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*Obs.O Rev. Cícero escreve dominicalmente no Jornal "O Comércio do Jahu".
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Fale conosco, queremos sua opnião ou sugestão:
A sociedade norte-americana está em pânico depois do atentado de um aluno em uma pequena escola no estado de Oregon contra seus próprios colegas semana próxima passada. O motivo desse pavor na reincidência desses acontecimentos naquele país. Em março desse mesmo ano duas crianças - 11 e 13 anos - abriram fogo contra alunos de uma outra escola americana, matando quatro crianças e uma professora, e ferindo outras treze. E, ainda, em dezembro do ano passado, um garoto de 14 anos atirou sobre varias pessoas, durante uma reunião de oração em uma outra escola, deixando o saldo de três mortos e cinco feridos.
Coisas assim acontecem tanto lá como cá. Há pouco tempo atrás, um aluno mata friamente uma professora por tê-lo denunciado como traficante de drogas, o que causou comoção, indignação e repúdio de toda a sociedade brasileira.
Esse atual quadro de violência levou a sociedade Britânica a uma poderosa campanha a favor do desarmamento. 210.000 armas de fogo forma recolhidas. Foram pagos 90 milhões de Reais em indenização aos súditos da coroa inglesa. O que ocasionou tal decisão foi aquela terrível carnificina praticada na Escócia, em 1996, por um desequilibrado mental, quando 16 crianças foram fuziladas em uma pequena cidade.
Estes fatos antecipam o nosso relacionamento para a insofismável realidade de que a violência não se dá apenas por causa da miséria social. Tanto em países ricos como pobres o poder monstruoso da degeneração humana - fruto de uma profunda carência existencial - mostra seus terríveis tentáculos. Há algo mais, além de carências materiais, faltando no interior da humanidade. O ser humano clama por algo mais profundo e integrador, algo mais do que o simples Ter-dar-comprar-vender. Na verdade essa relação epidérmica o oprime e o humilha. O ser humano é bem mais do que só isso. Essa revolta indômita se dá porque o homem se sente aviltado, quando percebe que o seu senso de pertencimento não passa de relações superficiais que morrem tão rapidamente quanto morre a vida coisificada.
Como, pergunto eu, podemos construir barreiras morais e existenciais na mente da sociedade juvenil, quando pais não dão mais tempo de qualidade para seus filhos? Como , pergunto eu, poderemos Ter um mundo mais humano, quando nossos filhos têm como babá uma televisão violenta e deseducadora? Crescem vendo queimada surrada, decapitada, castrada, aberta ao meio, explodida. A morte passa a ser para eles coisa comum, normal e cotidiana. Por outro lado a vida é uma banalidade. Matar e morrer começa a fazer parte do dia-a-dia. Os nossos filhos vêem gente sendo eliminada como se fosse objeto, valendo menos que um pardal.
Ainda não se criou melhor mecanismo contra a violência do que lares estáveis. Pais que se amam e que se dão mutuamente. Lares onde mulher e homem (pai e mãe) vivem suas funções simbólicas que satisfaçam os anseios do homem e mulher (filho e filha).
A confusão começa quando esses valores da família se perdem na corrida em busca de bens materiais, em detrimento da saúde relacional, comportamental e vivêncial de nossos filhos. Vale aqui a velha máxima: Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar. Não há outro caminho. Ou restauramos as nossas famílias ou, então, podemos nos dar por perdidos...
Mais uma vez vivemos os dias de folia do carnaval. Essa é a mais popular festa do Brasil. Gente de todos os lugares do mundo miserável - mesmo que seja por alguns dias pode ser feliz. E é realmente um grande espetáculo social. Pode ser assunto de tese para qualquer estudante que pretende ser um doutor nas áreas sociais e comportamentais. Estudar todos os seus aspectos pode se tornar um tese quase inesgotável.
Já escrevi varias vezes nesta coluna que o folclore brasileiro teve sua origem entre pessoas oprimidas das camadas mais baixas e sofridas economicamente. Nasceu como uma forma de anestesiar a dor e alienação. Isso porque os párias - principalmente os escravos - não podiam participar dos famosos saraus realizados na corte imperial. Lá só havia lugar para pessoas nobres e de fino trato. Enquanto que as outras classes deveriam procurar uma forma própria de diversão. Daqui, portanto, nasceram as grandes festas populares.
O Carnaval brasileiro tomou essa dimensão não por causa da bondade dos senhores feudais, mas pelo crescimento incontrolável dos miseráveis em nosso país. O número cresceu tanto que a minoria burguesa foi obrigada a aderir à festa e, ainda por cima, tirar o lucro na venda de fazendas, lantejoulas e outros penduricalhos mais. mesmo não sendo uma festa ao nível da burguesia, ela foi obrigada a conviver com aquela manifestação popular.
É só notar ainda velhos resquícios dessa festa: a origem do dinheiro, as camadas sociais mais ativas nessa festividade, o oportunismo espúrio da burguesia na exploração dos miseráveis. É como na velha Roma: "pão e circo" são suficientes ( é só disso que o povo precisa ! ). Enquanto a alegoria vai, o abandono, a miséria, o engodo, a exploração continuam a manter o nosso povo sob a mais terrível ditadura. É a força da alegria efêmera como agente de hipocrisia e da manutenção do "status que". Alegres miseráveis, doce melancolia...
No Carnaval, o indivíduo está acima da ordem, da lei e da moral. a ética circunstancial premia a orgia, a licenciosidade. Nessa festa não pode haver "não pode"- é proibido proibir. Milhares de participantes assumem essa postura e partem para as mais inconseqüentes atitudes. O saldo disso tudo é destruição dos bons costumes, da moralidade e da família. Jovens - centenas deles - infectados, doentes; lares combalidos; gravidez indesejada. O rescaldo dessa calcinação moral é alarmante. Tudo isso em nome do prazer da liberdade desses dias.
Milhares de reais que poderiam ser investidos nesse mesmo povo humilhado e massacrado, transforma a sua própria alegria em mais pobreza, mais desemprego; menos hospitais, menos escolas e menos assistência dentária. Quem tem tanto interesse que o nosso povo continuem a viver assim alienado, anestesiado e sem possibilidade de reagir? Só não enxerga quem não quer.
Qual é a explicação que se dá a uma festa onde mulheres e homens expõem suas genitálias ao público num desavergonhado frenesi? Qual é o sentido disso tudo? Só se for um desabafo das memórias genéticas dos tempos arcaicos da escravidão. Mais nem isso convence. Não dá para entender...
A minha intenção não é ser jamais um estraga - festa. Só queria que fôssemos menos superficiais em nossa análise e investigássemos com espirito cristão essa espécie de mundanização que ha em torno de tudo isso. Nem toda alegria merece ser vivida; e a do carnaval é uma dessas.
Temos percebido com tristeza muitos dos nossos filhos de nossa cidade envoltos no mais triste e angustiante véu de dependência das drogas. Ainda mais que, a cada dia que passa, o prognóstico de usuários e adictos aumenta de forma alarmante. E isso é um alerta candente: não podemos abaixar a guarda. Temos que usar medidas profiláticas, repressoras ou qualquer coisa que não permita que esse mal se torne incontrolável. O perigo é iminente. Mesmo que não tenhamos em nossa família nenhum caso - e isso é motivo de darmos graças a Deus! - não podemos dar por encerrada nossa ingente tarefa. Se não criarmos fortalezas morais, espirituais em nível urbano (isso porque os primeiros contatos com as drogas se dão nos grupos sociais, tais como: escola, festinhas, na turma da rua), um dia esse mal pode bater em nossa porta.
