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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Godric’s
Hollow trás, de fato, inúmeras lembranças para Sirius, Arabella, Prisma e
Ametista. É no casarão dos Black que há a misteriosa Bacia de Pandora, a qual
provoca uma nova leva de emoções entre Ametista e Harry, que acabam se
beijando. E como será o dia seguinte?
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CAPÍTULO
SEIS – O PÍER DE GODRIC’S HOLLOW
Despertou
com dificuldade. A claridade atravessando a cortina prateada a fez lutar para
abrir os olhos. Ouviu uma agitação no cômodo logo a sua esquerda. Levantou-se
com dificuldade e caminhou até o banheiro. Notou através da porta nebulosa que
o homem lavava seu cabelo.
- Já acordado? – indagou Arabella sonolenta.
- Não consegui ficar na cama com o cheiro de café. Senti saudades de
Prisma...
Sirius estava terminando seu banho quando percebeu a porta do box ser
aberta e Arabella juntar-se a ele. O bruxo sorriu.
- Você sentiu saudades dessa casa, Sirius! Dessa atmosfera... – disse
a mulher concentrando seus olhos em Sirius num modo sedutor.
- Da atmosfera Black? – supôs divertido.
- O que posso dizer? – brincou Arabella. – Acho que eu também estava com saudades desse ar tão tradicional dos Black.
- Sua família nunca resistiu muito ao encanto da minha, não é?
Arabella sorriu. Sirius estava fazendo piadas logo de manhã sobre algo tão
sério como aquele. Isso era definitivamente estranho, fora do comum. Mas, ela não
estava pensativa o bastante para não se deixar levar por mais um beijo daquele
homem. Ao final, ela empurrou Sirius contra a parede suavemente e perguntou:
- Você pode brincar com tudo isso, mas você não pode brincar com
Ametista. O que você irá fazer?
Sirius bufou impaciente e abriu a porta do box irritado.
- Por que você sempre faz questão de cortar o clima, Bella?! –
aborreceu-se o homem. – Eu não vou fazer nada, só fui sincero ontem à
noite!
- Não, você não foi! – Arabella cruzou seus braços. – Sirius,
deixe isso de lado pelo menos por um momento! Você sabe que daqui para frente,
vocês terão de conviver juntos.
Sirius balançou a cabeça em negação.
- AH! Esqueceu-se de que Remo não estará mais em Hogwarts quando
voltarmos para lá?! Você o substituirá, você sabe disso!
O bruxo saiu do box, enrolou-se numa toalha branca estendida e bateu a
porta do banheiro. Arabella suspirou chateada. “E ainda iremos até a França...”,
pensou aborrecida.
Tomou seu banho rapidamente e envolveu-se num robe qualquer. Seus cabelos
estavam molhados e pingavam água enquanto ela saía do banheiro. Sirius estava
sentado na cama, preparado para o café. E pensar que aquele era ainda apenas o
segundo dia! Arabella aproximou-se da penteadeira e olhou-se no espelho.
- Eu sei que você quer evitar ao máximo falar nisso, mas...querendo ou
não, é a realidade – arriscou a mulher, caminhando até Sirius. – Agora
que o Remo está longe, você precisa tomar seu lugar, como ele tomou o seu um
dia.
Sirius suspirou.
- Eu ainda não preparado para as perguntas, Bella.
Arabella sorriu bondosa.
- Prisma comentou a eles ontem sobre Thomas...
O bruxo arregalou seus olhos para Arabella. Ela levantou uma das
sobrancelhas velozmente, deixando-o lívido.
- Preciso estabelecer algumas regras a Prisma.
- De que vai adiantar?! Nós aumentaremos a pilha de mentiras e segredos
em que vivemos todos esses anos, Sirius! Não vale a pena! Não mais! E, eu
espero que você não tenha esquecido, daqui a duas semanas estaremos na França.
Sirius nada respondeu e levantou-se da cama, dirigindo-se para fora do
quarto. Parou fora dele quando Arabella disse:
- Nós temos de contar para eles. Ou você prefere que eles saibam por
outras pessoas?
O homem tornou-se para ela e fingiu um sorriso, assim como Arabella. Ela
correu até ele e o abraçou, alcançando seus lábios em seguida.
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Hermione
estava envolvida em seu roupão quando Harry entrou em seu dormitório, a face
ligeiramente corada e a respiração irregular.
- Harry! – Hermione gritou, já que não estava vestida direito.
O jovem ficou mais vermelho ainda ao ver a amiga envergonhada.
- Desculpa, Mione – pediu meio sem jeito. – Você sabe onde está a
Ametista?
- Não, não sei. – respondeu exasperada.
