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N/A: Eu queria agradecer imensamente a minha querida amiga, a Má,
ou a Lady Black, ou tantos outros apelidos que ela tem - meu anjinho da guarda e
aquela que faz as capas lindas das fics - que me deu uma grande ajuda com as
cenas de ação desse capítulo. Valeu Má!
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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Após
o primeiro contato de Ametista com Harry - em que resolveram sua briga - Severo
Snape é convocado para uma nova reunião com os seguidores de Voldemort numa
ilha do Pacífico. Porém, depara-se com o início dos planos do Lorde, em que
unira-se aos ciclopes, seres lendários que cederam sua ilha para acomodá-lo.
Agora, sua missão era encontrar os herdeiros dos Quatro Grandes de Hogwarts...
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CAPÍTULO DEZENOVE – OITO FUTUROS APRENDIZES
Dumbledore
pigarreou e ajeitou o óculos que insistia em escorregar de seu nariz. Snape já
havia deixado a sala do diretor e seguido seu caminho. Dando uma última olhada
no rosto apreensivo de Ártemis, calmamente, Dumbledore estendeu a mão até o
pergaminho e leu-o:
Dumbledore olhou fixamente nos olhos de Ártemis. A mulher parecia ainda
muito chocada. O diretor suspirou e perguntou:
- Há quanto tempo você está sem falar com a sua mãe, Ártemis?
A mestra de Defesa Contra a Arte das Trevas continuou com a postura
superior e carregando a preocupação nos seus olhos.
- Desde a morte de...
O diretor levantou a mão na hora em que Ártemis foi pronunciar um nome
querido. Dumbledore saiu de trás da sua mesa e passou os dedos carinhosamente
sobre a cabeça de Fawkes. A fênix parecia bastante agitada com a presença de
Ártemis, que abriu os lábios e disse:
- Alvo, eu não preciso de sua piedade, eu nunca precisei da ajuda de
ninguém, a única coisa que sempre precisei foi ele do meu lado. Muito bem,
arrancaram-no de mim, mas ainda assim, eu irei ignorar toda a minha mágoa e meu
ódio – disse Ártemis pausadamente, mas fria e seca. – Se isso é necessário
para destruir aqueles que espalham a maldade e o terror, eu farei.
- Você quer mesmo fazer isso, Ártemis? – indagou Dumbledore mais uma
vez.
- É necessário, Alvo, chegou a hora – disse ela, afirmando com convicção.
– Porém, há apenas um detalhe que minha mãe mencionou nesta carta e que está
me incomodando – Dumbledore permaneceu silencioso. – Você não pretende
desobedecer e interferir no ciclo dos Cavaleiros, certo?
Um suspiro fez com que Ártemis engolisse em seco.
- Eu sei que você tem um poder magnífico – disse a mestra gravemente.
– E também sei que fará de tudo para impor sua influência e seu enorme
poder para convencer todos da verdade. Mas, eu tenho que ressaltar – frisou no
tom seco. – Você não é Merlin, Dumbledore. Você é um humano, como todos nós
somos. E, se nem mesmo os deuses podem interferir no ciclo dos Cavaleiros, como
um ser humano como você ou eu poderia?
Dumbledore sorriu levemente para Ártemis.
- Sabe, Ártemis, eu espero há muito alguém que dissesse isso a mim
novamente – disse Dumbledore sorrindo. – Posso dizer que sempre esperei isso
de alguém como minha neta, mas parece que ela acha que também sou alguém
extraordinário, imortal.
- Que você quer dizer com isso? – perguntou Ártemis aborrecida.
Alvo retirou os óculos do rosto e deixou-os sobre a mesa.
- Eu posso ser apenas um ser humano, Ártemis. Você tem razão. Mas eu
posso ver através. Através de pessoas, de objetos, de facetas. E aprendi a
confiar em todos, mesmo até naqueles que eu via por trás das máscaras, que eu
via não serem dignos de minha confiança – afirmou Dumbledore seriamente,
concentrando seus olhos azuis nos violeta de Ártemis. – E eu tenho a plena
certeza de que, se interromper o ciclo dos Cavaleiros, um deles irá me
agradecer profundamente. Eles são tão humanos quanto nós...
- Eles são deuses, Alvo! – retrucou Ártemis.
- Então, Helderane é uma deusa, eu suponho. – interrompeu
Dumbledore, botando um basta na discussão com a mestra de Arte das Trevas.
Ártemis estava pálida. Por um bom tempo, ambos ficaram calados.
Dumbledore não entendia muito bem a insistência de Ártemis em impedir a
convocação dos Cavaleiros. Foi quando a professora disse:
- Helderane tornou-se uma deusa, como todos os outros. –
respondeu Ártemis nervosamente.
- Porém, ela foi abençoada com um coração humano – frisou
Dumbledore, como numa lembrança à Ártemis. – Isso a torna tão humana
quanto todos nós.
- Eu não chamaria isso de benção – rebateu Ártemis num tom irônico.
– Acho que parece mais uma maldição na sua posição.
- Você acha que é uma maldição possuir coração, Ártemis? –
estranhou o diretor.
Dumbledore pareceu tocar num ponto sério, pois Ártemis ajeitou sua capa
negra e agradeceu a atenção de Dumbledore, dizendo que conversaria com o
diretor numa outra hora, sobre a seleção dos alunos. Deixou a sala, batendo a
porta em seguida.
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Amanheceu poucas horas depois, e
Dumbledore ainda estava com a carta da Sra. Figg na mão, girando-a entre os
dedos, num modo ansioso. Repentinamente, a porta se escancarou. Severo Snape
estava ofegante, com grandes olheiras debaixo de seus olhos e uma expressão
agitada. Dumbledore colocou o pergaminho da mãe de Ártemis sobre a mesa e
andou até Severo.