Geralmente, é na adolescência que o jovem quer experimentar coisas diferentes. Atraídos pela propaganda que mostra as drogas (cigarro e bebidas alcóolicas, por exemplo) como sedutoras, por estarem vinculadas à idéia de prazer, sucesso profissional financeiro, os adolescentes tentam buscar uma independência existencial e filosófica, quando, muitas vezes, encontram na sensação das drogas o caminho mais curto para as desgraças e conflitos da vida. Porque, a principio, o efeito pode ser "um barato" viável mas, para logo depois, criar um caminho sem volta, via dependência física e emocional que esses produtos geralmente provocam.
Dentre os vários efeitos maléficos que as drogas provocam há um de caráter comportamental. Quando o adicto chega a um estado crônico, desenvolve desvios de caráter como mentira roubo, homicídios. São forçados muitas vezes a esses desvios comportamentais, pois necessitam, a qualquer custo, manter esse vício. Nesse caso não se trata mais de falta de força de vontade ou de "sem-vergonhice", como estamos acostumados a ouvir e, sim, de total dependência orgânica e afetiva.
Muitas vezes o problema começa já na infância. Nessa fase os filhos começa a notar o comportamento neurótico dos pais. Como isso acontece? Pais que tentam resolver problemas de relacionamento ou afetivos através de fármacos. Para qualquer problema há um remédio. Há uma verdadeira farmácia dentro de casa. Por aí, muitos dos nossos filhos, na adolescência, associam a idéia da cura das angustias, àquela de "como nossos pais resolveram". Destarte, a prevenção começa em casa, na família, através de bons conselhos e atitudes coerentes.
O estrago deixado nas funções orgânicas e psicológicas dos dependentes é enorme. Há distúrbios nas funções psico-neuro-endocrinas. Todo o organismo se debilita a ponto de leva-lo à morte. A famosa overdose, nesse processo, seria somente o açodamento dessa realidade indelével.
Felizmente há varias casas, instituições religiosas e clínicas que podem ajudar ao fármaco-depentente. Cabe a cada um de nós amparar e orientar essas pessoas na busca da solução desse terrível problema que já se tornou uma doença "endêmica".
A bíblia narra, através do proverbialísta Salomão, a triste rotina de um viciado: "...pois (falando sobre drogas) ao cabo morderá como a cobra, e picará como basilisco. Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar, e como o que se deita no alto do mastro. E dirás: espancaram-me, e não me doeu; bateram-me e não o senti; quando despertarei? Então tornarei a beber." (Pv. 23:29-35).
Estamos vivendo em um mundo onde a tecnologia avança extraordinariamente. Daqui a bem pouco tempo ninguém precisará fazer cálculos ou aprender tabuada como no passado - a maquina decidirá, pensará e calculará por nós. Contudo, à medida que a tecnologia avança estamos perdendo a capacidade de sentir, intuir, depreender e perceber além do trivial, ou seja, trabalhar com as abstrações do sentimento.
O conceito supracitado tem afetado profundamente a vida da família no que tange o relacionamento entre pais e filhos. Estamos esquecendo o jeito de ser pais. Tanto que, tem sido preciso que pedagogos, psicólogos, professores e gente dessa área, ensinem os pais ( que deveriam ser mestres na área de ser pais) como educar seus filhos. Que ironia da história! Ainda bem que contamos com esses profissionais para nos ajudar a cobrir esta área fundamental da relações familiares.
Umas das áreas "Mancas" detectadas por esses profissionais tem sido a da disciplina. Como todos sabemos a disciplina é uma das primeiras formas de educação. Muitos de nós com medo de gerar traumas e frustrações nos filhos se furtam dessa obrigação e desse direito divino de educar seus filhos "à moda antiga" e, portanto, como gangorras, vão de um extremo para o outro e, quando os filhos já adultos se mostram indisciplinados, respondões, impacientes e ingratos, percebem que alguma coisa ficou faltando em sua educação.
E assim, um tanto quanto perdidos, pais tentam recuperar o tempo, disciplinando verdadeiros marmanjões. Além de ser inócuo e ridículo, esse tipo de disciplina, esse tipo de disciplina desencadeia um processo de revolta, nossos adolescentes sentir-se-ão simplesmente agredidos. Se esse filho está precisando de "umas boas varadas agora" é porque ele não as recebeu no tempo certo. Bater em filhos adolescente é tanta loucura quanto não bater na infância. Nessa altura um "papo" vale muito mais do que um tapa. Muitos pais são bons nos tapas, mas vacilantes nos papos.
É claro que disciplinar com a vara é muito diferente de espancar. A agressão (o espancamento) não está tanto na forma ou na força com a qual eu bato, mas, sim, na motivação com que isso se dá. Todas as vezes que transfiro minha raiva ou ira de alguém (ou deles mesmos) através de surra, não estou exercendo a disciplina que é, sempre proveniente do amor, do interesse de ensinar e de mudar hábitos e reações.
Guardada a idade cronológica de cada filho a disciplina em geral deve conter, pois, dois ingredientes fundamentais: vara e dialogo. O primeiro instrumento é próprio para os primeiros anos de vida. Na medida em que os filhos vão crescendo, o dialogo deve se tornar o ingrediente mais importante dessa fórmula, até ao ponto de chegar a ser único.
E sempre quando esses instrumentos não são usados de forma harmônica, algum desajuste acontece. A vara sem o dialogo provoca revolta; por seus turnos diálogos sem vara provocará relaxamento e inseguranças futuras. O filho terá a sensação de que não foi ensinado a acertar na vida. Dialogar, explicar os "por quês" da disciplina, levará o filho à segurança, e ao reconhecimento de que alguém se preocupa com ele.
Cada pai, cada mãe deve conquistar o respeito e amor dos filhos. Isso é uma tarefa árdua e que demanda tempo, concentração, dedicação e investimento a longo prazo. O caminho pelo qual chegaremos lá é o da disciplina. O preço é alto, mas vale o esforço.
Tudo o que não é eterno é ultrapassado.Com este pensamento gostaria de fazer alguns levantamentos sobre os caminhos da mulher quando na semana p.p. comemoramos o "Dia Internacional da mulher".
Confesso com muita tristeza que, em parte, tenho notado em linhas gerais que as mulheres chamadas "modernas" têm investido o seu maravilhoso potencial e gasto grande parte de sua emoção naquilo que é temporário . As suas prioridade não têm sido algo que produza frutos oriundos de valores eternos.
A vida não requer - embora isso seja em parte importante - que a mulher gaste a maior parte de seu tempo em academias de ginástica, em salões de embelezamento ou em busca dos novos lançamentos apresentados pelo mercado da moda. Isso por um motivo muito simples: O ser humano carece de coisas mais essencias do que meros e efêmeros momentos impostos por uma ética situacional. Portanto, mergulhar no alvo último da existência humana está a razão da existência de qualquer ser humano; e a mulher como parte indispensável deste processo harmônico da vida não deve se furtar dessa responsabilidade e desse privilégio.
