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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
É
no famoso e escondido píer de Godric’s Hollow que Ametista revela todos os
seus sentimentos por e para Harry. E descobrem-se completamente apaixonados um
pelo outro. E que ligação é essa entre eles?
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CAPÍTULO
SETE – ÁRTEMIS FIGG
O relógio deu oito badaladas. Andando de um lado para o outro, Sirius sentia-se
com as mãos atadas diante do sumiço de Harry e Ametista. Se eles estavam aonde
imaginava que estariam, estremeceu temeroso com o que viria adiante. O homem
observou longinquamente os outros três hóspedes jantarem calmamente no jardim
do casarão, a luz do luar. A noite de verão estava tão deslumbrante quanto a
manhã. Sirius andou em círculos mais uma vez pela sala e parou a frente do
espelho no hall entre a cozinha e a sala principal. Viu-se com a expressão
preocupada e enrugada. Pela primeira vez, Sirius reconheceu que estava
preocupado com Ametista, e não com Harry. Uma lembrança ecoou em sua mente...
Repentinamente, ouviu o barulho da porta ser fechada. Caminhou até a
sala e colocou-se na penumbra, sem que fosse visto. Assistiu o afilhado e
Ametista derem mais alguns passos, as mãos entrelaçadas e pararem diante da
escadaria. Antes de a garota subir, Harry puxou-a levemente para o degrau abaixo
e beijou-a, com um sorriso nos lábios. Ametista desvencilhou-se rapidamente do
jovem e subiu as escadas de costas, olhando persistentemente para Harry. Ele
permaneceu sorrindo até que ela desaparecesse por completo.
- Harry... – chamou Sirius em baixo tom.
O jovem virou-se para o padrinho. Sirius tinha um estranho brilho nos
olhos. Harry não conseguiu definir muito bem. O garoto chegou mais perto da
penumbra onde Sirius localizava-se. Estava trêmulo.
- Sirius, eu não... bem, nós não...
Harry bem que tentou explicar o que Sirius acabara de ver, mas o homem
simplesmente levantou a mão direita no ar e pediu que o afilhado se calasse. O
bruxo arriscou um sorriso e estendeu a mão na direção do tórax de Harry. O
garoto estendeu a mão igualmente e apertou-a firmemente. Sirius puxou-o para si
e abraçou-o carinhosamente. Harry suspirou aliviado.
- Nós...nós estamos namorando, Sirius. – disse Harry finalmente.
A mesma expressão indecifrável mantinha-se no rosto do bruxo. Assim
como o brilho em seus olhos azuis.
- Você está feliz, Harry?
Harry hesitou em responder, mas tinha de ser sincero. Sirius parecia
muito como um sonho que tivera há alguns meses, em que dizia ao seu pai que
estava namorando Cho.
- Foi o melhor presente que alguém poderia me dar – explicou, agora
ele com os olhos brilhantes. – Eu realmente gosto dela.
- Você está apaixonado? – voltou a indagar o homem.
- Estou... – respondeu o garoto quase num suspiro.
- Então, eu só vou te pedir uma coisa, Harry, meu afilhado – disse
Sirius, num tom tão sério que Harry nunca havia visto. – Cuide dela. Se você
realmente gosta de Ametista, cuide dela. Cuide da minha filha.
Harry observou o homem aumentar o brilho em seus olhos e afastar-se para
o andar de cima. O jovem ficou observando-o estático. Sirius parecia agir como
um verdadeiro pai. Estava temeroso por ser o primeiro namorado da filha, mesmo não
admitindo que ela fosse. Harry não teve muito mais cabeça para ficar ali e
apenas dirigiu-se aos fundos, ansiando que aquele sentimento que tomara conta de
Sirius naquele momento não fosse passageiro.
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Fechou a porta em suas costas e
encostou-se nela, suspirando. Talvez, nunca tivesse tanta certeza de alguma
coisa como tinha agora. Imaginar-se sem ele poderia ser tão cruel e temido.
Ametista caminhou até sua mala e abriu-a lentamente. Encontrou uma caixa
escondida por baixo de alguns pergaminhos. Lá estavam seu álbum de fotografias
e o espelho de comunicação de Lupin, virado do lado contrário.
