| .. | . | |||||||||||||||||||||||
| SONATA PARA IR � LUA |
||||||||||||||||||||||||
| . | ||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||
Aniba l Be�a Desnudo j� me dou de mim doendo na doa��o das folhas da floresta que v�o caindo sem saber-se sendo peda�os de n�s na noite deserta. A lua imponder�vel vai ardendo c�mplice em nossa luz de fogo e festa. Meus bra�os s�o dois galhos te dizendo que o forte �s vezes treme em sua aresta. Esta outra face fr�gil de apar�ncia que s� aos puros � dado conhecer no abra�o da paix�o e sua ard�ncia. Mesmo cego de mim eu pude ver e sentir no teu beijo a clara ess�ncia que faz do nosso amor raro prazer. |
||||||||||||||||||||||||
| AN�NCIO | ||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||
| Anibal Be�a � preciso urgente cortar os excedentes. Nada de adiposidades. Estamos em crise. Os adjetivos que me perdoem, os substantivos s�o mais esbeltos, e a Nova Era recomenda que sejamos seletos. H� uma pena de andorinha voando � toa. H� um redemoinho que nos afunda a proa. H� uma onda marejada que n�o se escoa. � preciso p�r um b�bado no tim�o do barco. Que saiba das mar�s pelo trago das estrelas, que saiba afundar levantando um brinde, e mesmo nos destro�os saber-se pr�ncipe salvo do rescaldo para o cetro da palavra: La parole est morte. Vive la parole! H� uma paix�o em cada esquina torta. H� um resto de ang�stia celebrando a morta. H� um boi no labirinto procurando a porta. � preciso correr atr�s da utopia que se fez distante, para que ela volte a habitar os dias mais comuns, e fa�a que o sonho se pare�a ao sonho, mesmo sob o manto pessimista da n�voa, afiando o sabre na pedra que restou da cachoeira. Ah, nuvens vermelhas, derramai vossa chuva de fogo! H� um canto entravado na garganta. H� um sufoco que j� n�o me espanta. H� um espelho que j� n�o me encanta. � preciso fugir do tempo perdido. O que ficou pra tr�s encantou-se com a serpente, e todos os dias buscamos novos corredores: al�ias renovadas para as pegadas recentes. Salvemos aqui a parelha dos p�s que suporta a canga nesse itiner�rio do agora recolhendo ontens. H� um solit�rio na mesa de um bar. H� um suicida na voragem do mar. H� um reclamante do verbo amar. � preciso, finalmente, se apaixonar todos os dias. Experimentar o gesto no corpo da amada. Imprimir no toque a tatuagem serena para que fique perene quando for saudade: A vida se amplia num flash de coisas pequeninas, e o que ficar s�o ecos de melodia transit�ria. H� um desejo que me faz cantor. H� uma paix�o sa�da da sua cor. H� um amor na contram�o da dor. |
||||||||||||||||||||||||
| CASA | ||||||||||||||||||||||||