Dolly, a Sheepdog (parte 1)
1- Eu nasci numa tarde fria de Julho. Me lembro apenas do cheiro de minha m�e e, de como era dif�cil chegar perto dela. Meus irm�os e eu compet�amos pela sua aten��o. Com o tempo, comecei a enxergar. Estava t�o contente com isso que nem percebi quando algu�m nos colocou dentro de uma caixa. Minha m�e nos olhava com pena. Ela n�o iria conosco mas, dizia que fossemos sempre obedientes. Chorei tanto todo o caminho, n�o queria ir.
2- Fomos levados para uma loja de animais. Meus irm�os e eu fic�vamos o dia todo em uma caixa espa�osa de vidro. N�o demorou muito para que uma pessoa me adotasse. Meus irm�os estavam dormindo quando me escolheram. Uma mulher me levou para sua casa. Num canto, eu tinha sempre leite. No fim da tarde, ela me levava para passear. Eu entia muita falta da minha fam�lia e chorava todas as noites. Um dia, ela me disse que ir�amos viajar e eu passaria a morar em outra casa.
3- O dia estava brilhante quando n�s sa�mos. Dentro de uma caixa, eu n�o conseguia ver o que acontecia do lado de fora. Mas, a viagem acabou me deixando enjoada. Mal tinha for�as para ficar em p�.
4- Demorou muito at� que cheg�ssemos. As ruas eram menores e bem diferentes. As casas tamb�m. Essa, tinha �rvores na frente. Uma senhora apareceu. Ela me viu e sorriu. As duas me colocaram num p�tio atr�s da casa. Fiquei andando de um lado para o outro at� me cansar. A noite foi chegndo e a senhora colocou um prato com leite. Bebi tudo e adormeci.
5- No dia seguinte, a jovem j� havia ido embora. Eu sabia que iria morar l� agora mas, eu me sentia muito s�. Comecei a chorar � noite e os gritos daquela senhora me assustavam. Passei a choramingar bem baixinho.
6- Os dias foram passando. Eu sentia fome cada vez mais. Ao inv�s de leite, eu comia agora ra��o. J� estava com o dobro do tamanho de quando havia chegado. Algumas pessoas apareciam para me ver. V�rias garotas moravam com essa senhora. Eu n�o as via muito, elas sempre se assustavam com meu tamanho. �s vezes, elas deixavam a porta da casa aberta e eu caminhava entre os m�veis da sala. Era t�o dif�cil desviar e sempre derrubava algo no ch�o. Por que elas tinham tantas coisas espalhadas? Eu sempre era castigada quando entrava mas, era t�o quentinho l� dentro...
7- Um dia, vi duas garotas se abra�arem. Elas sorriam. Percebi que essa era uma forma dos humanos cumprimentarem uns aos outros. A senhora apareceu e estava alegre. Resolvi ent�o lhe dar um abra�o como j� tinha visto antes. Meu tamanho j� era muito maior e, por isso, quase a derrubei. Ela se assustou e a partir daquele dia, ela me deixou presa numa coleira.
8- Minha fome �a aumentando junto com o meu tamanho. A senhora n�o me queria mais e iria me deixar sair, ir para a rua. Ela abriu  porta da casa e um cachorro que estava l� fora conversou comigo. Ela lhe disse que estava livre, que era muito s� naquela casa. Eperguntei se poderia seguir com ele pois tudo era novo e eu estava assustada. Ele era um vira-lata e, me disse que morar na rua n�o era para mim. Disse tamb�m que o c�o que tinha casa era de muita sorte.
9- Por sorte, uma das garotas estava chegando e, depois de saber o que estava acontecendo, teve pena e pediu para ficar comigo. A senhora concordou desde que ela me levasse para outro lugar. Demorou uma semana mais ou menos para que ela me levasse. Ao entrar no carro, vi o mesmo cachorro pela janela. Ele me desejou sorte.
10- � muito diferente quando se � grande e pode-se ver tudo pela janela mas, fiquei enjoada assim mesmo. Chegamos bem r�pido numa casa com um grande jardim. Tinh at� uma casa de cachorro. Eles me receberam bem e prometeram me cuidar.
Dolly
In�cio
Dolly (parte 2)
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