Uma coragem despertou de seu coração e agarrou com força o objeto. O
espelho circular foi virado em sua direção e Ametista observou atentamente seu
reflexo. Uma névoa formava-se às suas costas dentro do espelho. Rapidamente,
fechou os olhos e tornou o espelho para o chão, guardando-o em seguida.
Sentiu-se fraca no instante seguinte por não conseguir enfrentar seu medo.
Pensou no homem e viu-se contanto para ele a notícia: ela havia dado uma chance
a Harry, a ela mesma.
Levantou da cama e abriu a porta novamente, sentindo o quarto quente.
Voltou para a mala e pegou o álbum. Sem pensar, viu-se abrindo na última página
e encontrando os rostos de sua mãe e de Sirius Black. Ambos sorriam. Ametista
franziu a testa ao observar a cena. Ouviu um barulho e tornou-se para a porta.
Foi quando o encontrou.
Sirius estava parado entre os batentes da porta, estático. Ametista
levantou-se da cama e caminhou para mais perto do homem. Em sua mente, ecoavam
inúmeras vozes, mas a que tinha mais destaque era a dele: “Eu amaldiçôo você e a essa criança pelo resto da minha vida! Eu não
sou mais seu marido, ou o pai desse bebê! Eu desejo tanto que Ametista não
tivesse nascido! Desejo que tivesse morrido! Pois eu não teria de carregar
tamanho desgosto! Eu te odeio mais que tudo! Você e Ametista!”.
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Uma
leve brisa agitava os cabelos negros e lisos de Arabella quando Harry chegou no
jardim e encontrou-os jantando. Prisma colocara a mesa de jantar do lado de
fora, abaixo das estrelas. A temperatura amena ajudava a aliviar o forte calor
que fizera durante o dia.
Sirius ferveu-se por dentro e sua face ficou vermelha. Jurou para si
mesmo que se controlaria diante de Ártemis, mas se ela provocasse-o mais uma
vez, ele perderia a cabeça facilmente. Voltou o olhar para a porta lateral,
onde se encontrava o banheiro. O chuveiro já havia sido desligado. Arabella
deveria estar devastada. E, imaginar que aquela mulher já fora tão ligada a
ele e a sua família.
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Todos prontos? – chamava Arabella ao pé da escadaria. Sirius estava ao seu
lado, lançando olhares maliciosos a todo o momento. Arabella empurrou-o
ligeiramente quando viu os jovens carregando suas malas para o andar inferior.
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Ametista
acordou com um estrondo em sua porta. Abriu os olhos vagarosamente e encontrou
Harry adormecido ao seu lado. Ela suspirou e levantou-se, dirigindo-se até a
porta. Sua visão cruzou a de Hermione.
Sirius temeu enfrentar o olhar da garota, mas persistiu e encarou-a
fortemente. Ametista viu os olhos de Harry brilharem ao olhá-la. Ele estava
feliz.
- Eu estou feliz por vocês. – completou Ametista, soltando um sorriso
fraco para Arabella e Sirius.
O bruxo segurou a respiração. Harry sorriu no mesmo segundo e abraçou
a namorada acanhadamente, dando um beijo em sua bochecha direita. Aquela era
provavelmente a primeira demonstração de carinho entre Harry e Ametista para
Hermione, Rony e Arabella. Parecia que todos estavam contentes com a notícia.
- Vocês não vão acreditar como eu estou feliz em ouvir isso! –
festejou Harry. – Agora, eu tenho uma verdadeira família!
Todos riram, Ametista mais timidamente. Então, a garota, após o almoço,
levantou da mesa e dirigiu-se para sua cabine novamente. Fechou a porta as suas
costas e encarou a janela. A paisagem era bela. Campos, flores, rios. Tudo
poderia ser visto daquela janela. Ametista aproximou-se devagar e soltou um
suspiro amargurado.
- Você já sabia? – ouviu alguém lhe perguntar.
Tornou-se para a porta e observou Sirius Black carregar uma expressão séria
e apavorada ao mesmo tempo.
- Eu desconfiei... – arriscou, respondendo em tom baixo. – Po...posso
fazer só uma pergunta?
Sirius franziu a testa, curioso. Era a primeira vez em que conversavam
calmamente, sem ninguém por perto.
- Claro. – respondeu incerto e temeroso.
Ametista encarou-o demoradamente. E indagou ao final:
- Você ainda ama a minha mãe?
