Mensagens II

Viver é fundamental

Iguais a Deus

De volta ao futuro

Fator Fundamental

Há uma verdade

AIDS-Benção e maldição

Orar é preciso

A geração idem

A sociedade secreta

De cabeça pra baixo II

O dever do Cristão

Pense bem

O canal correspondente

O cristão e a politica

A pornografia por dentro

A violência por dentro

A foice, o martelo e a cruz

A ditadura

Credo em cruz

Da República que temos para ...

Todos estes artigos foram escritos pelo Rev. Cícero Brasil Ferraz

De volta ao futuro

Os tempos podem mudar, bem como também a sociedade em suas mais variadas formas. Mas a família continua a carecer da mesma estrutura arcaica (antiga, original). Isso se dá por causa dos valores que a constituem. Valores este de conteúdo organizacional e internacional.
Dentro desses valores, os homens (pais) têm suas funções não só sociais, mas também carregam nas suas mais diversas manifestações valores internacionais, cuja exteriorização é plenamente perceptível quando não efetivada no seio da família.
Os pais trazem em sua carga constitucional os símbolos da ordem, da disciplina, da força para o trabalho, da hierarquia e da lei. Já imaginaram quando os pais - por um motivo ou outro - não cumprem esses ditames impostos pela natureza criada por Deus? Dá naquilo que temos, desgraçadamente, percebido em nossa sociedade moderna: filhos completamente sem rumo ou direção no que tange ao respeito à ordem, à disciplina, às outras formas quejandas da lei. Filhos que não respeitam os pais, os professores, nem a autoridade constituída.
Quando o adolescente e jovem moderno se negam a aceitar compromissos e responsabilidades naturais de sua idade e função, não seria a causa o vácuo que os pais têm deixado em seus lares ao desertarem de suas funções primaciais? Não seria a ausência física e emocional dos pais na família assessorando, construindo, mantendo as formas hierárquicas, a disciplina, a lei e a ordem a razão porque o jovem moderno esteja tão desorientado e sem parâmetro?...e até um pouco excêntrico?
Não faço apologia à ditadura patricentrica. Mas, por outro lado, não podemos fugir daquilo que constitui a nossa própria genética e a nossa própria constituição sociopsíquica. Nosso "modelo de fábrica" é assim... e, se não seguirmos o manual em seu "totum", um dia a máquina vai dar o seu som surdo e dilatador.
O desinteresse do jovem moderno, por exemplo pelo casamento na sua forma mais original, não seria exatamente uma denuncia tácita e inconsciente da ausência do modelo patricentrico ( patricentrico no que diz respeito às suas funções e não ao assenhoramento feudal da família) e sua influencia vital dentro do lar? Porque o casamento traz no seu bojo a idéia de compromisso, trabalho, dedicação, respeito mútuo, empenho, mutualidade, qualidade essas trazidas no imaginário de paternidade. Assim vale o axioma: "pais desertores criam lares desintegrados".
Precisamos modernizar o Estado na busca de soluções momentosas para o homem moderno. Mas nenhuma forma de modernidade poderá ser sucedânea dos valores intrínsecos que constituem a natureza mais essencial que é o seu instinto de preservação enquanto agrupamento social. E para mantermos esse modelo étnico é preciso sustentar os pilares básicos "manter". Senão todo o nosso esforço tecnológico e científico se tornará em vão. Mas ou menos como se construíssemos uma linda e colorida bola de sabão que se desfizesse ao leve toque do vento.
A Bíblia nos fala desse modelo original, quando ensina que a responsabilidade do princípio da educação cabe aos pais (homens) quando doutrina: "E vós, pais (homens), não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e no temor do Senhor"(Ef. 6:4). E, quase sempre pesa sobre a mulher (mãe) funções que não lhe cabem enquanto natureza psíquica da da família. O símbolo ordem, da força, da disciplina e da hierarquia deve ser sempre traduzido pela presença do pai.

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Fator Fundamental

Novamente o assunto violência toma conta dos principais meios de comunicação. Creio que ainda continuará por muito tempo. Enquanto não trabalharmos com profundo discernimento em suas causas e intencionalidades não poderemos ver descansar o nosso coração e a nossa mente. A verdade é que a violência mexe com as bases mesmo do nosso comportamento sociopsíquico, enquanto família e enquanto sociedade de um modo geral. E não creio que um segmento sozinho da sociedade, como por exemplo a polícia, deveria resolver as causas e os efeitos de um problema social tão profundo e abrangente. É preciso que, a começar da família, da escola, da polícia da igreja e de outros agentes sociais se unam e se integrem nessa grande cruzada contra a violência.
Hoje, como sabemos, a violência tem uma de suas raízes na desagregação do homem enquanto ser social. E essa desagregação não de prende somente em fatores econômicos como queriam alguns estudiosos até bem pouco tempo. O assunto é mais complexo e requer estudos ainda mais profundos do que porventura queira pretender este artigo. Mas nem por isso deixaremos de dar a nossa pretensiosa contribuição.
Toda violência é resposta a uma agressão. Quando o indivíduo se vê acuado, por temos ou por raiva, responde com a única arma que resulta disso tudo, que é a violência.
Quando falo de agressão não a trato em nível físico somente, mas, sobretudo, em nível emocional e relacional. Ou seja, quando uma criança dentro do seu lar, por exemplo sente e percebe que embora filho por laços consangüíneos, não se sente pertencido por aquela família, isso se constitui no pior tipo de agressão possível que um ser humano poderá sentir. Um vazio infindável começa a corroer as raízes mais profundas do seu mundo relacional. Vê-se totalmente entregue ao medo produzido por aquela mais primária e profunda exclusão. E, no futuro, em qualquer outro grupo social, aquela sombra inconsciente há de persegui-lo, fazendo-o sentir em qualquer outra situação um excluído e um rejeitado. É o velho fantasma da rejeição "desenhado" nos tempos da família e agora descolado nos seus relacionamentos hodiernos.
O senso de pertencimento é, portanto, uma arma poderosa contra a violência. Nenhum ser humano bem amado, aceito, totalmente integrado no seu grupo social, será violento. Pelo contrário, ele será sempre um agente integrado e integrador.
Por essas e também por outras, a religião é uma arma poderosa contra violência. Não falo aqui de religião "a "ou "b". Refiro-me ao fato de que, na religião, todos - pelo menos teoricamente - são iguais e têm o mesmo valor. Cada um é peça fundamental para o funcionamento do todo. Ser imprescindível para a continuação de um sistema - seja ele religioso, familiar, empresarial ou de qualquer outro - é a força que gera o resto de pertencimento. E a religião cujos princípios elevam a dignidade humana do indivíduo há de provocar esses sentimentos positivos no adorador.
Um bom começo para o fim da violência, seria, portanto, família integrada à religião. Pais e filhos, juntos, buscando a harmonização da família a partir da paz com Deus.