- Voldemort...Voldemort está escondido na Ilha dos Ciclopes. E há
centenas deles espalhados pela mata, cercando e nos observando...
Dumbledore sentou Severo numa de suas cadeiras e o fez respirar fundo.
- Eu não imaginava que ele fosse louco a este ponto – sussurrou
Dumbledore para si, e Snape ainda assim ouviu-o. – Ciclopes não são seres
confiáveis. Extremamente perigosos. Apenas famintos. Nada mais.
- Um portal guiou Adams e eu até a Ilha no Pacífico – dizia Snape,
com a voz rouca. – E eu quase fui atacado por um ciclope, mas parece que o
Adams se livrou até que facilmente dele.
Olhando para fora, notando os primeiros raios de sol que invadiam a sua
sala, Dumbledore tornou-se para Snape e prosseguiu ouvindo o relato de seu
aliado.
- Só que não é esse o nosso único problema – alertou Snape,
ajeitando as costas tortas na cadeira. – Eu, Rabicho, Avery, Nott, Adams,
Malfoy e um outro cara fomos designados para encontrar os quatro herdeiros dos
grandes de Hogwarts.
A testa do diretor se franziu em tom preocupado.
- Espere um pouco... – interrompeu-o curioso. – Você acabou de dizer
“um outro cara” ? – espantou-se Dumbledore com a expressão. – Quem ou o
quê é isso?
- A Trindade das Sombras foi reativada – disse Snape gravemente. –
Agora, os escolhidos são Lúcio Malfoy, David Adams e esse outro cara. Nós não
sabemos quem ele é, nem mesmo o Adams. Mas, me parece que ele goza de muita
confiança de Voldemort.
- Estranho... Eu havia até me esquecido da Trindade, pensei que após a
última formação, Voldemort desistiria de confiar em seus Comensais tão
cegamente – comentou Dumbledore, olhando de canto de olho o professor. –
Mas, você disse que Voldemort está atrás dos quatro herdeiros? – Snape
confirmou com a cabeça. – Para quê?
- Só para variar – resmungou Severo mal humorado. – Voldemort fica
nos colocando em quartos escuros. Nós apenas devemos encontrar os herdeiros e não
permitir que eles toquem nas armas dos grandes.
- Armas? Mas as armas dos bruxos estão na Sala Amaldiçoada...
- Estavam – corrigiu Snape. – Pelo menos, o cajado de Slytherin está
em poder de Voldemort agora.
Dumbledore preferiu não se pronunciar sobre o assunto e apenas acenou
com a cabeça, fitando Snape. O professor, por sua vez, notou o pergaminho sobre
a mesa do diretor.
- Qual era o problema da Figg?
- Parece que o Ministério, ou o Ministro, está enlouquecendo –
suspirou Dumbledore cansado. – Arabella pediu que nós formássemos um grupo
– referia-se a Sra. Figg. – Um grupo de alunos, cerca de sete ou oito deles,
capazes de enfrentar Voldemort e seus seguidores. Eles seriam liderados por Ártemis,
que também precisaria de um ajudante.
- A velha Figg ficou maluca?! Colocar os alunos no meio dessa guerra é
loucura! – protestou Snape severamente. – Eu sei o poder que os Comensais
possuem, Alvo! E sei que não podemos arriscar a vida dessas crianças! Não
para enfrentar um doente como Voldemort!
O diretor chegou a vacilar levemente diante da reação de Snape, porém
manteve-se firme na sua decisão.
- Severo, você já imaginou se alguns desses ciclopes resolvessem
obedecer aos planos de Voldemort e atacar os estudantes? Como faríamos para
protegê-los? – Snape pareceu entender o ponto de Dumbledore. – Eles têm de
saber, têm de se defender sozinhos, Severo. Nós não estaremos eternamente
presentes para proteger cada um deles.
- E você acha que a Figg é a melhor indicada para comandar esses
alunos? – perguntou Snape duvidoso. – Cá entre nós, ela tornou-se mais
azeda ainda depois da confusão fora de Hogwarts...
Dumbledore olhou Snape por cima de seus óculos meia-lua, com uma expressão
divertida.
- Você pode ser tão azedo quanto ela, Severo...
O mestre de Poções lançou um olhar irritado e aborrecido ao diretor,
que deu um sorrisinho.
- Ártemis é um auror, Severo – recordou Dumbledore. – Isto pode nos
ajudar bastante, ela possui habilidades inimagináveis. Mas, eu acho que se pudéssemos
unir um auror a um Comensal da Morte – Severo já foi fazendo uma careta,
entendendo o quê Dumbledore queria. – formaríamos melhores guerreiros, não
acha?
Snape parecia descontente com a idéia.
- Não sei se isso seria uma boa visão, Alvo. Aurores e Comensais, isto
seria estranho...
- Sim, mas seriam mais informações e habilidades que vocês poderiam
passar aos alunos. – concordou Dumbledore, mostrando seu ponto de vista.
Ficaram por alguns segundos em total silêncio. Snape estava pensativo
enquanto Dumbledore apenas encarava-o.
- Certo, Alvo. Eu treinarei esses jovens.
Um sorriso despertou nos lábios cansados de Dumbledore.
- Sabia que você tomaria a atitude certa, Severo.
- E os alunos escolhidos? Você já tem idéia de quem sejam eles?
Dumbledore tornou seu rosto para a luz e sorriu ligeiramente.
- Tenho uma leve impressão, mas prefiro que você e Ártemis montam um
grupo e façam uma série de testes de resistência e capacidade de magia. E,
dentro desses, escolham os melhores.
Um olhar austero surgiu nos olhos escuros e esgotados de Snape.
- Por que é que tenho a leve intuição de que o Potter já está incluído
nessa sua seleção, Alvo?
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- Hum... Vocês não imaginam
quanto ficarei feliz em esfregar a cara do Potter numa das arquibancadas e
depois colocar sua cabeça entre um dos arcos...
