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Você é nossa visita
nº
16
MAIO 2002 Copyright ©
2000
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S H O
W DE H O R R O R E S
O SHOW DE HORRORES DO PEDIGREE NA ÁSIA
Traduzido
do site da WPSA (http://www.wspa-international.org/campaigns/dogsinasia/asiaped1.html)
, veja as fotos e leia o texto traduzido abaixo:
Uma investigação prolongada no sudoeste da Ásia realizada pela WSPA revelou
o destino impressionante de milhares de cães com pedigree. Em anos recentes,
um número enorme de cães foi exportado da Europa e dos EUA para suprir a
demanda crescente por animais de estimação na Ásia. Hoje, muitos desses
animais, bem como seus descendentes, tornaram-se vítimas de um negócio que
não tem nenhuma, ou muito pouca, consideração com o bem-estar dos animais.
A equipe de campo da WSPA promoveu observações em Taiwan,
Coréia, Japão,
Tailândia, Hong Kong e China. Eles observaram os cães sofrendo por doenças
ou pelas condições de amontoamento em pet-shops, apertados em centros de
criação que parecem fábricas, vendidos como alimento em açougues,
abandonados em lixões, e destruídos por métodos cruéis como afogamento ou
eletrocução.
Nos últimos dez anos, ter um bichinho tornou-se crescentemente popular na
Ásia. Hoje, raças favoritas como Malteses, Yorkshire Terriers e Huskies
Siberianos podem ser vendidos por cerca de 1000 libras em pet-shops
japoneses. Animais com um certificado de pedigree britânico podem conseguir
até 3000 libras.
Por toda a Ásia, a WSPA está trabalhando para introduzir atitudes mais
responsáveis e humanas quanto à posse de animais. No momento, virtualmente
não existe controle para criar e vender cães, nem leis efetivas de proteção
animal no Japão, Coréia, Tailândia ou China.
PET SHOPS
Um bulldogue com as patas dianteiras deformadas devido ao cruzamento
intensivo vive em condições miseráveis num pet-shop coreano.
Cães são rotineiramente vendidos em pet-shops e galpões por toda a Ásia. A
equipe da WSPA visitou mais de duzentas lojas e encontrou animais sofrendo
de infecções e super-população. No Japão, um Wolfhound Irlandês estava à
mostra fora da loja, numa vitrine de vidro tão pequena que ele não podia nem
mesmo se virar. Na Coréia, animais com apenas duas semanas de idade estavam
à venda. Tipicamente filhotes de diversas ninhadas são expostos juntos, o
que abre caminho para infecções cruzadas. Os inspetores da WSPA
frequentemente viram cãezinhois à venda sofrendo de panleucopenia e
parvovirose.
O mercado de Lao Hu na cidade chinesa de Shenzchen, próxima a Hong
Kong, é tipico do novo estilo de venda em massa de animais de estimação, que existe
atualmente na Ásia. Centenas de cães com pedigree são exibidos em gaiolas
minúsculas. Dálmatas, Yorkshire Terriers, Malteses e Shih Tzus são as raças
mais populares. Os inspetores da WPSA viram os animais comprados e vendidos
como brinquedos, e carregados em caixas de papelão seladas.
Centenas de cães são vendidos a cada semana nesse mercado, que se tornou um
ponto de parada popular para as pessoas viajando entre a China e Hong
Kong.
A equipe da WSPA entrevistou um vendedor em Taiwan que vende cerca de 1000
cães por mês, incluindo Yorkshire Terriers, Lulus da
Pomerânia, Pugs, Poodles, Chiuahuas e Shih Tzus. Ele confirmou à equipe da WSPA que pelo
menos cinquenta por cento dos animais morre antes de serem vendidos.
