TEXTOS

Finalmente, consegui traduzir um dos testemunhos prestados ao Tribunal de Crimes de Guerra. David Kenneth Tuck, lutou de janeiro de 1966 a fevereiro de 1967 no Vietnã. Recomendo - como uma das melhores formas de aprendizado sobre a verdade no Vietnã - a leitura de seu depoimento. Não perca esta chance de saber o que aconteceu realmente na Guerra do Vietnã.

Em breve, terminarei de traduzir outros testemunhos.

new.gif (1459 bytes)     Visita histórica de Bill Clinton ao Vietnã     new.gif (1459 bytes)

new.gif (1459 bytes)      Manifestações contra a Guerra do Vietnã     new.gif (1459 bytes)

new.gif (1459 bytes)      Apelo à Nação     new.gif (1459 bytes)

 

Testemunho de David Kenneth Tuck, ao Tribunal de Crimes de Guerra

1954, Dien Bien Phu, Vietnã

A nova Guerra do Vietnã

Guerra Química e Biológica

Napalm

 

 

 

 

 

    Bill Clinton inicia histórica visita ao Vietnã

                                                                                                                                                                                                                         16/11/2000 Quinta-feira - 10h 43m

                                                                                                                                                                                                                                                        Por Philippe Perdriau



HANÓI, 16 nov (AFP) - O presidente Bill Clinton inicia esta quinta-feira uma histórica visita ao Vietnã, a primeira de um presidente americano desde o final da guerra entre os dois países, que concluiu com a primeira derrota militar dos Estados Unidos há 25 anos.

Clinton chegará na noite de hoje à capital vietnamita depois de ter participado durante dois dias, no sultanato de Brunei, na costa noroeste da ilha de Burnéu (Indonésia), na cúpula dos países do Foro Econômico Ásia-Pacífico (APEC).

Hillary Rodham Clinton, a primeira-dama dos Estados Unidos, chegou hoje, às 14H10 locais (05H00 de Brasília), em Hanói, horas antes do marido. A senadora eleita pelo Estado de Nova York foi recebida no aeroporto pelo vice-ministro das Relações Exteriores Nguyen Dinh Bin e pela vice-presidente da comissão das Relações Exteriores da Assembléia Nacional Nguyen Thi Kim Thoa.

A visita de Estado de três dias Bill Clinton, uma das últimas de seu mandato presidencial, está destinada principalmente a deixar para trás a guerra do Vietnã e a assegurar uma normalização completa das relações entre os dois países.

Também deverá dar uma nova forças às relações comerciais bilaterais depois da assinatura, em julho passado, de um acordo comercial que ainda deve ratificado pelo Congresso americano.

Nesta sexta-feira, Bill Clinton se entrevistará com os mais altos dirigentes do país, o número um vietnamita Le Ja Phieu, secretário-geral do Partido Comunista, com o presidente da República Tran Duc Luong e com o primeiro-ministro Phan Van Jai.

Clinton pronunciará um discurso muito esperado na Universidad de Hanói, ocasião na qual, segundo os observadores, poderá evocar o tema dos direitos humanos e da liberdade religiosa no Vietnã, que é um dos últimos itens de atritos entre Hanói e Washington.

Bill Clinton também visitará o Templo da Literatura, antiga universidade fundada no século XI e, durante a noite, assistirá a um espetáculo de danças tradicionais na Ópera da capital.

No sábado, o presidente irá a um povoado não muito distante da capital, onde há várias semanas uma equipe de americanos e vietnamitas trabalha na busca dos restos da tripulação de um bombardeiro derrubado durante a guerra. Lá, Clinton prestará uma homenagem a todos os americanos mortos no Vietnã.

Durante a tarde, visitará uma exposição sobre equipamentos para neutraliar as minas no Vietnã. À noite, Clinton participará em uma cerimônia no aeroporto de Hanói por ocasião do envio aos Estados Unidos dos restos dos soldados americanos desaparecidos, antes de partir para a Cidade de Ho Chi Mihn, sul do país.