Harry agradeceu e desceu a escada apressado. Hermione terminou de
arrumar-se, deixando sua cama em perfeito estado assim como as roupas que
vestira – seu pijama. Ao colocar o pé para fora de seu quarto, encontrou
Sirius parado a frente da penúltima porta do corredor. Ao mesmo tempo, Rony
saiu de seu dormitório e observou a cena.
Hermione cruzou seu olhar com o do jovem. Permaneceu paralisada,
observando os movimentos do padrinho de Harry. Rony ameaçou alcançar a escada,
mas a garota o impediu, indicando com seu braço o homem. Rony estranhou e
franziu a testa fortemente quando viu Hermione arregalar seus olhos incrédula.
Virou-se e viu-se arregalando os próprios olhos igualmente: Arabella e Sirius
estavam se beijando.
Imediatamente, Hermione soltou um gritinho. Rony ainda tentou fazê-la
calar, mas Arabella e Sirius já haviam percebido e estavam virando para olhá-los,
bisbilhotando-os. Rony não sabia o que fazer, apenas surpreender a todos.
Exatamente quando os adultos viraram-se para observá-los, Rony apertou Hermione
contra a parede e a beijou. No segundo seguinte, Arabella e Sirius suspiraram
aliviados, pensando que Hermione estava apenas surpreendida pela atitude de
Rony. Voltaram para o quarto.
Enquanto isso, Hermione sentiu-se perder a força que a mantinha em pé e
agarrou-se na camisa que Rony usava, puxando-o mais para si. Como fazia falta
aquele beijo! Mesmo que fosse por, talvez, um dia. Ele conseguia fazê-la
completa, sentir-se amada. Porém, Rony a soltou no momento em que ela começara
a aproveitar realmente aquele beijo.
Ao separarem-se, Hermione estava com os olhos arregalados, cheios de
pavor. Pavor por amar alguém dessa forma. Agora, ela tinha certeza que era
amor. Rony ajeitou sua camisa que ficara fora de eixo por causa de Hermione e
endireitou-se.
- Isso foi só para...bem...para disfarçar.
Hermione sentiu um balde de água gelada na cabeça. Rony engoliu em seco
ao notar, finalmente, o vestido que a garota usava. Era de um rosa claro com
detalhes brancos na gola e na barra da saia. Ela estava divina! E Rony
segurou-se para não beijá-la novamente. Era verão, nada mais natural que usar
um vestido para espantar o calor das vestes usuais.
- Claro, claro. – respondeu Hermione insegura, descendo as escadas
rapidamente.
Depois que a garota sumira de sua visão, Rony conseguiu desviar seu
pensamento por um segundo do corpo de Hermione. Estava recordando a cena entre
Arabella e Sirius. Sentiu uma vontade louca de sair correndo até seu melhor
amigo e contar-lhe o que descobrira. Mas, pensou melhor e achou mais sensato
conversar com a garota sobre como abordar o assunto para Harry.
- Ai, Rony! Você é um idiota! – disse para si mesmo, dando um leve
soco na testa, arrependendo-se de parar o beijo.
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Harry estava apreensivo assim que
terminou de descer os degraus da escada. A mansão de Godric’s Hollow parecia
ainda mais espetacular com a luminosidade daquela manhã de verão. A sala e
todos os outros cômodos do andar inferior estavam vazios. Seguiu para a
cozinha, onde encontraria Prisma, provavelmente. E, na dúvida, encontrou-a com
a cara no forno.
- Bom dia, Prisma. – cumprimentou Harry.
A elfo tornou-se rapidamente para o jovem e sorriu estranhamente. Ela
estava com um vestido verde dessa vez e seu avental estava ligeiramente
chamuscado. Harry segurou a risada.
- Bom dia, meu senhor Potter! Prisma acabou de finalizar o café da manhã,
senhor! Será servido lá fora, nos jardins!
A voz estridente da elfo entrava furiosamente pelos ouvidos de Harry,
fazendo-o friccionar seus olhos e disfarçar para não rir novamente. Harry
preferiu não perguntar mais nada ao elfo e caminhou para fora do casarão. Os
jardins estavam floridos, a grama cortada e as árvores imponentes como sempre.
No meio do âmbito, encontrou uma toalha de mesa enorme estendida sobre a relva,
cheia de diversas comidas, e a Bacia de Pandora, lembrando-se da noite anterior
com Ametista. Queria encontrá-la logo.
Foi quando algo chamou sua atenção. No céu, observou um ponto distante
deslocar-se velozmente em sua direção. Arregalou os olhos ao notar o objeto
crescendo até pousar a sua frente. Harry agitou as vestes e encontrou-a.
Ametista estava descendo de sua vassoura, a Firebolt Special, e trazia
nos lábios um sorriso.
- Nada como um passeio logo de manhã, não acha? – disse a garota num
tom calmo e alegre.
Harry sorriu. Ametista corou. Qualquer um que visse a cena de fora
poderia estar rolando de risadas no chão.