CRIADORES
Tendo importado cães com pedigree da Europa e dos EUA por muitos anos, os
vendedores agora montaram centros de criação para aumentar o fornecimento de
animais para mercados e pet-shops. Muitos desses centros são pouco mais do
que fábricas, onde os animais são amontoados em gaiolas mínimas, com pouco
ou nenhum exercício, e sem mesmo serem limpos ou alimentados
convenientemente. Muitas fêmeas sâo consideradas literalmente máquinas de
reprodução, e são cruzadas a cada vez que entram no cio.
A Life Conservationist Association, membro da WSPA, conta a visita feita a
um criatório particular em Taiwan : " Cerca de 60 gaiolas pequenas estavam instaladas na residência particular
dos criadores. Muitas estavam quebradas ou enferrujadas e amontoadas em
pilhas de três. As fezes caiam livremente de uma gaiola para a outra, e não
havia sistema de drenagem no solo. O chão e as gaiolas estavam forradas por
camadas de comida velha e pelos. Estava claro que quilo nunca tinha sido
limpo. Os ambientes com as gaiolas eram escuros e pouco ventilados. Na
ocasião de nossa primeira visita havia 42 cães : 8 Lulus da
Pomerânia, 13
Malteses, 3 pequineses, 2 mestiços de pequineses com lulus, 4 Yorkshire
Terriers, 2 Chiuauhuas e 10 mestiços. Todos os cães estavam imundos, com os
pelos sujos de fezes. Vasilhas de água em cada gaiola eram inúteis, uma vez
que elas eram logo viradas sobre os animais de baixo. Estava claro que os
animais nunca saíam das gaiolas ou faziam algum exercício."
Depois da visita da LCA este centro foi fechado. Alguns dos animais acharam
novas casas, mas muitos tiveram que sofrer eutanásia. Em outros criatórios
visitados pela WSPA, os inspetores descobriram que todos os cães tiveram as
cordas vocais cortadas para reduzir o barulho. Esse serviço é anunciado
abertamente pelos veterinários de Taiwan.
DESTINADO A VIRAR JANTA
Em vários países asiáticos, a tradição de comer carne de cachorros ainda é
forte, particularmente na Coréia. Muitos animais são criados especificamente
para o abate, mas a equipe da WSPA observou animais de pedigree à venda em
cinco mercados da Coréia. Em cada mercado, chegavam constantemente caminhões
de entrega, contendo cães tão amontoados que suas pernas estavam
embaraçadas. Num mercado havia pelo menos 2000 cães à venda. Entre os
pedigrees identificados pela WSPA estavam Rough Collies, English
Pointers,
Pastores Alemães, Bloodhounds, Mastins Ingleses, Pugs, Shiba Inus e
Jindos.
Os cães são abatidos em dependências dos mercados. Os investigadores da WSPA
podia ouvir o constante uivo dos cães atrás das lojas e barracões onde os
cães são estrangulados. Depois, a maioria dos cães é pelada, e seus corpos
são sapecados com uma tocha. Vídeos mostram que esse procedimento pode ser
feito com os cães ainda vivos, e na presença de outros cães aguardando o
mesmo destino.
Os investigadores da WSPA descobriram que os cães na Coréia valem mais
mortos do que vivos - um quarto de carne de cachorro é vendida por 18
libras. Durante os meses de verão, quando comer cachorro é particularmente
popular, muitos animais de estimação são vendidos para o mercado de carne.
DESCARTADO PARA MORRER
A crescente popularidade de cães de estimação na Ásia criou um imenso
problema de bichos abandonados. Os animaizinhos são comprados por impulso, e
então descartados quando se tornam um aborrecimento, ou quando seus donos se
cansam deles.Em Taiwan os animais são recolhidos por apanhadores de animais
e atirados em asilos em lixões. Graças à campanha da ESPA, muitos desses
lugares foram fechados, mas as condições dos asilos de animais na Ásia ainda
é terrível. A WSPA identificou incontáveis raças diferentes morrendo de fome
e sofrendo de doenças de pele dolorosas em gaiolas imundas e superpovoadas.
