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Definição de termos
 

G

Garantia de Qualidade
Gestão da Qualidade
Gestão da configuração
Gestão dos riscos
Gestão pela Qualidade Total
Gestão por Objectivos
Gráficos de controlo de Shewart
 
 
 

Garantia da Qualidade

(1) Sistema de actividades cujo propósito é assegurar que a tarefa global de controlo da qualidade está a ser eficaz. O sistema envolve uma avaliação contínua da adequabilidade e eficácia do programa global de controlo da qualidade com a perspectiva de iniciar as medidas correctivas sempre que necessário. Isto envolve, para um produto ou serviço específico, verificações, auditorias e a avaliação dos factores da qualidade que afectam as especificações, produção, inspecção e a utilização do produto ou serviço.
[ASQC A3-1978]
 

(2) Um padrão planeado e sistemático de todas as acções necessárias para o fornecimento da confiança adequada de que um item ou produto está conforme com os requisitos técnicos estabelecidos.
(3) Um conjunto de actividades designadas para avaliar o processo pelo qual os produtos são desenvolvidos e manufacturados.
[IEEE 610.12]
 

(4) Conjunto de todas as actividades planeadas e sistematicamente implementadas no âmbito do sistema da qualidade demonstradamente necessárias para proporcionar confiança adequada de que uma entidade está em condições de satisfazer os requisitos da qualidade.
Nota 1: A garantia da qualidade visa tanto objectivos internos como externos.
a) garantia da qualidade interna: numa organização a garantia da qualidade proporciona confiança à direcção
b) garantia da qualidade externa: em situações contratuais ou outras, a garantia da qualidade proporciona confiança aos clientes ou a outros.
Nota 2: Algumas acções de controlo da qualidade e de garantia da qualidade estão inter-relacionadas.
Nota 3: A garantia da qualidade só pode proporcionar a confiança adequada se os requisitos da qualidade reflectirem totalmente as necessidades do utilizador.
[NP EN ISO 8402]
 

(5) Conjunto de acções pré-definidas e sistemáticas que permite afirmar que um bem ou serviço terá as exigências previstas quanto à qualidade.
 
 
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Gestão da Qualidade

(1) É a função que estuda a política da qualidade de um organismo, define o sistema que suportará o seu desenvolvimento, desde o planeamento, passando pela animação até à avaliação.

(2) Todas as actividades da função geral da gestão que determinam a política da qualidade, os objectivos e as responsabilidades, e os implementam através de meios tais como o planeamento da qualidade, o controlo da qualidade, a garantia da qualidade e a melhoria da qualidade no âmbito do sistema da qualidade.
Nota 1: A gestão da qualidade é da responsabilidade de todos os níveis da gestão mas deve ser conduzida pela gestão de topo. A sua implementação envolve todos os membros da organização.
Nota 2: A gestão da qualidade dá atenção aos aspectos económicos.
[NP EN ISO 8402]
 
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Gestão da Configuração

(1) Processo de identificação e definição dos itens do sistema,controlando as alterações a esses itens ao longo do seu ciclo de vida, registando e relatando o estado dos itens e os pedidos de alteração e verificando se esses itens estão completos e correctos.
[IEEE 729]
 
 

(2) Disciplina que aplica orientações técnicas e administrativas e vigilância sobre o ciclo de vida dos itens para:

[MIL-STD-973]
 
 

(3) Disciplina que identifica todos os componentes e as suas relações num sistema que evolui continuamente com a finalidade de manter a integridade, a rastreabilidade e o controlo sobre as alterações ao longo do ciclo de vida.
[BS 6488]
 
 

(4) O objectivo da gestão da configuração é estabelecer e manter a integridade do projecto de software ao longo do ciclo de vida do projecto de software.

A gestão da configuração do software envolve a identificação da configuração ( isto é produtos seleccionados do trabalho e a sua descrição), em determinado momento, controlando sistematicamente as alterações à configuração, e mantendo a integridade e a rastreabilidade da configuração ao longo do ciclo de vida. Os produtos do trabalho colocados sob a gestão da configuração incluem os produtos que são entregues ao cliente e os itens requeridos para criar esses produtos.