- Eu achei que seria mais gostoso fazermos o café aqui fora – e deu
uma olhada geral no jardim. – Estamos no verão, não é mesmo?
Harry ouvia a garota com atenção. Ametista calou-se. Pelo menos, pensou
ele, ela não estava chamando-o pelo sobrenome ou dizendo que tudo que passaram
na noite passada fora um erro. Harry resolveu arriscar-se e aproximou-se de
Ametista para dar-lhe um beijo, mas ouviram Prisma gritando com Rony, que havia
pegado algumas tortas de morango escondido. Ametista riu e lançou um olhar
carinhoso a Harry. O jovem sentiu-se arrepiar.
- Venham logo! – exclamou Rony, com duas tortas na boca.
Hermione estava ao seu lado, mantendo certa distância. Rony também
escolheu evitar o olhar da garota, concentrando-se no lugar. Caminhou até o
abismo e sorriu. As montanhas que cercavam a depressão estavam cobertas de
grama e o sol brilhava intensamente acima deles. Aquele era o primeiro despertar
em Godric’s Hollow. E não poderia ser mais magnífico.
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- Não há muito o...o quê fazer
aqui – dizia Sirius com a boca cheia. – É um vilarejo pacífico, o que
posso dizer?! – e soltou uma risada. – Eu passei bons tempos aqui, sabem?
Todas as minhas férias... Era muito divertido.
Estavam sentados ao redor de uma toalha floral estendida sobre a grama.
Prisma acompanhava-os dando palpites sobre a refeição e já havia arriscado
jogar-se pelo abismo duas vezes. Sirius estava calmo novamente e parecia não
confrontar com Ametista.
- Eu lembro daquelas férias no sexto ano – interrompeu-o Arabella. –
Sirius convidou todos nós para virmos para cá. É claro que Tiago já estava
bastante acostumado e acomodou-se bem antes que nós – e o pessoal riu em
conjunto. – Foi quando eles resolveram nos contar sobre toda a loucura dos
Marotos e Remo revelou seu segredo para Lílian e Hariel. Eu já sabia bem
antes, não é mesmo?! – provocou a mulher divertida.
- Bella leu a mente de Remo. Ele não gostou muito da idéia, tenho de
admitir, mas... – e todos riram novamente. – Aquelas férias foram
maravilhosas... – completava saudoso.
- Hum – disse Harry, chamando a atenção para ele. – Você também
é um animago, Bella? – indagou o jovem.
Arabella sorriu longamente.
- Não, não. Aliás, quando soube que este aqui – e apontou
para Sirius. – foi quem incentivou o Tiago e o Pe... – ela olhou para o
homem, que deu de ombros. – Pedro a se transformarem em animagos clandestinos
fiquei bem furiosa.
- Bella é exatamente como você, Mione – disse Harry, fazendo a garota
franzir sua testa. – Gosta de tudo certinho...
- EI! – resmungou Hermione.
- Mas acabei aceitando porque era para ajudar o Remo – completou a
madrinha, lançando um olhar carinhoso a Sirius.
Neste momento, Hermione e Rony trocaram um olhar. Lembraram-se do
ocorrido no corredor do andar superior. Prisma deu um pulo repentinamente.
- E na noite em que Prisma foi surpreendida?! – todos viram Sirius
encolher-se ligeiramente. – Disso o senhor não fala!
Os garotos trocaram olhares confusos. Arabella e Sirius desataram a rir.
Depois de recuperarem o fôlego, Sirius procurou explicar:
- Vocês já devem ter ouvido que eu e os garotos éramos terríveis! –
Rony e Harry já se olharam sorrindo marotamente. – Numa das noites, o calor
pegou pesado conosco e tivemos de arranjar alguma coisa para fazer – Arabella
resmungou alguma coisa que ninguém conseguiu ouvir em som de reprovação. –
AH! Bella, eu sei que você também adorou! – Arabella fez uma careta
infantil. – Resolvemos então, dar uma nadada.
- Nadada? – perguntou Hermione, segurando o riso.
- É. Há um lago aqui em Godric’s Hollow, mas você atravessa antes
uma caverna, é meio escondido – Rony e Harry interessaram-se. – Nós
arrastamos as garotas conosco – Arabella fechou mais ainda a cara. – e fomos
até o píer.
- Eles realmente me arrastaram! Literalmente! – reclamou mais uma vez a
mulher, fazendo Sirius rir mais ainda.
- Bom, vocês já podem imaginar o que aconteceu, não é? – instigou
Sirius. – Lílian quase se afogou – Harry arregalou os olhos. – Tiago por
muito pouco não afogou Pedrinho – todos se surpreenderam ao ouvir o tom do
bruxo. – por causa de uma brincadeirinha dele, Remo fez questão de subir numa
das pedras que tem perto do lago e jogou-se quase em cima dela – e Arabella
bufou. – E Hariel...bem, Hariel...