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Há uma verdade

Houve no passado uma idéia corrente de que religião e ciência não poderiam coexistir. Eram assuntos de categorias diferentes ou até opostos nas suas afirmações ou análises. Quem era cientista não poderia ser religioso; que era religioso não podia trabalhar com o vasto e "ignoto mundo mágico da ciência" (até a própria palavra farmácia, na língua grega, quer dizer feitiçaria). Daí a grande perseguição religiosa exercida, até bem pouco tempo, sobre a alquimia, homeopatia e outros tantos tipos de ciência.
A culpa de tudo isso estava na visão estreita e eclesiocêntrica da religião cristã de então. Pensavam - embora a Bíblia não ensinasse assim - que Deus havia criado o universo só para o homem; e a igreja como administradora dos bens dos bens de Deus para esse homem, deveria ser a interprete da obra da criação em termos de conhecimento científico e de fé. E por causa desse religiocentrismo ( o que não quer obrigatoriamente dizer teocentrismo), homens como Galileu, Giordano Bruno e tantos outros foram perseguidos e até mortos, impedindo o avanço científico, forçando o mundo a permanecer, ainda, alguns séculos debaixo das trevas da ignorância científica e até religiosa. Diga-se de passagem, que tanto Giordano Bruno como Galileu eram profundamente religiosos. Portanto, se existe uma religião verdadeira e uma ciência verdadeira, então não haverá contradição. Verdades não se contradizem; se unem sempre.
Aquela ideia científica de que tudo que se organiza tende a se tornar em caos, depois da plenitude dessa organização (anti-entropia), perdeu a sua força por não suportar a verdade científica de que alguma força "reorganiza" sempre a ordem das coisas nesse interminável devir. Assim, a ciência observa que há uma evidência lógica organizando, sustendo e determinando os valores infindáveis desse universo. Aquele caos inicial se transforma em alguma coisa e, lá dentro, existe a ação distinta e pessoal de algum ente superior organizando tudo aquilo. Alguns dizem é que uma energia cega, mas, coincidentemente inteligente. Nós, cristãos, como simples que somos (mas nunca simplista), cremos que existe um ser pessoal, criador e mantenedor deste imenso Universo, ao qual nos atrevemos a chamar de Deus, nosso Pai.
Não nos cabe perguntar, atualmente, se há vida fora do planeta Terra, ou, até mesmo afirmarmos ou negarmos a existência de OVINIs, mas, se por acaso houver, sabemos que é vida criada por essa Mente maravilhosa e pessoal que chamamos de Deus. E lá, como aqui, Jesus Cristo é Senhor. Sob suas mãos todas as coisas se movem e existem. A Bíblia é categórica "No princípio era o Logos, e o Logos estava com Deus...todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez..."9Jo 1:1-3).
O credo Cristão afirma categoricamente que Deus é criador, sustentador e mantenedor de toda as coisas. Que tudo que acontece no Universo tem um propósito determinado e inteligente; e que o propósito máximo é que toda criatura na Terra e acima da Terra glorifique a esse Deus Criador.

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O canal correspondente

Na semana passada tentei dar uma pinceladas no assunto que enche as primeiras páginas de nossos jornais. Comentei que a violência é fruto da desagregação do homem de seu meio social, emocional e espiritual.
Outrossim, a violência caminha por vias mais amplas e genéricas. Por exemplo, a falta do senso de pertencimento a que me referi no artigo passado pode ser expresso da seguinte forma: a violência é fruto do produto inverso da vida, quando os seus instintos primários não são satisfeitos. Ou ainda: são as potencialidades construtivas da vida que, quando não satisfeitas, se desviam para o seu oposto, na caso, à destruição.
Darei alguns exemplos prosaicos para tentar esclarecer este conceito. O homem tem poder primário de movimentar-se; quando é impedido de fazê-lo, surgirá em seu organismo um mal-estar geral a tal ponto de se tornar o que chamamos de doença. E, ainda, uma mulher tem o poder de ter filhos e de amamentá-los; se este poder permanecer sem utilização, se a mulher não se tornar mãe, se não pode usar sua capacidade de dar à luz uma criança e de amá-la, experimentará uma frustração tão profunda que só poderá ser remediada por uma outra realização redobrada de seus poderes em outros setores da vida.
Todo poder primário do homem quando não é exercitado e seus frutos não são colhidos gera disfunção e infelicidade.
A violência é, portanto, o amor impedido de ser doado, principalmente na fase da infância, sentimento este que, agora adoecido e frustado, se torna ódio. Esse ódio pode também se manifestar não somente na violência materializada mas, ainda, através do silêncio doentio, da indiferença calculada, das racionalizações espúrias e de tantos outros meios de evasão, malogro e fuga.
Um indivíduo que é já excluído já na infância do seu mundo natural, um mundo onde receber e dar amor significa estar pleno de significado, nunca poderá ser um ser ajustado. Dificilmente poderá conseguir harmonia e integração interiores; ficará dilacerado e fragmentado, ansioso para fugir de si mesmo, se sua sensação de impotência por não ter conseguido realizar os valores mais básicos de sua existência. Pois o ser humano só é completo (normal) quando gasta corretamente seus dons sociais, físicos, emocionais e espirituais de si mesmo via convivência com seus iguais. É uma situação do completo descasamento com a vida pessoal e social.
A solução está, portanto, em um lugar onde as funções de pai, mãe, filhos são obedecidas e aplicadas harmonicamente; em uma escola onde professores e alunos se interajam pedagogicamente; em uma igreja onde não há manipulação de consciências. Assim, o indivíduo estará pronto para desenvolver toda sua potencialidade. Jamais será um desertor de si mesmo. O mundo lhe dará sempre um grande instrumento para a construção dos mais nobres ideais.

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O cristão e a politica

Estamos vivendo em tempos que chamamos de "estações de efervescências políticas". E esse sentimento se faz realidade em todos os níveis da nação. Do pequeno vilarejo até as grandes metrópoles o assunto é sempre o mesmo.
A pergunta que nos cabe responder agora como cristãos é a seguinte: qual deve ser a postura que de cada um discípulo de Jesus deve tomar diante desse imenso numero de candidatos e de tantas vias de informações e, ainda, enquanto comunidade cristã, em quem nos devemos apoiar ?
Todo cristão deve possuir convicções claras a respeito das grandes ideologias palas quais pugnam os políticos e qual no nível de conhecimento e sinceridade deles quando pregam essas doutrinas. Deve, ainda, lutar por uma causa - ainda que não militante, mas como ideólogo dessa tese - que sempre vise o bem do próximo e da comunidade geral. Mas, por outro lado, não deve esperar que os nossos governos municipal, estadual e federal sejam uma teocracia como nos tempos de Moisés. É claro que jamais teremos como constituição uma Bíblia aberta e obedecida. Vereadores, deputados e senadores que, antes de qualquer decisão se ajoelhem diante do Deus todo poderoso e busquem-nos em orações devotas em completa rendição à sua vontade.
Em todo tempo a Igreja Primitiva viveu numa cultura evidentemente pagã. Só depois da "conversão" de Constantino já no Sec. III foi que a Igreja se viu senhora e não serva. Até então, porém, conquanto perseguida, sempre honrou as autoridades instituídas sem, ao mesmo tempo, deixar de anunciar as verdades redentoras do único Senhor, Jesus Cristo. E foi exatamente quando ela se tornou senhora do poder temporal que ela perdeu o seu carisma e seu poder pneumático (espiritual).
Não podemos analisar uma proposta política pelos seus valores teológicos e, sim, pelas características sociais intrínsecas do discurso. O que se espera é que as instituições públicas promovam a ordem, a estrutura da sociedade no que tange às leis de forma que o erro seja punido e as virtudes exaltadas e que, os governantes, sejam probos no trato da rés pública. Votar em um único político não é o mesmo que ordenar um padre ou um pastor para o sagrado ministério.
A Bíblia nos ensina que a nossa responsabilidade maior como cristãos com relação as autoridades é a de orarmos por elas (I Tm 2:14). Devemos nos lembrar do fato de que, quando São Paulo nos ensinou isso, o imperador de Roma era o terrível Nero que decididamente era um anticristão. Nesse ambiente devemos viver uma vida em paz e tranqüila, dando bom testemunho da verdade para os que homens vejam que Jesus faz diferença e percebam através do nosso proceder que a verdadeira e permanente transformação está em novo nascimento e não em ideologia política que vise tão-somente uma mudança social.


