Dolly (parte 2)
11- A garota sempre que podia, �a me visitar e me passeava. Num desses passeios, uma mulher se aproximou. Ela disse que eu era muito bonita e que ela tinha um cachorro parecido. Ela tocou minha cabe�a e deixou o seu n�mero de telefone.
12- Os donos da casa me tratavam bem mas, eles quase n�o apareciam. Num dia, eu s� escutava as suas cozes. Todos falavam alto. Acho que procuravam por algo. Aos poucos, eles foram se aproximando da minha casa e olhavam furiosos para a minha nova decora��o. Eu havia rasgado uma pe�a ou outra que estava no p�tio e colocado dentro de minha casa. Estava t�o bonito mas, eles n�o gostaram. Eu sabia que eles n�o me queriam mais por l�.
13- Chamaram a garota e ela me olhava com pena. Eu tentava perguntar a ela: Para onde eu iria agora? Por que as pessoas n�o me queriam? De repente, a garota se lembrou de alguma coisa e ligou para um n�mero. Ela perguntou para algu�m se poderia me aceitar na sua casa. Demorou um certo tempo para a resposta. Pela cara de felicidade, era um sim, com certeza.
14- Eu j� tinha 1 ano e como comemora��o, fui num veterin�rio. L�, eu ouvia nomes estranhos como: tosa, banho e vacina. O banho eu gostei muito. Era muito bom se sentir perfumada. A vacina me assustou no come�o mas, n�o � ruim. Quase n�o senti nada na hora. S� depois, me senti um pouco cansada. Atosa � o corte de cabelos para os cachorros mas, isso n�o precisei fazer.
15- No dia seguinte, entrei no carro de novo. Como a gente se sente estranha dentro mas, gostei muito de sentir o vento pela janela. Chegamos logo e eu estava com medo. Por quanto tempo eu iria ficar naquela casa at� que n�o me quisessem mais? Uma mulher abriu o port�o. Ah, era aquela que havia deixado o n�mero do seu telefone mas, nesse caso, eles j� tinham um cachorro. Ser� que teriam crian�as? Ser� que iriam gostar de mim?
16- Desci do carro e entrei bem devagar. O p�tio era grande e tamb�m tinha um jardim. Enquanto �am arrumando minha casa, o cachorro se aproximou. Ele ficou muito feliz em me ver. Eu estava muito contente, teria algu�m com quem conversar. O nome dele era Karpet e ele me mostrou toda a casa. Ele era um pouco menor mas, bem peludo como eu. Ele me chamava pelo meu nome, Dolly.
17- � tarde, um homem chegou. Ele tocou minha cabe�a e foi verificar minha casa. Depois, chegaram uma garotinha e um menino. Mas, ele saiu correndo e se trancou na cozinha. Ele ficava l� colado na porta e quando eu me aproximava, ele se afastava.
18- O Karpet disse que o Mario (o menino) s� estava com um pouco de medo, mas que �a se acostumar. Ele me contou que tinha cuidado muito da crian�a quando ele ainda era um beb�. Ele me disse que ainda faltava um integrante da fam�lia, a filha mais velha.
19- J� era quase noite quando duas garotas chegaram. Elas falavam bastante e estavam super animadas. Eu esperei bem na porta. Quando elas entraram, uma disse: �Minha nossa! Que cachorro grande!� As duas me cumprimentaram e entraram na casa. Al�m da filha, estava uma garota que estava passando as f�rias com eles.
20- S� depois o Karpet me contou como eles decidiram que eu poderia ficar com eles. Todos os filhos e, inclusive a amiga deles pediram para o pai. Ele pensou bastante e, finalmente, disse que sim. Foi por isso que a resposta tinha demorado.
21- Num certo dia, as garotas estavam brincando comigo e chamaram o menino. Ele veio aos poucos e gostou bastante de mim. Perdeu t�o r�pido o medo que pensava at� que eu era um cavalo pelo meu tamanho. Eu o passeava um pouco, mas n�o agora. Ainda que ele seja menor, n�o aguento o seu peso. Nunca mais vi ningu�m das casas que morei antes. Estou muito feliz agora. Faz 5 anos que estou com esta fam�lia e, sei que eles jamais v�o querer que eu sa�a de l�.
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