A mesa da Sonserina explodiu em gritos de empolgação e apoio ao aluno.
Muitos riam. Entretanto, havia um único estudante que não apoiava ou sorria. E
Draco Malfoy não ficara nem um pouco contente com aquilo.
- Então, Dumbledore – chamou o monitor em seu típico tom arrogante.
– A sua estadia na Ala Hospitalar foi prazerosa? Imagino que sua discussão
com o Potter tenha passado dos limites...
Mas Ametista não estava prestando a mínima atenção nas provocações
de Draco. Sua cabeça estava virada para a mesa dos professores, encarando
Sirius Black. O monitor da Sonserina pegou-se curioso e fitou o professor. Para
sua surpresa, Sirius lançava um olhar carinhoso para Ametista. A garota, por
sua vez, trazia um leve sorriso nos lábios. Draco resolveu, então, chutar
Ametista por baixo da mesa.
- HEI! – reclamou a jovem, franzindo a testa. – Ficou maluco?
- Eu estava pensando, Dumbledore – disse Draco, contente por ter a atenção
de Ametista para ele. – Qual a arquibancada que você estará no sábado? Acho
que será a primeira vez em que algum sonserino se sentará junto aos grifinórios
num jogo de quadribol.
- E desde quando você se importa com isso? – respondeu Ametista
irritada.
- Talvez eu tenha imaginado errado... – corrigiu-se Draco. – Qual
arquibancada você estaria se fosse um jogo entre sonserinos e corvinais?
Draco tinha um certo brilho de malícia e maldade nos olhos. Ametista
notou o tom em que fez a pergunta. Ele estava falando de Cho.
- Novamente, desde quando você se importa com isso? – repetiu Ametista
intrigada.
- Eu só estava curioso, afinal, antes da sua última estadia na Ala
Hospitalar, você estava brigada com o namoradinho, e me parecia que ele e a
Chang estavam muito amiguinhos – Ametista demonstrou reação nenhuma diante
da provocação de Draco. – Que aconteceu com você, Dumbledore?! Perdeu o
sangue e a cabeça quente? – irritou-se Draco com o pouco caso feito por
Ametista. – AH! Acho que é porque eu ando te chamando pelo nome errado, não
é mesmo? Você realmente tem sorte, sabe. Primeiro, não tinha pai algum.
Agora, tem, mas é um assassino.
Era claro que ninguém sabia do Pacto de Sangue, nem mesmo Malfoy, mas
mesmo assim, Ametista levantou da bancada em que estava sentada e bateu a mão
fortemente sobre a mesa, fazendo o corpo de suco de abóbora de Draco cair todo
sobre o robe do monitor. Foi então a vez de Draco botar-se em pé, resmungando
e encarando Ametista furiosamente. A garota aproximou seu rosto do ouvido de
Draco e disse:
- Se eu fosse você, não me arriscaria a provocar-me de novo –
sussurrou num tom ameaçador. – E não fale sobre a minha família.
- Há algum problema por aqui?
Draco olhou para frente, enquanto Ametista tornava-se para trás e
encarava o mestre e diretor de sua casa, Severo Snape. O bruxo observou ambos e
esperou uma resposta. Veio de Draco.
- Nós só estávamos conversando, professor.
Ametista continuou calada, ligeiramente impressionada em ver que sua ameaça
dera certo. Snape pigarreou, olhou em volta com rispidez, fazendo aqueles que
apenas observavam estáticos prosseguirem com seu jantar. Depois, voltou-se para
os dois alunos.
- Quero ambos na minha sala em meia hora – ordenou ele impassível. –
E troque esse robe, senhor Malfoy.
No mesmo momento, Ametista e Draco deixaram o salão principal, seguindo
até as masmorras, onde ficava a Torre da Sonserina. Resmungando um com o outro,
na ida e volta, chegaram à sala de Snape com dez minutos de antecedência. A
porta da sala abriu-se sozinha. Ainda estavam discutindo quando Snape apareceu,
carregando sua típica expressão mal humorada e o cabelo seboso.
- Que estão esperando para entrar? – perguntou ríspido em um alto
tom, para que os alunos se calassem.
Draco entrou na frente, notando que a lareira estava acesa e havia uma xícara
de chocolate sobre a mesa do professor, assim como um caldeirão, fervendo e
borbulhando, logo ao lado. Ametista entrou em seguida, postando-se ao lado de
Draco, silenciosa.
Severo fechou a porta nas costas dos alunos e sentou-se em sua cadeira
novamente. As sombras das chamas da lareira dançavam no rosto pálido e
visivelmente cansado de Snape.
- Há dois assuntos a serem tratados – começou Severo sem a mínima
paciência na voz. – O primeiro é bastante óbvio e um tanto infantil –
Draco e Ametista entreolharam-se raivosamente. – Eu recebi mais de dez reclamações
sobre vocês dois no mês passado, quando a Srta. Dumbledore ainda não estava
na Ala Hospitalar. Na verdade, não era bem sobre vocês, e sim sobre seus
temperamentos.
- Meu temperamento? Isso é ridículo... – resmungou Draco.
Imediatamente, Snape interrompeu-o.
- É exatamente sobre isso que estou falando, Sr. Malfoy – o homem
macilento estava aborrecido. – Os professores disseram que, agora que nós o
transformamos em monitor da Sonserina, seu ego está maior que a barba do nosso
diretor. Não dá ouvido aos professores, adora irritar outros alunos, além de
ameaçar alguns de seus colegas, falando da...influência de seu pai.
As bochechas brancas de Malfoy começavam a mostrar uma certa coloração
rósea. Ametista encobriu um riso. Snape percebeu e tornou-se para Ametista.