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A pornografia por dentro

A pornéia (impureza) e seus derivados pornogragia, pornofonia, imoralidades, têm chegado no final deste século com a força e poder só encontrados em um deus. Aliás, a visão que essa realidade nos traz que estamos sendo arrastados inospitavelmente por uma força invisível só comum aos deuses. E a sensação é que somos incapazes e insuficientes para qualquer atitude profilática ou refratária na busca da contenção dessa loucura avassaladora.
Pornogenia é tudo aquilo que explora e desumaniza o sexo, de forma que os seres humanos são tratados não como seres integrais e integrados, mas, apenas e, tão somente como objetos reduzidos a uma só norma valorativa com o significado estritamente exploratório como de portador do sexo. Não levando em conta sentimentos, afetados, emoções ou o que seja a humanização do indivíduo como um todo. Trata o ser humano como um boi aberto em um açougue pronto "para ser comido". E isso é realmente muito triste !...
Portanto onde campeia a pornografia também exacerba o crime. Exatamente porque no mundo da pornografia o valor do ser humano é extremamente reduzido; daí, matar não ser tão horrível assim. Matar um ser que é somente "máquina que produz sexo", não é o mesmo que matar o ser humano que tem sonhos, sentimentos e aspirações. A pornografia degrada, diminui, reduz e minimiza os valores reais do ser humano. Não entende a sexualidade como parte de um conjunto, através do qual o homem se integra de forma profunda no universo da interrelações de onde jorra a intensa satisfação de uma relação bio-psiquica amorosa, duradoura e, sobretudo integradora. Nesse mundo, a relação sexual é medrosa, covarde, explorador e insegura. Seu praticante tem um medo doentio de encarar o próximo como um todo, como alguém digno de ser tocado com profundidade e compromisso mútuo. Dai, revistas "especializadas" estarem cheias de sadismo e violência. Pelo o exposto acima, pornografia e violência são, então, as irmãs siameses que têm aviltado a sociedade moderna. A pornografia é totalmente nociva a sexualidade como um todo e, talvez até, seja o seu antípoda, porque troca o afeto pela luxúria libidinosa, alienada e mal-sã.
Os meios de comunicação messiânicos não tardaram em descobrir a força da pornografia e, assim, canalizaram toda a sua ofensiva para esse fulcro. Expõem diariamente cenas e insinuações que supervalorizam ou distorcem o sentido da sexualidade. Criando, por conseguinte, mentes doentes e corpos estigmatizados por essa loucura coletiva.
A pornografia apresenta uma visão da sexualidade que contradiz a postura cristã e humana. Ela omite totalmente a dimensão interpessoal de uma relação onde o mundo do espirito deve contribuir poderosamente para o crescimento do homem como ser bio-psico-sócio-espiritual. De um homem que, na responsabilidade de ser relacionar, encontra a sua verdadeira indenidade.

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Iguais a Deus

Dentro do pensamento Cristão há um ensino que julgo ser fundamental para a saúde emocional do ser humano. O valor em que esse ensino se fixa é exatamente o de colocar o amor a si mesmo no mesmo grau de valorarão do seu próximo. Qualquer bem material ou desejo não deve merecer atenção se, de algum modo isso não enriquecer o mundo como um todo. Dentro dessa linha de pensamento, o amor ao próximo não é uma afeição letárgica e passiva. Quem ama realmente, dentro da visão Cristã, está sempre pronto a mover-se além de si mesmo em direção à construção da vida como um todo. Esse ato de doar é a força mais poderosa que o Espírito Santo concede aos Cristãos. Aliás, o ato de doar é o centro mesmo do Cristianismo. A Bíblia diz que Deus amou ao mundo de tal maneira que "doou" seu filho único como respostas às carências mais profundas da humanidade. Isso quer dizer que, por mais que ofereçamos benesses ou doações, se ontologicamente não houver dentro dessa coisas "um pedaço" ou "um pouco" do self inserido nelas, não haverá nisso nenhum valor espiritual. Dar - dentro da perspectiva Cristã - é antes de tudo, dar-se a si mesmo. Dar ao Cristianismo não é estar ligado, obrigatoriamente, a coisas materiais. O sentido é mais amplo e global. Manifestações emocionais, companheirismo, solidariedade - cito esses como exemplos - compõem alguns conteúdos fundamentais na convivência social. Geralmente, as pessoas precisam mais do "nosso ser" ou do "nosso fazer". O mundo ao nosso redor está carente de mãos que, às vezes, estão até vazias de bens materiais, mas que, por outro lado, podem estar cheias de amor. O contrário disso é o egoísmo e o ciúme. Atitudes, infelizmente, tão normais até memso dentro de nossas igrejas. São espíritos rasteiros que buscam a realização naquilo que os outros possam lhes proporcionar ou oferecer. Ou seja, colocam a felicidade interior em algo exterior; ficam contando com as atitudes de pessoas para estarem bem consigo mesmas. O seu bem-estar acontece quando só algo do outro parece preencher seu vazio insaciável e suas intermináveis carências afetivas. A beleza do Cristianismo está em voltar a mente do indivíduo para fora de si mesmo, para o outro lado da vida. A nossa história Cristã está cheia de exemplos extraordinários. Pessoas que se doaram, mas que não se alienaram do mundo. Muito pelo contrário, fizeram história... transformaram o mundo. Não podemos deixar que os problemas da vida e , até mesmo, frustrações pessoais nos roubem essa glória de sermos parecidos com Deus, de sermos pontes que ligam o próximo à felicidade.