Ametista poderia jurar que estava quase abrindo um sorriso para Sirius.
Arabella o interrompeu.
- Hariel quase acabou o namoro de vocês naquela noite! – ela virou-se
para os garotos. – Sirius tem essa...essa mania de engraçadinho que quase
colocou tudo a perder...
Tanto Harry quanto Rony tiveram ao menos uma idéia do que Sirius havia
arriscado-se a fazer. Preferiram silenciarem-se.
- O que aconteceu foi que quando voltamos para cá – retomou o homem.
– Prisma estava começando a arrumar as coisas para o café da manhã
– Harry pegou-se imaginando alguns momentos daquela madrugada. – e nós
chegamos sem avisar... Bem, quase a matamos de susto! – e Sirius soltou mais
uma gargalhada.
Deram mais algumas risadas e Arabella estava falando novamente.
- Aproveitando a alegria de todos hoje, queria fazer um comunicado a vocês
– todos se viraram para a mulher. Sirius estava com os olhos arregalados de
pavor. – Nós não ficaremos muito tempo aqui.
Harry estranhou ao ver Sirius aliviar sua expressão.
- Daqui duas semanas estaremos indo para a França.
Arabella viu os olhos de Hermione brilharem e um sorriso abrir-se em seu
rosto.
- Nossa, França! É tão lindo!
- Mas, nós possuímos um propósito para ir até lá – olhos curiosos
dirigiram-se a ela. – Preciso rever a minha irmã.
- Irmã? Ela mora lá? – indagou Hermione animada.
- Há anos. Vocês vão conhecê-la...
Sirius procurou desviar sua mente da irmã de Arabella. Tantas coisas
aquela mulher poderia trazer a tona. E ele estava segurando seu instinto. Ele
faria aquilo apenas por Arabella. E, talvez, pelo seu próprio irmão também.
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Para o enorme desespero de Harry,
o casarão em Godric’s Hollow não parecia tão gigantesco quanto quando o viu
na primeira vez. E a cidadezinha, muito menos. Após cerca de nove dias, o jovem
não tivera sequer uma chance de ficar a sós com Ametista. Não puderam nem ao
menos conversar sobre o que acontecera nos jardins do casarão naquela noite.
Talvez fosse esta agonia que o fizesse perder a noção do tempo e
esquecer-se completamente do dia tão especial que estava por vir naquela manhã
ensolarada. Seus olhos estavam ainda fechados e sua mente estava em outro lugar,
muito distante dali. Seguia o sonho de Harry:
Porém, se ele esperava que aquele sonho continuasse, estava enganado.
Devagar, adentraram no quarto silenciosamente, Hermione, Ametista, Sirius e
Arabella. Rony já estava presente e fora chamá-lo.
- Ah! Não queria acordá-lo dessa forma – dizia Arabella bondosa. –
Ele parece tão feliz dormindo assim...
Realmente, todos notaram que o garoto trazia nos lábios um leve sorriso.
Um sorriso puro e satisfeito. Mas, Rony, sem dó nem piedade, apoiou-se na cama
do amigo e gritou em seu ouvido:
- FELIZ ANIVERSÁRIO!
Harry abriu os olhos no mesmo segundo e pulou da cama, sentando-se nela.
Estava ofegante e deu um soco leve no braço do amigo, que logo correu para abraçá-lo.
- Parabéns, Harry! Agora você já está velho, não é, meu amigo?! –
debochou Rony divertido. – Precisará de bengalas em breve!
Harry desvencilhou-se dos braços do amigo e observou Arabella voando
sobre ele. Antes disso, viu Prisma aparecendo na porta e puxando alguém para
fora. Não deu importância e aproveitou o abraço caloroso da madrinha.
- Parabéns, meu querido! – dizia Arabella, apertando o rosto de Harry
com as duas mãos, como se fosse um bebê. – Eu esperei tanto por este
momento, poder abraçá-lo no seu aniversário novamente!
O jovem, de agora dezesseis anos, pôde notar que Arabella estava prestes
a chorar, emocionada. Foi quando
Sirius puxou-a contra ele e acariciou seus cabelos negros rapidamente. O
padrinho de Harry aproximou-se do afilhado e sorriu longamente.
- Estou muito feliz, Harry... Feliz aniversário! – disse calmamente,
mas o garoto notou que ele estava tão emocionado quanto Arabella. Sirius
abaixou-se e sentou na cama do afilhado, abraçando-o fortemente, dando cascudos
na sua cabeça em seguida. – Já é um homem, hein!