Bill Clinton passará o último dia de sua visita na ex-Saigon, de onde os últimos americanos fugiram do Vietnã em helicópteros, no alto do telhado da derrota total de suas tropas em 30 de abril de 1975.

Em Saigon, o presidente se reunirá com empresários americanos instalados no Vietnã e executivos vietnamitas, destacando assim a vontade dos Estados Unidos de iniciar com seu antigo inimigo uma nova etapa nas relações econômicas
.

          namnews.jpg (12509 bytes)  namnews1.jpg (11061 bytes)          

 

 

 

 

 

Manifestações contra a Guerra do Vietnã

1965. Milhões de americanos desconfiam que seu país não tem nenhuma relação comercial com o Vietnã. Inicia-se uma onda de protesto que ameaça afundar o país.

Abril, 1973. Após dez anos de guerra cruel, os últimos soldados americanos deixam Saigon numa retirada vergonhosa. Até hoje, a maior parte da opinião pública americana deplora a teimosa permanência de seu país numa guerra distante, onde quarenta e sete mil americanos perderam suas vidas. Termina finalmente a mais longa guerra do século XX. Os japoneses e franceses, desde há muito tempo, haviam sido forçados a ceder à determinação deste povo corajoso e independente.

Foi a primeira guerra da televisão. Noite após noite, os noticiários de TV mostravam às famílias americanas todo o horror de uma guerra inútil e distante a que o seu próprio governo as submetia.

Os veteranos da Segunda Guerra Mundial foram os primeiros a sair às ruas em protesto contra a política de guerra do presidente Lyndon Johnson.

Novembro, 1969. Duzentas e cinqüenta mil pessoas reúnem-se em Washington para exigir a retirada das tropas americanas do Vietnã. A visita do vice-presidente Hubert Humphrey a Paris, alguns meses antes, provoca violentas manifestações.

Intelectuais de esquerda - dentre os quais, o célebre escritor Jean-Paul Sartre - vão às ruas tomados por um antiamericanismo centrado no problema da guerra.

Perturbada com a onda de oposição no país, a CIA lança um programa denominado "Operação Caos", infringindo a lei que proíbe operações clandestinas em território norte-americano. A agência se infiltra nas universidades, especialmente nos centros acadêmicos de pacifistas declarados. Chega até mesmo a grampear o telefone da atriz Jane Fonda, amiga de uma norte-vietnamita.

"Unamo-nos pela paz. Unamo-nos também contra a derrota. Porque é preciso entender, o Vietnã do Norte não pode derrotar ou humilhar os Estados Unidos. Só os americanos podem fazer isso". Essas são as palavras de Richard Nixon.

Mas, em breve os americanos conhecerão a humilhação da derrota. E toda uma geração começa a pôr em xeque alguns valores cultivados por muito tempo pelos americanos. As terríveis ondas de conflito racial, paralelas à guerra, marcaram profundamente a longa tradição de respeito moral da América. E dentre os jovens, velhos, universitários, operários, mulheres e crianças que se manifestam contra os males das guerras internacionais, os veteranos da tragédia do Vietnã ocupam geralmente as primeiras filas. Sem dúvida, a guerra divide profundamente o próprio Vietnã. Durante a Paz de Paris, veremos discursos conflitantes entre os pró-americanos e os pró-comunistas: todos vietnamitas.

Bob Dylan cantou "os tempos estão mudando". Estava certo. Quem iria pensar que os soldados americanos queimariam seus certificados militares num país onde o patriotismo é uma bandeira de orgulho?! Mas, finalmente, foi por amor ao país que tantos americanos, cansados de ver sua nação numa guerra interminável e despropositada, preferiram a humilhação da derrota às sucessivas sepulturas de seus jovens mortos em vão.

                                                                                                                    Via Le Mond - Daniel Bertolino & Catherine Viau

                                                                                                                                                                                                                                            The Multimedia Group of Canada

 

 


                                                                      Apelo à nação

                                                                                                                                                                                                                                                                          17 de julho de 1966

“Compatriotas e combatentes em todo o país!

Os imperialistas norte-americanos deflagraram da maneira mais bárbara uma guerra de agressão para conquistar nosso país, mas estão sofrendo grandes derrotas.