O bruxo desfranziu a testa e Ametista notou que seus olhos tinham uma
certa ternura quando ele respondeu:
- Eu nunca poderia esquecer sua mãe.
A jovem entendeu o que ele quis dizer e sentiu seus próprios olhos
observarem-no com uma certa afeição.
- Obrigada. – foi tudo que conseguiu responder.
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O trem foi diminuindo sua
velocidade lentamente, até parar. Arabella observou da janela de sua cabine a
pequenina estação de Saint-Pierce. Feita toda de tijolinhos e delicadas
estruturas de ferro, a parada naquele vilarejo não poderia ser mais receptiva.
O entardecer poderia ser visto com clareza assim que todos pisaram no
concreto do piso da estação. Arabella respirou fundo e sentiu um aroma de café
penetrar em suas narinas suavemente. A França carrega um clima totalmente
diferente do resto da Europa. Os parisienses eram apaixonantes e a suculenta
alimentação era de deixar qualquer um boquiaberto. Porém, não estavam em
Paris. Aquele vilarejo trazia características inglesas de longe. Saint-Pierce
fora à cidade escolhida pelos grã-bretanhos viverem ou passarem suas férias
no país do amor.
- Onde estamos? – indagou Rony curioso.
- Estamos em Saint-Pierce – respondeu Arabella alegremente. – Aqui
temos predominância de ingleses. Acho também que foi por isso que Ártemis
resolveu morar aqui. Seu francês nunca foi um dos melhores, mas acho que agora
deve estar um pouco mais correto... – divagou, seguindo para fora da estação.
Com os jovens e Sirius em seu encalço, pegaram dois táxis – bruxos,
logicamente – e seguiram para a morada da irmã mais velha de Arabella. As
ruas eram feitas de paralelepípedos, largas e acolhiam diversas casas, todos no
mesmo estilo, o gótico. Hermione estava fascinada com cada detalhe daquela
cidadezinha até o táxi parar a frente de uma estrutura distinta.
Todos saíram dos veículos e os jovens chocaram-se. Estavam diante de
uma estrutura magnífica. Um palácio construído ao meio da cidadezinha
destacava-se sobre as casas singelas no melhor estilo inglês. Um portão alto e
em estilo clássico cercava, junto de grades tomadas por trepadeiras, a grande
estrutura. O palácio era rodeado por gramados, composto por três torres baixas
e grandes janelas pontudas em toda sua extensão. De coloração negra, a magnífica
construção era imponente e montava uma bela paisagem junto ao sol quase posto.
- É...é aqui? – gaguejou Hermione impressionada.
Arabella tornou seu rosto para os jovens e sorriu:
- Ártemis fez questão de comprar este castelo. – brincou divertida.
Enquanto Sirius carregava as malas com um feitiço de levitação,
Arabella aproximou-se do portão de entrada e agitou sua varinha, fazendo três
círculos seguidos. Uma luz roxa saiu do objeto e abriu lentamente o portão. Os
jovens seguiram Arabella por um caminho fechado por roseiras brancas e
lamparinas amarelas. Hermione e Ametista estavam maravilhadas com tanta beleza,
enquanto Rony e Harry riam das garotas.
Pararam diante das portas duplas de madeira maciça. Arabella tocou duas
vezes a ponta de sua varinha na maçaneta e a porta principal abriu-se igual ao
portão. De súbito, um elfo doméstico apareceu como num passe de mágica e
cumprimentou-os:
- Boa tarde, minha senhorita – disse o elfo, vestindo um pano qualquer
negro e com a voz esganiçada. – A senhora Figg está a sua espera.
Arabella agradeceu e virou-se para os jovens. O elfo correu até Sirius
e, estalando seus dedos, fez as malas sumirem subitamente. Desapareceu para
dentro do palácio novamente, fazendo Rony e Harry rirem curiosos. Elfos domésticos
eram todos iguais, seja na Inglaterra, seja na França.
Entretanto, foi Arabella dar o primeiro passo para dentro do castelo que
alguém a surpreendeu.
- Bellinha, meu amor! – ouviram uma voz gritar.
No minuto seguinte, Arabella estava sorrindo e sendo abraçado fortemente
por um homem pouco mais novo que Sirius, mas incrivelmente belo. Da altura de
Arabella, o homem possuía cabelos muito escuros e olhos estranhamente negros.