Harry realmente não via diferença alguma em fazer dezesseis anos, mas
encarou aquilo como uma piada do padrinho. Foi a vez de Hermione aproximar-se
desajeitada, tentando desviar seus olhos do peito de Harry, que estava nu –
como um respeito ao amigo. Ignorou no momento seguinte ao vê-lo abrir um
sorriso tímido a ela e abraçou-o.
- Parabéns, Harry, você merece tudo de melhor... – dizia, aproximando
sua boca do ouvido dele e completando para que somente ele a ouvisse. –
Obrigado por tudo, tudo que passamos juntos nestes cinco anos.
O jovem não conteve a emoção que sentiu ao ouvir aquilo de sua melhor
amiga e deu um beijo em sua bochecha, como forma de agradecimento por todo o
apoio que ela havia dado a ele durante aqueles cinco anos. Hermione deixou
escapar uma lágrima e limpou-a logo. Ele sabia que ela não estava apenas
feliz, mas também chateada e ferida. Hermione e Rony mal se falavam naquelas
quase duas semanas em Godric’s Hollow.
Os presentes foram deixados ao pé de sua cama e Harry procurou com o
olhar os conhecidos olhos azuis que tanto passou a adorar. Ametista não estava
lá. Arabella cruzou seus olhos com os do afilhado e sorriu.
- Acho melhor deixarmos o aniversariante tomar um banho, não é mesmo?
– Harry sorriu em retribuição. Quando todos deixaram o quarto, somente
restou Arabella, a mulher retomou. – Hoje eu prometo que você poderá
conversar com ela, certo?
Harry franziu as sobrancelhas, fingindo estar confuso.
- Do que você está falando, Bella? – indagou meio gaguejante.
- Você sabe muito bem do que estou falando, meu querido – respondeu
carinhosamente a mulher, ainda com um sorriso. – Você poderá falar tudo o
que está sentindo para ela hoje.
Harry não tinha como negar algo a Arabella. Era como se estivesse
mentindo para a sua própria mãe. A mulher estava quase saindo do quarto quando
Harry disse:
- Como posso falar para ela o que eu sinto se não tenho nem certeza do
que eu realmente sinto? – indagou temeroso.
Arabella virou-se e olhou no fundo dos olhos dele.
- Você saberá, Harry. No momento certo, você saberá.
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O frescor do banho recém tomado
espalhava-se pelo quarto e seguia pelo corredor, envolvendo a casa com o perfume
do jovem. Harry terminara de vestir uma camisa verde e uma bermuda preta quando
se deparou com um papel dobrado sobre a sua cama. Já havia olhado seus
presentes e ganhara muitas coisas como um novo estojo para reparar sua Firebolt
de Hermione, milhares de chocolates de Rony e mais novas invenções de Fred e
Jorge, uma camiseta negra da Sra. Weasley – os suéteres devem ser apenas nos
Natais, pensava o garoto divertido – , uma coleção de fotos de seus pais e
amigos de Arabella e uma caixa comprida e fina de Sirius, onde dentro havia o
diploma de seu pai do Ministério da Magia quando se formara como um auror.
Decidira pendurá-lo na parede de seu quarto. Mas, não havia notado aquele
pergaminho.
Relutante, aproximou-se da cama e tomou nos dedos o papel. Abriu-o com
cautela e encontrou uma letra já conhecida. Sorriu no mesmo instante.
Harry sentiu-se arder de curiosidade e pavor. Então, ela estava decidida
a acabar com essa história hoje. E ele esperava estar pronto. Em seguida,
imaginou seu veloz diálogo com Arabella pouco atrás. Será que além de ler
mentes, ela conseguia prever o futuro? O garoto riu da própria piada e viu-se
apavorado. Era o momento e deveria lutar contra a ansiedade naquelas horas no
casarão de Godric’s Hollow.
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Prisma havia preparado um belo
banquete no almoço para os quatro hospedados. Sem contar que ela quase o matou
sufocado quando o abraçou, desejando um feliz aniversário. Sirius e Arabella
mantinham a emoção como de manhã e tentavam diminuir o clima de suspense que
se formava entre os jovens. Hermione e Rony não conversavam, mas ainda tentavam
manter um certo tom de respeito por ser aniversário do melhor amigo deles.
Entretanto, Harry sabia muito bem que aquilo não duraria muito tempo, já que,
como já dito, o aniversário é apenas um dia.
Perto das cinco horas, Harry contou sobre a carta de Ametista para sua
madrinha e ela permitiu que ele fosse ao seu encontro, desejando-lhe boa sorte.
Sirius havia ouvido a conversa igualmente e Arabella teve de agüentá-lo pelo
resto do dia ignorando-a. Mas, aquilo não importava naquele momento. Hermione
estava ciente do plano de Ametista e refugiou-se no quarto, junto a um livro.