Em muitos casos os animais não são nem alimentados, e sobrevivem comendo
outros cães que já sucumbiram à doença.
Em grande parte da região, as crenças religiosas não permitem a eutanásia,
então o sofrimento deles continua enquanto eles conseguirem permanecer
vivos. Onde a eutanásia é aceita, métodos cruéis são os mais utilizados. Em
Taiwan, a equipe da WSPA viu cães de raça sendo afogados, quando gaiolas com
dez ou mais animais eram imersas em tanques com água. Eletrocução também é
comum, com os animais recebendo uma corrente letal de tomadas elétricas
comuns, o que pode custar muitas tentativas para surtir efeito. Na
Tailândia, a equipe da WSPA testemunhou como 200 cães por dia são
envenenados com estriquinina no asilo principal de Bangkok.
O COMÉRCIO INTERNACIONAL DE DESGRAÇAS
Os cães de pedigree agora estão sendo criados em grande quantidade na Ásia,
são em grande parte descendentes de animais exportados pela Europa, EUA e
Austrália. Adicionalmente, a cada ano, milhares de outros animais continuam
a ser exportados para a região.
A rede de criadores, importadores e negociantes de cães de pedigree atinge o
mundo inteiro. Seu epicentro é a anual Crufts Exibition, organizada pelo
Kennel Club do Reino Unido e considerada por muitos o padrão internacional
para a qualidade de criação. O maior exportador de animais de raça dos EUA
exporta 10 000 cães todos os anos só para o Japão. Muitos pedigrees são
exportados do Reino Unido para a América, e alguns deles ou seus
descendentes podem eventualmente ser exportados para a Ásia. Baseado em
cálculos fornecidos pelos países importadores, o número de animais
atualmente sendo exportados do Reino Unido diretamente para a Ásia é
bastante pequeno. No ano passado, o Reino Unido exportou 291 cães para o
Japão, 14 para a Coréia e 144 para Hong Kong. A Austrália e a Alemanha
também são grandes exportadores.
AS LEIS DE PROTEÇÃO ANIMAL NO JAPÃO
Um exemplo : O estado lastimável das leis de proteção animal no Japão
Há uma lei chamada Lei de Proteção e Controle Animal (1973), mas ela foi
feita basicamente para proteger as pessoas dos animais, e não o contrário.
Não existe uma definição de crueldade, e o punhadinho de casos realmente
terríveis que sofreram processo, em quase 30 anos, resultaram apenas em
multas de cerca de 30 000 yens (US$ 250).
Inúmeros casos de crueldade não sofrem nenhuma punição. Como o caso do homem
sádico que respondia anúncios de jornais oferecendo cães e filhotinhos. Ele
os levava para casa e os torturava e mutilava lentamente, algumas vezes
escorchando-os vivos. Algumas pessoas o denunciaram à polícia, mas ela não
fez nada. Então grupos de proteção aos animais prepararam os papéis de
processo. Provas foram coletadas : um veterinário que tratou um dos cães, e
mais fotos horripilantes de cães mutilados e mais o depoimento de vizinhos.
Um caso forte, mas foi rejeitado por falta de provas,e por não ser
convincente o suficiente para provar a crueldade.
A maior parte das pessoas no Japão compra animais no pet-shop. Cãezinhos e
gatinhos são trazidos de criatórios quando têm um mês de idade, carregados
em caixotes, e transportados por longas distâncias até os leilões de animais
nas cidades, antes de serem postos à venda nos pet-shops. Conforme eles
crescem, seu preço cai, e quando eles não tem mais como se virar em suas
gaiolas, são levados para os asilos públicos ou mortos no pet shop.
Nenhuma licença, lei ou inspeção se aplica aos pet shops. Alguns agora
trabalham com os chamados "animais exóticos", como pinguins, gatos selvagens
e aves de rapina. Algumas dessas espécies deveriam ser protegidas pela
CITES, mas não existe lei para processar um pet shop depois que o animal
entra no país. Mesmo que fosse possível, seria difícil achar um inspetor que
reconhecesse uma espécie ameaçada.