A velha resposta de Deus para a vida da mulher hodierna é a consciência que ela deve Ter de que o seu símbolo é o mais nobre dos sentimentos humanos da terra.Nela está claramente manifesto o amor. Desde a tenra idade, qualquer ser humano que experimenta ser amado o faz através do toque, do gracejo, do afeto, do carinho e da atenção da mulher (mãe). Num certo sentido ninguém pode dizer que foi amado completamente sem ter sido antes amado por um mulher. Quer seja ela mãe, amiga ou amante. Então, quando ela investe a sua vida, em última análise, na manifestação desse seu sentido inato, ela realmente é uma perfeita mulher.
A mulher quando se realiza dentro do amor de Deus, tendo a sua segurança que vem Dele, se valoriza grandemente, pois se apropria da maior riqueza de Deus que é amor. A Bíblia diz " Deus é amor". Aqui a mulher se funde com o coração para, ambos, manifestarem ao mundo a riqueza da vida.
Muitas das inquietações do mundo feminino têm o sentimento latente de insegurança , que se manifesta na busca insatisfatória das coisas passageiras, que somente fazem aguçar ainda mais o sentimento de inferioridade e de inutilidade; o que só poderá ser vencido na reavaliação e na busca dos conceitos e das prioridades eternas da vida.
O amor dá segurança a qualquer ser humano. Se a mulher sentir que é um canal de amor, estará segura, estará superior a tudo, livre de complexos cultivando uma auto-realização quase que divina. Não terá medo do manhã porque no amor não há amanhã. Ele é sempre hoje; sempre eterno.
O alvo maior da mulher moderna é tornar-se liberta, tendo os mesmos direitos do homem, o que é plenamente louvável; entretanto, jamais a mulher pode se libertar do jugo do machismo, tentando ser igual ao seu oposto, e sim, buscando a sua própria identidade. Quando encontrar o seu destino, não com relação ao homem, mas com relação a ela mesma... à sua essência e aos seus inatos atributos, então ela deixou-se achar ante ao verdadeiro motivo da sua existência.
As injustiças cometidas pela nossa história às mulheres no transcorrer dos tempos, não justifica que elas busquem outra coisa senão as suas virtudes, sua real força e sua potencial de transformar o lar, a sociedade em um verdadeiro jardim de amor.
Hoje, como algumas vezes já o fiz, escrevo aos senhores pais. Pais que como eu convivem como eu na turbulenta fase da adolescência.
A primeira coisa que me vem à mente é que existem em suas ações e reações um poço profundo de contradições. É preciso entender que adolescência é esse mundo de desejos ambivalentes e de anseios indefinidos. A voz destonada, o corpo nem muito adulto nem muito infantil externam, já aspecto biológico, um mundo de indefinição em que vivem esses jovens.
Nessa fase eles querem agir como se fossem adultos. Apreciam a liberdade e os direitos, contudo não querem assumir a responsabilidades e os deveres impostos pelas diversas hierarquias que compõem o mundo dos adultos. Aqui poderá ser localizado o princípio de seu conflito. É em um só tempo adulto e dono de si, e criança que precisa sentir-se querida e protegida. É muito comum vê-los brigar, bater o pé, sair de casa cheios de si, como se fossem donos do mundo para logo depois esquecer do que fizeram e clamar à mãe: "Mãe, faz meu nescau".
Buscam explicações não-tradicionais para todas as coisas. Duvidam ou não aceitam as explicações recebidas na infância. Às vezes, tornam-se até agressivos e atrevidos na maneira de expressar quando se opõem aos padrões tradicionais.
O que é mais triste nisto tudo é que muitas vezes os pais, não entendendo essa fase "maluca" que é tão normal na busca de uma identidade própria deles, agridem ou criticam seus filhos adolescentes de modo a rebaixar o seu moral levando-os, ainda mais, para o distanciamento do convívio familiar de que eles tanto - mesmo sem perceber - carecem.
Destarte, tanto os filhos quanto os pais, nessa altura da história, carecem de um processo de ajustamento. Por seu turno, o pai precisa de ser conselheiro sem ser crítico; ter autoridade sem ser autoritário; promover um diálogo aberto e responsável sem formalidades ou julgamentos preestabelecidos. O que cabe aos filhos: serem transparentes sem serem ríspidos; honestos mas sem agressividades; saberem dialogar e serem lógicos e convincentes; provarem com atos que estão aptos a assumir o que eles propõem como sendo de importância inadiável em suas opções e, ainda, provar com fatos que eles tem correspondido às expectativas de seus pais.
Não creio que o conflito dessa idade seja um conflito de um lado só. Ambos os lados - pais e filhos - produzem ainda mais confusão se ambos se mostrarem inseguros e imaturos. Creio eu que cabe aos pais - dada a experiência e maturidade adquiridas - um firme decisão de romper esse laço de conflitos. É natural esperar do mais velho um ato de maturidade e de compreensão... muito mais do que esperar isso de um adolescente.
Nossos adolescentes precisam de encontrar em nossos lares um ambiente seguro, disciplinado, coerente e cheio de ternura. Seus conflitos, em uma atmosfera desse tipo, tendem a diminuir e a perder sua impetuosidade. E esse tipo de comportamento ansiado por eles deve ser notado nos elos centrais entre os quais se encontram, ou seja, entre o seu pai e sua mãe. Quando eles observam coerência e prática naquilo que os pais ensinam e vivem, logo vão absorver os principais valores da vida e, por conseguinte, praticá-los também.
Muito mais do que disciplina rígida, nossos filhos precisam de lares confiáveis. É na transferência mútua da confiabilidade que uma personalidade forte, livre e vencedora vai ser erguida.
É sempre gratificante convivermos com pessoas que trabalham, estudam ou exercem qualquer atividade com esmero e dedicação. Procuram fazer tudo de forma mais perfeita possível. Buscam, positivamente, cada dia, melhorar e desenvolver seus potenciais rumo à perfeição. Contudo, há alguns que aparentemente vivem assim, mas esse aparente comportamento positivo tem um fundo psicogênico doentio e neurótico. Refiro-me ao famoso perfeccionismo. Quem conhece um perfeccionista sabe como é difícil conviver com um tipo assim. O perfeccionismo - em outras palavras - não passa de um sentimento de inferioridade camuflado e bem escondido.
Quando alguém apresenta esse sentimento não quer dar ao mundo uma coisa boa, bem acabada.....bem feita. O que no fundo desse comportamento existe é um tremendo medo de se expor. O perfeccionista não quer que ninguém saiba que ele é capaz de errar. Daí a sua inflexibilidade com ele mesmo. Errar significa expor falhas; admitir erros é o mesmo que admitir fracassos pessoais. Por isso não aceita críticas e, quase sempre, rejeita ajuda de outrem. Entrar em choque com os outros é a constante de sua vida. É o que no campo de religião chamamos de "um perfeito fariseu". Contra quem Jesus, nos evangelhos, se volta frontalmente.