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O dever do Cristão

Gostaria de traçar, a partir do artigo próximo passado, ainda, algumas considerações na busca do mapa que poderá nortear a nossa postura política enquanto cristãos. Talvez, começando dessa consciência cristã, iremos reconduzir o nosso direcionamento na busca de uma cidadania que reflita realmente os valores cristãos e a justiça tão requeridos por Jesus Cristo nos seus Evangelhos. Primeiramente, devemos possuir um parâmetro cristão que possa referendar nossas escolhas e decisões. Não há, portanto, dentro da visão cristã, outro sentimento senão a busca do interesse mútuo que se manifesta pelo amor. Nosso compromisso, em primeiro lugar, deve ser com o próximo. Não é um compromisso passivo e dolente. O amor quando é verdadeiro sempre se manifesta em atitude. Amor, na perspectiva cristã significa, entre outras coisas dar, fazer, contribuir. Amor, antes de ser sentido deve ser praticado. Deve ser sempre uma decisão prática para depois ser romântica; objetiva para depois ser subjetiva. O próximo passo no nosso mundo político é buscar ver em cada candidato a sua consciência social. Mesmo que esse não seja um cristão no sentido pleno da palavra, poderemos perceber na sua vida pregressa e também na sua plataforma política, suas intenções e propostas como homem político. Porque mesmo não professando uma religião cristã, tal indivíduo poderá externar uma consciência social bíblica, ou seja, incluir em seu programa uma preocupação acentuada para com a família, educação, saúde. Devotar profunda atenção para com os pobres, mendigos, maltratados, presos e doentes (inclusive os portadores do HIV). Com tudo isso não quer dizer que nosso exercício de cidadania terminou. Depois de eleito o candidato, devemos continuar a nossa árdua e ingente tarefa. Trabalhar para que os tributos que pagamos seja bem canalizado e distribuído, priorizando sempre as áreas sociais. Para tanto, devemos estar sempre informados e atentos e, no que possível, sempre dispostos a colaborar com os governantes estendendo as mãos e propondo soluções. A Igreja de Cristo deve ser politizada, mas não "politicada". Deve ter plena consciência de seu papel com sal da terra e luz do mundo. Jamais de conformar com as injustiças ou com a tirania. A igreja deve estar sempre pronta a dizer um rotundo não quando qualquer atitude de governantes ferirem os princípios que conduzem a nossa conduta cristã. Os discípulos de Cristo sempre forma submissos às autoridades. Mas quando aquelas autoridades exigiram que não se falassem do Evangelho (os judeus) e, em outra ocasião que lhe adorassem outros deuses (os romanos) a resposta foi "importa mais agradar a Deus do que aos homens". Estes são alguns desafios que devemos enfrentar nos próximos dias. É dever de cada discípulo de Jesus, votar sempre visando a ordem pública e o desenvolvimento humano da sociedade.

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Pense bem

A falta de percepção da realidade gera, em muitas ocasiões, a terrível doença que tem trazido muita tristeza à humanidade. Quando nos falta essa percepção com relação a nós mesmos aos outros, caímos no terrível da depressão. Por deficiência química ou por uma grande perda somos, em alguns casos, tentados a nos abandonar em qualquer esquina da vida. Esse auto-abandono é o sentimento mais nocivo ao deprimido. Toda depressão tem a ver com a forma errada de sentir ou pensar. Os fatos para o deprimido são sempre contra ele; não vê nas circunstâncias ou relacionamentos nenhuma possibilidade de crescimento e, sim, só de derrota. Nutre sempre idéias negativas sobre si mesmo, sobre os outros, sobre a vida e, até, sobre Deus. Tudo e sempre acontece de modo contrário ao que ele pensa. Ou seja, o modo que ele pensa sobre as pessoas e os fatos, é contrário à normalidade da vida. O deprimido está sempre na contramão da história. Através dessa percepção vesga da história a vida se torna enfadonha - impossível de ser vivida. É, portanto, muito freqüente, no deprimido, a idéia de morrer. Esse sentimento constante nasce da falsa noção de que o mundo todo é contra ele. Há sempre em sua mente a idéia de conspiração generalizada contra sua pessoa. O outro lado da moeda do deprimido é que, por não conseguir ajustar-se ao mundo, ou por não conseguir ser amado, joga a sua auto-imagem "abaixo da linha do equador". Traz dentro de si esse tremendo sentimento de culpa que deságua num terrível auto-ataque ou autopunição. A depressão tem, em seu bojo, um sentimento expiatório (pagar culpa). A raiva que o deprimido tem da vida e de sua inadequação para com seus relacionamentos deve ser paga com a sua impossibilidade de viver. E isto é o que é o verdadeiro sentimento de morte e nulidade. É verdade que, para assuntos tão complexos assim serem resolvidos faz-se mister uma reestruturação do indivíduo. A busca de ajuda profissional é de fundamental importância. Médicos, psicoterapeutas, familiares, amigos e grupos religiosos inspirativos são fundamentais para que busca uma cura global. Ele vai entender que o importante é receber bem o que lhe dão e, não, somente, valorizar o que não pode receber. Vai concentrar seu mundo afetivo não naquilo que não é ou que não tenha recebido, mas naquilo que poderá ser e naquilo que já possui. Não será mais refém do seu próprio mundo narcísico. O deprimido só será livre quando todas as carências forem satisfeitas. E ser livre não é somente pensar no que queremos ou ter o que desejamos, mas pensar que em todos os ângulos da vida há uma maneira de fazer o mundo dos outros ser melhor.

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Viver é fundamental

A tecnologia e a globalização trouxeram ao mundo uma capacidade imensa de interação, comunicação e competição. Estes fatores associados, dentro deste mundo rápido obriga ordinariamente a que pessoas, por outro lado, também, corram sem parar em busca de uma "lugar ao sol". Para tanto, o dia existencialmente fica mais curto e as horas de trabalho mais longas; os momentos com a família mais raros, bem como também escassos os momentos de lazer, convivência e envolvimento. A vida vai ficando mecânica, enfadonha, técnica e impessoal. O tempo que nos resta, muitas vezes é dedicado ao sono e ao isolamento. "Estamos muito cansados"- é o argumento. O fator existir toma o lugar do viver. O que importa nesse tipo de raciocínio é subsistir e não viver enquanto ente ontológico . E estilo de vida cada vez mais comum, infelizmente, torna a nossa vida relacional pobre e degradante. A afinidade e a amistosidade que sentíamos pelas pessoas vão sendo substituídas gradativamente por relações cada vez mais superficiais. Por um lado realizamos muito, funcionamos bem, consumimos mais. Mais vivemos pouco. A corrida veloz em que a vida se tornou não nos permite ombros para chorar, mãos para nos afagar e afeto para nutrirmos. Mais ou menos como se disséssemos: Não tenho tempo para ser humano. Sou uma máquina que produzo para o consumo meu e do mundo. Esse homem "ex-machine"é o retrato mesmo do homem (mulher) moderno. O materialismo puro e simples é um grande engano. Dá-nos uma ilusão futurista de que um dia distante viveremos com tudo aquilo que conseguimos. É exatamente nessa alienação de ter para depois ser que estamos todos desavisadamente metidos. As coisas devem acontecer juntas, intradependentes mas com prioridade, é claro, voltadas para o ser. Neste mundo ilusório ( o materialista ) falamos mais e mais das realizações profissionais para abafarmos, quase sempre, os fracassos e as fraquezas do nosso mundo emocional e relacional. As corporações modernas paradoxalmente lutam por tornar o seu profissional mais competitivo, ou seja, muito embora vivendo corporativamente (sendo de uma "companhia") deve ser, ao mesmo tempo, mais individualista e ambiciosos. O seu grupo, isto é, pessoas com as quais ele convive, não deve passar de um nome técnico escrito na sua agenda de trabalho. As relações são meramente profissionais. E isso é mera sobrevivência e não existência plena. O Deus da Bíblia é um Deus totalmente feliz. Quando Ele comissionou Moisés para libertar o povo do Egito, Moisés quis saber o seu nome, ao que ele respondeu : "Eu Sou". Por isso Deus não é frustrado em seu ser, pois o primeiro e mais importante atributo seu é o de Ser. A sua auto-existência é a realização de todas as suas alegrias e realizações. Como seres criados à "imagem e semelhança de Deus", devemos buscar, antes de qualquer coisa, a nossa razão última de ser enquanto humanos e insaciavelmente sedentos de vida.