É estabelecida uma biblioteca baseline do software que contem as baselines tal como são desenvolvidas. Alterações às baselines e a entrega de produtos de software construídos a partir da blioteca baseline são sistematicamente controladas através do controlo das alterações e das funções de auditoria.

[CMM]
 
 

(5) É o conjunto de mecanismos e actividades envolvidas na identificação, organização e modificação dos vários componentes do software, bem como do próprio ambiente de desenvolvimento. Esses componentes podem ser documentos de especificação de requisitos, módulos de programas fonte, baterias de testes, manuais de utilização, programas executáveis, etc.

Os mecanismos principais são:


 

(6) Chama-se Gestão das Configurações ao controlo contínuo das mudanças feitas a um sistema ou aplicação, com a respectiva documentação. Compreende a identificação da configuração num determinado momento, o controlo sistemático às mudanças efectuadas a essa configuração e a manutenção da integridade e rastreabilidade da configuração ao longo do ciclo de vida do software.

A gestão das configurações responde às seguintes questões:

É composta por um conjunto de mecanismos e actividades para identificar e organizar a modificação dos vários componentes do sistema ou aplicação bem como do próprio ambiente de desenvolvimento. Um componente é qualquer elemento do software, objecto de codificação. Pode ser um programa, módulo, copybook, JCL, Base de dados, etc.

O mecanismo principal e a identificação, isto é, uma convenção explícita quanto à escolha dos identificadores de componentes. O objectivo é identificar os componentes, respondendo às seguintes questões:

As actividades de identificação são:
 

(7) Numa equipa de projecto é inevitável um certo grau de confusão. O objectivo é minimizar essa confusão para que se possa trabalhar mais. A arte de coordenar o desenvolvimento de software para minimizar essa confusão é chamada gestão da configuração. É a arte de identificar, organizar e controlar as alterações ao software que está a ser construído por uma equipa de programadores. O objectivo é maximizar a produtividade minimizando os erros.
[W. Babich, "Software Configuration Management: Coordination for Team Productivity"]
 
 

(8) Os problemas mais frustantes do software são muitas vezes cusados por uma gestão pobre da configuração. Os problemas são frustantes porque demoram tempo a serem corrigidos, acontecem muitas vezes na pior altura e são totalmente desnecessários. Por exemplo, um bug que foi corrigido com grande esforço, de repente, reaparece; um módulo desenvolvido e testado misteriosamente desaparece; um programa completamente testado deixa de funcionar. A gestão da configuração ajuda a reduzir estes problemas através da coordenação dos produtos do trabalho de diferentes pessoas que trabalham no m,esmo projecto. Sem esse controlo, o seu trabalho entra em conflito com frequência, resultando em problemas como:

Estes problemas derivam da confusão e da falta de controlo e podem fazer dispender muito tempo. A chave é ter um sistema de controlo que responda às seguintes questões: O papel da gestão da configuração é controlar a actividade de alteração de forma a que todas estas questões tenham resposta. Se, contudo, a gestão da configuração é vista meramente como uma ferramenta de gestão ou como uma obrigação contratual, pode rapidamente transformar-se numa burocracia que impede o trabalho. Enquanto tais sistemas possam ser contratualmente requeridos, a verdadeira necessidade é assistir os programadores no controlo e rastreamento do seu trabalho, enquanto se assegura que nada é perdido ou destruído.