- Sean! Você continua o mesmo! – disse a mulher, dando uma boa olhada
no homem, que sorria.
- E você permanece bela como sempre. – completou, piscando para a
bruxa e mandando um beijo no ar para ela.
Harry franziu a testa, confuso e ciumento. Sirius postou-se
repentinamente ao lado da mulher e abriu um sorriso ameaçador para o homem.
- Olá, Willen! Como você está indo?
O homem soltou Arabella no mesmo segundo e lançou um sorriso tímido
para Sirius. Na verdade, era mais um sorriso atemorizado.
- Sirius! – surpreendeu-se Sean. – Estou indo muito bem, e na
realidade – foi dizendo, rapidamente. – eu fiquei muito contente que você
foi solto, Azkaban deve ter sido horrível, não é mesmo?!
Os jovens viram Sirius abrir um sorriso largo e estender a mão direita
para Sean. O homem sorriu igualmente e apertou a mão do padrinho de Harry
alegremente.
- E eu imagino que continua solteiro, certo? – suspeitou Sirius,
piscando seu olho esquerdo marotamente.
- E você acha que eu me renderei a uma garota apenas?! Mulheres são
minha perdição, Sirius! E – Sean abaixou o tom para bem perto de Sirius. –
a única que realmente poderia me seduzir é minha própria prima!
Arabella soltou uma risada e deu um tapa nas costas de Sean. Os homens
riram, e a bruxa conseguiu finalmente concentrar a atenção de Sean para os
jovens.
- Sean, estes são Ronald Weasley, – Rony arriscou um aceno. – Harry
Potter – o jovem sorriu acanhadamente para Sean, que acenou. – E estas são...
- Não! Não! Espere, Bellinha! – interrompeu-a Sean, aproximando-se de
Hermione e Ametista, pegando as mãos das garotas e beijando-as. – Quem são
as belas garotas?
Harry franziu a testa e Rony ficou com as orelhas vermelhas. Sirius e
Arabella riram baixinho.
- Esta é Hermione Granger – “Belíssima!”, disse Sean. – e esta
é Ametista Dumbledore. – “Não preciso perguntar quem é sua mãe, seus
olhos são tão magníficos quanto os de Hariel!”, interrompeu Sean.
Ametista corou ligeiramente. Arabella aproximou-se dela e sussurrou em
seu ouvido:
- Sean sempre achou sua mãe a mais bonita das garotas...
A neta do diretor de Hogwarts riu e observou Harry encará-la sério.
Ametista deu de ombros, espertamente.
- Crianças – os quatro jovens fizeram caretas insatisfeitos. – Este
é o meu primo, com ar de conquistador, Sean Willen.
O homem fez uma reverência debochada que recordou nos jovens as
brincadeiras de Fred e Jorge. Em seguida, Sean levou-os até a sala logo à
frente do palácio e todos se chocaram com a grandiosidade da residência. Havia
uma escadaria diante deles, que se dividia após alguns degraus em duas e
definiam as alas Leste e Oeste do castelo.
- Sean, onde está...
Porém, antes de Arabella terminar a pergunta, ouviu passos sobre a
escadaria e todos se viraram para uma figura alta, postada ao meio dos degraus.
- Irmã. – foi apenas o que a mulher disse, seriamente.
Descendo a escadaria, podia-se ver a incrível semelhança da mulher com
Arabella. Mais alta que a irmã, possuía cabelos negros assim como os de
Arabella, mas apresentavam ligeiras ondas. O rosto era fino e acompanhava a
linha esguia de seu corpo, delineado por certas curvas num conjunto de camisa
azul e calça negra. De fato, algumas ligeiras rugas poderiam ser vistas no
rosto da mulher, que mantinha uma expressão séria.
- Sejam bem-vindos a minha casa – disse a mulher, o tom de voz mais
marcante e seco do que o de Arabella. – Sou Ártemis Figg.
A mulher estava bem mais perto agora, e podia notar uma certa amargura e
dureza nos traços de seu rosto. Harry notou algo, então, que o fez esquecer
qualquer coisa: ela possuía olhos violeta. Seu globo ocular era circundado por
uma fina linha azul e então, ele tornava-se violeta até encontrar a negra
pupila.
Arabella arriscou um sorriso para a irmã, que se aproximou e abraçou-a
friamente. Depois, Ártemis encarou Arabella atentamente.