- A senhorita também não fica muito atrás – disse Snape astuto. –
De acordo com os mestres, seu temperamento é um dos mais explosivos e intensos
que eles já tiveram de lidar em Hogwarts – Ametista sentiu-se orgulhosa e
conteve um sorriso. – E isto não é motivo para orgulho, Srta. Dumbledore!
– ralhou Snape, sabendo bem o quê se passava na cabeça da jovem. – Parece
que a senhorita não respeita algumas normas dos mestres, ignora avisos e fica
zombando deles, como a Prof. Trelawney reclamou de uma certa piada sobre os
encontros de Marte e Urano, ou Plutão e Urano, algo assim...
Ametista estava quase não mais contendo a risada ao lembrar da piada.
Realmente, aquilo rendera uma detenção com Filch na sala de troféus, mas fora
deliciosamente prazeroso. A expressão incrédula e estúpida de Sibila valera
por todas as manchas daquelas coisas douradas.
Snape, contudo, não parecia achar graça em nada daquilo.
- É exatamente disso que falo! – zangou-se exasperado. – Vocês não
percebem quanto prejudicial isto é para vocês e para, especialmente, a Casa? A
Sonserina sempre ganhou campeonatos seguidos, mas parece que com os senhores,
isto será impossível. As suas atitudes infantis devem parar, assim como as
discussões entre vocês dois! – brigou o professor nervoso com o pouco caso
de Draco e Ametista. – Vocês dois são meus melhores alunos, deveriam pelo
menos honrar esta posição e confiança que deposito em ambos!
Draco e Ametista bufaram, cheios daquele sermão chatíssimo de Snape. O
mestre havia cruzado os braços, esperando alguma resposta ou sinal de vida
vindos de um dos dois. Foi Ametista que se pronunciou em nome de ambos.
- Nós tentaremos melhorar, professor – disse Ametista. – Nós dois.
Snape encarou Draco, que moveu a cabeça positivamente, confirmando a
resposta da colega. O professor suspirou e anotou algo em um de seus pergaminhos
sobre a mesa. Em seguida, cruzou as mãos em cima do mesmo.
- O segundo assunto a ser tratado: vocês dois foram escolhidos para uma
seleção – os alunos franziram suas testas. – É uma seleção criada por
mim e pela Prof. Figg...
- Arabella ou Ártemis? – perguntou Draco confuso.
- Ártemis – completou Snape, sem gostar de ter sido interrompido pelo
monitor. – Bom, uma seleção criada para aprofundar os conhecimentos e
poderes de nossos melhores e mais promissores alunos – completou Snape. –
Resumindo, iremos ensinar vocês a lutar e a se defender como verdadeiros
bruxos.
- Nós dois?! – espantou-se Ametista. – Mas você não acabou de nos
dar o maior ralo?! – indagou a garota, esquecendo-se e chamando o professor
por “você”.
- Exatamente – respondeu Severo, sem incomodar-se com a expressão da
aluna. – Nós precisamos de bruxos corajosos, mas também de forte
temperamento. Isso os farão fortes de espírito.
- Mas qual é o objetivo real dessa seleção? – questionou Draco
desconfiado.
- Sr. Malfoy, os detalhes dessa operação serão colocados a vocês numa
reunião na quinta à noite, após o jantar – explicou Snape. – O lugar eu
os comunico amanhã. E, para que fiquem cientes, vocês não são os únicos
selecionados. Apenas são os únicos da Sonserina.
- Aposto que a Grifinória terá uma penca de alunos selecionados... –
rezingou Draco.
- Nós ainda faremos testes para escolher os melhores, Sr. Malfoy –
retomou Severo. – Talvez, inúmeros grifinórios tenham sido escolhidos agora,
mas podem ser eliminados no decorrer dos testes. Não menospreze ninguém.
Chegando na Torre da Sonserina, por volta das nove e meia, Draco
sentou-se pesadamente sobre uma das cadeiras de espaldar alto e suspirou.
Depois, assistiu Ametista sentar-se em frente dele.
- Selecionados para lutar – murmurou Draco entre eles. – Por que isto
me parece mais uma armação de Dumbledore?
- Você deve ser mesmo indispensável para eles te chamarem. – retrucou
Ametista mal humorada.
Draco lançou uma piscadela a garota.
- Nós temos temperamento forte, Dumbledore, não se esqueça. Somos
indispensáveis – respondeu Draco, imitando a voz de Snape. – Hum... Fiquei
curioso... – disse Draco. – Que piada foi àquela sobre a Trelawney?
- IH! Essa é uma longa história...
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A temperatura estava muito baixa
naquela noite e notaram isso assim que abriram uma das portas laterais. Uma
ventania quase furiosa agitava as altas árvores e sacudia as plantas dentro das
estufas de Herbologia. Esfregando as mãos, com luvas negras, Draco resmungou:
- Ficaram loucos! Em pleno inverno! Testes do lado de fora? Isso é
loucura!
Ametista batia os dentes, soltando fumaça, assim que respirava pela
boca. Ajeitando o cachecol roxo, tornou-se para o companheiro.
- É, parece que desta vez terei de concordar com você, Malfoy. –
respondeu Ametista tremendo.
- Vocês não terão de se preocupar com isso – Ametista e Draco
tornaram-se para trás relutantes. Encontraram Severo Snape, parecendo mais pálido
que nunca. – Não ficaremos aqui fora por muito tempo.
O professor parecia entediado. Draco lançou um olhar impaciente para
Ametista, que devolveu igualmente. Pouco depois, a porta lateral abriu-se mais
uma vez e um grupo enorme de alunos, guiado por Ártemis Figg e Remo Lupin,
apareceu. Ártemis aproximou-se de Severo e cochichou algo em seu ouvido. Sem
dizer nada ao resto dos alunos, Severo seguiu em direção a maior estufa de
Herbologia. Era a cinco. Os alunos o seguiram, incluindo dois incrivelmente mal
humorados, chamados Draco Malfoy e Ametista Dumbledore.