Existe, contudo, uma grande contradição no perfeccionismo. O perfeccionista é perfeccionista exatamente por não querer se expor ao seu próximo. Mas precisa, por outro lado, conviver com esse próximo. Então, como comportar-se? Para não receber críticas e, ao mesmo tempo, conviver com quem poderá eventualmente criticá-lo, resolve essa contradição com um outro processo de fuga que é o desejo de dominar. Geralmente, por força natural do perfeccionismo, o perfeccionista é um ditador. Aqui, dominar também significa não precisar se expor. Dominar significa apontar falhas de tudo em todos para não ser notado como um descontente e fracassado réles mortal.
Os perfeccionistas, na sua vasta maioria, nascem de lares onde sempre sentiram rejeitados. Forma crianças ignoradas, diminuídas, comparadas com outras e alvos de críticas de pais, irmãos e amigos. Ou, também, que no decurso da infância se sentiram "diferentes' por motivos físicos, cor da pele, deformidades, fragilidades e qualquer outra coisa parecida.
O perfeccionista é cheio de contradição e paradoxo. Acha-se inadequado, mas quer ser o maior. Quer mandar nos outros, mas não suporta críticas. Por isso, há no seu interior profunda insatisfação afetiva e espiritual. É cheio de constantes conflitos e tumultos interiores que lhe cansam, desgastam e consomem. E por não admitir contradições, inconscientemente, foge das suas próprias, fugindo de si mesmo. Por isso ele é sempre preocupado com a imperfeição dos outros.
O perfeccionismo (fariseísmo) é um sentimento e não um fato. E como tal poder ser mudado nas nossas vidas. Ninguém é perfeito, completo, pleno e acabado. Todos nós podemos e devemos crescer. Mas para isso é necessário ser maior do que a falsa que o perfeccionismo pretensamente traz. Ou seja, ser suficientemente grande para entender, em primeiro lugar, as nossas próprias contradições para sermos flexíveis nas outras relações.
Tenho tido o prazer de conviver com pessoas de sucesso. É muito bom saber que as roldanas que movem o mundo são alavancadas por essa pessoas. São elas quase normais. O que diferenciam das outras é o seu poder de constância. Sonham um projeto e perseguem com tenacidade e a efetivação do mesmo. Não abrem mão deles enquanto não os vêem prontos, terminados. Não admitem, em momento algum, a possibilidade da desistência, do fracasso. Como afirmou o grande escritor Hernest Hemingway: "Lembro-me sempre de evitar meia medida. Mire aquilo que quer e pegue-o. Jamais desista. Esse é o único modo de ser um vencedor".
Muitos começam bem. O único problema é que não tem o poder de um caráter persistente. Portanto, não basta começar bem; é necessário continuar até o fim. Só os persistentes receberão o bônus da vitória.
É verdade que todo o gênio afirma:"O que tenho e o que sou devo dez por cento à inspiração e outros noventa à transpiração". É verdade: ninguém consegue fazer nada de grande ou relevante na vida sem concentrar nisso todos seus recursos, seus esforços persistentes. Seria muito paradoxal dizer que vida é fácil; se a vida não é fácil, se torna ainda mais difícil vivê-la sem esforço e dedicação.
Muitos há que, por falta de persistência, começaram bem e terminaram mal. Para manter com sucesso qualquer empreendimento faz-se mister renovar, replanejar, repensar a cada dia os seus bons propósitos. A dificuldade não está em se fazer um esforço, e sim em se fazer esse mesmo esforço constantemente. Querer fortemente, querer constantemente, eis a condição fundamental para o sucesso.
A vontade é um estado de violação da vida humana que se fortalece pela repetitividade da constância. Da constância nutrida por pequenas vitórias é que surgem dois elementos fundamentais no sucesso. Prioridade e valor. Aquele fala das metas, este do conteúdo do próprio sucesso.
Enquanto os inconstantes arrastam uma existência marcada por sentimentos mesquinhos de inveja e fracasso, os perseverantes e constantes voam pelas asas gloriosas do sucesso.
Ninguém é bom em nada gratuitamente. Qualquer pessoa vitoriosa guarda em sua história de transpração e desafios constantes.
Há um brocado popular que assevera:"Deus ajuda que cedo madruga". Essa parceria dá certo: Deus e o homem constante. Deus o inspirador e o homem que luta como Hércules para fazer de seu sonho uma história real e abençoadora. Essa dupla sempre concluiu aquilo que começou.
Estar preparado para um grande esforço não é menos importante do que mantê-lo com igual perseverança. Como dizia o grande jogador de futebol Dadá maravilha:"Eu sou bom de iniciativa e de acabativa"( Grande Dadá ! ).
Estamos às portas de um novo ano. É tempo de arregimentarmos nossas energias e esforços para um abençoado ano de sucesso.
Tenho percebido com certa perplexidade e surpresa que a depressão já não é mais doença de adulto. Algumas mães nos procuram assustadas co a apatia e a indiferença de suas crianças com respeito à vida. A reclamação é sempre a mesma: Elas se tornam apáticas, medrosas e ansiosas, chegando muitas vezes até a um estado de inanição e, outras vezes, à tentativa de suicídio. Essas observações nos comprovam um íncice crescente de depressão na infancia.
Mães relatam que esses sintomas começam a ser percebidos quando do desinteresse dos filhos com relação à escola. Geralmente são crianças que entram muito cedo para a escola e, consequentemente, não tiveram muito tempo para sentir o "calor" da família. Esse desinteresse pela escola, finalmente desagua em disturbios comportamentais como, por exemplo, rebeldia doméstica, não raro interpretado como mau humor e isolamento.
Quando a depressão é psicogênica, tem como característica principal as frustrações experimentadas na vida e, ainda que evidente na infância, já mostra suas poderosas garras, roubando de nossos filhos o interesse pela vida.
Diante de tais quadros depressivos, deve-se, imediatamente, procurar um médico competente para detectar e comprovar o diagnostico. Certamente esse profissional dará um bom drecionamento ao caso e, se for necessário, receitará medicamentos eficientes dentro da dosagem necessária para o paciente.
Mas creio que nenhum remédio ou aconselhamento psicoterápico terá maior poder de cura do que o interesse dos pais pelos filhos. Um acompanhamento estreito, caloroso, afável é insubstituível em tais casos. E isso se faz convivendo com eles, contando histórias sobre seus pais e avós. Esse costume antigo, mas infelizmente esquecido, dará aos filhos um profundo senso de pertencimento. Sentir-se inseridos dentro de um saga agregadora e significativa. sem dúvida as crianças se sentirão, ainda, parte viva e ativa da longa história da família.
É preciso dos pais atenção para individualidade, características próprias, temperamento de cada filho. Essa idéia de "tratar todos como iguais" não funciona, porque cada um deles é diferente e deve, por força de lógica, ter tratamento diferentes. Quanto mais cedo os pais perceberem o estado de estresse dos filhos, mais chance eles terão de uma recuperação plena.
Mostrar interesse pelas aptidões intelectuais e lúcidas de nossos filhos; acompanhar com diligencia e participativa as preferencias manifestas por eles pode ser um poderoso antídoto contra todos os sintomas de uma vida infantil estressada.
Não podemos deixar nossos filhos reféns da televisão, dos quadros fechados, da limitação impessoal dos jogos eletrônicos ou sendo criadas por um ajudante. Educar filhos exige de cada um de nós muita dedicação e amor abnegado.