Rony aproveitou a ausência do amigo e a permissão do mesmo, pegando sua
vassoura emprestada para voar. Precisava distrair-se já que sofria demais com a
falta dos abraços de Hermione. Ele não daria o braço a torcer.
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Encostado
nas rochas, Harry esperava ansiosamente por Ametista. Milhares de pensamentos
passavam por sua cabeça. E lembranças igualmente. A noite na sala comunal em
que acontecera o primeiro beijo entre eles, o surto de Ametista no dia seguinte
– ainda não explicado direito para ele – , a negação de ambos sobre o que
aconteceu, o novo beijo na ala hospitalar enquanto Ametista dormia,
recuperando-se do ataque de Lúcio Malfoy, o reencontro após aquela noite em
que eles se beijaram novamente, a negação dele sobre ela para a mesma,
deixando-a confusa. E, para finalizar, a noite no lago em que viram seu pai e
que nada acontecera, mas que reforçara a amizade entre eles, e a nova noite,
nos jardins de Godric’s Hollow. Harry tentava lembrar-se do toque de Ametista
em sua cicatriz, fazendo-a ferver furiosamente, quando ela apareceu em sua
frente.
Ametista estava ligeiramente ofegante. Parecia ter corrido para não se
atrasar em demasia. Ventava insistentemente naquela tarde, fazendo os fios do
cabelo de Ametista ficarem desgrenhados e sua saia ondular levemente. Harry
reparava em cada detalhe da garota desde aquela noite no jardim.
- Eu quero primeiro te levar num lugar, depois nós podemos conversar,
certo? – disse a garota ligeiramente ofegante.
Harry apenas assentiu com a cabeça. Estava nervoso demais para poder
falar alguma coisa. Seguiu a garota por onde ela ia, já que não conhecia
Godric’s Hollow como ela. Ametista guiava-o por algumas ruelas até chegarem a
uma mata. Harry franziu a testa, confuso.
- Você quer conversar no meio do mato? – supôs divertido, soltando
uma frase pela primeira vez naquele dia.
Ametista virou-se para ele e deu um sorriso. Em seguida, ela aproximou-se
dele e deu um soco de leve em seu braço esquerdo. Adentraram na mata lentamente
e ouvia-se apenas o farfalhar das folhas sacudidas pelos seus movimentos. Até
que chegaram na entrada do que parecia uma caverna. Harry deu dois passos para
dentro da caverna e ouviu o som de água bem longe. Olhou para Ametista, como se
pedisse uma explicação. A garota sorriu mais uma vez em tom debochado e pediu
que Harry fechasse os olhos.
- Que?!
- AH! Vamos lá, Potter! – provocou a jovem. – Eu não vou
fazer nada com você! Apenas feche os olhos.
Harry reparou antes de fechá-los o quanto aquela caverna poderia ser
bela. Suas paredes eram cobertas de cristais que brilhavam mais que a mais
brilhante estrela no céu. Logo após fechar suas pálpebras, sentiu um toque
suave em sua mão esquerda. Ametista estava pegando sua mão e puxando-o para
frente. Harry relutou. A garota aproximou-se dele vagarosamente e disse:
- Confia em mim.
Mesmo que ele não confiasse, não havia como dizer não àquela voz.
Ametista segurou sua mão com mais força e guiou-o para dentro da caverna. Após
alguns minutos, Harry sentia perder a noção do tempo e apenas aproveitar a
proximidade de Ametista. Sua pequena mão segurava a sua com tanta força que o
fazia lembrar de seu sonho daquela manhã. O toque delicado da garota era tão
esperado quanto um novo encontro com seus pais.
Pouco depois, o som das águas aumentava e logo Harry notou que não
pisava mais num solo irregular como o da caverna. Parecia pisar em tábuas
estreitas e ouvir apenas o canto de pássaros e o movimento aquático. Ametista
parou e paralisou o corpo do garoto. Em seguida, soltou a mão dele e disse para
abrir seus olhos.
- Feliz aniversário. – completou suavemente.
Harry arregalou os olhos diante de tanta natureza. Estava em cima de um píer
que adentrava sobre um enorme lago. Árvores rodeavam toda a extensão do lago e
montanhas envolviam-no igualmente. A água era cristalina e podia-se ver que o
sol estava perto de se despedir, escondendo-se atrás das colinas. Um sorriso
formou-se em seus lábios.
- Este é o píer de Godric’s Hollow – ouviu Ametista falar em seu
lado. – Era praticamente o único lugar em que eu podia andar aqui quando era
menor.
- Este lugar é lindo... – arriscou Harry.
Em seguida, tornou-se para Ametista e procurou alcançar seus olhos
azuis. A garota sorriu em tom preocupado.
- Acho que agora podemos conversar. – disse Harry matando-se de
curiosidade.