Eles enviaram maciçamente um corpo expedicionário de cerca de 300 mil homens ao Sul de nosso país. Mantêm uma administração e um exército de fantoches, instrumentos de sua política de agressão. Utilizam métodos de guerra extremamente selvagens, produtos químicos tóxicos, bombas de napalm, etc. Sua política consiste em incendiar tudo, massacrar tudo, destruir tudo. Eles esperam dominar nossos compatriotas do Sul por meio desses crimes.

Mas, sob a firme e hábil direção da Frente Nacional de Libertação, o exército e a população do Sul, estreitamente unidos e combatendo com heroísmo, têm obtido vitórias gloriosas e estão decididos a lutar até a vitória total para libertar o Sul, defender o Norte e avançar no sentido da reunificação do país.

Os agressores norte-americanos têm impudentemente lançado ataques aéreos contra o Norte de nosso país, na esperança de sair da sua desastrosa situação no Sul e de impor-nos “negociações” segundo suas condições.

Mas o Norte permanece inabalável. Nosso exército e nosso povo redobraram seu ardor para produzir e para combater com heroísmo.

Até hoje, abatemos mais de 1.200 aviões inimigos. Estamos decididos a pôr em xeque a guerra de destruição do inimigo e a apoiar com todas as nossas forças nossos irmãos do Sul.

Ultimamente, os agressores norte-americanos subiram mais um degrau, muito grave, na sua escalada. Eles atacaram a periferia de Hanói e de Haiphong. Este é um ato de desespero, o sobressalto de uma fera mortalmente ferida.

Johnson e seus acólitos devem estar cientes disto: podem enviar 500 mil homens, um milhão ou até mais, para intensificar a guerra do Vietnã do Sul; podem utilizar milhares de aviões para multiplicar os ataques contra o Norte, mas jamais poderão abalar a férrea vontade de combater a agressão norte-americana, pela salvação nacional. Quanto mais agressivos se mostram, mais agravam seu crime. A guerra poderá durar ainda cinco anos, dez anos, 20 anos ou mais ainda; Hanói, Haiphong e outras cidades ou empresas poderão ser destruídas, mas o povo vietnamita não se deixará intimidar. Após a vitória, nosso povo reconstruirá o país, melhor, maior e mais belo.

É público e notório que, cada vez que se preparam para intensificar sua guerra criminosa, os agressores norte-americanos recorrem sempre à trapaça das “negociações de paz”, na esperança de enganar a opinião mundial e de acusar o Vietnã de não querer “negociações de paz”.

Quem sabotou os Acordos de Genebra, que garantiam a soberania, a independência, a unidade e a integridade territoriais do Vietnã? As tropas vietnamitas foram invadir os EUA e massacrar os norte-americanos? Não foi o governo dos EUA quem enviou tropas norte-americanas para invadir o Vietnã e massacrar os vietnamitas? Responda a estas perguntas, presidente Johnson, publicamente, diante do povo dos EUA e dos povos do mundo!

Que os EUA cessem sua guerra de agressão ao Vietnã, retirem todas as suas tropas e as de seus satélites e a paz voltará imediatamente.

A posição do Vietnã é clara: são os quatro pontos do governo da República Democrática do Vietnã e os cinco pontos da Frente Nacional de Libertação do Sul. Não existe outro caminho!

O povo do Vietnã é profundamente amante da paz, da paz verdadeira, da paz na independência, e na liberdade, e não de uma falsa paz, de uma “paz norte-americana”.

Pela independência da pátria, para cumprir nosso dever com relação ao nosso povo em luta contra o imperialismo norte-americano, nosso povo e nosso exército, unidos como um só homem, combaterão decididamente até a vitória final, quaisquer que possam vir e ser os sacrifícios e as
privações. Outrora, em condições muito mais difíceis, vencemos os fascistas japoneses e os colonialistas franceses. Hoje, as condições nacionais e internacionais são mais favoráveis, e a luta de nosso povo contra a agressão norte-americana e pela salvação nacional será certamente vitoriosa.”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ho Chi Minh


                                                                             Reproduzido de Ho Chi Minh. Écrits (1920 – 1969), cit., p. 315-8.