Assistindo a um programa de TV família na semana passada ouvi um Sr. - acho que é psiquiatra - Angelo Gaiarça, afirmar que o grande problema da família moderna está na falência do antigo modelo de casamento; que os grandes problemas das relações conjugais estão na criação antiga e antiquada dos nossos filhos que nós, os pais modernos, teimamos em repetir.
O problema da família moderna jamais se encontra no modelo e, sim, na aplicabilidade correta do modelo. Nada pode funcionar a contento se o manual não for aplicado corretamente. Quem criou a família criou também a maneira correta de fazer funcionar esta família. Quando há fuga na aplicabilidade de algum ponto básico, certamente essa casa vai apresentar "rachaduras", mais cedo ou mais tarde. Ou seja, se não a apresentar na relação conjugal, certamente irá exibi-la nos filhos. De alguma forma essas "rachaduras" vão ser sentidas e vistas.
O problema do casamento moderno está na base. Quando alguém procura um outro alguém atualmente, não o faz na perspectiva de uma relação possivelmente duradoura e comprometida. A idéia é muito mais cobrir com mantas finas o frio de uma solidão ou de uma angústia. Não se buscam valores intrínsecos e morais. Daí o famoso "ficar". Esse comportamento é uma fuga à relação que possivelmente chegue a um casamento ideal. O casamento hoje começa no fim, isto é, os futuros cônjuges buscam uma satisfação libidinal para depois aprender a conviver com gente grande e madura. Por isso temos hoje, na maioria das vezes, arremedo de casamento. E isso nunca esteve no manual de Deus. O gráfico que hoje temos no casamento vem sempre de crescente para o decrescente. Porque o que sustenta uma convivência não é uma relação física somente, mas, sobretudo, a unidade de vínculos firmados por propósitos emocionais e espirituais. São esses valores invisíveis, mas poderosíssimos, que dão sustento ao alicerces da vida larária.
Não é possível fazer um casamento crescer coesamente quando há membros do "corpo" que já nasceram gigantes. As bases estão sendo montadas de maneira disforme e incoerente. A deformação é tal que já não há mais quase possibilidade de uma cirurgia reparadora.
Um casamento estável depende de percepção, de afeto e de sentimento; de discernimento e sensibilidade afetivos. Não é somente a energia e vigor da sensibilidade genital que garantem essa estabilidade. Podemos encontrar isso em qualquer homem ou mulher em cada esquina de nossa cidade. E o nosso cônjuge não é qualquer mulher ou qualquer homem, nem o nosso lar uma esquina da vida. No lar é preciso alma, prece, entrega mútua, compreensão, paciência, devoção e, principalmente, poder espiritual para perdoar. E isso se constrói com tempo. Muito tempo...
Estamos entrando na vida conjugal cheios dessa "brechas" e falhas. Saímos de famílias vazias de significado ontológico, o que nos dá a sensação de que amar verdadeiramente significa isso. E esse bloqueio na base tira a percepção do que seja realmente amar e ser amado.
É muito comum encontrarmos no homem moderno a necessidade de tomar decisões rápidas. Especialistas têm levado empregados, patrões e executivos para campos de treinamento, onde eles devem executar saltos, pular obstáculos em situações diferentes. Todos esses procedimentos behavioristas buscam aperfeiçoar o homem do século XX para o seu tempo. Isso porque a corrida do século em que vivemos nos apanhou morosos e quase indefesos ante ao impiedoso Cronos. Na velha - mas não tão velha - maneira de viver, podíamos procrastinar e adiar para, logo depois, voltarmos aos problemas e suas inerentes soluções. Dessarte, ficamos reféns do nosso próprio anacronismo.
Entretanto, para muitos, adiar ou protelar as coisas parece um doença crônica em sua vida, com impressionante numero de tarefas nunca tentadas ou deixadas pela metade. Por incrível que pareça, alguns morrem antes do tempo porque sempre adiaram a visita ao médico para checar uma dor no peito ou no caroço suspeito. Outros nunca alcançaram uma promoção no trabalho porque perdem muitas reuniões , cotas e prazos.
A verdade é que protelar influencia também outras áreas da vida. Se não encararmos essa indecisão, a procrastinação pode deteriorar a vida, causar danos nos relacionamentos, destruir carreiras, acabar com sonhos e minar a fé. Contudo, o costume de deixar para amanhã é uma mau habito que pode ser mudado. É preciso entender que não é sábio aquele que deixa definido hoje os problemas que deveriam ser resolvidos ontem e , ainda, estar em dia com os compromissos de ontem. Desse modo, nunca viveremos no tempo dos demais, seremos sempre prisioneiros do passado. Haverá em nós um inalterável sentimento de frustração, raiva e desespero.
Esse são percebidos claramente em pessoas que recusam - por isso sempre deixa para depois - acabar com o abuso de comidas, do álcool e do cigarro. Daí as dietas adiadas, os programas de desintoxicação protelados, provocando ainda mais danos físicos e emocionais em que assim procede.
Quem conhece pessoas assim ouve dos mesmos as mais estranhas desculpas. Tentam esconder atrás delas as suas reais frustrações, pesadelos e medos, ou seja, o sentimento negativo é mais forte que sua decisão de mudar.
Mudar padrões profundamente arraigados leva tempo e esforço. É necessário um mergulho audaz em nossa própria história; buscar corajosamente nos buracos de nossa vida os fantasmas que nos acordam e nos enfraquecem. Esse é o primeiro atos que não pode ser adiado; é a primeira resolução que devemos tomar. Essa coragem de ser começa exatamente quando perdemos o primeiro da vida, que é de nos conhecermos a nos mesmos. E essa decisão não pode ser protelada para quem deseja ser mais do que um algo.
Tomar uma decisão assim requer muito empenho, fé e determinação. Às vezes a tarefa se nos parece impossível. É preciso crer que Deus nos ajudará. Jesus ensinou: "O que é impossível aos homens é possível a Deus"(Mt. 19:26) e, ainda, há uma verdade no Antigo Testamento que nos reanima e nos ergue: "Aquele que nele puser sua confiança não será abalado" (Is. 28:16). Confiando neste Deus tremendo, a tomada dessa decisão será menos penosa e árdua.
A propósito da reportagem publicada no Domingo passado no Jornal "folha de S.Paulo" (21/06/98), em seu caderno "Cotidiano", sobre a ordenação de pastores homossexuais, tenho algumas coisas a explicar e outras a esclarecer.
Como argumento primeiro devo deixar bem claro que os homossexuais são seres humanos e, como tais, merecem todo respeito e amor cristão. Não há porque segrega-los como uma subespécie ou como gente de "outro mundo". Pessoas que pensam assim podem até trazer embutido no inconsciente um desejo latente de uma relação desse jaez. Odiar alguma coisa, seja o que for, significa ter uma relação tão profunda com essa coisa quanto amar apaixonadamente. Mas, por outro lado, aceitar o homossexualismo como uma "simples opção de amar" é, no mínimo, uma atitude desrespeitosa para com a própria natureza; é uma afronta às características biológicas e orgânicas com as quais fomos criados. Sem nos prendermos aos aspectos psicogênicos e, examinando só o campo fisiológico, a relação homossexual se desenha como uma aberração nas relações intra-humanas. É, destarte, um grande desvio comportamental.