Ametista respirou fundo e caminhou até a ponta do píer calmamente sendo
seguida por Harry. Ela começou, finalmente:
- Eu acho que nós já adiamos esse assunto demais. Já está na hora de
conversarmos sobre isso.
Harry estava pensativo. Seu coração estava mais sereno do que
imaginava. Ametista, por sua vez, estava agitada por dentro.
- Eu evitei você todos esses dias – começou a falar, fazendo Harry
estranhar. – Talvez, eu tenha te evitado todos esses anos...
- Anos? – indagou Harry confuso.
- Eu sempre ouvi muitas coisas sobre você, Harry – ela falava agora
seu nome tranqüilamente. – Ouvi do meu avô, ouvi do Severo... Mas, eu sempre
me perguntava por que eu estava sempre querendo saber mais e mais sobre você.
Harry sentiu o coração começar a acelerar gradualmente.
- Quando eu recebi a carta de Hogwarts, ano passado, você não imagina
como eu fiquei! Eu...eu não sabia o que me esperava lá. A única coisa que eu
sabia era que meu avô havia me colocado na mesma casa em que Harry Potter
estudava – Ametista soltou algo parecido com uma risada. – Eu queria tanto
te conhecer! Você não tem nem idéia do que era ouvir um falando maravilhas de
você, e outro o recriminando até a morte...
- Não me espanta saber que o Snape sempre fez questão de acabar comigo.
– comentou Harry repentinamente.
- Foi quando eu tive meu último ataque – Harry sabia que ela falava
daquele sonho estranhíssimo que tinha. – aqui em Godric’s Hollow.
Os batimentos cardíacos de Harry aceleravam casa vez mais e de forma
insistente. Não tinha nem idéia de seria rejeitado ou se Ametista daria o braço
a torcer.
- Eu te conheci e decidi, por conta própria, te odiar... A voz de Severo
foi sempre tão mais forte do que a do meu avô...
- Você decidiu me odiar? – estranhou o jovem.
- Por fora, sim! Eu decidi fazer que te odiava! Digo, era tão mais fácil
aceitar que te odiava...
Harry sentiu-se extremamente confuso.
- Como assim? Pensei que fosse muito mais fácil gostar das pessoas, não
odiá-las...
Porém, o jovem não finalizou a frase. Ametista estava com os olhos
diretamente nele e, surpreendentemente, eles brilhavam.
- Foi depois do incidente na sala comunal – disse a garota, retomando.
– Eu tive um novo pesadelo e nele, eu pude ouvir o que o homem me dizia.
- E o que ele dizia? – perguntou Harry temeroso.
- Ele disse que nenhum daqueles que eu amava poderia me salvar... –
respondeu timidamente. – Somente hoje eu entendo o que ele queria dizer com
aquilo...
Harry ficou esperando ela concluir a frase, mas sabia que seu coração já
estava disparado há muito tempo. Tentava controlar a respiração com
dificuldade e concentrar-se não apenas nas palavras dela, mas guardá-las para
sempre.
- E o que você entendeu? – questionou indiscreto.
Ametista não tirava os olhos dos de Harry, eles brilhando cada vez mais.
Seu coração estava disparado igualmente.
- Ele sempre dizia uma série de nomes dessas pessoas que não poderiam
me ajudar – explicava lenta e nervosamente. – Mas eu nunca pude
distingui-las... – Harry franziu sua testa. – Só que naquela noite, eu ouvi
um nome. Só um – Harry apenas esperava, já sabendo a resposta. – E foi o
seu.
O jovem sentiu uma reviravolta furiosa em seu estômago. O novo turbilhão
de emoções faziam-no virar do avesso ao ouvir aquelas palavras.
- E eu fiquei com tanto medo... Eu não queria aceitar... Mas eu já
sabia – dizia tudo com muita dificuldade, ainda concentrando seus olhos nos
dele. – Eu já sabia que carregava alguma coisa diferente por você... Eu
sempre soube...
Harry, imediatamente, estendeu seus braços e tomou cada mão de
Ametista, ofegante. A garota calou-se diante da reação dele e notou a inconstância
de sua respiração. Sentiu-se arrepiar com o toque dele em suas mãos.
- O que...que você...você quer dizer com isso? – indagou Harry gago e
nervoso ao extremo.
- Eu não quis aceitar até sentir...até ter aquela sensação que você
também disse que teve no jardim naquela noite. Eu resolvi aceitar – ela
pausou, temerosa. – Aceitar que eu sempre gostei de você...
Harry não soube definir bem o que estava acontecendo naquele instante.
Ele ficou surdo e apenas viu os olhos azuis de Ametista intensificarem o brilho
magnífico que carregavam naquela tarde, quase noite. Foi então que entendeu a
conversa com Arabella de manhã. “Como posso falar para ela o que eu sinto
se não tenho nem certeza do que eu realmente sinto?”, “Você saberá,
Harry. No momento certo, você saberá.”