 

 

 

1954, Dien Bien Phu, Vietnã

Os franceses já estavam quase vencidos pelos homens de Ho Chi Minh. Mas ainda resistiam, concentrados no interior de uma gigantesca fortaleza, em Dien Bien Phu. Havia milhares de soldados com canhões, metralhadoras e outras armas modernas.

Um genial estrategista vietnamita, o general Vo Nguyem Giap, arquitetou um plano que acabou derrotando os franceses. Em vez de um ataque direto à fortificação francesa, os vietnamitas pacientemente construíram dezenas de caminhos subterrâneos e trincheiras que envolviam completamente o inimigo. Armas, munições, alimentos, roupas e remédios – transportados em bicicletas – foram armazenados nesses abrigos durante noites seguidas. Como um verdadeiro exército de formigas, os pequenos e magros soldados vietnamitas se prepararam para o
ataque final. Atacados de surpresa por todos os lados, os franceses foram derrotados pela astúcia, paciência e coragem de um povo que lutava pela independência do país.

 

 

 

 

A nova Guerra do Vietnã

 

O texto a seguir comenta as recentes transformações do Vietnã, narradas por um jornalista brasileiro, Jaime Spitzcovky, vinte anos após a derrota dos Estados Unidos (1995). Ele nos fala da luta do país em tornar-se um "tigre asiático".

"O Vietnã não é apenas um guerra". A frase, pronunciada por um diplomata vietnamita em Pequim, resumiu meu espírito antes de embarcar para a missão em Hanói. Eu não ia cobrir o rescaldo de um conflito encerrado há exatos vinte anos, mas explorar um país novamente em ebulição.

Célebre por vencer os invasores norte-americanos, franceses e japoneses nos campos de batalha, o Vietnã se esforça hoje para provar não ser apenas dono de um indiscutível talento militar, mas capaztambém de remover a montanha da pobreza para eliminar o subdesenvolvimento.

O general Vo Nguyen Giap, o cérebro das vitórias deste século, definiu o desafio ao discursar para um grupo de jovens recrutas, os vietcongues dos anos 90: "Minha geração apagou a vergonha de termos perdido nossa independência e agora é a sua vez de apanhar a vergonha de sermos um país pobre atrasado". Palavras do homem mais popular do Vietnã.

O Vietnã fala em economia, não fala em guerra. Quando desembarquei no aeroporto de Hanói, às 17:h35m de uma segunda-feira, aguardei com ansiedade a abertura da porta do avião. Esperava ver um vietcongue, um militar com uniforme reluzindo, arma em punho para oferecer segurança aos passageiros e ao aeroporto. Não apareceu nem um mero policial de trânsito.

Na verdade, minha experiência era alimentada pelos filmes hollywoodianos de guerra e por um reflexo da minha
primeira viagem à União Soviética, em 1985, quando, ao sair da aeronave, topei de frente com um gigantesco soldado do Ministério do Interior, submetralhadora na mão e estrela vermelha no chapéu de pele, para garantir segurança do aeroporto de Sheremetyevo.

Fiquei petrificado diante daquela demonstração de força.

Achei que os vietnamitas ainda promovessem todas as encenações estilo guerra fria.

Descida a escada do avião, abandonei definitivamente qualquer ingênua idéia de que visitaria o Vietnã guerreiro. Percebi ter aterrissado no Vietnã negociante, país que, dos seus ônibus anos 60 que transportam os passageiros ao terminal de desembarque, vendeu a lateral para as placas publicitárias da Pepsi.

Os sinais de capitalismo de guerrilheiros tomaram as paredes da sala de controle de passaportes, com anúncios glorificando a estabilidade de bancos tailandeses e holandeses ou oferecendo o conforto de sofisticados hotéis cinco estrelas. A irresistível maré do capitalismo oriental também chegou às praias do Vietnã, mas sem afogar os comunistas em Hanói. Estes permanecem no poder e criam, como seus vizinhos chineses, o que alguns chamam de "leninismo de mercado".