Profissionais, tais como médicos, psicólogos, psicanalistas, conselheiros matrimoniais são unânimes que em casos raríssimos pode haver uma disfunção hormonal ou orgânica que possa determinar um desvio dessa natureza. Afirmam que esse comportamento está ligado ao mundo dos afetos perdidos na fase infantil, sobretudo na fase edipiana. Como é comum acontecer, o "buraco" está outra vez na família.
Há que se ponderar ainda que muitas igrejas evangélicas vêm sofrendo influencia de uma teologia liberal. Juntam-se ao permissivo liberal aspectos comportamentais de igrejas pentecostais, onde a matéria sexualidade é ventilada com reservas e, quando não, com algo detestável e digno de desprezo.
O que é mais triste que o oficiante desses casamentos é o reverendo Neemias Marien, pastor da Igreja Presbiteriana Bethesda. Quando se escreve "presbiteriana" genericamente dá uma idéia de a denominação Igreja Presbiteriana do Brasil estar em jogo. A denominação à qual pertence o sr. Neemias Marien é fruto de uma cisão do I.P.B por desvios doutrinários; e que o sr. Neemias, antes de passar para I.P.U (Igreja Presbiteriana Unida), foi excluído dos róis de nossos pastores pelo Supremo concílio, através de um processo formal e concluente, fato que o levou a filiar-se à I.P.U.
A Igreja Presbiteriana do Brasil tem como fundamento teológico a doutrina dos apóstolos, portanto ela á apostólica e, como tal, sobre esta matéria também perfilha a idéia bíblica apostólica, ou seja, o que ensina o apostolo S.Paulo, quando ensina: "Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória de Deus, incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus entregou tais à imundícia, pelas concupiscência de seus próprios corações, para desonrarem os seus próprios corpos entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador o qual é Bendito eternamente. Amém. Por causa disso os entregou Deus a paixões infames; porque até suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, come tendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro".
A sociedade de consumo incentivada pelo processo globalizado do mercado internacional tem como garantia de sua continuidade a descartabilidade do seu produto comerciado. Nesse processo tudo é descartável. Quanto mais atraente e transitório o produto, quanto mais importa a esse mercado. As ciosas não são feitas mesmo para durar. Desde os automóveis mais sofisticado até o mais comezinho mimo trazem o rótulo prazeroso do consumo descartável.
As propagandas estimulam o consumidores às compras via mensagens apelativas e inteligentes. Nelas, sentimentos sublimes, tais como amor, carícia, cuidado dos filhos, preocupação com a segurança da família, sucesso na vida amorosa e outros tantos se misturam com pneus, cigarros, "danoninhos", temperos e produtos de limpeza. Ou seja, sentir e ter são a mesma coisa ou, no mínimo, um não pode viver sem o outro. Consumir com a vida é o mesmo que sentir a vida.
Quem não se lembra dos Tamagotchis (bichinhos virtuais) que aterrorizam pais e professores ? O comércio faturou milhões de reais em cima de uma "coisa" que ensinava nossos filhos a servir, como se servisse a uma criança egoísta e teimosa que, se não atendesse seus caprichos, poderia fazer greve de fome e até morrer (suicidar ?)... Que tipo de pedagogia havia por traz disso ? O que nossos filhos estavam dando e recebendo ? Não haveria neles uma transferencia imediata para as suas relações com seus pais ? Não será por isso, também, que o número de crianças deprimidas, anorexêmicas e suicidas tenha aumentado tanto nos últimos tempos ?
Mas o ataque deletério do consumo vil não parou nos "interessantes bichinhos", que se serviam de nossas crianças como déspotas. Hoje, os bichinhos alcançaram uma faixa etária mais "assumida". O "My lover" é o que há de mais atraente e chamativo. Há semelhança do Tamagotchi na sua forma, mas de diferentes caprichos em seus objetivos, My lover quer, ao invés de comida, carinho e expressão de amor constantes. Ele se alimenta de sentimento. Com a mesma exigência do primeiro brinquedo, ele ataca aos corações, reclamando incessantemente de "seu parceiro" perfumes, cartõezinhos de amor, flores e chocolates. Tudo isso conta pontos preciosos que podem render "ao dono" beijos, abraços presentes e até propostas de casamento. (É o fim da picada!). Mas, também, se não receber o que pede poderá "morrer de amor".
Esses "bichos" ensinam que, (e isso é idílico) quando o amos não é correspondido, o sentimento com qual o adolescente deve contra-atacar é a morte. Nesse caso, quem move o amor é o egoísmo; e o que governa o carinho é a vaidade. O cuidado que um deve ao outro é por alguma coisa que o parceiro vai receber em troca. No fundo é a velha máxima humanista que impera de "como agradar a você mesmo".
Daí a deseducação nas filas dos bancos, no trânsito, nas escolas e nos lares, pois tudo e todos devem girar em torno de mim. Nasce, assim, um geração predominantemente ególotra e narcísica em suas relações sociais.
Já o principio cristão do amor é sempre dar sem nenhuma preocupação de receber. Se não vejamos: "O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece. Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (I Cor. 13:4-7).
A vida deve ser vivida de modo saudável e sem trauma. A partir deste pressuposto, temos tentado criar nossos filhos. Só que, muitos de nós, na tentativa de educá-los de uma forma mais liberal, sem os traumas normais gerados em nós pela velha criação passada, nos perdemos por entre as finas linhas fronteiriças, que delimitam o excesso e o equilíbrio; o certo e o errado. Essa realidade é palpável quando percebemos, por exemplo, a insubordinação de alunos, o confronto cada vez mais desrespeitoso dos filhos ante os costumes da família, a postura petulante dos jovens diante de autoridades legalmente instituídas. Enfim, a vida deles vai ficando cada vez mais desordenadas e sem parâmetros.
Uma vida saudável e sem trauma só pode ser obtida através de decisões conscientes tomadas na busca da pratica de princípios que respeitem e colaborem com um mundo biopsicosocioespriritual. Qualquer atitude, desejo ou reação que confronta ou agride estes compartimentos vai prejudicar enormemente essa vida central. Nosso organismo, na totalidade da sua dimensão física, mental e espiritual, possui leis que, se observadas, promoverão o melhor desempenho dessa maquina fabulosa, verdadeira obra prima que é o ser humano. Todos os impulsos e desejos de uma pessoa que se mostrarem contra essas leis de saúde mental e física devem ser controlados canalizados ou redirecionados para uma construção ontológica harmônica e construtiva. Seguir impulsos em nome de uma satisfação narcísica, ou em busca do prazer - pelo - prazer, sem considerar a globalidade do ser, pode resultar , mesmo a longo prazo, em danos irreparáveis para saúde mental e física de uma pessoa, dos relacionamentos e do meio ambiente.
Tomemos como exemplo a nossa sexualidade, que é uma das mais significativas e maravilhosas manifestações de nossa pessoalidade. Quando esse sentimento instintivo que é uma desejo e que promove prazer é praticado apenas seguindo impulsos cegos e naturais, ou seja, praticar sexo de qualquer forma, em qualquer faixa etária com qualquer pessoa (desde que use preservativo não há problema), deixa marcas profundas e resultados desastrosos no mundo de cada um de nos. Pessoas feridas, frustadas, carregando culpas e remorsos famílias esfaceladas, doenças e mortes são plenamente verificáveis nesse "Mundo de cão".