Ele sabia o que sentia por Ametista naquele exato momento. Harry sabia
que estava apaixonado por ela. Tão apaixonado que não conseguia enxergar nada
além dela. Sua vida vinha rodando em torno dela desde o ano anterior. E,
pensando como odiou a garota! Ali estava ela, dizendo que sempre gostou dele.
Harry não sabia bem como reagir. A única coisa que ele tinha certeza era dos
seus sentimentos por Ametista. Ele estava apaixonado.
Harry sequer imaginou alguma frase para ser dita a ela e tratou de soltar
suas mãos lentamente, não tirando seus olhos dos dela sequer por um segundo.
Seguidamente, depositou suas mãos ao lado de cada face da jovem e observou-a
atentamente. Se ele esperara tanto para sentir aquilo, ele não via a hora de
concretizar sua idéia. Sem pensar em mais nada, deu um passo, encostando todo
seu corpo no dela e não perdeu mais tempo. Roçou seus lábios nos dela e
viu-se beijando-a como em seu sonho: apaixonadamente. Porque era exatamente
assim que ele estava se sentindo.
Ametista amoleceu ao encontrar Harry beijando-a daquela maneira. Todo o
temor que guardara aqueles anos ao aproximar-se dele dissolveu-se e viu-se
colocando seus braços nas costas do garoto, abraçando-o mais e mais. Queria
ficar daquele jeito para sempre. Sentir que ele a adorava, dizer que estava
enlouquecida por ele, tocá-lo a todo o momento, beijá-lo até o fim de seus
dias.
Harry estava perdendo o ar novamente, mas nada o faria parar e mesmo que
Voldemort aparecesse naquele momento para interrompê-los – como sempre
acontecia – ele não pararia. Não deixaria que ela escapasse de seus braços,
queria fazer dela somente dele. Mostrar o quanto estava entorpecido pelo seu
perfume e quanto amava sândalo desde que a conhecera. Guiou suas mãos para a
cintura da garota e enlaçou-a ao senti-la colocar seus braços envolta de seu
pescoço e puxá-lo mais ainda para si. Estavam cheios de desejo e envolvidos
pelo amor que os guiaria dali por diante. O sentimento era indefinível e
inexplicável naquela altura. Os beijos já se prolongavam tanto que Harry
sentia Ametista segurá-lo mais fortemente com medo de seus joelhos vacilarem.
Sua cicatriz não doía, pela primeira vez, e sabia que era porque haviam
aceitado. Aceitado que seus destinos estavam entrelaçados desde que nasceram.
Mesmo que ligados pela desgraça, estavam unidos naquele momento pelo amor.
Vagarosamente, Harry foi parando o beijo, procurando recuperar o ar, e
assistiu-a abrir os olhos lentamente após o ato já terminado. Ametista trazia
nos lábios um meio sorriso, mas totalmente verdadeiro. Ainda abraçados,
encarando-se, Harry disse a ela, ligados pelo olhar que, provavelmente,
fora o primeiro motivo que os fizeram se gostar:
- Eu não estou, na verdade, eu venho gostando de você
desde quando o Malfoy te beijou... Eu...eu fiquei roxo de ciúme. Eu sabia que
você era só minha...
Harry viu Ametista alargar o meio sorriso com os lábios ainda fechados e
ela aproximar-se dele, tomando a iniciativa para um novo beijo. Harry encostou
seus lábios nos dela e desgrudou rapidamente. Tinha de completar seu pensamento
antes que o esquecesse por completo ao beijá-la. Ametista voltou a observá-lo
atentamente.
- Você disse que gostava de mim, certo? – disse Harry.
Ametista concordou com a cabeça, incapaz de dizer alguma coisa.
- Pois eu estou apaixonado por você, agora eu sei que estou...
Harry não teve muito tempo de terminar, pois já estavam envolvidos em
um novo beijo. O sol já havia se posto e as estrelas começavam a brilhar na
imensidão negra. Uma ventania mais persistente atingiu-os e fez os fios do
cabelo comprido de Ametista brincarem com a face de Harry. Eles ainda se
beijavam com tanta vontade e carinho que nada os faria parar. Os corpos estavam
quentes e unidos naquela troca de amor. Ainda não sabiam que era amor, mas em
breve descobririam que seus destinos, de fato, estavam ligados. Ligados para
sempre.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
A irmã de Arabella convida-os para uma estadia na França, onde conhecem a esplendorosa moradia de Ártemis Figg. Mas a irmã mais velha da madrinha de Harry é mais estranha do que parece. Aqueles olhos amargurados e violeta escondiam algo muito sério. Mas, não podemos esquecer do tão simpático e charmoso primo...
Suspire
e arrepie-se em "ÁRTEMIS FIGG"
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