Trata-se de misturar uma economia aberta com um sistema político fechado. [...]

A mistura dos ingredientes de uma tradicional sociedade agrária com o capitalismo recém-chegado produz contrastes curiosos. Testemunhei um deles no ato de urinar.

Flagrei mais de uma vez, em pleno centro de Hanói, vietnamitas urinando na rua, com bastante naturalidade, sem mesmo procurar uma árvore para se proteger. E quando fui ao banheiro na andar térreo do Sofitel, o hotel mais caro e sofisticado de Hanói, encontrei acima do mictório penduradas as páginas da edição do dia do Vietnam News, e assim, urinando num ambiente decorado em mármore, pude checar em inglês as notícias mais recentes.

Em julho de 1995, Washington e Hanói normalizaram suas relações diplomáticas, queda de um dos últimos ícones que ainda restavam da guerra fria.[...]

(Adaptado de: Jaime Spitzcovky. A nova guerra do Vietnã.)

 

 

 

 

Guerra Química e Biológica

 

Método de guerra no qual agentes tóxicos biológicos ou incapacitantes químicos são usados
para atingir os objetivos dos combatentes. Até o Século XX, esta técnica de guerra foi primariamente usada para iniciar incêndios, envenenar suprimentos d’água e comida e confundir os inimigos usando fumaça.


Agentes Químicos

Gases como a gás lacrimogêneo, gás clorídrico e gás mostarda (causador de queimaduras) foram usados primeiramente na Primeira Guerra Mundial para quebrar a guerra de trincheira. Lança–chamas também foram usados, mas a primeira vista provaram ser ineficientes devido ao seu curto alcance.

Aprimoramentos técnicos e o desenvolvimento do "Napalm" ( mistura incendiária de poliestireno, fósforo branco, benzeno e gasolina, composto de ácidos palmíticos – ácidos graxos do coco - e naftênicos. - Na (naphthene - ácido naftênico – um dos muitos hidrocarbonos ciclanos com fórmula geral Cn H2n encontrados em muitos petróleos – Palm (palmitate – ácidos graxos do coco) ), uma gasolina densa que adere a superfícies, lideraram a
grande difusão do uso de armas inflamatórias na Segunda Guerra Mundial.

No final da I Guerra Mundial, a maioria das potências européias integraram a guerra química e biológica em seus exércitos. A Alemanha desenvolveu muitos gases letais durante o período entre as duas Grandes Guerras, como os "gases de histeria ou gases do nervo", sendo um deles o Sarin (pequenas quantidades deste gás causam paralisia ou morte)

Apesar de estarem disponíveis, apenas o Japão usou "gases do nervo" – na China – quando a II Guerra Mundial tornou-se global. Após a II Guerra, o conhecimento da produção dos "gases do nervo" tornou-se muito difundida.

Gases como o gás lacrimogêneo têm sido usados em muitas guerras desde a II Guerra Mundial, como na Guerra do Vietnã; gás lacrimogêneo também é usado pela força da polícia civil para dispersar tumultos. O uso de agentes mais mortais, gás mostarda e os "gases do nervo", tem sido condenado pela maioria dos países, porém são usados sem nenhuma restrição.

Os países condenam, mas usam indiscriminadamente em qualquer situação de guerra, bem como não interrompem as pesquisas para desenvolvimento de agentes e gases ainda mais letais. Evidências comprovam que o Iraque utilizou tais gases contra o Irã, durante a guerra nos anos 80.

Vários compostos químicos, como a Agente Laranja, que altera o metabolismo de plantas e causa a sua desfoliação, estão sendo usados na técnica de guerra moderna para diminuir a camuflagem do inimigo ou privar a população civil da colheita de alimentos. Tais químicas são espalhadas geralmente pelo ar, podendo contaminar a água, peixes, reservatórios d’água e pessoas também. Seu efeito de duração longa os torna particularmente devastadores para o ecossistema inteiro.