Depois que todos tentaram se ajeitar dentro da estufa, os três
professores reuniram-se à frente dos estudantes e começaram a sussurrar,
conversando em baixo tom entre si. Draco olhou em volta. Havia três alunos da
Corvinal e dois da Lufa-Lufa.
- Estamos cercados de idiotas... – murmurou ele para Ametista, que lançou
um olhar ao grupo dos corvinais. Dentre eles, estava a conhecida e tão adorada
pela garota, Cho Chang.
- Onde está o Black? – reclamou Snape em voz alta.
Sem precisar questionar novamente, Sirius Black abriu abruptamente a
porta da estufa e foi seguido por um outro grupo de alunos, estes da Grifinória.
Draco soltou um muxoxo descontente ao lado de Ametista, enquanto o semblante da
garota iluminava-se ao notar os amigos. Era Hermione, Rony, Harry, Gina e...
- AH! Eles devem estar brincando! – riu Draco para Ametista. –
Chamaram o Longbottom também?
Ametista segurou o riso. Sim, Neville estava lá. De fato, ele sempre
fora bastante legal e tudo mais, só que bruxaria não parecia seu verdadeiro
ramo – talvez, somente Herbologia. Os grifinórios vinham na direção de
Ametista e, Draco percebendo a movimentação, deu um passo para longe da colega
de Casa. Ametista levantou a sobrancelha direita e Draco mostrou-lhe uma expressão
estúpida. Harry, passando o braço esquerdo pelas costas da namorada, trouxe a
atenção dela para ele.
- Está muito frio hoje – reclamou desgostoso. – Minha garganta está
começando a doer.
Tornando-se para Harry, Ametista fez bico e sussurrou algo como “tadinho”
e deu um beijo leve no namorado. Harry sorriu e distanciou-se ligeiramente do
abraço de Ametista, vendo que alguém os observava. Era Cho. Dando um
sorrisinho amigável para a japonesa, Harry viu Ametista encará-lo num tom
insatisfeito.
- Pode dar quantos sorrisos quiser, Harry – disse ela ciumenta. – Mas
ainda assim, a sua boca é minha.
Harry riu. E então, ouviu Sirius resmungando junto de Lupin.
- A Bella é esperta – dizia suspirando. – Isso não vai durar muito
tempo, certo?
- Não, não. Logo estaremos fora daqui – respondeu Lupin, sorrindo.
– Só precisaremos fazer um conselho, mas isso não precisa ser feito hoje.
Enquanto isso, Ártemis já estava tornando-se aos alunos, aumentando sua
voz e projetando-a até o funda da estufa cinco.
- Nós faremos quatro grupos, misturando-os e cada professor vigiará vocês
– explicou Ártemis ríspida e sem muita impaciência. – Durante vinte
minutos, vocês terão de entrar, apenas com suas varinhas, dentro da Floresta
Proibida.
Os estudantes entreolharam-se com uma certa aflição e muitos
cochicharam algo ao outro. Severo bateu palmas, numa forma de retomar a atenção
deles.
- Os melhores serão selecionados para um grupo de guerreiros. Então,
quem quiser desistir agora, saia de uma vez! – ordenou nervosamente.
Nenhum aluno se pronunciou, nem mesmo Neville. Lupin deu um passo a
frente.
- Certo, agora, vou dividi-los...
E os quatro trios foram formados. O primeiro, comandado por Snape, era
composto por Harry, da Grifinória, Draco da Sonserina, e Cho da Corvinal. O
segundo estava designado a Lupin, composto por Gina, da Grifinória, Gregory
Wolfran da Corvinal – sétimo ano, e Peter Thompson – o apanhador da
Lufa-Lufa. O terceiro trio tinha Rony, da Grifinória, Babelon Littlewood, da
Lufa-Lufa – quinto ano, e Julian Hawking – sexto ano da Lufa-Lufa, e Sirius
os guiava. O último trio, levado por Ártemis, tinha Ametista, da Sonserina, e
Hermione e Neville, da Grifinória.
- Nós preparamos algumas surpresas pra vocês e, aqueles que melhor se
saírem, ganharão as posições – reforçou a idéia Snape. – Nesses trios,
vocês deverão, não apenas cuidar de si mesmo, mas também de seus
companheiros.
Rony olhou quase que com pena de Hermione, que olhou de esguelha para
Neville. Depois, sentiu-se aliviada por estar junto de Ametista, mas a amiga
estava encarando firmemente a japonesinha da Corvinal. “AH! Se ela
permanecer nesse grupo, eu juro que não volta viva para as férias”,
pensou prazerosamente.
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Os dez primeiros minutos para
Cho, Harry e Draco foram até tediosos. Nem mesmo um pio de coruja. Aquilo
estava silencioso demais, até. Harry e Cho iam à frente, enquanto Draco e
Snape seguiam atrás, como uma verdadeira dupla de sonserinos à espreita.
Draco
observava atentamente tudo ao seu redor, como se esperasse que algo aparecesse
do nada e saltasse sobre eles. E foi o que realmente aconteceu.
-
Potter! A sua esquerda! - gritou Draco aborrecido, desviando de alguma ave negra
que voara sobre sua cabeça.
Era
algo de uma mistura de falcão, águia e garça, com longas asas e um bico
comprido, com a diferença de que havia dentes
na superfície. A criatura tinha garras bem afiadas, a dizer do brilho de suas
unhas pontudas e que davam a certeza de que ninguém gostaria de ser acertado
por elas...
Foi
um movimento rápido. Primeiro Draco murmurou algo, apontando a varinha para a
ave e no segundo seguinte uma de suas asas pegou fogo. Ela perdeu o equilíbrio
e já caía em direção a Cho Chang, mas com um certeiro Expelliarmus, Harry
a mandou para longe. Draco tentou ouvir algo, mas nada vinha novamente. Parecia
ter abatido a criatura.