O Que eu estou querendo dizer é que devemos ensinar nossos filhos o prazer com respeito aos princípios vitais do homem; a liberdade com responsabilidade. E eles só vão aprender isso quando já no mínimo na fase oral viverem de acordo com normas e princípios estabelecidos nesse novo mundo em que ele começa a viver. Tentar ensinar filhos já maduros a equilibrar seus impulsos e canalizar seus instintos é uma tarefa utópica e irrealizável. É na infância que ensinamos as crianças a considerar o bem-estar próprio e do semelhante; a colocar "A cabeça no lugar", a lidar construtiva e amadurecidamente desejos e impulsos, vivenciando-os sadiamente.
Tenho aconselhado muitos pais que tentam, em vão, disciplinar o tempo, os impulsos de seus filhos quando ele já estão moços. Alguns, percebendo esses desajuste, partem até para agressão física. Minha resposta a isso tudo é sempre a mesma: "Se seu filho está precisando de uma surra nessa fase da vida é sinal evidente de que ele não foi disciplinado no tempo correto". Toda disciplina em filhos que não são mais crianças são recebidas como agressão. Há um tempo certo de ensinarmos nossos filhos a trabalhar bem a raiva, o impulso, o instinto e a agressão. Essas reações são manifestações naturais do ser humano mas que devem ser bem conduzidas e a infância é o tempo certo de se aprender controlar essas pulsões vulcânicas que tentam controlar a nossa identidade racional.
Se olharmos acuidade e isenção de animo, chegaremos a conclusão de que todas as nossas manias e compulsões nascerão do furto das possibilidades que a vida infantil nos oferece. Lá estavam todas as nossas chances que, por um motivo ou outro, não pudemos aproveitar. Por isso é que somos cheios de contradições e desajustes e, por sabermos essas coisas, podemos criar nossos filhos conscientes das infinitas possibilidades do mundo moderno, mas, ao mesmo tempo, não menos conscientes, dos perigos que essas chances podem se transformar.
Muitas vezes a falta de opção na televisão tem nos levado - mas principalmente aos nossos filhos - às locadoras de vídeo. Há, nesses estabelecimentos, uma gama muito grande de títulos, assuntos e opções para, muitas vezes, nosso insaciável instinto de curiosidade. E para que essa curiosidade seja satisfeita, as promoções garantem essa possibilidade. O item "Pornografia" ( pornofonia ) serve como uma espécie de visgo na busca desse tipo de cliente. Destarte, muito desse lixo entra, sorrateiramente, para dentro de nossos lares, trazido por adolescentes curiosos ou, então, por pais mal-resolvidos na vida sexual.
Geralmente, os filmes modernos mesmos os que não são "pornográficos"(desculpem-me pelo neologismo), trazem em seu bojo um apelo muito grande à sexualidade e, quando não, ao erotismo de modo geral. E muitas vezes essa sexualidade não traduz os valores psicobiológicos que uma relação duradoura e vital deve trazer. O sexo é uma expressão de unidade de conceito, de mente, de emoção, de propósito, de corpo e alma, e não uma simples escapismo de energias incontroláveis que guerreiam dentro de nós buscando satisfazer um desejo louco. O modo natural de desenvolver uma sexualidade saudável está numa relação madura, sofrida, provada; realidade esta experimentada em uma vida a dois, ou seja, numa relação que, dentro de uma cultura, obedece ao que chamamos aqui no Brasil de casamento tradicional, onde os interesses são mútuos, dependentes de emoções e sentimentos um do outro. Na vivência conjugal madura a sexualidade é muito mais uma troca de benefícios prazerosos do que uma fuga através de uma descarga libidinal desprovida de consciência e mutualidade, ou de até uma mera troca de fluídos corporais sem consideração de propósito ou consciência.
As imagens tem um poder tremendo em perpetuar memórias em nós. Elas são capazes de determinar que tipo de emoção iremos reproduzir no futuro. Se a memória que guardamos de um relacionamento sexual é debochada, sádica e aviltante, a tendência é que, no futuro elas reapareçam em nosso comportamento, direcionando o nosso imaginário para a morbidez e para uma desastrosa frustração no mundo dos afetos. E esses vídeos podem conduzir a nossa vida e a de nossos filhos adolescentes para um comportamento desagregador e vazio.
A escolha de uma filme, também, vai determinar o humor de nossa casa. Os bons filmes - e há alguns muito bons - geralmente reforçam as emoções sadias. É um excelente meio de avaliarmos uma fita de vídeo, perguntar que tipo de emoção ela vai provocar em nossas vidas. Podemos, por exemplo, comparar os traços dos personagens para modelar o nosso lar e o caráter de cada um de nossos filhos. Os vídeos devem reforçar as emoções, sentimentos e reações que escolhemos para a nossa família, e não mudá-los.
Não criamos as portas de nossas mentes, mas somos responsáveis por mantê-las intactas. As entradas de nossas vidas devem ser guardadas e protegidas pelo nossos espirito cristão e humanitário, ou seja, até quando isso que deixo entrar dentro de mim honra a Deus, dignifica a mim mesmo e serve ao próximo. O apóstolo São Paulo escreveu: "Se há alguma virtude e se há algum louvor, seja isso que ocupe o vosso pensamento" (Fil. 4:8).
Por isso, a escolha de um vídeo não é simplesmente uma decisão tipo "o que faremos hoje à noite?" É uma escolha que trará impacto ao crescimento emocional, social, sexual e espiritual de um telespectador. De um simples gesto de alugar um filme nasce uma tendência, um hábito e, futuramente, um estilo de vida.
Uma das fases mais fantásticas da vida é a velhice. Contudo, muitos homens e mulheres, não percebendo essa realidade, se afundam nas mais severas angustias e depressões. Afirmam que todos os projetos sonhados na vida tiveram, de uma forma ou de outra, seus momentos de formulação e/ou execução; ou seja, não há mais nada para se fazer na vida.
Há bem pouco tempo, as mulheres sexagenárias, por exemplo, tinham duas únicas opções de vida: viver para o cuidado dos netos ou esperar na janela da vida seus dias finais. Que horrível ! Mas hoje as possibilidades são infinitas. Não só a expectativa de vida cresceu na humanidade nos últimos tempos como também a expectativa de se viver bem entre os homens.
Antigamente os pais viviam para os filhos ( o que é erro tremendo ). Com o crescimento natural dos mesmos e as conseqüentes mudanças de hábito e de estado civil, os pais se viam sozinhos sem saber viver um para o outro, pois haviam vivido para os filhos e não como os filhos. Isto é, eles não faziam parte de um processo temporário, mas viviam em casa com pequenos deuses e alvo de todos os afetos e atenção, muitas vezes em detrimentos da vida conjugal do próprio casal. O resultado é o que os especialistas chamam de "a sindrome do ninho vazio". Perdiam a motivação para a outra realidade da vida: o fato de os filhos pertencerem a outra pessoa e não a eles. Daí, muitas vezes, famigeradas "arengas" entre sogro e genro, sogra e nora.
Quando se envelhece assim, a visão de vida se estreita. Perde-se a capacidade de se construir alguma coisa juntos. Vive-se uma vida pobre de significado, em função das emoções estarem afeitas a pequenos incidentes da vida e não em busca de um ideal existencial que possibilite a construção de um mundo melhor. A velhice não é um momento estanque da vida, mas a mais sabia e produtiva continuidade da vida que só o tempo pode dar. Não é este o momento de parar, mas de contribuir com o que durante todas as outras fases da vida foi colhido.