- Quase cinco anos, Bella – disse a mulher secamente. – Por que não
estou surpresa em vê-la tão jovem? Você não envelheceu nada!
Hermione trocou um olhar rápido com Ametista. Ambas haviam percebido que
havia um tom maldoso na fala de Ártemis. Arabella estava séria igualmente
naquele momento.
- Ártemis, estes são Ronald Weasley, Hermione Granger, Ametista
Dumbledore e Harry Potter.
Ao serem apresentados, Ártemis acenou com a cabeça leve e
elegantemente.
- Acho que Sean poderá mostrá-los seus aposentos – disse a mulher no
mesmo tom aos jovens, lançando um olhar ameaçador ao primo. – Depois de
acomodados, gostaria que descessem para o jantar.
Pela primeira vez, Harry viu a mulher arriscar um sorriso
amistoso. Sean tomou a frente e chamou os jovens para si. Após subirem a
escadaria, o primo de Arabella levou-os até a divisão direita dos degraus. Já
no corredor, Sean virou-se para eles, apertando as mãos.
- Esta é a ala Leste. Os garotos ficam no primeiro quarto e as garotas
no terceiro, certo? – disse, ainda estralando os dedos nervosamente.
Harry não deixou de reparar, assim como Rony.
- Você está bem, senhor Willen? – indagou Rony acanhado.
Sean levantou seus olhos para Rony e sorriu.
- Claro...claro! – respondeu gaguejante. – Primeiro, meu nome é
Sean. Senhor Willen? – brincou, fazendo uma careta. – Assim parece
que eu tenho oitenta anos, sabem! – os quatro riram timidamente. – Segundo,
quero que sintam-se em casa. Tudo que quiserem fazer, falem comigo. – frisou,
indicando com a cabeça que estaria saindo.
Após Sean deixá-los para trás, os jovens entreolharam-se.
- Ela é estranha... – disse Hermione primeiramente.
- Ela me dá arrepios! – resmungou Ametista.
- Será que ela lê as nossas mentes também? – indagou Rony hesitante.
- Eu espero que não, eu não gostei nem um pouco dela. – disse
Ametista, franzindo as sobrancelhas, junto de Hermione, que mordia o lábio.
- Ela não tem nada a ver com a Arabella! – reparou Rony. – Apesar de
que os olhos dela são bem mais bonitos do que o da sua madrinha, Harry...
Mas Harry não estava ouvindo. Havia algo de muito estranho naquela
mulher. Ártemis Figg despertou algo nele que não podia explicar. Deveria haver
alguma coisa. Sua mente ainda estava concentrada em seus belos olhos violeta e
na sua expressão de amargura. Acontecera algo de muito sombrio com aquela
mulher, algo que definitivamente não fora o mesmo para Arabella.
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- Então... eles foram realmente
loucos o bastante de te inocentarem, não é mesmo, Black? – insinuou Ártemis,
com um sorriso provocante nos lábios.
- E os franceses foram estúpidos o bastante em te deixarem aqui depois
de tudo? Corajosos... – respondeu Sirius raivoso.
- Ao Ministério você pode alegar o que quiser, mas eu não acredito.
Você não me engana...
- A sua irmã ou ao Sean, ou mesmo a toda França você pode enganar, mas
eu também não acredito em uma palavra que sai dessa sua boca!
- PAREM! – ouviram um grito e tornaram-se para Arabella. A mulher tinha
o rosto vermelho e a respiração irregular. – Eu sei que vocês dois nunca se
deram bem, mas, por favor, não discutam na minha frente! Ou na frente das crianças!
Ártemis lançou um olhar intimidante a Sirius, que cerrou seus olhos
azuis. Antes de subir a escadaria, junto de Arabella, Sirius sussurrou no ouvido
de Ártemis:
- Você nunca o mereceu.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
Veremos pessoas muito inesperadas na casa de Ártemis. Isso depois de um passeio sensacional no qual Rony terá um encontro nada agradável. E há ainda a volta para uma chuvosa Saint-Pierce. Harry pareceu gostar bastante do temporal... E aí...vocês já sabem quem são os hóspedes inesperados? Ou com quem Rony irá se encontrar?
Agite-se
em "HÓSPEDES INESPERADOS E ROUPAS COLADAS"
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