Novo
silêncio os pegou enquanto avançavam mais alguns passos. Cho parecia tremer
mais à frente, mas Harry estava atento a qualquer coisa que acontecesse ao seu
redor. Foi quando foram novamente pegos de surpresa.
O
silêncio foi substituído por um grito ensurdecedor, muito parecido ao das
mandrágoras, que vinha do lado de Cho. Harry por três vezes gritou Quietus na direção da ocidental até que, da última vez, o que
quer que fosse pareceu perder a voz. Cho foi verificar e disse que havia duas ou
três mandrágoras bebês escondidas ali, provavelmente haviam fugido das
estufas.
Enquanto
os cinco minutos finais se passavam, Draco ainda detectou alguns inimigos ao
redor, enquanto ele e Harry habilmente os enfrentavam. Vez ou outra a corvinal
interferia a favor deles, mas parecia tão perdida naquela batalha quanto um
cego numa avenida movimentada. Snape, que estava ao lado de Draco durante o
tempo todo, disse:
-
Você é um ótimo observador, Malfoy – elogiou Severo honestamente. – Uma
grande qualidade de aurores. Mas agora os vinte minutos acabaram. Vamos
retornar! – a última frase foi gritada com um tom um pouco mais forte, para
que Harry e Cho ouvissem.
Draco
resmungou algo para si, dizendo que seu sonho não era exatamente ser um auror.
E, mais à frente, Cho estava sendo ajudada por Harry mais uma vez. Aquilo
estava dando muito sono ao monitor da Sonserina.
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Já no segundo grupo, Gina
gastava mais seu tempo salvando o pescoço dos dois garotos que a acompanhavam
do que qualquer outra coisa. Já havia paralisado dois lobos, enfeitiçado um
morcego-da-transilvânia para que não pudesse encontrá-los e uma estranha
cobra que recebeu vários nós em sua extensão e saiu de lá bastante inchada
e, podia-se dizer, envergonhada.
Mas
Gina tinha um problema maior agora. Estava frente a frente ao que parecia um
grande urso negro, mas em vez de pêlos, ele tinha farpas que cobriam seu corpo
e, quando lançadas, se alcançassem seu alvo, o envenenavam rapidamente.
No
momento, seus companheiros pareciam entretidos demais em salvar a si próprios
para lhe ajudarem, e o professor Lupin mantinha um semblante calmo e um sorriso
enigmático, como se dissesse que ela era muito bem capaz de lidar com a situação
sozinha.
Quando
o urso lançou mão de algumas de suas farpas, Gina rapidamente rolou para trás
de um galho de árvore, que ficou parecendo um cacto tamanho família depois do
ataque, e, quando viu uma brecha no ataque do inimigo, lançou-lhe um feitiço
que fez suas farpas caírem no chão como se fossem grama lisa e mole. O urso
sumiu em meio às arvores ganindo.
-
Realmente, esta floresta tem toda sorte de criaturas. - murmurou Gina para si
mesma enquanto desviava de uma mutação estranha de macaco e coala que tentara
mordê-la e o paralisava.
Mirando
Lupin nervosamente, a grifinória rolou os olhos e voltou-se para frente, em
tempo de desviar de um vulto que sobrevoou sua cabeça. Lupin abaixou-se junto
com a aluna e viu Gina tornar-se para trás e gritar:
-
Petrificus Totalus!
O
vulto era, na verdade, uma espécie de jaguar, com suas garras apontadas para o
céu, como se estivesse preparando-se para atacar novamente. Quando encarava o
animal, achando-o até que bonitinho, Gina assustou-se assim que ele desapareceu
no meio de uma chama, ao mesmo tempo em que ouvia as suas costas:
-
Incendio!
Bufando
irritadíssima, Gina virou para trás e fuzilou com um olhar destemido o
corvinal, Gregory.
-
Por quê você fez isso? - perguntou ela entre os dentes.
O
estudante do último ano da Corvinal sorriu desdenhosamente para Gina.
-
Você está no quinto ano, certo Weasley? - indagou num tom superior. - Nunca
aprendeu que não devemos ficar admirando um inimigo e sim eliminá-lo de uma
vez por todas?
Lupin
ameaçou interromper o princípio de uma discussão, mas Gina ultrapassou-o.
-
E também presumo que eu deveria ter aprendido sempre estar alerta...
O
professor deu um sorriso assim que Peter Thompson, do mesmo ano que Gina,
levantou a varinha rapidamente e paralisou o outro animal que quase mordera
Gregory. O aluno da Corvinal pareceu chocado e encontrou os olhos do professor e
de Gina.
-
Acho que isto provou que o senhor não é tão qualificado para pertencer ao
grupo, Sr. Wolfran.
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Rony estava preso em meio a uma
armadilha das piores. Aquela planta que encontraram no primeiro ano quando
tentavam salvar a Pedra Filosofal... Qual era o nome? Cipó-dos-demônios?
Raiz-das-profundezas?... Visgo-do-Diabo!
Sim, era isso...
Bem,
o que interessava era que uma boa quantidade dessas coisas estava envolvendo suas pernas e subindo por seu corpo
enquanto ele tentava escapar de abelhas sangrentas.
Abaixou-se
quando um bando delas mergulhou em sua direção e, quando se viu livre, as
incendiou. Tinha que achar a colméia e incendiá-la o quanto antes ou sairia
dali com belas picadas... E Sirius não parecia disposto a ajudar... Bem,
primeiro a planta... Se é que aquilo era
uma planta...
-
Lumus!
Um
feixe de luz forte iluminou a pequena clareira cercada de árvores enormes em
que se encontravam e, logo após, as plantas pareceram fugir rapidamente. Ele se
lembrava de ter petrificado de medo no primeiro ano, mas, agora, elas não
pareciam tão nocivas assim. Sorriu consigo mesmo enquanto passava os olhos
pelas árvores à sua volta procurando a colméia.
