Victoria de Jesus
"Aos sete dias do mez de Fevereiro do anno de mil outocentos e setenta e cinco, nesta egreja parochial de Santa Eufemia, concelho de Torres Novas e diocese de Lisboa, na minha presença compareceram os nubentes Manoel Francisco e Victoria de Jesus, os quais sei serem os proprios, com todos os papéis do estilo correntes, com a Sentença Executorial Apostolica de uma Bulla de Dispensa Matrimonial de quarto grau dobrado d'affinidade, com documentos de justificação de identidade de pessoa e de estado livre com respeito á nubente, e sem impedimento algum canonico ou civil para o seu casamento: elle, de idade de vinte e nove annos, proprietario, viuvo de Maria do Rosario, natural e morador no lugar do Paffarrão, desta freguesia de Santa Eufemia, onde foi baptizado e enviuvou, filho legitimo de Jose Francisco e de Maria do Rosario, naturaes do mesmo lugar do Paffarrão; e ella, de idade de vinte e cinco annos, solteira, natural do lugar d'Atouguia, freguesia de Ourem, Concelho de Villa Nova d'Ourem e diocese de Leiria, baptizada na mesma freguesia d'Ourem, moradora no já mencionado lugar do Paffarrão, filha legitima de Francisco Ferreira e de Maria de Jesus, naturaes tambem do lugar d'Atouguia - os quaes nubentes se receberam por marido e mulher, e os uni em matrimonio, procedendo em todo este acto conforme o rito da Santa Madre Egreja Catholica Apostolica Romana. Foram testemunhas presentes, que sei serem os proprios, Carlos Dias e Manoel Rodrigues, ambos casados, proprietarios e moradores no já mencionado lugar do Paffarrão. E para constar lavrei em duplicado este assento que, depois de lido e conferido perante os conjuges e testemunhas, comigo o assignou o conjuge e não assignou a conjuge nem as testemunhas por não saberem escrever. Era ut supra - "