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AIDS - BENÇÃO E MALDIÇÃO

Na semana passada comemoramos o dia Mundial de Combate a AIDS. Não é em vão que a Secretaria de Saúde do nosso munincípio tem promovido encontros e debates. Em nossa cidade há 71 casos confirmados de AIDS e mais três mil estimados de pessoas que desconhecem a sua situação infecto-contagiosa, isto é , esses três mil portadores poderão oferecer perigo a um número muito grande de nossos muníncipes.

O que é mais triste - e não menos realístico - é que o H.I.V. não veio como um simples vírus de resfriado ou gripe, que simplesmente obedece em período ou "ciclo virótico" e vais embora. Não, o H.I.V. é um vírus endêmico, veio para ficar, veio para produzir morte em massa. E o único modo de combater uma endemia é não permitir a sua propagação.

Esse H.I.V. é o vírus mais "inteligente" que os cintistas já tiveram conta. Ele é sempre igual aos seus efeitos, mas sempre mutante no seu "desenho genético". De tal forma que, um vírus em um holandês, quando transmitido a um brasileiro, se torna totalmente diferente. Ele soma o seu desenho original ao da célula brasileira, se multiplica com extrema eficiência derrubando as barreiras imunológicas, quebrando as paredes de resistência do organismo levando implacavelmente o indivíduo ao óbito.

A propagação foi tal que hoje não temos os famosos "grupos de risco". Todos correm risco! Hoje há o que chamamos "comportamento de risco". Dependendo do seu comportamento sexual, suas atitudes com relação às drogas injetáveis, você poderá ser um sério candidato à infecção.

Deus não queria nada disso. Não tentem culpá-lo. O seu plano original é que a almejada felicidade humana fosse encontrada também através de uma relação saudável e duradoura com o próximo e com as coisas que Ele criou para o próprio aprazimento do gênero humano. E um desses meios foi o matrimônio entre homen e mulher. Por pior que esteja um matrimônio, ele sempre traz no seu bojo um reflexo de espiritualidade, de vontade de Deus. A união heteroerótica é a legítima forma Bíblica de Deus trazer prazer, graça e benção para o mundo.

Não penso como muitos que a AIDS seja um castigo de Deus para os homens, mas o afastamento o homen de um padrão pré-estabelecido pelo Criador. A monogamia, o sexo responsável, a libido canalizada dentro de uma disciplina e para a construção da sociedade é a arma mais moderna que temos no combate a AIDS.

Precisamos de reconstruir nossos hábitos e costumes, precisamos urgentemente remodelar nosso comportamento sob a norma dos ensinos Bíblicos no trato com a natureza e no respeito ao próximo.

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A VIOLÊNCIA POR DENTRO

O assassinato praticado na Inglaterra por dois menores (onze anos de idade cada) Jon e Robert abalaram o mundo. Não pelo fato de ser praticado por menores, mas sim pelo fato de duas crianças trucidarem fria e maquiavelicamente um bebê de dois anos de idade.

O julgamento foi inédito na Inglaterra: prisão perpétua para eles, pessoas - pelo menos dentro da jurisprudência universal - inimputáveis. Que não podem sofrer as implicações da lei, por não serem civilmente capazes . A Corte inglesa julgou diferentemente: "eles sabiam que aquilo que estavam praticando era uma babárie", exaurou a sentença condenatória, lembrando o Direito Romano que ensinava: "tammultae scelerum facies".

Questões jurídicas foram levantadas no mundo todo. Será que foi justa a sentença? Até quando o menor tem consciência moral de seus atos? O menor legal é o mesmo que o menor moral? Qual deve ser a sentença mais justa? Como um menor pode remir sua culpa?

Embora esse assunto tenha sido exaustivamente debatido, não se perguntou de onde vem tanta violência no coração de pessoas "tão inocentes". O que há dentro do ser humano que faz do seu semelhante a sua melhor caça. Que pensamento veiculam pelo interior do homen de modo a torná-lo tão sádico e abjeto. Qual é o berço da essência da malignidade humana? Para Lombroso era uma herança genética. Freud ensinava que energias recalcadas e "amarradas" pelo super-ego muitas vezes se revoltavam no interior do homen. Rosseau dizia que o homen era produto do meio. Marx professorava que o crime era uma resposta à exploração capitalista...e assim vamos - de explicação à explicação.

A Bíblia, no entanto, aprofunda o assunto usando aquilo que chamamos de natureza decaída, isto é, a propensão de natureza supra-genética do homen para o mal. Mal aqui, como sinônimo de tudo aquilo que é oposto a Deus e a própria natureza humana. Para a Bíblia o homen é mal. Faz as coisas que profanam o seu Criador e, que, ao mesmo tempo, destrói a sua própria humanidade. E esta incontrolável tendência e inclinação é fruto da natureza de nosso próprio pai Adão.

Paulo ensina que "pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte...como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação..."(Rm. 5:17,18).

Assim como um filhote de leão é carnivoro dada a sua natureza e o do caprino herbívoro, o homen é pecador por causa de sua humanidade, devido a sua natureza. Davi, o grande poeta de Israel chegou a esta triste conclusão e disse: "eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl 51:5).

Que terrível conclusão! Que triste realidade! É neste sentido que Paulo doutrinou: "e, por haverem desprezado o próprio conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem cousas incovenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia". (Rm. 1:28-31). Enfim, conclui Paulo: "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23).

Como mudar este quadro? Como criar um novo homen, dando-lhe uma nova natureza? Deus enviou seu Filho para destruir a morte dentre nós (Ef. 2:1-10); Paulo chama isto de dom de Deus por meio de Jesus Cristo (Rm. 5;15-16); e quem recebe esse dom se torna NOVA CRIATURA, isto é . nova natureza (II co. 5:17), voltando ao estado original de imagem e semelhança de Deus.

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ORAR É PRECISO

Uma das grandes polêmicas que giram hoje em torno do Governo Clinton - e a julgo inócua e inoportuna - é se os alunos das escolas públicas dos Estodos Unidos devem oram ou não dentro de sala de aula. A sua "moderna administração" assegura que isso vai da decisão de cada aluno, como se as crianças pudessem ter opinião própria com respeito a vida sexual, optassem por ir à escola ou não e outros assuntos que fogem da alçada de qualquer um de nossos filhos menores. Educação intelectual, moral, cívica e religiosa é problema e obrigação dos pais e dos governantes. Principalmente daqueles que se dizem cristãos e até evangélicos.

