Ensaio de Gilberto Dimenstein:

 

Educar é ensinar o encanto da possibilidade

Esse ensaio sobre minha vivência em Nova York está inacabado e, imagino, vai permanecer assim por longo tempo.

Vou colando, reescrevendo e repensando artigos que publico, a partir do meu aprendizado sobre o ato de ensinar e aprender numa sociedade de informação, vivendo na difusa fronteira entre o jornalismo e a educação.

Educar é, em essência, ensinar o encanto pela possibilidade. Logo, educação é a arte de ensinar o exercício da liberdade. Só é livre quem é capaz de optar entre as diferentes possibilidades.

O professor é, então, agente da liberdade, administrador da curiosidade. Sentimos medo, de fato, quando não temos alternativa. A morte é o maior dos medos porque é a ausência total de alternativa. Educar, no Brasil, é transmitir os mais elementares direitos  e lidar com o impacto das novas tecnologias.

Temos o medo da internet, da máquina que corta empregos. E de andarmos sozinhos na ruas inseguras. Ainda vemos o trabalho escravo ou infantil, mas já estamos discutindo como criar o teletrabalho. Chegamos ao final do século com o medo de andar na rua com a janela do carro aberta, mas exportando aviões.

Resolvi compartilhar esse ensaio inacabado justamente no dia do professor, o agente da liberdade.

Esse ensaio vai incorporando as heranças; gente que vou conhecendo pelo mundo que me ensina a tecnologia da paixão pelo saber. Um paixão que não encontro apenas na academia ou redações. Mas nas favelas e até nas flores de um museu em Nova York.


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