No Japão cães de rua são classificados como um incômodo público, sujos, e
tratados como lixo. Os escritórios da Saúde e Higiene Pública, conhecidos
como Hokenshos, apanha os cães usando laços de arame. Os velhos, os jovens,
os doentes e os agressivos são todos jogados dentro do mesmo caminhão,. onde
muitos animais sufocam durante o verão. Outros são deixados na porta dos
Hokenshos por seus donos, em caixas ou sacos plásticos.
O trabalho de matar é sub-contratado com companhias privadas que têm seu
lucro fornecendo animais para laboratórios ou vendendo sua carne e couro. Os
métodos de morte variam entre eletrocução, descompressão, gás, e até
recentemente, espancando-os à morte. Agora alguns centros automatizaram o
processo de matar, para que não se tenha que pôr as mãos nos animais.
Apertando-se um botão, as paredes dos canis se movem, forçando os cães para
a próxima cela, e eventualmente para a cela de morte, sem usar as mãos
humanas. Enormes quantidades de dinheiro público foram gastos nesses asilos,
mas eles foram claramente projetados para a conveniência de seus
trabalhadores, não por consideração humana com os animais.
A AÇÃO DA WSPA
A WSPA está prosseguindo sua observação e fazendo lobby contra as
autoridades da Ásia e da Europa para melhorar o tratamento de animais de
companhia, e restringir o comércio internacional de raças com pedigree. Na
Coréia, a campanha da WSPA recebeu o apoio da grande corporação Samsung, que
também é a principal patrocinadora da Crufts. A companhia está usando a sua
posição para apoiar o Ministro da Agricultura do país no desenvolvimento de
uma nova lei de proteção animal, baseada na legislação passada no ano
passado em Taiwan. A companhia também ofereceu apoio à conferência
educacional de respeito animal na Coréia.
"A idéia da nova lei coreana é encorajadora, e eu gosto de pensar que ela
entrará em ação num futuro próximo", comentou Trevor Wheeler. " Como a
maioria das leis de proteção animal, ela não irá proibir o consumo de carne
de cachorro, ou de outra espécie em particular, mas irá lançar as regras
para tornar ilegais os métodos corrente de transport e abate de cães".
No Reino Unido, Trevor Wheeler também manteve discussões no Kennel Club, que
organiza a Crufts e controla os registros de cães com pedigree. Apesar do
Kennel Club afirmar ser impossível segurar a documentação de pedigree dos
animais exportados para a Ásia, eles concordaram em divulgar informações,
baseada nos relatórios da WSPA, para avisar dos perigos de se exportar
animais para certos países.
No Japão as iniciativas estão a caminho de lançar uma lei de proteção animal
que seja efetiva para diminuir a crueldade. "A lei atual, estabelecida em
1973, foi tão mutilada de sua proposta original que terminou não tendo uso
prático", explicou Fusako Nogami, do grupo de proteção animal ALIVE. Os
exemplos acima comprovam claramente esse ponto. Cerca de 80 membros do
Parlamento prometeram apoiar a proposta da nova lei, que deverá conter os
seguintes princípios :
- definir "animal", "abuso de animais" e "abandono de animais"
- aumentar as multas
- estabelecer um sistema de inspeção
- criar licenças para manipulação e venda de animais
- experiências com animais devem ter licença e ser acompanhadas por uma
comissão de ética.
Traduzido por:
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Japoneses comem carne
de golfinho e baleia, coreanos comem carne de cachorro.
Dois países que serão os anfitriões da COPA DO MUNDO DE
2002. Esta é a hora de exigirmos RESPEITO PELOS
ANIMAIS. Estamos com a "faca e o queijo" na mão.
P A R T I C I P
E !

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