José Francisco

 

            No dia 5/3/1879 nascia em Pafarrão, Portugal, o segundo filho (primeiro menino) de Manoel Francisco e de Victória de Jesus. Foi batizado no dia 23 do mesmo mês e ano na Igreja de Santa Eufêmia em Chancelaria.

            Com 32 anos decide tentar a vida no Brasil para mais tarde retornar a Portugal. Desembarca em São Paulo no carnaval de 1912. Dizem que deixou uma namorada em Portugal chamada Constância, a qual, não muito constante, casou-se com outro. Vem a Primeira Guerra Mundial e seu pai, temeroso, escreve-lhe dizendo: "Se estás bem aí, deixa-te estar". Antes do final da guerra, casa-se com Maria, 22 anos mais nova que ele.

            Ficam morando no Morro Cavado, na época pertencente a Nuporanga e hoje a Orlândia. Maria sofre dois abortos (ambos meninos) antes de nascer Mariana, a filha mais velha, que recebe esse nome em homenagem à tia materna e madrinha de batismo de José, Mariana dos Reis, conhecida como Mariana de Alcanena.

            Por volta de 1921, José e seu irmão Antônio decidem voltar com a família para Portugal. Como José precisava vender o sítio e se despedir dos parentes de Maria, combinam que Antônio e a família os aguardariam no porto de Santos. Mas chegando lá, José só encontra um recado: o navio levando Antônio, que não quis aguardar o seguinte dali a um mês, partira há alguns dias. José, indignado, retorna para Orlândia e nunca mais volta a Portugal. Amoroso pela família e sentimental como era, isso deve ter-lhe custado muito. Não tornou a ver seus pais nem seus irmãos. Isto é, não reviu os que deixara em Portugal, pois Antonio voltou para o Brasil algum tempo depois (contam que a esposa teve alguns desentendimentos com a família dele).

            Em setembro de 1922 nasceu Durvalina.  Por volta de 1924, a família mudou-se para São Joaquim da Barra, residindo na Fazenda Riachuelo, pertencente aos Junqueiras, onde nasceu o primeiro varão: Antonio (o Tito), em  1925. Voltam para o Morro Cavado, onde nasce Celso, em 1927. Por volta de 1929, vão para Guaíra, onde nasce Osvaldo (Vado) em 1931 e, nesse mesmo ano voltam outra vez para o Morro Cavado. Em 1934, nasceu Osmar (o Nenê) e em 1942 o último filho, temporão, Wilson. Quando o caçula nasce, já estavam casadas as duas filhas mais velhas e, inclusive, a Mariana já tinha uma filha: Maria de Jesus, a Neguinha, mais velha, portanto, que o próprio tio.

            José Francisco é lembrado pelos que o conheceram como um homem muito amoroso, de muito caráter e muita fé. Os filhos lembram-se sempre das orações que faziam reunidos em família antes de irem dormir: era sagrado esse momento diário, por mais exaustos que estivessem pelas fadigas do dia de trabalho pesado.

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