É um tremendo engano dizer que idosos não tem carência afetiva, desejos de intimidade conjugal ou carícias. Talvez este mito tenha sido criado pelos vitorianos, que pugnavam por uma beatificação da ancianidade. Velhos não querem ser "santos", querem ser gente como a gente. Idosos curtem, se apaixonar, brincar como qualquer outra faixa etária o faz. Da mesma carência que as outras faixas sofrem de serem escolhidas e queridas, a terceira idade também sofre e, ela não as engole (traga) como fazem os jovens, mas as saboreia como quem degusta um bom vinho.
Afinal, senti-se velho é mais tabu do que ciência. É obvio que o físico sofre nessa fase alguma limitação; mas a pletora física não é, necessariamente, sinônimo de viver bem. O importante é renovar as forças e os sonhos constantemente. A propósito, a Bíblia nos ensina: "Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens cansam e se fatigam e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam suas forças, sobem com asas de águia, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam...(e) quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia."(Sl 103:5; Is 40:29-31).
Estamos no florescer do futuro. Um ano novo que vai passar mais depressa do que o outro que já começou. E nessa frenética, certamente usaremos velho e inoportuno chavão: "Não deu tempo".
É verdade que vez ou outra, seremos pegos de surpresa por situações inopinadas que não nos mandarão avisos prévios ou predeterminações adrede comunicadas. Mas, quase sempre, nossas protelações surgem de fatores psicogênicos que nos fazem cativos de uma doença crônica ao ponto de não começarmos ou deixarmos inacabadas centenas de tarefas e decisões. Sem querer ser pessimista, centenas morrerão por não terem tido tempo de vir ao médico; outros não serão bem sucedidos nas escolas e concursos porque "Não tiveram tempo de estudar"; ainda, outros, não crescerão na vida profissional por não terem tido tempo de se atualizar.
Desse modo a mania de protelar poderá deteriorar a vida, causar danos nos relacionamentos, destruir carreiras, acabar com sonhos e minar a fé.
Sobretudo a protelação não é meramente um hábito prejudicial, mas uma atitude que impede o crescimento pessoal, emocional e profissional. Como alguém já disse: "Protelar é a arte de estar em dia com o compromisso de ontem". É a mais dura e férrea volta ao passado não tem chance de enxergar venturas no futuro.
Deixar para depois faz sinais desastrosos na vida emocional do homem. Quase sempre marca o psiquismo humano com raiva de si mesmo e com sentimento constante de que "Alguma coisa precisa ser feita". No final chega a indefectível conclusão de que "é muito tarde para fazer algo".
A procrastinação é quase sempre fruto do medo de enfrentarmos dificuldades. Sabemos que para vencê-las será necessário muito esforço e disciplina pessoal. Irwin C. Hansen, um grande executivo na área de saúde escreveu: "Tudo o que é preciso é uma grande lata de cola. Você espalha um pouco na cadeira e um outro tanto nas calças, senta-se e fica grudado em cada projeto até que tenha feito o melhor possível".
Devemos começar o ano tentando reformas, restaurar e criar alguma coisa. É bom começarmos o treinamento para o sucesso com tarefas menores. A dedicação aumenta e a determinação é reforçada quando você consegue visualizar a tarefa cumprida com sucesso.
Comece um ano novo com um novo alvo e seu projeto exeqüível. Estabeleça prioridades e metas. Convoque pessoas amigas e compartilhe com elas o seu sonho. Acima de tudo confie em Deus para conseguir força e fibra necessária para um ano de sucesso e vitórias. Como diz o profeta Isaías: "Aquele que Nele (em Deus) puser sua confiança não será abalado" (Is 28,26).
Faça um compromisso com Deus, com você mesmo e com os seus queridos de começar um ano novo sem "deixar para amanhã o que se pode fazer hoje ".A benção de Deus é para o " hoje". Deus quer abençoar sua vida no dia presente. Assim, somente um projeto que tenha que tenha por finalidade o Deus de toda a glória é que pode dar certo.
Não há mais tempo a perder. O ano novo começa com janelas e portas abertas para grandes oportunidades.
Feliz ano novo.
Não há como fugir. A violência nas escolas publicas tem nos deixado apavorados. Por outro lado, as famílias, as autoridades, e as igrejas não tem mensurado a profundidade e a radicalidade dos efeitos das influências das drogas e da mídia dentro do contexto da violência. Não creio que as drogas e a mídia sejam inúteis em si mesmas, mas o uso indiscriminado e desorientado desses produtos tem produzido um malefício incalculável à nossa sociedade.
Esses produtos (drogas e mídia) têm como alvo o consumo. Longe deles o papel educativo e pedagógico. E o consumo indiscriminado desses atende aos reclamos de uma das vertentes do processo massificante do neoliberalismo globalizado e consumista. Ou seja, não importa o que consumir, desde que se consuma. E esse consumismo exacerbado entra em choque com os padrões mínimo de equilíbrio propostos pela família. Nessa guerra, o nosso inimigo comum, até agora, tem tido vantagem. Colocam como produto de atração ou máscara mulheres bonitas, homens realizados que consomem todos os produtos tipo "quem sabe o que quer vai mais longe". No fundo, o que eles propõem é uma vida totalmente sem compromisso com o social, com o ético, com o próximo, enfim, para com o todo da vida. Para o deus-consumo, se ele conseguir vender sua principal doutrina ("fazer o que dá na cabeça é sinal de saber o que quer da vida") a guerra estará finalmente ganha.
Os que vendem esses produtos não são inocentes. Sabem como ficar esperando sua vítima no horário ideal das propagandas televisivas ou, então, de prontidão nas portas das escolas esperando a próxima vítima. Tudo é tecnicamente estudado e treinado.
Com uma aparência de jovialidade, de solidariedade e de liberdade, nossos filhos vão ficando cada vez mais frios e violentos à medida em que esses produtos vencem os valores pregados pelas famílias. E essas, coitadas !, se vêem-se indefesas quando acordam para essa terrível realidade. Há casos, não raro, que dão no final da história morte.
Para ajudar jovens e adolescentes a terem uma vida eticamente mais correta, gente que não queima índio vivo, que não atira em colegas na escola, que não seqüestra e mata a própria professora; gente que não tem vontade de consumir em troca de valores fúteis e transitórios, é necessário uma união de esforços das principais instituições que sustentam a moralidade e a ética de nosso país. Família, igreja, escola e instituições legais são o caminho para uma solução desse terrível problema que é violência. É necessário cruzar dados e trocar informações que permitam criar melhores estratégias para ajudar nossos jovens. Essas forças unidas precisam se aproximar deles sem desconfiança nem medo, mas com respeito e autoridade. É preciso que tenhamos algo cativante, poderoso e profundo para mostrar. O nosso produto é muito bom, mas temos que confessar que muitas vezes o invólucro que envolve esse produto é muito ruim. O modo pelo qual estamos mostrando nossas verdades é tão deficitário que elas se parecem mais com mentiras. Nossas instituições precisam criar programas comuns modernos e eficientes, senão, quando acordarmos, poderá ser muito tarde.
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