Felizmente não creio ser esse o caso qui em Jaú. Tanto os líderes católicos como nós protestantes, estamos profundamente interessados em que nossos alunos conheçam a Bíblia e orem. Muitas vezes tenho estado em encontros na sociedade com o pároco-mor, padre Chiquinho, onde temos falado ensinado sobre a família, Deus, oração. Ainda na semana passada, nesse jornal, o aludido padre expressou com simplicidade e clareza, que lhe são peculiares, a sua pareocupação e a sua alegria, de podermos nós via Estado, ensinarmos nas escolas públicas a Escritura Sagrada. Ele, como eu, cremos que se a Bíblia for aberta e ensinada em nossas escolas não seremos mais cativos da ignorância e do obscurantismo daqueles que usam do poder para manter seus privilégios em detrimento da dignidade do ser humanno.

Nós, cristãos temos uma inigualável oportunidade de transfomarmos a nossa sociedade. Faz-se mistér que líderes de comunidades, clérigos, pais e professores ensinemos nossas crianças e nossos jovens como viver uma vida segundo o plano de Deus; que fechemos cerco em torno deste assunto, para que o sexo descontrolado, as drogas não furtem nossos filhos da precocidade da existência; que não precisemos visitar pais, cujos filhos foram mortos, levados pela doce ilusão de que uma dose maior possa resolver todos os seus problemas.

Se nossos filhos aprenderem a orar, eles nunca mais vão se sentir solitários. Quem ora nunca está só; quem ora sempre tem um amigo. Jesus sempre orou sozinho, mas ele nunca estava abandonado. A sua comunhão com o Pai o reanimava para as lutas encarniçadas do dia a dia. Ali, sua alma respirava o fôlego de Deus. A oração é, na verdade, o fôlego da alma.

Quando nossos filhos começarem a orar, começarão na verdade, a trilhar o verdadeiro caminho da vida.

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A DITADURA

O "PADRÃO GLOBAL", vaticinado e imposto pela TV Globo, tenta ditar desde a moda da beleza - fazendo de seus artistas verdadeiras formas de fabricar beldades - até o cúmulo de ditar o modo que os outros devem morrer. A mediocridade com que ela expõe os seus temas (como os dadaistas títulos de suas novelas), até ao dualismo bitolado de sua programação ( caso do "Você Decide"), impõe aqui, e em outros países, a ditadura férrea da comunicação. Aliás, a Globo sempre esteve ligada às ditaduras.

A novela "A Viagem", de Ivani Ribeiro e Solange de Castro Neves, influenciou diretamente o suicídio de duas adolescentes portuguesas. E não venham me dizer que os portugueses são burros, e que não sabem distinguir a diferença entre a ficção e realidade. É que o adolescente em geral não construiu ainda a sua personalidade; há dentro deles o misto de realidade-ficção e ficção-realidade. E quando imagens tão bombasticas invadem o seu id, a dúvida emerge com toda a sua fúria e sede. Até os próprios líderes espíritas disseram que a novela era nociva e fantasiosa. Viam no suícidio do personagem Alexandre um incentivo para muitos adolescentes que estavam entediados na vida. A desculpa de que mostrava um lugar horrível não cola, pois, muitos projetaram no galã a sua própria imagem e situação existencial. Principalmente as duas jovens suicidas que viviam em um orfanato, longe de seus pais.

Não estou escrevendo isso pelo simples fato de não concordar com as hipóteses reencarnacionistas da novela. Muito mais para trazer à baila o mérito da questão. Aonde a televisão pode levar nossa despreparada juventude? Qual é o propósito último dos meios de comunicação ao trazer à mente dos nossos jovens, estímulos tão fortes para o além? Sera o interesse maior da novela global o preparo para o além ou a locupletação de suas já gordas contas bancárias no aquém, no submundo do carnal e do material espúrio? Idiotizando se torna muito mais fácil dominar. Mesmo que seja de forma imediata.

Paulo, um cristão intelectual do Século I, ensinoou os seus discípulos a vencerem esse tipo de ditadura quando doutrinou: "Cuidado que ninguém vos venha enredadr com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo". (Col. 2:8)

A pior ditadura que pode haver não é aquela que dilacera o corpo ou encarcera o homen, mas sim, aquela que subjuga a mente e enfraquece a alma. Rousseau ensinou que a "escravidão pode ser uma situação, mas a sua perpetuação é sempre covardia". Não há mais lugar no mundo para ditaduras e, sim, para parcerias saudáveis e duradouras.

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A GERAÇÃO IDEM

Os gênios se foram...quase não temia mais notícias do surgimento de alguém "fora de série", de um fora do padrão comun se sobressaia no meio da multidão. A incapacidade de ousar criou uma geração medíocre e continuista que bem poderia se chamar "geração idem". São todos iguais no vestir (tipo "padrão global"). São todos iguais no modo de falar de "transar o corpo" (movimentos físicos, muxoxos, e trejeitos, igual a Crítkca a Regina Casé uma moça charmosa). Não temos mais o tão criticado "hippie" dos anos setenta.

A síntese provocada pela política internacional e a morte da "queda de braço" entre capitalismo versus comunismo trouxe-nos uma "leva" de eminências pardas de profetas do óbvio sem a mínima possibilidade de administrarmos a herança que grandes homens do passado nos legaram; homens que fizeram da audácia o caminho para mudar o mundo. E foi com essa "pseudo-audácia", tão necessária ao mundo que o Collor enganou a muitos brasileiros. No caso dele, tudo nào passava de uma máscara, fruto de minuciosa e inteligente pesquisa da mídia e do "staff" que o acompanhava. Não passou de um pesadelo.

Não creio que esse sentimento de continuismo foi fruto do acaso. Com a vinda da indústria, o homen ficou um tando quanto cibernetizado, feito na forma da pronta entrega da igualdade. Aí, o homen teve que buscar vida nos impulsos sentimentais. Esses impulsos são iguais em todos os humanos. a auto-expressão, assim, se tornou uniforme como sacos de estopa empilhados em um armazém da existência - todos iguais. Os impulsos ocasionais tomaram o lugar da razão e do conhecimento sustentável. "O seja você mesmo" tomou lugar do conheça-te a ti mesmo". Esse desvio - conduzido pelos sentimentos e impulsos - conduzidos pelos sentimentos e impulsos - conduziu o homen a sentimentos desconhecidos do seu "self" para os quais ele não estava preparado. Daí, a história, confusa e perigosa que vivemos. Vivemos, então, no "medroso mundo novo". Na corte do mundo somos todos os seus bobos. (Na corte ser um bobo não era um ofício?).

A expressão "rir é o melhor remédio" tem sido a nossa tônica. Porque quando rimos de algo, perdemos a nossa identidade objetiva para introjetá-la em um fato hilário ou em um "outro bobo da corte". Uma espécie de "não estarmos em nós". É uma fuga para a realidade do outro. Assim fugimos da ansiedade e do medo que rugem ao nosso redor.