-
Ela é bonitinha, não acha? - perguntou Sirius a Rony, indicando a garota logo
à frente.
Rony
localizou a colméia e, ao mesmo tempo em que tocava fogo nela, refletia sobre a
pergunta de Sirius, sentindo as orelhas ferverem de ansiedade. O professor notou
e disse:
-
Não esquente, Rony! Não falarei nada a Hermione...
Ambos riram assim que Rony
concordou com a idéia de Sirius. Babelon Littlewood era mesmo bonita. Tinha
longos cabelos dourados, bem lisos, e grandes olhos castanhos. Ao lado dela
estava Julian Hawking, um dos mais bonitos estudantes de Hogwarts, do sexto ano
da Lufa-Lufa.
-
Hei! Sr. Hawking - chamou Sirius o aluno. - Você é neto de Audrey Hawking?
Julian
diminuiu o passo enquanto emparelhava-se a Rony. Babelon continuava andando na
frente.
-
Sou sim, professor. - respondeu num tom simpático.
Sirius
tornou-se a Rony, explicando:
-
Audrey Hawking foi minha professora de Adivinhação - Julian voltou a andar
junto de Babelon e Sirius aproveitou, murmurando apenas para que Rony o ouvisse.
- A avó de Harry, mãe de Tiago, trabalhou ccomo professora de Astronomia na
nossa época. Se ela estivesse viva hoje, garanto que se pegariam pelos cabelos,
sabia?
Quando
Rony pensou em perguntar o porquê, algo se enrolou na sua perna mais uma vez.
Puxando-a de uma vez só, notou que era uma cobra. Antes que pudesse dar um
grito, Babelon estava paralisando a cobra e Julian fazendo-a sumir no meio de
uma névoa. Rony suspirou.
-
Obrigado. - Julian e Babelon sorriram.
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Hermione foi ao chão, exausta.
Estavam tentando atravessar uma parte da floresta em que havia algo como uma
relva mágica, que conseguia
impedi-los de atravessar e os fazia tropeçarem nos próprios pés e caírem
sobre ela que, ao contrário de uma relva normal,
arranhava como se fosse feita de lâminas, ao invés de aparar a queda como um
travesseiro fofo. Tanto ela quanto Neville e Ametista estavam cheios de cortes
no rosto. A sorte era que as lâminas não perfuravam, então, os cortes eram
superficiais e Madame Pomfrey rapidamente os repararia.
Respirando bruscamente, ela
levantou do chão. Observou Ametista correndo para longe enquanto Neville estava
parado, sem saber bem o quê fazer. Ártemis observava-os calada e astuta. A
grifinória bufou assim que ficou em pé e assistiu Ametista lançar-se sobre um
vulto escuro, que carregava uma lança.
-
Devemos ajudá-la? - indagou Hermione para Ártemis.
A
cabeça da mestra moveu-se negativamente. Neville encarou Hermione nervoso e
aflito. Logo, Ametista voltou com um pequeno corte na bochecha direita. Parecia
que a relva não era a única coisa que os impedia de passar. Mas a monitora
tinha a leve impressão de que não era somente
a floresta que não queria que eles passassem. Lançou um olhar rápido a Ártemis,
que estava observando-os um tanto quanto satisfeita.
-
Como é que o Hagrid entra aqui? - perguntou Ametista ofegante, parando ao lado
deles.
Neville
e Hermione deram de ombros. Ártemis tocou no ombro da jovem grifinória e
indicou que deveriam prosseguir. A garota, que já havia se jogado na relva e na
lama mais de três vezes naqueles quinze minutos, pareceu raivosa.
Caminhando
novamente pela escuridão da Floresta Proibida, Hermione tropeçou fortemente,
caindo de cara no chão. Hermione notou que as raízes da árvore mais próxima
pareciam ter se levantado para impedir seu caminho, e ela não notou que alguma
coisa rastejava em torno de seus pés, parecendo pronto a prendê-los.
Neville abaixou-se para ajudar
Hermione a levantar-se mais uma vez, porém Ametista não permitiu.
-
Não! Neville, ouça!
Os
dois jovens ficaram calados, aguçando sua audição. Os olhos de Ametista
estavam correndo de um lado ao outro da Floresta, no meio das altas árvores,
dos altos arbustos. Repentinamente, Neville gritou:
-
Mobilarbus!
Algo
atingiu Ametista fortemente nas costas e ela caiu contra a terra batida. Neville
rapidamente se postou ao lado da companheira e bradou algo, erguendo a varinha
para além dela. Sacudindo a cabeça, tentando não desmaiar com o impacto
inesperado, Ametista virou-se para trás e viu Neville movendo inúmeros galhos
que vinham de algum lugar, surpreendentemente velozes, como se fossem flechas.
De
sua varinha, raios de coloração lilás desviavam os galhos de todos, inclusive
da professora. E Neville parecia incrivelmente seguro do que estava fazendo. Com
o olhar concentrado, o jovem conseguiu desviar todos os galhos.
Após
cerca de trinta segundos, os galhos desapareceram e Ametista assistiu Hermione
levantar do chão, finalmente, parecendo tão surpresa quanto ela. Ártemis
suspirou diante da apresentação de seu trio e disse que estava na hora de
voltarem para o castelo. O teste havia terminado.
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No almoço do dia seguinte, os
quatro professores não compareceram ao salão principal, deixando os doze
alunos em grande expectativa. Localizados na antiga sala de Lupin, agora de Ártemis,
os mestres discutiam suas escolhas.
-
Meu trio desempenhou boas posturas. - elogiou Snape. - O Potter é rápido e
esperto, descobre logo o quê se fazer. Sabe uma grande quantidade de feitiços
contra criaturas das trevas, embora não seja exatamente o exemplo de alerta. O
Malfoy é muito observador, sabe de tudo que está acontecendo ao redor.