Agentes Biológicos

A grande maioria das potências mundiais está trabalhando no desenvolvimento de agentes biológicos destinados a guerra. Selecionados ou adaptados de patogenias que causam muitas doenças que atacam humanos, animais domésticos, ou estoques vitais de alimento. Tais agentes englobam bactérias, fungos e viroses ou as toxinas que elas produzem.

As patogenias causam botulismo (um severo, às vezes fatal, envenenamento de alimentos causado por ingestão de comida contendo botulin e caracterizado por náusea, vômitos, visão "disturbada", fraqueza muscular e fadiga.), peste bubônica, doenças de pele e mucosas, ferrugem no caule do trigo, entre muitas outras que podem ser adquiridas pelo uso em militares e civis.

Engenharia genética também oferece a possibilidade de desenvolvimento de novos vírus e bactérias, os quais antes não existiam. Há boatos de que o vírus Ebola e o vírus da AIDS teriam sido criados em laboratório para fins bélicos, contudo não se tem informações concretas sobre tais argumentos.


Disseminação

Os métodos mais recentes de disseminação de agentes químicos é simplesmente liberá-los de recipientes pressurizados, como os alemães fizeram na I Guerra Mundial. Fazendo assim o uso dessas armas dependente do vento; a qualquer momento o vento poderia mudar de direção e afetar tropas amigas. Devido a isso, os exércitos projetaram armas melhores, incluindo morteiros, artilharia, foguetes e bombas aéreas. Agentes biológicas também podem ser disseminados liberando insetos ou animais infectados na área do alvo.

Seja qual for o método de disseminação, cuidados devem ser tomados para proteger populações e forças amigas. A maioria das nações está desenvolvendo programas para detecção de agentes letais e descontaminação dos mesmos.

Agentes químicos e biológicos não necessitam de uma base industrial sofisticada para sua produção, tornando-se assim, viável seu desenvolvimento nos países de III Mundo. O uso de armas químicas do Iraque e da Líbia em 1988 reforçam o perigo que essas espalharão. A atração de tais armas por terroristas é outro ponto que deve ser considerado, mesmo liberando pequena
quantidade relativa de toxinas no suprimento de água ou no ar, pode causar uma catástrofe gigantesca.

 

 

 

 

Napalm

 

"Também as bombas de Napalm são abundantemente usadas. O Napalm transforma uma superfície de 76 metros de diâmetro em uma mar de chamas à temperatura de 800/1 300 oC que não só queima a pele e a carne das vítimas, mas funde entre elas os ossos.

Quando queima, absorve grande quantidade de oxigênio e produz monóxido de carbono, que se difunde ao redor, de modo que quem se salva das queimaduras desfalece pela exalação do carbono e não consegue se afastar do local da explosão. Aumenta assim o número de vítimas.

Eliminando-se o oxigênio com uma coberta jogada sobre o lugar atingido pelo Napalm podia-se extinguir as chamas. Para evitar isso, os americanos começaram a adicionar ao Napalm líquido 30% de fósforo branco, produzindo o Super- Napalm, que, ao tocar na pele, não pode mais ser extinto nem mesmo eliminando a oxigenação. As queimaduras penetram assim até os ossos.

Quando não se consegue depois extrair totalmente o fósforo branco da parte atingida, a cura é impossível. Napalm e Super- Napalm são armas atrozes usadas com o objetivo puro e simples de exterminar a população civil. Não têm nada a ver com objetivos militares.

Mais uma vez, como se deu em Hiroxima e Nagasáqui (armas nucleares), na Coréia e na China (armas bacteriológicas e Napalm), no Vietnã (produtos tóxicos, químicos e Napalm), os asiáticos são o campo de experiência dos EUA para "aperfeiçoamento" de suas armas mais modernas e suas avançadas táticas de extermínio em massa.

" Relato de Saburo Kugai ao Tribunal Internacional de Crimes de Guerra".

 

Todos os textos aqui encontrados, assim como todo e qualquer desta Home Page, são de minha autoria. Os dados foram retirados das minhas incansáveis pesquisas e intermináveis horas de estudo sobre a Guerra do Vietnã.

 

Webmaster:

ICEMAN

Hosted by www.Geocities.ws

1