O contraste disso tudo é encontrado no capítulo onze do livro de Hebreus. Lá encontramos homens como nós, sofredores, sim de carne e osso - mas homens que ousaram, que mudaram a história e entraram para a "galeria da fé". Resolveram colocar a sua confiança em Deus e, assim, fizeram a história avançar.

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CREDO EM CRUZ

 

Todo o Cristianismo está cheio de símbolos e significados. Mas o tempo e a prática destas liturgias tem "fabricado" uma sub-religião, alguma coisa parecida mas que não é. Refiro-me aos Credos e invencionisses eclesiásticas, roubando o sagrado dos símbolos, transformando em esteriótipos estanques e frios.

Outros grupos de cristãos transformaram o cristianismo em amontoados de normas. Se você cumpre os mandamentos já tem um lugar garantido no mundo "dos bons cristãos". Esquecem-se que cumprir ordens e mandamentos produz bons fariseus. O amar e obedecer a Cristo produz o verdadeiro cristão. O amar é dinâmico e crescente. Não se trata assim de uma moral fixa, mas de um sentimento crescente e gratificante. Assim, nos relacionamos como uma mente viva e, por isso, estamos sob a lei do crescimento eterno.

Pensando assim, podemos afirmar: Aqui está um que é maior que os Credos. Estes se esforçaram por fixar em declarações o que vemos em Cristo. Devemos agradecer tais esforços despendidos; sim, ser gratos os que redigiram tais declarações de fé; gratos, mas não satisfeitos. Sim, porque não podemos de modo final prender e limitar o Verbo na teia de nossas palavras. O Verbo - a Palavra - é maior que as nossas palavras. Por isto os nossos credos devem eternamente estar abertos para qualquer revisão, para revisões que os alarguem, dando-lhes significados mais amplos. Um credo fixo torna-se um credo falso. Sim, porque Cristo está sempre sobre todos nós, chamando-nos para novos significados novas rendições e novas aventuras.

Não podemos negar que não existam coisas imutáveis. Tais verdades como encarnação, vida, morte, ressureição e glorificação de Cristo são eternas e, portanto, imutáveis. Mas pelo fato de serem imutáveis não significa que são coisas mortas, estanques e frias. Sào elas verdades dinâmicas, crescentes e envolventes; e o Credo, quando não passivo de mudança, pode torná-las fora de órbita, coisas, do outro lado da vida. A religião de Cristo coloca a vida sob a lei do desenvolvimento eterno.

Portanto, o verdadeiro cristão nunca é, ele sempre esta sendo algo mais. Vê em Cristo uma ampla avenida de possibilidades que desembocaram sempre em realizações maiores e felicidades novas e autênticas.

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A SOCIEDADE SECRETA

 

Talvez soe de uma forma estranha o fato de que o Cristianismo leva "os seus iniciados" a certos conhecimentos que, somente eles possuem. Paulo disse: "Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação". Poderíamos, sem cometer nenhuma heresia, traduzir do grego (a língua que foi escrito o Novo Testamento) da seguinte forma: "Fui iniciado no segredo de todas as sortes e condições da vida, tanto para a abundância como para a penúria, para a prosperidade e para as privações; naquele que me fortalece, sinto-me pronto para tudo (Fp. 4:12,13).

O homen, ao fazer-se pertencer a uma sociedade secreta, tem um sentimento de segurança e de superioridade. Pois bem. O cristianismo é uma "sociedade secreta" que nos garante segurança absoluta. Venha o que vier, haja prosperidade ou haja provações você se sentirá mais que seguro - seguro contra cada coisa e contra todas as coisas. O "segredo" parece ser este: você poderá viver "por causa de"e "a despeito disto". Você não desprezará o "a despeito de" pelo contrário, tirará alegria das circunstâncias da vida, do lar, da beleza, das amizades, do amor. Você terá mente sã e se sentirá rico em tudo quanto o cerca. Você não dependerá do "por causa de". Você o tomará firmemente em suas mãos, mas não se estribará nele. Você viverá, "apesar disso". Este é o segredo.

Esta "sociedade secreta" é uma sociedade secreta pública, ou aberta. Jesus falou nos "segredos abertos do Reino do Céu" (Mt 13:11). É um segredo secreto porque você terá que saber a combnação. Mas também é um segredo aberto - porque qualquer um pode tomar parte, uma vez que se disponha a pagar o preço estipulado. E o preço é proporcional ao seguro escolhido. Outras sociedades secretas oferecem um seguro parcial e exigem um preço parcial. Esta, de que falo agora, oferece um seguro total para o total da pessoa, em todas as situações, para todo o tempo, para esta vida e para além-túmulo, e por isso exige um preço total - o preço de sua pessoa e tudo o que você tem.

E a senha? A senha para se entrar nesta sociedade secreta está na última parte do versículo de filipenses: "TUDO posso naquele que me fortalece" (Fp. 4:13). A senha é "tudo". Repita a senha para você mesmo até que se torne uma palavra que você possua, mas até que se torne uma palavra que possua a você todo. Daí você estará pronto para "tudo", venha donde vier. Você marchará então, completamente armado atrás e na frente, nada poderá transpor essa segurança dada no Reino.

a força e a "influência" dessa sociedade vem do seu único e eterno criador. Ele mesmo disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (Jo. 15:5). Tal é a força desse Senhor; tal que todos os poderes e influências do cosmo, estão sob seu comando e ordem.

Jesus disse: "Vinde a mim TODOS..."; a sociedade secreta está aberta. Nela não há pretensões. Está aberta para todos quantos queiram pagar o preço e queiram aceitar esse dom.

O grau maior que o cristão alcança é a benção de ser o menor; e de ser servo fiel no pouco para receber muito do seu Senhor e Amo, o Eterno Salvador Jesus Cristo.

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A FOICE, O MARTELO E A CRUZ

O Cristinanismo brasileiro hoje vive uma tensão antitética. Há os cristãos "socialistas" (Teologia da libertação, dos sem terras) e os "pietistas" (pentecostais e carismáticos). Estes preferem orar, afastam-se da política. Ocupam-se de Deus e suas almas sem protestar contra a opressão política e social em nosso país. Aqueles, em contra partida, protestam publicamente contra as guerras, o racismo e a injustiça das favelaas,abandonam a piedade tradicional e não mais freqüentam as igrejas.

Infelizmente, a polarização deste dois grupos de cristãos está longe de ser superada. Os círculos pietistas das nossas igrejas reclaman suposta "politização da Igreja"; e, que, contra esta tese se defendemos cristãos "politizados" ou angaijados: Não queremos politizar a igreja, e, sim cristianizar a política. E, todo aquele que, numa atitudade apolítica não grita contra a injustiça apoia na verdade a injustiça pública e aumenta o sofrimento do "próximo". Mas também argumentam os "carismáticos": que todo aquele que não prega a libertação, tendo como base a fé e a proclamação de Cristo, foge dos princípios elementares do cristianismo.