[W. Humphrey, "Managing the Software Process"]
 
 

Ver também o ponto 6.1 "Gestão da Configuração" da norma NP EN 29000-3
 
 
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Gestão dos riscos

(1) Abordagem sistemática para reduzir a probabilidade dos riscos e/ou limitar os efeitos causados pelo risco usando acções preventivas. Consiste nas seguintes actividades: análise dos riscos, planeamento da gestão de riscos e monitorização dos riscos.
[Eurometod version 1 Dictionary]

(2) Significa fazer a análise, controlo e seguro ideal dos riscos de uma empresa. Visa antecipar, analisar e valorizar os riscos de funcionamento da empresa de modo a minimizá-los. Implica optimizar o rácio qualidade/custo dos diferentes seguros da companhia. O método inclui todos os tipos de riscos clássicos (caso da segurança de pessoas e bens) e também alguns cuja frequência ou amplitude cresceu nos últimos anos, tais como riscos de cópias, os ligados ao meio ambiente ou as despesas médicas dos empregados).

[50 Conceitos de A a Z]
 
 
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Gestão pela Qualidade Total
(Total Quality Management - TQM)

(1) Modo de gestão de uma organização centrado na qualidade, baseado na participação de todos os seus membros e visando o sucesso a longo prazo através da satisfação dos clientes e de benefícios para todos os membros da organização e para a sociedade.
Nota 1: A expressão "todos os seus membros" designa o pessoal em todos os departamentos e a todos os níveis da estrutura organizacional.
Nota 2: A forte e persistente liderança da gestão de topo e a formação geral e permanente de todos os membros da organização são indispensáveis ao sucesso deste modo de gestão.
Nota 3: Na gestão pela qualidade total, o conceito de qualidade refere-se ao atingimento de todos os objectivos da gestão.
Nota 4: O conceito "benefício para a sociedade" implica, como necessário, a satisfação dos requisitos da sociedade.
Nota 5: A "gestão pela qualidade total" (TQM) ou partes dela são por vezes designadas pelas expressões "qualidade total", "CWQC" ( em inglês "company-wide quality control"), "TQC" (em inglês "Total Quality Control"), etc.
[NP EN ISO 8402]
 

(2) Pode ser definido como um compromisso com a melhoria contínua dos processos da organização de forma a maximizar os activos, reduzir os desperdícios e o refazer e satisfazer e manter os clientes. TQM é um processo sem fim de melhoria contínua. Este sistema de gestão foi desenvolvido por Deming e Juran. No centro do TQM estão as ideias de que a verdadeira qualidade só pode ser atingida através da medição contínua e monitorização e que a qualidade total requer um esforço contínuo e coeso de todas as pessoas na organização. A sua estratégia requer alterações às práticas de gestão, incluindo o trabalho de tornar a conceber, a redefinição dos papéis da gestão, o redesenho das estruturas organizacionais, a aprendizagem de novas competências pelos funcionários de todos os níveis e a reorientação dos objectivos organizacionais.
[Dr. Chao-Hsien Chu]
 
 
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Gestão por Objectivos

Criada por Peter Drucker nos anos 50, a gestão por objectivos (management by objectives - MBO) descreve um sistema de gestão em que os trabalhadores e os gestores de topo definem em conjunto qual é o objectivo final do seu trabalho, como o realizar, de que forma será avaliado e qual o tempo necessário à concretização. É uma técnica popular em todo o mundo. Há, no entanto, três críticas clássicas à sua aplicação: os gestores tendem a definir metas pouco ambiciosas ou irrealistas; os objectivos raramente resultam de um processo participativo e descentralizado; e não promove o trabalho de equipe.
[50 Conceitos de A a Z]
 
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Gráficos de controlo de Shewart

A principal função do gráfico de controlo é diagnosticar se a variação produzida no processo do produto ou serviço cai dentro dos limites previamente estabelecidos. Esta informação dá à organização referências para a melhoria da qualidade.

Há dois tipos de gráficos de controlo:

gráfico de controlo de atributos, cujo objectivo é atingir "zero defeitos" no produto ou serviço
gráfico de controlo de variáveis, cujo objectivo é reduzir continuamente a variação do produto ou serviço de forma a satisfazer as necessidades dos clientes
A maioria tem uma estrutura comum. Tipicamente tem uma linha central (valor médio das características da qualidade) e os limites de controlo superior e inferior.
 
 
 
 
 
 
 
 
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Última actualização: 16 de Fevereiro de 2000

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