Localiza o inimigo com facilidade e avisa aos companheiros quando eles estão em
perigo e não notaram. A Chang é um pouco lenta, mas também parece ter um
extenso conhecimento de feitiços. Nas poucas vezes que interferiu, usou feitiços
extremamente capazes de apaziguar a situação, mas não é boa com reflexos nem
em prestar atenção.
Lupin
suspirou satisfeito.
-
Eu esperava mais de meu trio, se vocês querem saber. A melhor deles, disparado,
é a Weasley. Ela tem bastante valentia e agilidade. Consegue desviar de ataques
e localizar as fraquezas nos ataques do inimigo em fração de segundos. Eu
diria que essa menina nasceu pra isso. Wolfran é apenas um mascarado, o garoto
não sabe nada. E o Thompson até que não foi tão mal, só que acho que não
está preparado.
Sirius
deu uma risada. Encarando Snape, Lupin e Ártemis, disse:
-
O Weasley é um pouco afobado, mas isso é mínimo perto de sua bravura, acho
que é algo dos Weasley - brincou ele, lembrando da cobra. - Se ele não estiver
nervoso, sabe lidar com a situação maravilhosamente bem, precisa apenas
trabalhar um pouco sua mente para isso. Babelon Littlewood é extremamente fria,
muito atenta. E o Hawking é bem melhor do que imaginava. O garoto parece muito
determinado. Ambos ajudam um companheiro em perigo assim que algo os ataca.
Ártemis
não tinha uma expressão muito contente.
-
Granger é habilidosa, sabe inúmeros feitiços e é pequena, sabe se esconder.
Consegue pensar em soluções rápidas e eficientes para diversas situações,
mas em contrapartida não tem tanta agilidade para um duelo rápido – dizia Ártemis,
parecendo não muito alegre. – A Dumbledore é ótima. É valente, é ousada e
rápida. Mas precisa controlar o temperamento, definitivamente. – Lupin e
Sirius trocaram um olhar divertido. – Agora, o Longbottom me surpreendeu –
os professores encararam Ártemis curiosos. – Eu enfeiticei uns galhos para
atacá-los como flechas e o garoto administrou muito bem a situação, ajudou e
resolveu o problema sozinho. E, diga-se de passagem, que quebrar um de meus
feitiços é muito difícil para alguém que não terminou os sete anos de educação.
Enfeiticei vários pedaços da floresta por onde passamos e Dumbledore e Granger
agiram muito bem neles, embora no último somente Longbottom conseguiu se sair
relativamente bem.
-
Hum... Você tem certeza de que estava acordada, atenta, Figg? – zombou Snape
friamente. – Porque eu conheço o Longbottom há seis longos anos e sei que o
garoto não tem jeito para nada!
-
Meus olhos estavam muito bem abertos, Snape. – respondeu Ártemis, sem
demonstrar nenhuma reação diante da provocação do mestre de Poções. – O
menino apenas não teve a chance de mostrar seus talentos. Conseguiu se sair
muito bem em situações que envolvam plantas, o que pode nos ajudar se
resolvermos treiná-lo. Creio que ele aprenderia tudo mais facilmente se
houvesse um "dedo verde" em seu treinamento.
-
Em Poções ele trabalha com ervas, plantas, animais, raízes e tudo de natural
que você possa imaginar, mas é totalmente incompetente. Como me explica isso,
então? – zangou-se Snape.
-
Talvez ele não consiga se concentrar por que você é abominável demais para
deixar de amedrontá-lo durante as aulas, Snape.
Snape
lançou um olhar gelado a Ártemis. Sirius pigarreou e subiu as sobrancelhas ao
máximo, torcendo por uma discussão entre duas pessoas tão frias e
controladas, enquanto tentava não rir.
-
Sendo filho de Frank e Alice Longbottom, não poderia ser um zero a esquerda, não
acham? – recordou Lupin orgulhoso, dispersando uma certa tensão na sala.
Snape bufou, esperando que alguém
dissesse algo. Como ninguém se pronunciou, ele disse:
-
Parece que sim... – murmurou entediado. – E então? Quais serão os
escolhidos?
-
Certo – concordou Lupin. – Podemos fazer uma votação para cada um dos
candidatos.
E
assim seguiu a votação dos professores. Começando pelo trio de Snape, Harry e
Draco ganharam o voto de todos os mestres e Cho não ganhou de Ártemis. O trio
de Lupin, que era composto por Gina, Gregory e Peter, somente Gina ganhou todos
os votos. Sirius recordou aos colegas de trabalho o seu trio e eles votaram para
que Rony e Babelon estivessem dentro do grupo. E Ártemis ficou por último.
Começando por Hermione, todos os professores levantaram suas mãos. Depois,
para Ametista, fizeram o mesmo. Entretanto, no último integrante, Neville, os
mestres entreolharam-se temerosos e duvidosos assim que viram Ártemis levantar
sua mão. Ela estava confiando na capacidade de Neville cegamente. Suspirando,
meio que contrariado, Snape levantou sua mão igualmente. Sirius e Lupin deram
um meio sorriso e levantaram as suas também.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
As personagens chegaram ao limite! Especialmente Gina e Harry, todos decidem vingarem-se daqueles que os tiram do sério. Além do resultado dos alunos selecionados, há um beijo inesperado num canto escondido do corredor, a vitória de um apanhador habilidoso e esperto e ainda uma proposta duvidosa - uma escolha que decidirá o destino de um dos jovens.
Sinta
o gostinho doce de um dos maiores pecados do ser humano em "VINGANÇA ENTRE
ESPAÇOS ESCONDIDOS, CAMPOS DE QUADRIBOL E SALAS ALARANJADAS"
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