É uma luta sem sucesso. Os dois grupos travam esta polêmica em termos de uma insensata alternativa entre a dimensão vertical da fé e a horizontal do amor. Como se pudessem dissolver a convivência entre a oração e política, leitura da Bíblia e do jornal. Nesse prélio corrompem-se as duas partes. Fica uma igreja fracionada, fraca e dividida.

A grande verdade é que oração sem ação é fé morta. E que socialização sem unção é solidariedade sem carisma, sem poder e sem gosto de transcedência; sem comunhão espiritual. Se o Brasil é um país cristão, então o que deve reger suas bases mestras são os princípios do Cristianismo. Nesse sentido, a Igreja deve exercer grande influência no Estado. Recristianizá-lo, por fim, é sua tarefa maior.

A Igreja Cristã brasileira não pode trabalhar em prol de sindicatos, desempregados ou dos sem terra. Precisa sim, entrar entrar na política para ser sal e luz (Mt. 5:14-16) mas sem que a mesma penetre nela. Seu grande alvo é o homen. O homen enquanto ente, e não enquanto categoria. Toda a omissão da Igreja - neste sentido - resultará em ditadura. Quando ela se calou na Europa antes da revolução industrial e no seu transcorrer, houve uma bárbara ditadura capitalista. Mas quando ela se calou ante ao marxismo houve, com igual intensidade uma infernal ditadura do proletariado, com conseqüencias até hoje sentidas.

A Igreja é a boca de Deus. Deve exercer o profético papel de denunciar erros e exaltar virtudes, porque se um dia nós calarmos as pedras clamarão; e elas hão de denunciar com morte e lágrimas o nosso próprio silêncio.

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DA REPÚBLICA QUE TEMOS PARA A REPÚBLICA QUE QUEREMOS

Proclamamos mais uma vez a nossa República. Todas as vezes que nos vemos livres de incômodos que sugam nossa liberdade, estamos caminhando para o caminho desimpedido de um País livre, pois a única escravidão da qual o Brasil não poderá fugir é a liberdade. E quase sua obsessão é mais que seu destino.

A onde avassaladora de moralização que varre o Brasil é uma amostra insofismável que os conceitos de cidadania e de liberdade ganharam novas cores pelos nossos Brasis a fora. Todos queremos uma República livre. Livre de nossos próprios vícios, livre de nossos próprios preconceitos e desvios enquanto cidadãos.

Jamais poderíamos imaginar vermos "bicheiros" atrás das grades, "grandes" nomes da política Nacional sob suspeita, e, tendo que dar explicações, diante de uma câmera de televisão. O imposto de renda crescendo em arrecadação mês após mês. É um milagre! É uma cura! É um sonho!... É verdade também que isto não é o fim de tudo; estamos apenas no começo de uma grande reviravolta em nossa Nação. É só persistir. É só continuar...

Esta é a República que temos , mas é a Nação que queremos? Não. Tudo que está acontecendo é bom, mas não é o melhor e nem o suficiente. É eficiente mas não é permanente. Precisamos trabalhar fundo nos conceitos de educação, moralização e religião. Quando estas áreas não são atacadas com eficiência e persistência a população se cansa de recomeçar.

Não podemos, em nome de uma cultura - porque cultura e folclore não podem ser sinônimos de atraso - deixar nossa Pátria rendida à sorte de Orixás, Necromantes e Mágicos. Enquanto formos dirigidos por este misticismo infundado, seremos sempre escravos de nossas limitações e medos.

Enquanto não nos libertarmos de orações mágicas, preces poderosas, óleos santos vendidos por "Pastores Evangélicos" que se enriquecem à custa da miséria dos que nada têm continuaremos escravos dos nossos enganos e fracassos.

Enquanto milhares de miseráveis estiveram gastando os seus míseros centavos em demanda às "Aparecidas" da vida, continuaremos escravos e indigentes da nossa própria ignorância.

Se lermos atentamente os Evangelhos vamos notar sempre Jesus às voltas com a religiosidade ôca, a fé sem fundamento e o misticismo cego. Foi neste contexto que Jesus disse aos "Religiosos"Judeus: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

Precisamos exumar de nosso perfil social essa máscara de falsa confiança, de religião sem fé ou de uma fé na própria fé. Em certos casos é melhor um ateísmo sincero do que uma fé enganosa.

No capítulo oito do evangelho de João, Jesus diz: "Se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres". Vamos proclamar a libertação da República pelo poder do Cristo Vivo!

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DE CABEÇA PARA BAIXO II

As instituições da Justiça, da economia e do governo devem respeitar a dignidade do homen como pessoa ou "segredo", se quiserem ser consideradas instituições humanas. Elas se auto destruiriam se tratassem o homen como coisa, mercadoria, mão-de-obra ou simples sujeito. Isso significa que o homen é uma pessoa em sua totalidade e em qualquer lugar. Difere de um mero sujeito imaginário, Segundo os preceitos da ética e da doutrina cristã, o homen todo em todas as suas relações é a imagem de Deus.

Não vivemos mais as épocas incivilizadas quando ensinavam que "a sombra de Deus é o príncipe e a sombra do príncipe são os homens". Época dos Faraós do Egito e o culto ao César romano.

Tanto a tradição Católico Romana como as Confissões Calvinistas pregam o inalienável direito do homen à vida, à terra, ao capital e ao trabalho. Isso é o que chamamos de democracia; e ela é, sobretudo, a abolição de qualquer domínio do homen sobre o homen. Portanto, a democracia é ampla atemporal e transparente.

O controle da administração política por meio da divisão dos poderes, da limitação temporal do governo com eleições, da ampla administração local e da participação direta do povo no governo são métodos desenvolvidos durante a história, com a finalidade de se respeitar, no campo político, a imagem divina do homen, sua dignidade e seu "segredo divino".

Essa participação divina do homen no poder temporal, através da democracia, significa primeiramente comer, beber e viver em comun.

No Brasil, essa participação começa "na barriga" e não na cabeça. Aqui, participação significa antes de tudo, saborear antes de discutir; comer antes de pensar. Os sons surdos da barriga vazia impedem uma reflexão saudável sobre a existência. É inconcebível um cérebro cheio de idéias dentro de um corpo vazio e desnutrido.

Não pode haver algo que cause mais indignação a uma sociedade que contemplar nossos irmãos brasileiros buscando nos grandes lixões de nossas cidades comida para matar a fome de seus filhos, "catando" restos de carne humana do lixo de um hospital qualquer como repasto e desjejum de desnutridas crianças. (é demais!)

Se democracia é participação nos problemas, mas também no lucro de uma nação, alguma coisa está errada com a nossa democracia onde muitos participam dos problemas e pouquíssimos do lucro.

As palavras de Jesus devem soar em nossos ouvidos como uma séria advertência: "Dá a quem te pede". O momento é de reflexão mas também de ação. Alguma coisa deve ser feita. Alguma coisa pode ser feita. Restaurar a cidadania e a dignidade do brasileiro é encontrar o nosso próprio destino, é fazer o nosso próprio destino, é fazer o nosso próprio futuro.

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