontece com
você. – respondeu Hermione em tom mandão.
- Pois você vai ficar aí até amanhã então.
Hermione sentou-se na ponta da cama. Ametista estava deitada de costas
para a amiga, encolhida.
- Ametista, que foi que aconteceu? – insistiu a monitora.
A neta de Dumbledore nada respondeu. Hermione bufou. Ametista levantou-se
de repente e sentou na cama. Olhou a volta e viu que Lilá e Parvati, que
dividiam o quarto com elas estavam dormindo feito pedras.
- Eu não entendo o quê aconteceu. – disse baixinho.
- Como assim? – não entendeu Hermione.
- Eu vi alguma coisa que não queria. – disse Ametista em quase um
sussurro, em meio a soluços.
- O que foi que você viu?
- Isso não importa – respondeu ríspida. – O que importa é que eu já
estava desconfiada e algo me disse para ir até lá. Quando cheguei, vi algo que
preferia não ter visto. Mas eu não
deveria estar me importando.
- E isso tem a ver com quem?
- Já disse que não importa! – levantou o tom de voz grosseira. –
Agora, me deixe dormir. – e Ametista virou para o lado.
Hermione ia levantando da cama, quando a garota falou pela última vez
baixinho.
- E não comente nada com ninguém, muito menos com os meninos.
Hermione saiu do quarto curiosa. O que será que Ametista havia visto?
Chegando na sala, viu Harry e Rony sentados no grande parapeito da janela da
sala comunal, conversando.
- Que ela tem? – perguntou Rony.
- Disse que... – aí Hermione lembrou-se do pedido da amiga. – Disse
que não estava muito bem e que precisava subir depressa. Só isso. Ela estava
quase dormindo.
- Ah... – disse Rony, quase num resmungo.
- Foi só isso mesmo, Mione? – indagou Harry, desconfiado.
- Foi – respondeu Hermione naturalmente. – O que vocês estão
fazendo sentados no parapeito? – resmungou no tom que ela usava quando dava
alguma ordem.
- Minerva Dois – dizia Rony irritado. – É que nós percebemos que o
Dumbledore e os outros ainda estão lá fora. – e Rony apontou para o jardim
de Hogwarts. Dava para ver nitidamente os mestres Lupin, McGonagall, Hagrid e
Arabella, o diretor Dumbledore e um homem a mais.
- Sirius? – espantou-se Hermione.
- Exatamente. Ele se transformou aqui na escola. – disse Harry, que
parecia surpreso também.
- Foi por isso que o Dumbledore mandou eu e a Ametista subir para cá
quando o cachorro começou a latir. O Sirius não pode se transformar na frente
da Ametista. Ela ainda não deve saber.
- Mas é loucura! E se algum aluno vê e sai por aí dizendo que Sirius
Black está como um animago aqui em Hogwarts! – esbravejava Hermione em tom de
extrema censura.
- Bom, de acordo com o que nos falaram e com o que nós contamos a você,
Mione, logo o Sirius terá um julgamento justo e será reabilitado. – lembrava
Harry animado.
- Mas não se esqueça que ainda
– e ela frisou bem. – o Sirius é um foragido tido como muito perigoso e
traidor pelo mundo bruxo. Até mesmo pelo Fudge e garanto que por todo o Ministério
da Magia. – dizia Hermione preocupada.
- Gente, isso não importa agora.
Eu queria é saber o que eles estão conversando, isso sim! – dizia Rony.
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No jardim de Hogwarts, os mestres
conversavam nervosamente. Era clara uma discussão entre Sirius e Lupin.
- Não adianta vocês ficarem discutindo! – esbravejou Dumbledore
impaciente. – Não é hora de pensar nisso! O importante é que Voldemort está
de volta e precisamos impedi-lo!
- Pois eu tenho a solução rápida para nossos problemas! – gritava
Sirius em quase um latido. – Eu acho que deveríamos dar o quê ele quer, pois
somente assim ele nos deixará em paz!
- Sirius, você sabe que não é apenas isso que ele quer! – retrucava
Lupin. – Ele quer Harry também! E Pedro nos quer também! E tenho certeza que
se puder, Voldemort mata à todos nós como vingança por termos escondido isso
por tanto tempo dele!
- Eu não me importo com o que possa acontecer a mim ou àquela pessoa!
Eu só quero que ele deixe Harry em paz! – berrava Sirius.
- Controle-se Sirius. – pediu Minerva ponderada.
- É fácil para você falar assim porque afinal, não é do seu sangue,
não é? – gritava Lupin.
Sirius e Lupin estavam agora cara a cara. Parecia que ia estourar uma
guerra ali. Hagrid se pôs no meio dos homens, pedindo calma.
- Nisso, eu lamento Sirius – dizia Dumbledore. – Mas Lupin tem razão.
Você diz isso porque não é alguém de quem tem carinho. Você não se
importa, pois ainda se sente traído. Tudo bem, mas veja que estamos falando de
um ser humano.
- Eu já disse que não me importo! – gritou mais um vez Sirius.
- Perdoem-me, mas eu acho que tenho a solução. – disse uma voz seca
em meio a confusão. – Devemos nos acalmar hoje e discutir isso em uma reunião
com as pessoas certas.
- Explique-se melhor, Arabella. – disse McGonagall.
- Acho que devemos convocar uma reunião, um conselho com todos os
membros mais importantes neste momento de nervosismo. Nós não poderemos tomar
a decisão do que fazer.
Todos pararam por um momento, pensativos. Dumbledore se prontificou e
disse aos companheiros.
- Amanhã eu mandarei cartas a todos os membros do Conselho da Magia e iremos nos reunir. Enquanto isso, vigiem todos os passos deles. Não deixem que saiam do castelo sem a minha permissão ou de algum professor.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
Bruxos e bruxas invadem Hogwarts. A idéia de Arabella dera muito certo e as mentes velozes e espertas destes experientes defensores da paz criam uma entidade secreta.
Descubra quem são eles em "A ORDEM DA FÊNIX"
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